O mecanismo de lesão
mais comum é a queda sobre a mão estendida. As pessoas extendem a mão como
parte da reação de proteção contra a queda. É mais comum em adultos acima de 50
anos, em particular mulheres brancas devido a associação com a osteoporose
pós-menopausa. Com relação ao mecanismo de lesão, achei um video bem
interesante na internet. Trata-se de um acidente de um garoto andando de skate.
Neste video podemos ver a lesão e o aspecto em dorso de garfo assumido pelo
antebraço fraturado.
– ATENÇÃO ! O VIDEO É
HEAVY METAL – contém cenas chocantes e não é recomendado a pessoas sensíveis,
com problemas cardíacos, de estômago fraco ou com disfunção da hipófise \m/
>Ô ô< \m/
O tratamento médico
inicial da fratura de Colles pode variar desde a redução fechada até redução
cirúrgica com fixador externo. Qualquer que seja a intervenção, esta sempre
será seguida de imobilização do antebraço para a consolidação óssea.
Fratura
reduzida – Agora começam os cuidados de fisioterapia.
A imobilização prolongada pode gerar rigidez articular, encurtamento tendíneo e edema. Portanto logo após a estabilização do foco de fratura, seja por redução fechada ou aberta, pode-se iniciar precocemenrte exercícios passivos e ativos de amplitude de movimento de todas as articulações não envolvidas (dedos, ombro e cotovelo - quando possível). Os objetivos principais de um programa de exercícios precoces são basicamente: [1] manutenção da força muscular, [2] recuperação de amplitude de movimento, e [3] prevenção de restrição articular.
A imobilização prolongada pode gerar rigidez articular, encurtamento tendíneo e edema. Portanto logo após a estabilização do foco de fratura, seja por redução fechada ou aberta, pode-se iniciar precocemenrte exercícios passivos e ativos de amplitude de movimento de todas as articulações não envolvidas (dedos, ombro e cotovelo - quando possível). Os objetivos principais de um programa de exercícios precoces são basicamente: [1] manutenção da força muscular, [2] recuperação de amplitude de movimento, e [3] prevenção de restrição articular.
Condutas
no pós operatório:
Nos casos tratatdos
cirurgicamente, PO imediato, a atenção deve estar focada na educação do
paciente quanto a importância de manter o braço operado em elevação. Isso irá
reduzir o edema, prevenir a dor e ajudará na cicatrização. Essa orientação é
simples e ajuda muito!
Além da elevação da mão
acima da altura do coração, no primeiro dia de pós-operatório, podem ser
iniciados precocemente atividades de flexão/extensão dos dedos da mão para estimular a ação de bombeamento dos músculos
da mão e assim ajudar a prevenir ou diminuir o edema. Ah! Importante: Como se
trata de uma cirurgia, verifique antes no prontuário se o procedimento envolveu
somente a fixação óssea. No caso de cirurgia envolvendo vasos e nervos, espere
a liberação do cirurgião para começar quaisquer exercícios.
Pode parecer bobagem
mandar uma pessoa com fratura de punho ficar mexendo os dedinhos, mas lembre-se
que vários músculos flexores e extensores dos dedos da mão são poliarticulares,
isto é: originam-se no antebraço, cruzam o punho e se inserem nos
quirodáctilos. Assim, ao mexer os dedinhos você garante estímulos tróficos aos
músculos, evita aderências, hipotrofia muscular e possíveis perdas de
comprimento muscular.
Atenção especial deve
ser dispensada a pacientes cujo foco de fratura foi estabilizado utilizando um
fixador externo pelo fato do antebraço ser mantido em pronação, o que predispõe
o paciente a contratura da articulação radioulnar distal.
É importante ressaltar
que estes exercícios não devem causar dor, talvez no máximo um leve desconforto,
o qual deve desaparecer tão logo a atividade seja interrompida. O tratamento
agressivo pode lentificar o processo de cicatrização. Lembre-se: nem sempre o
que arde cura e o que aperta segura.
