segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aulas de fisioterapia em terapia intensiva on line e grátis


Olá pessoal,

Esta semana está meio atribulada pra mim. Vou deixar algumas postagens rápidas, na verdade não tão rápidas quanto o twiter, mas de qualquer maneira rápidas.
A dica de hoje é a de uma aula Treinamento Muscular Respiratório ministrada pela fisioterapeuta Marta Damasceno na Reunião Geral do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira - HSPE FMO e disponibilizada na internet em audio sincronizado com os slides do power point.
Trata-se de uma aula de mais ou menos 1 hora de duração. A vantagem da internet é que vc não precisa assistir tudo de uma vez. Eu mesmo levei uns 5 dias pra assistir tudo, pois assistia um pedaço, parava e depois retomava a aula do slide em que eu havia parado. O sistema é bem rápido e não é preciso esperar carregar a aula como no youtube.

Tem também outras aulas interessantes, vou destacar as ministradas por fisioterapeutas:

Quem quiser ver a relação completa das aulas, o site é: http://www.sti-hspe.com.br/ No topo da página clique em "multimídia" e depois em "aulas de atualização em UTI on line". Infelizmente alguns links da página estão quebrados deixando na vontade algumas aulas de temas bastante interessantes.
É isso aí pessoal, aulas da mais alta categoria e totalmente 0800. APROVEITEM ! ! ! !
hasta la vista

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lesões do Nervo Radial

O meu objetivo no post de hoje é tentar aprofundar um pouco mais na semiologia do nervo radial. Obviamente não dá pra esgotar o assunto, mas como de costume deixarei uma seleção de links para quem quiser estudar um pouco mais sobre o tema.

LESÕES DO NERVO RADIAL
O nervo radial origina-se do tronco posterior do plexo braquial, sendo composto por fibras nervosas das raízes de C5 a T1. Em seu trajeto podem ocorrer traumas, os quais podem resultar em paralisias temporárias (neuropraxia) ou definitivas (axoniotmese e neurotmese). O nervo radial é responsável pela inervação muscular do trí­ceps braquial e de todos os músculos extensores e supinadores do antebraço, e inervação sensitiva: Responsável pela sensibilidade posterior do braço, antebraço, dorso lateral da mão e 4 primeiros dedos.

Recomendo ler o texto do site do EMG LAB (Laboratório de Eletromiografia) de Curitiba.


Inervação sensitiva da mão: Em amarelo a área inervada pelo nervo ulnar, em roxo pelo nervo mediano e em laranja o radial.

O nervo radial pode ser lesionado em qualquer ponto de seu percurso. Naturalmente, a sintomatologia irá variar de acordo com a região onde ocorreu a lesão. Neste sentido, podemos identificar 3 locais comuns de lesão traumática do nervo radial:


LESÕES OCORRIDAS NA AXILA

A "Paralisia da muleta" é uma lesão causada pela pressão excessiva na axila devido ao uso inadequado de muletas. Esta compressão geralmente se manifesta como uma neuropraxia.
A figura ao lado ilustra bem o plexo braquial em seu trajeto descendente e sua relação com as estruturas ósseas do Membros Superior. Dá pra perceber como o plexo é vulnerável na região axilar.

PERDA MUSCULAR: São afetados o Tríceps, os extensores de punho e dedos.

PERDA DE MOVIMENTO: Lesões do Nervo radial Lesões em ou acima da axila resultam em paralisia de todos os músculos inervados. Clinicamente, isto se manifesta como:
* Fraqueza de extensão e flexão do antebraço - tríceps e braquiorradial

* Queda do pulso e incapacidade de preensão - paralisia dos extensores do punho e dedos

* Fraqueza dos músculos abdutor longo do polegar e extensor

PERDA SENSORIAL
: Perda de sensibilidade no dorso da mão e antebraço adequadas para a distribuição cutânea - ver anatomia do nervo radial


TESTE: É importante a avaliação sensorial na região mencionada além de avaliar a força do braquioradial, extensores de cotovelo e punho.



LESÕES NO SULCO DO NERVO RADIAL DO ÚMERO

ETIOLOGIA: fratura diafisária do úmero, paralisia do sábado à noite, injeções

MÚSCULOS AFETADOS: extensor de punho e dedos, mas o tríceps e ancôneo são poupados. Isto acontece pois em seu trajeto descendente pelo braço, o nervo radial emite ramos para os músculos braquiorradial (também recebe fibras do musculocutâneo) e extensor radial longo do carpo antes de passar pelo sulco do nervo radial. Quem quiser mais detalhes tem uma figura excelente do n. radial e seus ramos neste link

PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores de punho e da articulação metacarpofalangeana. A articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos.

