Ebooks

INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Infelizmente o 4shared bloqueou o acesso a conta onde eu armazenava os e-books (aparentemente tem algo haver com direitos autorais). Assim que tiver um novo site para armazenamento enviarei os links.

domingo, 1 de março de 2009

Distrofia Muscular de Duchenne

Atenção, este é um relato técnico e não tem objetivo de informar pais ou cuidadores de crianças com distrofia muscular de Duchenne. Para maiores informações acesse a página da ABDIM - Associação Brasileira de Distrofia Muscular

O termo Distrofia Muscular refere-se à um grupo de miopatias genéticas hereditárias caracterizado pela fraqueza muscular progressiva e substituição do tecido muscular por tecido fibroso, conjuntivo e adiposo. A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença de herança recessiva ligada ao cromossomo X e que afeta predominantemente o sexo masculino. O gene responsável pela DMD localiza-se no braço curto do cromossomo X, mais exatamente no locus 21 (este é o gene que produz a proteína distrofina). Isto explica porque a DMD e a distrofia Muscular de Becker são algumas vezes descritas como distrofinopatias Xp21.
A distrofina tem um papel importante na integridade do citoesqueleto, sem ela podem ocorrer rompimentos tanto na membrana celular quanto na lâmina basal, o que impossibilita o influxo de cálcio, acarretando áreas de necrose segmentárias. Esta perda da integridade das células musculares possibilita que a enzima muscular Creatinofosfosquinase (CPK), seja utilizada na investigação diagnóstica. A CPK se eleva muito antes dos síntomas clínicos surgirem nos pacientes com DMD.
Os achados físicos na DMD incluem:

Pseudohipertrofia de panturrilha. Este achado provavelmente representa a substituição do músculo por tecido fibroso e adiposo.
Sinal de Gower. É a dificuldade que os pacientes apresentam em se levantar do solo. As crianças desenvolvem uma estratégia bastante característica. O paciente estabiliza suas pernas com os braços e vais "se escalando" até ficar de pé.
Fraqueza da cintura pélvica. Geralmente se desenvolve antes da fraqueza de cintura escapular, e manifesta-se por uma marcha anserina, com a base alargada. A criança progride com encurtamento dos músculos da panturrilha podendo desenvolver marcha na ponta dos pés.
Reflexos tendinosos. Podem estar diminuídos ou ausentes.


Achou meio confuso? Pois bem, encontrei um vídeo no youtube de uma avaliação de uma criança com Duchenne que apresenta todos os sinais comentados acima. Depois de assistir o vídeo abaixo, duvido que você ainda tenha dúvidas em relação a pseudohipertrofia, marcha anserina ou sinal de Gower.



A inteligência também é afetada na DMD, embora a causa exata ainda não esteja determinada, possivelmente a presença de formas anormais ou até mesmo a ausência de distrofina no sistema nervoso central (SNC) estejam relacionadas com as alterações neuropsicológicas observadas. Para saber mais, recomendo a leitura da dissertação de mestrado de Marcus Vinícius Della Coletta, defendida na UFPR
Tratamento
A fisioterapia faz parte do tratamento desde o diagnóstico até a idade adulta. Existem várias monografias e trabalhos sobre cinesioterapia empergada nestes pacientes. O fato é que estas crianças irão desenvolver contraturas. Inicialmente no tornozelo e quadril, e uma vez que pare de andar estas contraturas serão mais generalizadas e cuidados específicos devem ser tomados para assegurar que os membros superiores e mãos continuem funcionais.


O tratamento domiciliar é importantíssimo. Neste sentido, existe uma tradução do "Parent´s Guide to the Physical Management of Duchenne Muscular Dystrophy"

Vigilância Respiratória
A assistência ventilatória é uma medida crítica em pacientes com DMD, pois aproximadamente 90% destes pacientes morrem devido a insuficiência respiratória crônica. Neste sentido, medidas de vigilância ajudam a identificar o início de complicações respiratórias, sendo de extrema valia para o ajuste da abordagem terapêutica.
A realização de mensurações frequentes da CVF é um método fácil de documentar a evolução da fraqueza dos músculos respiratórios. Deve-se estar atento ao surgimento de sintomas de hipoventilação noturna (Sonolência diurna, Excitação noturna frequente, dores de cabeça, Náusea, palpitações e redução do vigor diurno) ou a uma redução da CVF abaixo de 1,25 L ou abaixo de 40% do valor estimado para o paciente. Na vigência de suspeita de hipoventilação noturna, recomenda-se também a mensuração contínua da oximetria de pulso durante o sono para a identificação de insuficiência respiratória noturna.
Hipoventilação noturna sintomática é indicativa de ventilação não invasiva. VNI noturna também deve ser considerada caso o exame de polisonografia demonstrar baixa SPO2 ou alta PCO2. A presença de umaPCO2 Noturna de 55mmHg o paciente pode apresentar os sintomas de hipoventilação noturna, mesmo quando a mensuração dos gases arteriais durante o dia seja normal.
Para saber mais leia a seguinte monografia: DMD, complicações respiratórias e tratamento
Manual de recomendações de distrofia de Duchenne
Uso de corticóides no tratamento da DMD

2 comentários:

ÉDILA DAMAS disse...

gostaria de saber quando irão comesar as pesquisas com humanos com as celulas tronco embrionarias.
está demorando muito. ja faz mais de 1 ano que as celulas tronco foi aprovada e não vejo nada até agora, temos presa acelara brasil nosso tempo é muito curto

Anônimo disse...

Acelera Brasil com as células tronco.