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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Equipamento robótico para realizar cinesioterapia em pacientes hemiparéticos

Cirurgias à distância, até mesmo cirurgias realizadas por robôs já são uma realidade. A tecnologia avança e novas aplicações são desenvolvidas cada vez mais rapidamente. Eu acredito que nos próximos anos nós, que trabalhamos com reabilitação, veremos avanços cada vez mais surpreendentes como é o caso do ReWalk. Infelizmente sou obrigado a dizer que apenas veremos, pois infelizmente no Brasil a reabilitação é a última a receber verbas para pesquisa e a primeira a ser lembrada na hora dos cortes de gasto.

Mas chega de chorar as pitangas, em minhas andanças pela web encontrei um site interessante sobre o desenvolvimento de um robô cinesioterapeuta.
Os exercícios descritos no link no final do post foram selecionados por fisioterapeutas que trabalham no do projeto Reharob. O objetivo principal deste projeto é desenvolver um equipamento robótico para realizar cinesioterapia no membro superior de pacientes hemiparéticos, e o objetivo destes exercícios é melhorar os movimentos do membro superior (fortalecer os músculos, diminuir a espasticidade, melhorar a coordenação e propriocepção e manter o arco de movimento)
Foram escolhidos alguns exercícios possíveis de serem realizados com os pacientes deitados em supino e está disponível também um vídeo demonstrativo. Os "pacientes" do vídeo são indivíduos saudáveis, e os movimentos são um pouco mais rápidos do que se esperaria conseguir realizar em um paciente com hemiparesia.
Eu achei esta iniciativa interessante, apesar dos exercícios serem funcionalmente bastante limitada, considero a ideia útil e bastante promissora em especial para pacientes com AVC agudo ainda hospitalizados. De qualquer forma, os manuseios demonstrados no vídeo também são interessantes e valem a pena sererm praticados em nossos pacientes, mas se for usá-los lembre-se que o paciente hemiparético não é uma receita de bolo. Escolha os exercícios adequados às necessidades e demandas individuais de seu paciente. O projeto é criar um robô, e não transformar o fisioterapeuta em um.

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