RESULTADO: queda do punho e incapacidade de preensão, extensão do cotovelo está OK

PERDA SENSORIAL: primeiro interósseo.

TESTE: força do extensor de punho.

CURIOSIDADES:
“Paralisia de sábado à noite” é o nome que se dá à lesão do nervo radial causada ao apoiar a face interna do braço na parte posterior de uma cadeira por um longo período de tempo (como na imagem abaixo). Isto geralmente acontece após o indivíduo diluir sua consciência em álcool na noitada, daí o nome.

Um outro nome criativo a lesão do nervo radial nesta região é "Paralisia dos amantes" também causada por uma compressão na face interna do braço, mas desta vez, o mecanismo de lesão é associada aos amantes, que após uma noite de volúpia adormecem, porém o paciente descuidado deixa o braço funcionar como travesseiro para a cabeça da companheira, como na imagem abaixo. (OBS: devido ao conteúdo extremamente erótico deste comentário, a ilustração precisou ser considerada moralmente aceitável pela LVDMBC - Liga das Velhinhas Defensoras da Moral e dos Bons Costumes antes de sua publicação no blog)

LESÕES OCORRIDAS NO ANTEBRAÇO

ETIOLOGIA: Trauma, acidente cirúrgico, fratura/luxação da cabeça do rádio.
MÚSCULOS AFETADOS: extensores de punho e dedos, mas nestes casos o extensor radial do carpo é poupado
PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores da articulação metacarpofalangeana, nestes casos a articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos. NÃO há queda da mão por causa da preservação do extensor radial do carpo e a preensão também está preservada
IMPORTANTE: Não acontece queda de punho e dedos e nem perda de preensão. Extensão de cotovelo está OK!
PERDA SENSORIAL: Não há perda sensorial pois o ramo sensitivo radial superficial está intacto
TESTE: testar força de extensores de metacarpo-falangeana

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sou fisioterapeuta e meu trabalho faz diferença

“A fisioterapia é uma profissão jovem” creio que todos nós já ouvimos esta frase em algum momento de nossa vida acadêmica. Geralmente ela é usada como desculpa para justificar o pequeno número de pesquisas científicas bem feitas, a falta de união de nossa categoria, a falta de engajamento nas associações e sindicatos, enfim: esta frase é um ás na manga que explica magicamente todas as mazelas de nossa profissão.
Ora Bolas, eu não suporto mais ouvir isso! Ruminando meus pensamentos neste último final de semana eu cheguei à conclusão de que a situação da fisioterapia no Rio de Janeiro é surreal demais! (falo do Rio pois é onde moro e conheço). Boa parte dos serviços de fisioterapia vivem com o pires na mão, implorando verba, equipamento e pessoal. Já trabalhei em uma prefeitura na baixada fluminense onde eu e outros colegas fisios, fonos e psicólogos fazíamos bazar e rifas para comprar equipamentos. E olha que cansamos de fazer relatórios para o secretário de saúde e afins... na época, o máximo que conseguimos foram algumas promessas pálidas e raquíticas.
Para infelicidade geral da nação sei que esta situação lastimável se repete em inúmeros outros hospitais e unidades de saúde.
Gostaria de expor algumas observações de minha ruminação mental . . . infelizmente não são inéditas, nem brilhantes. Trata-se apenas de três fatos que todos nós conhecemos mas não sabemos como utlizá-los:
#1- Apenas em julho deste ano, foram contabilizadas 1.295 vítimas de trânsito na cidade do Rio de Janeiro. Gostaria de enfatizar que estes números se referem APENAS à cidade do Rio de Janeiro e APENAS ao mês de julho. Creio que não é difícil imaginar que boa parte destes acidentados vai precisar de reabilitação, não é ?
#2- É fato notório que a população brasileira está envelhecendo, e acompanhando este aumento da longevidade vem também um aumento no número de doenças típicas da terceira idade como osteoporose, Parkinson, AVEs, fraturas de fêmur, artroses, etc... Também não é difícil imaginar que esta população exige uma demanda de reabilitação, ou é?
#3- Assistimos ao aumento no número de casos de doenças ocupacionais, as famosas LERs e DORTs. As quais são responsáveis por um número significativo de absenteísmos e conseqüente queda de produtividade nas empresas. Adivinha só quem é que vai tratar as síndromes do túnel do carpo, as lombalgias, as bursites da população?
Isso sem falar na fisioterapia em UTIs, no pós-operatório de cirurgias cardíacas e ortopédicas, na reabilitação de atletas de alto nível e por aí vai... Acho que deu pra perceber que o fisioterapeuta é importante.
Então por que não somos reconhecidos com algo mais do que um tapinha nas costas e uma frase do tipo: “não sei o que faríamos sem vocês”. Por que a grande maioria dos gestores hospitalares acham que um ambulatório de fisioterapia só precisa de Ultra-Som, TENS, meia dúzia de compressas de gelo e uma maca? Qual o problema em se investir em reabilitação, quando os três fatos numerados acima mais do que justificam investimento pesado em pessoal e equipamento? Qual o problema dos “planos de saúde” pagar honorários dignos? Por que não percebemos que somos importantes e nosso trabalho faz a diferença?
É preciso a união pragmática e não utópica de nossa categoria profissional. Neste sentido acredito que a criação de associações fortes e atuantes além do fortalecimento dos sindicatos são as armas para combatermos este desprestígio.
Repito que precisamos nos unir, pois só assim seremos mais fortes, precisamos nos organizar, pois só assim seremos vistos. Somos muito numerosos, somos importantes! E chega de dizer por aí que a fisioterapia é uma profissão jovem. Vamos parar de enfiar a cabeça na areia. Vamos trocar este discurso por “Sou fisioterapeuta e meu trabalho faz diferença!”
Deu pra perceber pelo tom do meu discurso que o meu final de semana foi meio heavy-metal?
Humberto não fala, rosna.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Prova Comentada Fisioterapeuta concurso do Governo do Estado da Paraíba/ FUNDAC 2008 - Parte II

