Ebooks

INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Infelizmente o 4shared bloqueou o acesso a conta onde eu armazenava os e-books (aparentemente tem algo haver com direitos autorais). Assim que tiver um novo site para armazenamento enviarei os links.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre fisioterapeutas e fisiatras

A cada dia que passa aumenta a minha convicção de que não é possível falar em reabilitação sem falar de trabalho em equipe. Não importa se multi, trans ou interdisciplinar, o que importa é a palavra EQUIPE. No momento, me é quase inconcebível imaginar o fisioterapeuta tratando sozinho um paciente. (falo dos fisios, mas extendo este raciocínio também à fono, TO, psicologia, Fisiatria, enfim, qualquer outra especialidade envolvida com a reabilitação)

Eu tenho a grande felicidade de trabalhar em locais que contam com equipe multidisciplinar, onde a cada dia fica mais evidente para mim o ditado que diz:“duas cabeças pensam melhor do que uma”. Engana-se quem acha que eu valorizo o trabalho em equipe por ser mais fácil. Muito pelo contrário, devo admitir que é muito, mas muito mais difícil do que o trabalhar sozinho, pois envolve reuniões freqüentes (muitas vezes saio mais tarde do trabalho ou almoço mais tarde por causa delas), envolve também saber lidar com as vaidades pessoais (algumas vezes minha própria também ! ! ), e principalmente saber ouvir, negociar e aceitar propostas de intervenção mesmo que você não concorde ( devo confessar, muitas das vezes a proposta decidida em equipe REALMENTE se prova a mais acertada)

Este parece um raciocínio meio doido não é? Pois é, trabalhar em equipe é muito doido mesmo. Os prós superam os contras, pois é uma oportunidade única de interferir na conduta de outras categorias profissionais, de expor pontos de vista, de trocar informações, de crescer profissionalmente e como pessoa, e principalmente de ver o seu paciente ser bem assistido e saber que ele está recebendo o melhor tratamento possível, pois a conduta foi estabelecida em equipe considerando os diferentes pontos de vista profissionais.

Beleza, falei de trabalho em equipe e etc..., mas e os fisiatras com isso? Pois bem, talvez eu seja execrado pelos meus colegas de profissão pelo que vou escrever agora, mas ouso quebrar o tabu e dizer que gosto de trabalhar com fisiatras. Não pensem que sou puxa-saco ou um fisioterapeuta submisso. Nada disso, o trabalho em equipe me ensinou justamente o contrário. Aprendi a me impor profissionalmente, a justificar minhas condutas e aprendi que a argumentação com base em evidências científicas é a melhor forma de ser respeitado no meio profissional e ter voz ativa dentro da equipe de reabilitação. Neste aspecto, a troca de opiniões com os fisiatras é muito mais rica do que com um ortopedista, por exemplo. E o motivo é extremamente simples: Falamos a mesma língua! Sim, falamos em termos de atividades funcionais, em qualidade de vida e AVDs.

Eu particularmente não tenho problemas em trabalhar com fisiatras, eu percebi que casos de desafeto não são relacionados à categoria profissional, mas sim à posturas prepotentes que poderiam ser encontradas em qualquer pessoa, inclusive em colegas de profissão.

Acho que já é hora de acabar com essa rixa idiota. Estou ciente dos fatores históricos envolvidos nas diferenças entre fisioterapeutas e fisiatras, mas também estou ciente de que trabalhar em equipe é muito mais proveitoso para todos, e principalmente para os pacientes. Eu deixei meu preconceito de lado e não me arrependo, conheço colegas que fizeram o mesmo e concordam comigo. E você? Tente botar uma pedra no assunto, deixe de lado suas vaidades, VÁ TRABALHAR EM EQUIPE e mãos à obra!!!!!!

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá, Humberto!

Gostaria de saber, na sua experiência, quais os limites entre fisioterapeuta e fisiatra.
Vejo em sites estes últimos falando que fazem diagnóstico funcional e prescrevem tratamento físico. No seu convívio profissional isso acontece?
Particularmente não vejo utilidade em ter 2 profissionais numa equipe que fazem as mesmas coisas (se é que o CBM permite que médicos façam diagnóstico funcional) mas enfim.. acho que sua visão baseada na experiência do trabalho conjunto tem mais valor que minhas impressões baseadas no que leio por aí..

Sucesso!