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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tutorial para busca de artigos de fisioterapia na internet

A postagem de hoje é dedicada aos alunos do estágio de fisioterapia pediátrica do Núcleo RDN- UFRJ. Cada grupo de estagiários precisa apresentar o caso clínico e uma mini apresentação de um paciente. Ate aí nada de extraordinário. O problema é que por ser um hospital universitário aparecem por lá pacientes com síndromes raras (pra falar a verdade bem raras, tipo 3 casos descritos no mundo: 1 na Rússia, 1 no Suriname e 1 no Brasil).
Pois bem, para ajudar essas almas, vou deixar um passo a passo de como buscar informação relevante sobre essas síndromes raras.
#1- Primeiro Passo, conheça seu inimigo.
Se a síndrome é rara, muitas vezes você só sabe com certeza o nome da doença e tem uma vaga idéia do quadro clínico. Nestes casos é útil começar a sua busca utilizando a ferramenta mais básica da internet: O Google. Sim!, não menospreze o Google. Digite o nome da doença e visite principalmente sites de Associações pois eles geralmente disponibilizam informações sobre definição, etiologia, história natural, diagnóstico e prognóstico.
Pronto, agora você já sabe se está diante de uma má formação congênita, de uma síndrome genética ou de uma sequela de doença infecciosa. É útil também procurar artigos científicos sobre o tema (use o Google acadêmico), aproveite pra descobrir a grafia síndrome em inglês e pesquisar artigos de revisão.

#2- Segundo Passo, conhece-te a ti mesmo.
Na maioria das vezes é perda de tempo procurar artigos de fisioterapia. Pense bem: A síndome é rara e existem poucos artigos sobre a doença. Muitas vezes você vai encontrar apenas relatos de caso e séries de caso investigando a etiologia ou um medicamento. Portanto é improvável que hajam artigos investigando uma determinada intervenção fisioterápica naquela doença.
Sendo assim, explore um pouco o fisiodiagnóstico. Busque informações sobre o quadro funcional do paciente e pesquise intervenções aplicáveis àquele paciente Ex: Ataxia, espasticidade, autismo, limitação do movimento articular, fraqueza muscular, etc...

#3- Em Busca do Cálice Sagrado.
Você já tem as informações básicas sobre a doença, mas pesquisou apenas no Google. Vamos agora aumentar a complexidade da busca: Vale a pena procurar na Scielo, e no PubMed. Eu sei que ninguém consegue baixar artigos do PubMed, mas é um meio de fazer uma busca nas principais revistas científicas. Encontrando algo de interessante, volte ao Google, digite o nome da revista onde o artigo foi publicado e vá até o site, pois algumas das revistas disponibilizam os artigos antigos online (mais de um ano de publicação). Se você não conseguir, o jeito vai ser visitar a biblioteca do CCS com um pendrive e pesquisar no portal periódicos capes (algumas faculdades particulares têm acesso ao portal) Uma outra forma é procurar senhas para o acesso à bases de dados - Mas isso eu vou lançar em outro tutorial um outro dia qualquer.

#4- Variando sua busca
Se mesmo assim você encontrou pouco ou quase nada sobre o tema, o jeito é partir pra técnica de "comer pelas beradas". Por exemplo: Na Síndrome de Rasmussen (uma encefalite de etiologia não determinada cujo tratamento preconizado é a hemisferectomia) o paciente geralmente apresenta hemiplegia + déficit cognitivo + heminegligência. Nestes casos, você pode deixar sua apresentação mais rica se você citar artigos que utilizem o método de restrição-indução de movimentos para tratar a hemiplegia.
Um outro exemplo seria de uma patologia que curse com luxação de quadril ou o caso de uma doença progressiva como a amiotrofia espinhal, onde é interessante abordar a questão do suporte ventilatório não invasivo em fases avançadas da doença. Nestes casos, eu sugiro também uma pesquisa nas revistas Physical Therapy, Pediatric Physical Therapy, Archives of Physical Medicine & Rehabilitation (os artigos recentes estão disponíveis online), Acta Fisiátrica, Fisioterapia em Movimento, e o Jornal de Pediatria

Muito bem, acho que este é mais ou menos o caminho das pedras. E este não é um caminho fácil, mas é a melhor maneira de se praticar fisioterapia baseada em evidências.

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