41) Acerca da mielomeningocele, assinale a opção correta.
A) Não provoca atraso no desenvolvimento do controle sobre a cabeça e do tórax, independentemente das complicações comumente associadas a essa doença.
B) Na mielomeningocele lombossacra, o paciente apresenta paralisia espástica e atrofia muscular.
C) Deve-se retardar o máximo possível a prescrição e o uso de órteses de membros inferiores para não atrasar ainda mais o desenvolvimento motor da criança acometida dessa doença.
D) O carrinho de Chailey é uma adaptação de locomoção a ser indicada assim que a idade do paciente permitir.

Acho que a melhor forma de responder esta questão é com um mini resumo sobre mielomeningocele.
A mielomeningocele é um tipo de disrafismo espinhal, ocasionado por uma falha de fusão dos arcos vertebrais posteriores e displasia (crescimento anormal) da medula espinhal e das membranas que a envolvem. Este disrafismo espinhal pode gerar paralisias (principalmente flácidas) e hipoestesias dos membros inferiores.É importante sabermos que apesar de ser mais comum em coluna lombar, a mielomeningocele pode ocorrer em qualquer nível da medula. Assim, nos casos de mielomeningocele em região torácica ou lombar alta, a paralisia flácida irá comprometer o controle de tronco desta criança. Além disso, a hidrocefalia é uma complicação comum na mielomeningocele. Em alguns casos, o aumento do perímetro cefálico (e conseqüentemente aumento do peso da cabeça) causado pela hidrocefalia atrasa a aquisição do controle de cabeça. Portanto a alternativa “A” é falsa.A alternativa “B” também é falsa, pois se deduz que na mielomeningocele lombosacra teremos o comprometimento da cauda eqüina e conseqüentemente paralisia flácida (não ocorre espasticidade quando a lesão acomete a cauda eqüina).A alternativa “C” está errada, pois as órteses de membros inferiores devem ser indicadas o mais precocemente possível, para favorecer a aquisição da marcha além de todos os benefícios do ortostatismo sobre as funções pulmonar, renal, digestiva e ossos. ... Quanto ao carrinho de Chailey, este é um recurso clássico para locomoção d epacientes com mielo.
Gabarito: alternativa “D”


Para saber mais: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/mielo_brena/mielomeningocele.htm


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42) Para o fisioterapeuta que trabalha com paciente idoso, o sistema cardiovascular desse paciente deve receber atenção especial no que diz respeito a exercícios, técnicas e métodos terapêuticos aplicados. Considerando a fisioterapia para esses pacientes assinale a opção correta.
A) A fisiopatologia cardíaca pode ser demonstrada, entre outras formas, por diminuição no volume diastólico.
B) Os digitálicos e os bloqueadores de cálcio são reconhecidos inibidores do risco de quedas.
C) O tratamento com piscina aquecida pode ser sinérgico com os medicamentos anti-hipertensivos.
D) O terapeuta deve estar atento para a presença de tontura e síncope, que podem ocorrer devido a pressão arterial alta, principalmente ao se passar rapidamente da posição sentadapara a de pé.

