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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Displasia do Desenvolvimento do Quadril ou Luxação Congênita do Quadril ?

O termo Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) vem sendo utilizado para substituir a terminologia Luxação Congênita do Quadril (LCQ). Esta mudança gera uma certa confusão, pois em muitos livros estes termos acabam sendo usados como sinônimos.
Alguns autores justificam esta mudança argumentando que apesar da grande maioria das luxações idiopáticas de quadril serem identificadas ao nascer, um número significativo de crianças desenvolve uma luxação tardia, relacionada à presença de displasia da articulação do Quadril. Assim, a denominação DDQ englobaria um espectro mais amplo e diferenciado de crianças, reservando a classificação de LCQ para os casos de Luxação Congênita “verdadeira”, ou seja: a luxação de quadril identificada no neonato.
Desde que o ultrassom foi introduzido como exame médico, observou-se que além dos quadris luxados era possível também identificar um grande número de quadris displásicos (os quais são potencialmente “luxáveis”). Além disso, sabemos que ao nascer os quadris ainda são imaturos, e que o seu desenvolvimento adequado depende principalmente da tomada de peso na posição ortostática, a qual é essencial para moldar o fêmur e o acetábulo.

DEFINIÇÔES:
Luxação Congênita do Quadril:
É a perda do contato da epífise femoral proximal (cabeça do fêmur) com a cavidade acetabular ao nascer.
Displasia do Desenvolvimento do Quadril
É o desenvolvimento inadequado (displasia) da articulação coxo-femoral. (a qual é um fator que predispõe à Luxação)


ETIOLOGIA:
Existem vários fatores associados simultâneamente a DDQ e a LCQ. Ambas as condições podem ser decorrentes de fatores mecânicos (tanto pré quanto pós-natais), desenvolvimento anormal (displasia propriamente dita) ou excesso de mobilidade (que se manifesta ao nascer por instabilidade do quadril).

Tá parecendo confuso né?, afinal de contas se as duas condições têm os mesmos fatores etiológicos e qual a diferença entre elas? Vou tentar definir isso melhor no texto abaixo que fala brevemente de fatores mecânicos implicados na etiologia da displasia:


Um posicionamento inadequado da cabeça do fêmur ainda intra útero gera uma biomecânica anormal na articulação do quadril. Neste caso, a cabeça femoral começa a ser deslocada de sua posição central, e exerce pressão sobre epífise acetabular lateral, causando um atraso tanto da ossificação quanto do crescimento do acetábulo (imaturidade acetabular). Este posicionamento inadequado pode estar associado à frouxidão ligamentar. Um outro fator que pode gerar uma imaturidade acetabular é a oligodramnia (oligodrâmnia promove o estreitamento do espaço abdominal, impedindo a versão cefálicado feto).
Fatores mecânicos associados à falta de espaço para o recém nascido no útero podem gerar uma ossificação retardada das epífises acetabulares,ou seja, displasia, o que leva ao deslocamento secundário como um resultado da falta contorno do teto acetabular. No entanto, a luxação em si pode não estar presente ao nascimento, mas tende a ocorrer secundariamente durante o curso dos primeiros meses de vida.
Esta imaturidade acetabular também pode estar associada a outras deformidades ou malformações, como pé torto congênito, assimetrias faciais, torcicolo congênito e também como componente em diversas síndromes.


RESUMO DA ÓPERA:

Luxação é um termo que descreve uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas. Em outras palavras: luxação é o desencaixe de um osso da articulação.
A palavra congênita refere-se a uma característica adquirida pelo bebê no período de tempo no qual permaneceu em gestação
. É uma característica atribuída a eventos pré-natais, porém não necessariamente genéticos. Assim, podemos definir Luxação Congênita do Quadril como a perda do contato da epífise femoral proximal (cabeça do fêmur) com a cavidade acetabular ao nascer.

Esta perda de contato pode ocorrer devido a tocotraumatismos, fatores genétcos e a própria displasia do desenvolvimento do quadril.

