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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

transferências no leito

Após mais um recesso, desta vez por motivos de problemas com meu computador, retorno hoje. Desta vez deixo algumas dicas sobre como realizar a transferência de pacientes.


Ao longo de sua vida profissional, o fisioterapeuta deverá auxiliar pacientes com as mais variadas condições físicas a realizar transferências posturais. Caso não sejam tomadas algumas precauções para mover o paciente de forma correta e segura, o fisioterapeuta pode acabar desenvolvendo lesões devido ao esforço exagerado e à má postura durante estas manobras.



Algumas dicas rápidas:


  • # A expressão: “erga o paciente com suas pernas e não com suas costas” é um lembrete essencial para uma mecânica corporal adequada.

  • # Sempre mantenha o paciente o mais próximo possível de você durante a transferência (isto é particularmente essencial se você estiver tentando passá-lo para de pé).

  • # Mantenha seus braços e o paciente o mais próximo do seu corpo para que suas pernas trabalhem de forma mais eficiente e também para manter o equilíbrio.

  • # Dobre seus joelhos enquanto mantém suas costas o mais eretas possível. Evite rotações de tronco e inclinações laterais.

  • # Explique ao paciente o seu plano de vôo e comunique antecipadamente cada etapa da transferência que você estiver realizando. Eu tenho como hábito deixar bem claro ao paciente que caso haja alguma intercorrência, ou se ele (paciente) por qualquer motivo se sentir inseguro e quiser retornar ao leito, que me avise, e mantenha acalma, pois a qualquer momento é possível retorná-lo ao leito com total segurança.

  • # Reconheça quando não for possível realizar sozinho a transferência do paciente. Não é vergonha nenhuma pedir ajuda nestas horas.
Achei na internet um trabalho interessante sobre ergonomia e principalmente como não realizar transferência de paciente. este é um exemplo claro de como você pode se machucar se não conhecer a técnica adequada para realizar a transferência do leito para cadeira de rodas.

Mas vamos agora ao que interessa.
#1- Transferência de decúbito
Esta é a transferência mais básica: Passar o paciente de decúbito dorsal (DD) para decúbito lateral (DL). A imagem que ilustra esta transferência usa como referência um paciente hemiplégico. Inicialmente, eu parto do pressuposto que o paciente é capaz de ajudar na transferência. Assim, basta solicitar que ele dobre os joelhos, mantendo os pés no leito e depois simplesmente deixe as pernas "rolarem" para o lado, fazendo uma dissociação de cinturas. Depois é só levar a cintura escapular e ajustar o paciente. É recomendável em pacientes menos ativos que se faça uma pequena tração do braço que estiver por baixo do corpo com a intenção de abduzir a escápula e deixando-o em uma flexão anterior de aproximadamente 90 graus.


Em pacientes submetidos à cirurgia de coluna, o procedimento é semelhante. a única diferença é que o paciente deverá "rolar em bloco", isto é: sem realizar a rotação de tronco.




#2 De DL para sentado com as pernas para fora do leito.
Pronto. Seu paciente já ficou confortavelmente em DL, mas agora você deseja sentá-lo com as pernas para fora do leito para estimular a independência e a interação com as visitas. Comece por deitá-lo em DL exatamente como explicado acima. Sua intenção será elevá-lo como um bloco até deixar o tronco na vertical. Antes de fazer isso pela primeira vez, certifique-se que o paciente já tolera a postura sentada com a cabeceira elevada. Você não quer ninguém tendo hipotensão postural, não é?


Seguindo a figura abaixo, com o paciente em DL Esquerdo, deixe as pernas do paciente para fora do leito, elas farão um braço de alavanca que irá te ajudar na transferência. Apoie seu braço direito passando sobre o ombro esquerdo do paciente e posicionando sua mão sobre o dorso ou sobre a região posterior o ombro direito dele. Sua mão esquerda irá "abraçar" as pernas do paciente (NÃO é para se posicionar como se fosse carregá-lo no colo!!!, seu braço esquerdo deve ficar em rotação interna e apoiando a mão sob os joelhos do paciente) ou em paciente mais colaborativos mas ainda debilitados, você poderá apenas fazer uma pressão para baixo sobre a crista ilíaca direita para guiar o movimento. Posicione-se em inclinação lateral do tronco, mantendo o paciente o mais próximo possível de você e com ele bem apoiado retorne lentamente o seu tronco da posição de inclinação lateral para a posição vertical mantendo o tronco do paciente reto, evitando inclunações. Ficou meio confuso? Na verdade é bem simples, o ideal seria assistir à alguém fazendo o manuseio mas não consegui encontrar nenhum vídeo. Tente com um colega antes de fazer no paciente!





#3- Do leito para cadeira de rodas.
A cama hospitalar geralmente é bem alta. acho meio arriscado colocar um paciente sabidamente debilitado (se ele não fosse debilitado não precisaria de um fisio facilitando as transferências). Por isso sugiro que na primeira vez que for colocar um paciente de pé, que peça ajuda a outra pessoa para colocá-lo em uma cadeira de rodas e só então treinar o ortostatismo com o paciente. Algumas camas de hospital possuem um mecanismo de rebaixamento dos pés, meio que se inclinasse os pés da cama quase até o chão. Se isso for possível, basta escorregar o paciente até ele apoiar os pés no solo e depois treinar o ortostatismo.
Mais uma vez usarei como exemplo o paciente hemiplégico:

#1- peça ao paciente para apoiar as mãos em seus ombros. Incline-se para a frente, dobre os joelhos e passe as mãos sobre a cintura do paciente. Se for um hemiplégico, trave o joelho plegico entre os seus.

#2- Peça ajuda ao paciente e erga-o tirando as nádegas do paciente da cama (se preferir ou se o paciente for muito pesado, uma alternativa seria apoiar suas mãos sob as nádegas do paciente e a partir daí fazer força para erguê-lo.

#3. Pronto, você já colocou-o emm ortostatismo, mas se ele não puder manter a posição, basta rodar o tronco e sentá-lo na cadeira de rodas.

Esqueci de falar, mas se você vai transferí-lo para cadeira de rodas, posicione-a próxima da cama, travada, se possível sem os apoios dos pés e sem os braços da cadeira também.



Naturalmente treine bastante antes de tentar com um paciente, e na primeira vez que for fazer isso com um paciente peça para que outro fisio ou alguém da enfermagem fique próximo para ajudá-lo. Ninguém nasce sabendo fazer essas coisas!!!!

3 comentários:

yoga_cysnei disse...

oi você autor desta paina entre emcontato comigo omais rapido possivel, estou fazendo um estudo sobre mudanças de decubito, na UTI preciso de suas informações você pode me ajudar? meu e-mail é yoga_cysnei@hotmail.com, sou academica de fisioterapia.

Magda disse...

Muito bom este blog. Parabéns ao autor!

Anônimo disse...

Vejam isto: https://video-mia1-1.xx.fbcdn.net/hvideo-xta1/v/t42.1790-2/11240941_853032788084366_1454800886_n.mp4?efg=eyJybHIiOjM2OSwicmxhIjo1MjUsInZlbmNvZGVfdGFnIjoicWZfNDI2d19jcmZfMjNfbWFpbl8zLjBfcDFoY19zZCJ9&rl=369&vabr=205&oh=67e0b9c99dfbb01edd5a8c51a758e36d&oe=55C8C645