Agora baixou o professor Pasquale! Sinergia deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. Em relação a uma abordagem terapêutica, podemos interpretar sinergia como a combinação dos efeitos de duas ou mais condutas, nas quais o efeito final é superior à soma dos efeitos de cada uma delas isoladamente.
Muito bem galera, não sou especialista em reabilitação cardíaca. Por isso mesmo não tenho certeza se a alternativa “A” está certa ou não Principalmente porque a pergunta não especifica a qual cardiopatia a diminuição do volume diastólico está associada. Portanto, por ignorância minha e por uma questão pouco específica, eu marcaria esta alternativa com uma interrogação bem grande e seguiria com atenção redobrada para as alternativas seguintes.
Em relação a alternativa “B”, concluo que é falsa, pois estes medicamentos não são fatores de prevenção de quedas em idosos. No caso da alternativa “C”, ela está correta, pois a imersão em piscinas aquecidas causa vasodilatação periférica, diminuindo a Pressão Arterial.
A alternativa “D” também está errada pois a hipertensão geralmente é silenciosa, Embora alguns pacientes relatem cefaléia quando estão com a pressão arterial alta geralmente esta condição não gera sinais ou sintomas até que seja tarde demais (um AVC por exemplo). Além disso, ao passar rapidamente de sentado para de pé, a tendência é de queda brusca da pressão arterial, a qual pode gerar tontura e síncope.
Mais uma vez, por exclusão conclui-se que o gabarito é a alternativa “C”


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43) Um paciente que apresente um pé cavo deve receber como indicação ortótica terapêutica palmilha com
A) cunha externa em calcâneo.
B) barra retrometatarsiana.
C) cunha interna de calcâneo.
D) apoio retrocapital do primeiro metatarso.

Gabarito: Alternativa "A”.... Eu assumo minha ignorância no tema, alguém se candidata a responder???

Uma alma caridosa atendeu a meus pedidos !!!
A Dra Manuele Jardim complementa a resposta com a seguinte informação:
" Em casos de pé cavos, é necessário que exista uma elevação (cunha) na região lateral do pé e de preferência um pouco mais posterior como uma cunha externa em calcâneo. Pois desta forma o peso do corpo é deslocado medialmente na região cava diminuindo este ângulo e alongando um pouco. "
Pois bem... agradeço a gentileza da colega em compartilhar seus conhecimentos.

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44) Para um paciente que apresente o teste especial de Bunnel Littler positivo, a mecanoterapia mais adequada deve ser feita com a utilização de
A) prancha de propriocepção de tornozelo.
B) tábua de quadríceps.
C) digiflex – exercitador de dedos.
D) cama elástica.

OK, lá vamos nós para mais um capítulo de “memorizando nomes estranhos de testes ortopédicos”.
O teste Bunnel-Littler diferencia o encurtamento dos interósseos da contratura capsular em pacientes com dificuldades para flexão da articulação interfalangenana proximal (AIP). A articulação metacarpofalangenana (AMF) é mantida em alguns graus de extensão. Se o paciente é incapaz de fletir a AIP, a AMF é então mantida em flexão e uma nova tentativa de fletir a AIP é realizada. No caso de encurtamento dos músculos interósseos, o paciente será capaz de fletir a AIP na segunda manobra. Porém se houver contratura capsular o paciente não conseguirá fletir a AMF em nenhuma das duas posições.
Portanto, depois desta explicação fica claro que estamos falando da mão. A única alternativa aceitável como Gabarito é a Alternativa “C”.