Condutas
pós retirada da imobilização.
Geralmente a consolidação da fratura leva de 6 a 10 semanas, podendo variar de acordo com a idade do paciente e gravidade da fratura. Além disso, este período de tempo pode ser aumentado por complicações incluindo lesão da articulação radioulnar e/ou radiocarpal.
Geralmente a consolidação da fratura leva de 6 a 10 semanas, podendo variar de acordo com a idade do paciente e gravidade da fratura. Além disso, este período de tempo pode ser aumentado por complicações incluindo lesão da articulação radioulnar e/ou radiocarpal.
De modo geral, quando
um(a) paciente com fratura de Colles chega ao ambulatório de fisioterapia
esperamos encontrar: Redução da ADM, perda de força muscular, dor, edema, e
consequentemente prejuízos nas Atividades de Vida Diária
O foco principal no
início do tratamento deve se concentrar na recuperação da ADM, afinal de contas
não tem como ganhar força ou treinar coordenação sem que o paciente tenha
amplitude de Movimento não é mesmo¿
A perda da estabilidade
destas articulações devido a fratura ou perda de suporte ligamentar pode
complicar o manuseio e o regime de tratamento destas fraturas.
Mas considerando o melhor cenário, isto é: uma fratura que consolidou sem complicações. Certamente iremos encontrar fraqueza muscular e limitações nos movimentos do punho.
Então, mais uma vez o basicão da fisioterapia após a retirada da imobilização consiste em cinesioterapia visando o ganho de ADM e ganho de força para os movimentos de punho (flexo-extensão, prono-supinação e desvios radial e ulnar).
Como dito anteriormente,
um dos principais objetivos da fisioterapia é a recuperação da ADM do punho. O
tratamento inicia-se com exercícios passivos, evoluindo para ativo-assistidos,
ativo-livres e finalmente resistidos. ADM reduzida e dor geralmente andam
juntas e o ganho de ADM utilizando alongamento e mobilizações geralmente
reflete também em uma redução da dor e do edema em punho e mão.
Para o
fortalecimento muscular é importante trabalhar todos os músculos do antebraço,
sem esquecer pos pequenos músculos intrínsecos e extrínsecos da mão.
Não encontrei nenhuma
diretriz ou estudo que descreva a superioridade de uma abordagem de
fisioterapia sobre outra. Assim, podemos lançar mão das técnicas que julgarmos mais adequadas a cada
caso, desde técnicas de mobilização articular (Maitland, Mulligan, Kaltenborn,
etc...), técnicas de bandagem, eletroterapia (o quase onipresente ultrasom
terapêutico, TENS, FES), PNF, Osteopatia, Quiropraxia, ou seja: utilize as
técnicas e recursos que você domina.
Espero que esta postagem
tenha sido útil.
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6 comentários:
Fala, Humbert!
Esta postagem foi em minha homenagem?? Fiz uma belíssma fratura de Colles patinando no gelo há 7 semanas. PUNK! Sem necessidade de cirurgia, prono-supinação já 100%, só ainda com um importante bloqueio para FL-EXT e dor.
Beijo grande, Aninha.
Muito bom.... estou com um paciente em pós cirúrgico de reconstrução dos extensores do punho esquerdo após secção e apresenta rigidez articular idêntica a fratura de Colles.
Gostei muito fiz fratura do rádio distal com implante placa premoldada, e esclarecimentos sobre recuperação são muito importantes.mto mto obrigada pelo posteriormente.
Gostei muito fiz fratura do rádio distal com implante placa premoldada, e esclarecimentos sobre recuperação são muito importantes.mto mto obrigada pelo post.
Adorei, tive uma fratura de colles e tive imobilizado 5 semanas, jovem, o osso ficou demais para cima, mas vai ao sitio com a fisioterapia, obrigado. Grande ajuda!
Obrigado pela explicação, está bem detalhada e ajudou-me a perceber bem a minha fratura e o método de reabilitação. Cumprimentos
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