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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Algumas impressões sobre o livro Herdeiros de Esculápio.

Um grupo de estudantes de fisioterapia conversa despreocupadamente no corredor da faculdade. De repente, alguém comenta: - O que eu quero mesmo é trabalhar em uma UTI-Neo, pois assim concilio as duas coisas que eu mais gosto; o intensivismo e a pediatria. Logo em seguida um colega rebate dizendo que para ele o melhor é a fisioterapia desportiva. A partir dai seguiram-se argumentações apaixonadas em defesa da fisioterapia neurológica, ortopédica, dermato-funcional, etc . . . Até que uma aluna carente de bom senso resolveu dar uma declaração infeliz, afirmando que a fisioterapia pediátrica era uma sub-área; esta frase interrompeu a discussão e uniu todos os lados para rechaçar tal boçalidade. A conversa estava ficando cada vez melhor, mas precisou ser interrompida. A aula já ia começar.

Esta é uma cena relativamente comum nos corredores de uma faculdade, e provavelmente você já até participou de um bate-papo como este algumas dezenas de vezes. A possibilidade de sonhar com uma especialização (e até mesmo falar que existem “sub-áreas) só é possível porque a fisioterapia é uma profissão legalmente regulamentada e autônoma antes de mais nada. Mas para chegar aonde estamos hoje, foi preciso muito sangue suor e lágrimas.

Quem somos, de onde viemos, para onde vamos?
Em um passado não muito distante, os heróicos pioneiros da fisioterapia brasileira fundaram associações para lutar em defesa dos ideais da classe mesmo antes da profissão ter sido regulamentada ( isso mesmo, existiam fisioterapeutas antes do Decreto-Lei 938/69 – e não estou me referindo aos auxiliares não ). A Gênese da fisioterapia brasileira, incluindo um breve relato sobre a criação do COFFITO e do CREFITO-1 e alguns documentos que ilustram os bastidores das batalhas enfrentadas por nossa profissão são o grande mérito do livro “Herdeiros de Esculápio - História e organização profissional da Fisioterapia” de autoria do fisioterapeuta pernambucano Geraldo Barbosa, que muito lutou (e ainda luta) para o reconhecimento e valorização de nossa profissão. Na minha opinião, este livro deveria ser referência obrigatória na disciplina de fisioterapia legal, pois deixa bem claro que a fisioterapia não nasceu de um passe de mágica no ano de 1969, e principalmente, que qualquer conquista política de nossa categoria é precedida de organização e trabalho árduo. Este livro estimula o leitor a conhecer mais de sua história profissional e a se engajar politicamente nas lutas de nossa classe. Eu recomendo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quem se interessar, pode visitar o blog 14-F (http://geraldobarbosa43.blogspot.com/)
Quem quiser um exemplar, solicite diretamente ao autor pelo e-mail
Boa leitura e hasta la victoria siempre!

2 comentários:

RODRIGO QUEIROZ disse...

Grande Humberto, ja li e reli o livro, recomendo também....

Nossa história é linda, recente e não pode ser esquecida...

Geraldo Barbosa disse...

Caro Humberto, sinto-me profundamente honrado em ver a resenha sobre o livro "Herdeiros de Esculápio" divulgada nesse privilegiado espaço de comunicação, dirigido aos estudantes e profissionais Fisioterapeutas, bem como aos demais seguidores e visitantes.
Espero que a leitura desse livro,contribua de alguma forma para a assimilação e difusão das ideias nele contidas, em prol do engrandecimento da Fisioterapia.
Um grande abraço.