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45) Um paciente com 64 anos de idade, amputado em um terço superior de coxa por causa vascular, cardiopata, hipertenso e diabético, realiza treinamento inicial cardiorrespiratório e de
equilíbrio pré-protetização. Com referência a esse caso clínico hipotético, assinale a opção
correspondente à modalidade ou técnica terapêutica contra-indicada para esse paciente.
A) exercícios de flexão de membros superiores com bastão, associados a respiração
B) exercícios de fortalecimento de musculatura residual em piscina terapêutica aquecida
C) treino de ortostatismo sem prótese, em barras paralelasD) treino de equilíbrio de tronco sentado, em bola suíça

Muito bem, temos aqui um caso clínico de um senhor diabético com complicações importantes. Deixe-me fazer algumas considerações sobre o caso. Em relação à cardiopatia, o enunciado não especifica a gravidade, porém analisando as alternativas percebemos que todas incluem atividades de pequeno a moderado esforço, com exceção das alternativas “B” (não especifica a intensidade do fortalecimento e a “D” (algumas atividades na bola suíça podem ser bastante intensas). O fato do paciente ser hipertenso (embora mais uma vez o enunciado não especifique a gravidade da hipertensão e nem se está controlada) também me deixaria tentado a considerar as alternativas “B” e “D” como incorretas. Porém, o “X” da questão está no fato do paciente ser diabético, com um insuficiência vascular a ponto de causar uma amputação. Ora bolas! Nem pensar em botar um cara desses em uma piscina aquecida! Se ele já tem insuficiência venosa, isto é: Se as válvulas que existem dentro das veias não estão conseguindo conduzir o sangue venoso para o centro do corpo, seria muito perigoso botá-lo em uma piscina aquecida (causa vasodilatação periférica, agravando ainda mais o retorno venoso insuficiente.
Gabarito: Alternativa “B”



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46) Em um paciente que apresenta marcha parkinsoniana, observou-se a diminuição do tamanho de seu passo, característico desse padrão de marcha. Assinale a opção correspondente à distância que deverá ser aumentada durante a marcha para melhorar o padrão apresentado por esse paciente.
A) de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto
B) de um calcanhar até o toque do calcanhar do mesmo lado
C) de um calcanhar até a ponta do pé do lado oposto
D) da ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto


Putz! Na minha opinião essa questão merecia ser anulada. Ela foi aparentemente formulada para cobrar do candidato se ele(a) sabe a diferença entre passo e passada. “O passo é definido como a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro toca o solo, e o ponto em que o calcanhar do membro contralateral toca o solo”. Enquanto que passada é “a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro contacta o solo e o ponto em que este mesmo calcanhar volta a tocar o solo”.
Aqui vai uma pequena observação que justificaria a anulação: A distância entre o toque de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto (alternativa “A”) é a mesma distância que existe entre a ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto (naturalmente assumindo que o paciente, assim como boa parte dos seres humanos, tem os pés aproximadamente do mesmo tamanho)
Gabarito: Alternativa “A” (sob protestos)



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47) Um paciente com doença de Legg-Calvé-Perthes deve receber prioridade no alongamento dos músculos:
A) abdutores de quadril.
B) flexores de quadril.
C) adutores de quadril.
D) extensores de quadril.


A Doença de Legg-Calvé-Perthes é caracterizada basicamente por necrose avascular da cabeça do fêmur e o quadro clínico é manifestado por dor, limitação da amplitude articular de movimento e claudicação, sendo esses sintomas variáveis em intensidade para cada paciente.
Em linhas gerais, o tratamento conservador consiste em obter e manter a mobilidade do quadril e prover a manutenção da cabeça do femural dentro do acetábulo. Para identificar a alternativa correta, o candidato precisa não só conhecer a definição e etiologia da Doença de Legg-Calvé-Perth, mas principalmente saber que uma complicação possível é a subluxação de quadril devido ao remodelamento e perda do contorno da cabeça do fêmur. Para que isso não ocorra é preciso que a cabeça do fêmur se mantenha em uma posição ideal dentro do acetábulo, e neste caso, a posição é a de abdução do quadril.Assim, para alongarmos os abdutores, é preciso realizar uma adução de quadril (movimento que favorece a luxação de quadril) Portanto a Alternativa “A” é falsa.O alongamento dos flexores e extensores não atua diretamente sobre o plano ideal para manter a cabeça do fêmur dentro do acetábulo. Assim eu também desconsidero as alternativas “B” e “D”.
A alternativa correta é a letra “C”, pois o alongamento dos adutores impede a contratura em adução (a qual facilitaria a luxação) além de que durante o próprio procedimento de alongamento estaríamos favorecendo o posicionamento ideal da cabeça do fêmur no acetábulo.
Gabarito: Alternativa “C”

Para saber mais
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-13072006-091428/
http://www.crefito3.com.br/revista/usp/05_05_08/pdf/51_57_legg_calve.pdf
http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=84&ac=1&id=6


