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sábado, 26 de setembro de 2009

Mais algumas palavras sobre Serviço Público Vs Iniciativa Privada

Serviço Público Vs Iniciativa privada... o combate do século.
Como eu disse anteriormente, este é um assunto que não se esgota em uma única postagem. Assim, me dou a liberdade de adiar a publicação de outros temas de fisioterapia para poder divagar um pouco mais sobre este tema. Na verdade, o que eu pretendi com o post anterior foi incitar a polêmica. De fato, não existe certo ou errado, simplesmente existem os prós e os contras que devem ser analisados ao se escolher entre as duas opções.

Para a postagem de hoje, vou me basear nos comentários do Rodrigo do blog mobilidade funcional, e do Aléssio Niehues, os quais levantam uma questão que muitas vezes é deixada de lado nos cursos de graduação: O empreendedorismo e o marketing pessoal, os quais na minha opinião deveriam integrar uma disciplina chamada: Noções de sobrevivência na selva urbana.

Informações sobre a lógica do mercado de fisioterapia são particularmente importantes uma vez que quase ninguém se forma e é aprovado em concurso público. Além disso, evitaria que tantos recém formados caíssem em arapucas montadas por cooperativas, por "obras sociais" de candidatos picaretas ou desperdiçassem anos de suas vidas em clínicas sanguessugas.

Ora, vivemos um momento de acirrada concorrência profissional, com milhares de formandos saindo das faculdades todos os semestres e sem clínicas ou hospitais para absorver esta mão de obra. Some-se a isto uma pequena parcela da população com poder aquisitivo para pagar valores justos por atendimentos domiciliares de fisioterapia, e o pior: nem sempre os melhores sobrevivem... na verdade, pensando bem, vale a lei da evolução das espécies: apenas os mais aptos sobrevivem. Entendam por aptos aquelas pessoas que além do conhecimento técnicos também tenham o hábito de não se dar por vencidas facilmente, que saibam cativar a confiança do paciente, estabelecer bons contatos profissionais com outros fisios, com fonos, médicos, enfermeiras, enfim: todos que de um jeito ou de outro possam lhe encaminhar pacientes.

Em resumo: O mercado é cruel, e sobreviver e prosperar nele não é uma coisa fácil, envolve investimento (cursos, pós-graduação, compra de equipamentos), muito jogo de cintura e principalmente contatos para que você tenha o DIFERENCIAL necessário para vencer a concorrência com os outros milhares de fisioterapeutas disponíveis no mercado.

Para quem quiser se aprofundar um pouco mais, recomendo a leitura frequente do blog da Fisioterapeuta Lívia Souza: o "papo de fisio", um dos mais interessantes que eu li ultimamente e que frequento religiosamente a cada nova postagem.

Mas, como eu já disse no início não existe certo ou errado. Aqueles que investem na inicativa privada e conseguem prosperar, seja baseando sua renda nos atendimentos domiciliares, seja montando uma clínica de fisioterapia ou home care conseguem além de uma grana legal a possibilidade de expandir seus horizontes. Esta expansão envolve abertura de filiais da clínica original, contratação de maior número de profissionais, oferta de novos serviços, etc... Isso é muito legal, pois para estas pessoas o céu é o limite. Conheço gente que ralou muito, mas agora está muito bem de vida com sua clínica, e conheço gente que tem seu próprio negócio, continua ralando muito, mas que as oportunidades se somam e a possibilidade de ficar "numa boa" está cada vez mais próxima.

Deixei de comentar a opinião da Diana Bitten de propósito, pois espero mais gente se manifestar sobre o serviço público antes de uma nova postagem

Novamente recomendo a leitura do blog http://papodefisio.blogspot.com/ que tem ótimas dicas, inclusive alguns "caminhos das pedras" já traçados pela Lívia e que poderão lhe ajudar a evitar cabeçadas desnecessárias.
Termino perguntando para eventuais acadêmicos que leram este
post até o fim:
Você já pensou no que vai fazer no dia seguinte da colação de
grau? e no que vai fazer seis meses depois? . . . Já pensou aonde você quer
chegar e como fazer para alcançar seus objetivos?
. . . comece a se preocupar.

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