A Displasia do Desenvolvimento do Quadril é o desenvolvimento inadequado da articulação coxo-femoral, que predispõe à luxação.

Um ponto importante que eu citei brevemente mas acho importante reforçar: O Quadril não nasce plenamente formado, seu amadurecimento e contorno ósseo depende da tomada de peso na posição ortostática. Fato que vai acontecer naturalmente em qualquer criança com Desenvolvimento Motor Normal. Porém em neuropatas, crianças com distrofia muscular, enfim: qulquer criança que por algum motivo não venha a assumir a ortostase, pode ocorrer a displasia do quadril devido à falta de estímulo mecânico sobre o osso em formação.

Para quem gostou, recomendo o download dos dois livros de ortopedia pediátrica que estão na coluna aqui da direita.

Hasta la Vista

14 comentários:

Alana disse...

Excelente o seu blog!!! Não me canso de acompanhá-lo, parabéns!!

Humberto Neto disse...

Muchas Gracias Señorita.
Atendemos bem para atendermos sempre. è um prazer tê-la como leitora do Blog o Guia do Fisioterpaeuta.
Obrigado e volte sempre.
Humberto
PS: Hoje é sexta e depois de duas cervejas eu me sinto particularmente hilário XD

Victor Felice disse...

É interessante como assutos simples como esse são deixados de lado pela literatura e, determinados autores tomam uma posição sem explicação do por que.
Você cumpriu bem esse papel, falarmos a mesma língua é indispensável para o avanço!
Abraço

Raquel disse...

Parabéns muito bom mesmo seu blog.

Elma disse...

Obrigada!!!Amei seu blog,é de utilidade pública.

ívyna vaz silva borges disse...

eu fiz cirirgia para luxação de quadril,nasci assim fiz ela com 2 anos e não me arrependo.

gilberto disse...

muito agradecido pelas informaçoes vieram muito a calhar é muito bom saber onde encontrar informaçoes coerentes sobre determinados assuntos.descobri a ma formaçao em 97 e de la pra cá nao me lembro de ter vivido um dia sem dor.mas ainda assim agradeço.

Anônimo disse...

ATE AI ENTENDI Q SEJA DISPLASIA,MAS COMO E A CIRUGIA P POR O FEMUR NO LUGAR JA Q ELE JA DESCOLOU 2 CENTIMETRO E ESTA QUEBRANDO O QUADRIL?A CIRURGIA SÓ COM ENCHERTO RESOLVE?SE POSSIVEL ME MANDE PELO MEU EMAIL A RESPOSTA PQ TENHO UMA CIRURGIA DIA 17-10,lilianvicosa2011@hotmail.com obg

Anônimo disse...

Olá, eu tenho luxação congenita em ambas as ancas,faço 47 anos dia 15 deste mês estou a sofrer muito mais algum tempo e não concigo andar com tantas dores horroveis ,que até prendem o andar estou
ficar desesperada agradeço se me poder ajudar obrigada Albina Sousa meu mail mariabarbosa_90@hotmail.com

Unknown disse...

é igual a Leg Perts?pois meu filho teve Legg Perts

Anônimo disse...

É um problema muito complicado e que muita gente ainda nem conhece, tive a luxação congenita no quadril e quando bebê o medico me diagnosticou com problema no pé e me fez usar bota ortopedica ao invés de me encaminhar para cirurgia, só consegui começar a andar com um ano e meio, descobri o problema real e fui ser operada com 10 anos, uma idade já avançada pra isso, hoje tenho 22 anos, tenho sequelas e sinto muitas dores por isso.
é necessário sempre observar o recem nascido e cuidar o mais rápido possivel!

Luana Caroline Künast Polon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luana Caroline Künast Polon disse...

Se você conhece alguém que tem ou teve DISPLASIA DO QUADRIL, indique nosso grupo, queremos conhecer pessoas e trocar informações! Obrigada!

Mamães, exijam o teste no momento do nascimento de seu bebê!

https://www.facebook.com/groups/557298061028753/

Charmenes disse...

Parabéns pelo blog. Muito bom. Não consegui ver os livros para baixar. Como faço?