ATENÇÃO!!!
O conteúdo desta postagem é direcionada a estudantes e profissionais de saúde.
Para orientações quanto ao acompanhamento da distrofia muscular, acesse o site da Associação Brasileira de Distrofia Muscular
Olá
Fisionautas,
Quando
decidi escrever um blog de fisioterapia o meu maior objetivo era o de tentar lançar
um olhar diferenciado sobre alguns assuntos relacionados com a fisioterapia e
reabilitação. Acredito que esta postagem exemplifica bem o espírito desta
iniciativa. Hoje vou falar sobre uma comorbidade comum na Distrofia Muscular de
Duchenne (DMD), porém muito pouco falada: A disfunção cardíaca em pacientes com
DMD.
Um dos
aspectos interessantes deste assunto é que a disfunção cardíaca em pacientes
com DMD só se tornou relevante devido a maior sobrevida desta população,
causada principalmente pelo prolongamento da vida destes pacientes.
A DISTROFIA
MUSCULAR DE DUCHENNE
Só pra
relembrar; A DMD é
uma doença hereditária progressiva, de herança recessiva ligada ao cromossomo X
que afeta o gene responsável pela síntese da distrofina. A distrofina é uma
proteína que ajuda na estabilização da membrana celular dos músculos
esqueléticos e também dos músculos cardíacos. Como conseqüência, pacientes com
DMD apresentam células musculares muito frágeis.
A fraqueza
muscular progressiva e as complicações respiratórias são os aspectos mais
evidentes e os principais focos de intervenção dos fisioterapeutas. A melhoria
dos cuidados está gerando uma queda na incidência de mortes por insuficiência
respiratória na DMD, ao passo que as mortes por acometimento cardíaco estão se
tornando cada vez mais freqüentes. Fisioterapeutas que atuam com crianças e
adolescentes precisam estar familiarizados com as repercussões cardíacas da
DMD.
COMO O
CORAÇÃO É AFETADO NA DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE
O
envolvimento cardíaco na DMD é freqüente, insidioso e está presente em
aproximadamente 80% dos pacientes. Como estes pacientes estão sujeitos a
acentuada restrição de mobilidade, mesmo que estejam com disfunção sistólica
acentuada, os primeiros sintomas de disfunção cardíaca podem demorar a se
manifestar – o que é ruim, pois quando surgem o coração pode já estar bastante
comprometido - Os sintomas de disfunção cardíaca podem ser vagos e
inespecíficos, como fadiga, perda de peso, vômito, distúrbios do sono. Estes
pacientes freqüentemente desenvolvem arritmias e podem apresentar bloqueio AV completo
associado a disfunção sistólica grave no estágio final da doença (para maiores
detalhes acesse: )
No coração,
a DMD está relacionada a substituição progressiva de cardiomiócitos e do
sistema de Purkinje por tecido conjuntivo, fibrose ou por gordura. Estudos
histológicos têm demonstrado que fibras cardíacas de Purkinje apresentam
necrose similar à notada nos músculos esqueléticos
A detecção
precoce de cardiomiopatia é importante, pois a instituição de terapias médicas cardioprotetores pode
retardar o remodelamento cardíaco adverso e atenuar sintomas de insuficiência
cardíaca nestes pacientes.
LIÇÕES:
Muito bem
amiguinhos e amiguinhas, como os fisioterapeutas são os profissionais de saúde
que certamente mais tem contato com a criança com DMD, é nosso dever orientar a
família. Desta forma, na minha opinião, a grande lição desta postagem é
aseguinte:
Os sintomas cardíacos são difíceis de se identificar em crianças e adolescentes
com DMD, assim, podemos orientar a família a ter o acompanhamento preventivo de
um cardiologista, mesmo antes da piora dos sintomas respiratórios.

Nenhum comentário:
Postar um comentário