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48) Para paciente com quadro de artrite reumatóide é contra-indicado o tratamento com
A) alongamento passivo.
B) ultra-som contínuo.
C) crioterapia.
D) exercício de fortalecimento muscular isométrico


A Artrite Reumatóide é uma doença caracterizada por um quadro inflamatório crônico com sinovite poliarticular persistente. É uma doença que apresenta fase aguda (inflamatória) e fase latente. Embora não seja explicitado na questão, acredito que se refira ao tratamento na fase aguda, na qual o calor profundo proporcionado pelo Ultra som é inquestionavelmente contra indicado. Se não em engano, mesmo na fase latente o calor profundo não é indicado. Gabarito: Alternativa “B”


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49) Exercício terapêutico de contração excêntrica é aquele em que durante a contração muscular, ocorre
A) aproximação da origem e inserção muscular.
B) controle da relação velocidade × força.
C) manutenção do comprimento muscular.
D) afastamento da origem e inserção muscular.

Relembrando os tipos de contrações musculares:Isométrica (Estática) – ausência de movimento articular observável, manutenção do mesmo comprimento muscular.Isotônica- Contração em que o esforço muscular é constante através de toda a excursão muscular.Concêntrica - Contração em que ocorre um encurtamento muscular (aproximação de origem e inserção)Excêntrica- Contração em que se observa um alongamento muscular (afastamento da origem e inserção) Portanto, Gabarito: Alternativa “D”


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50) De acordo com o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Resolução COFFITO n.º 10), não é proibido ao fisioterapeuta
A) negar assistência, em caso de indubitável urgência.
B) colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou crise social, sem pleitear vantagem pessoal.
C) delegar suas atribuições, salvo por motivo irrelevante.
D) dar consulta ou prescrever tratamento, mesmo que seja por meio de correspondência, jornal, revista, rádio, televisão ou telefone.

Galera, não tem como explicar. È preciso ler a RESOLUÇÃO COFFITO-10
http://www.crefito4.com.br/cof10.htm




terça-feira, 11 de agosto de 2009

Congresso Brasileiro de Fisioterapia

Oi Galera,
Passei só pra avisar que não estou atualizando o blog pois estou ocupado, escrevendo os resumos dos trabalhos que eu vou enviar para o Congresso Brasileiro de Fisioterapia. Como bom brasileiro eu não desisto nunca e ainda deixo tudo pra última hora.
Valeu

sábado, 1 de agosto de 2009

Prova Comentada Fisioterapeuta concurso do Governo do Estado da Paraíba/ FUNDAC 2008

Olá,
Como todos sabem, ou deveriam saber, 2010 é ano eleitoral. Por este motivo, é esperada a abertura de concursos de caráter obviamente eleitoreiro agora na reta final do governo Lula. Mas manipulações da máquina pública à parte, resolvi retormar a minha proposta de comentar provas de concurso público de fisioterapia. Segue abaixo os comentários sobre as 10 primeiras questões específicas de um concurso do Governo do Estado da Paraíba, organizada pela FUNDAC em 2008. Quem quiser fazer o download da prova, basta acessar: http://www.cespe.unb.br/CONCURSOS/_antigos/2008/FUNDAC2008/arquivos/FUNDAC_004_4.pdf

31) A fisioterapia respiratória pode ser utilizada em pacientes críticos ou não, com o objetivo de prevenir e(ou) tratar complicações respiratórias. Assinale a opção correta quanto aos procedimentos utilizados nessa modalidade terapêutica.
A) A hiperoxigenação deve ser utilizada previamente ao procedimento de aspiração endotraqueal para minimizar a hipoxemia induzida pela aspiração traqueal.
B) Entre os sistemas de aspiração aberto e fechado, o sistema aberto determina menor risco de hipoxemia, de arritmias e de contaminação e deve ser o preferido.
C) Uma vantagem da liberação do paciente do ventilador mecânico é o treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores.
D) Os umidificadores aquecidos e os trocadores de umidade não determinam bons resultados clínicos para umidificação dos gases durante a ventilação invasiva



COMENTÁRIO.
Olha, gostei desta questão, pois foi bem elaborada e abrange um tema relevante e sem decorebas inúteis. Mas deixa eu parar de rasgar seda e ir logo ao que interessa.
Em relação à alternativa "A", os métodos mais comumente utilizados na prevenção da hipoxemia, durante a aspiração endotraqueal de pacientes críticos e em ventilação artificial, são: hiperoxigenação, hiperinflação, hiperoxigenação com hiperinflação e o sistema fechado de aspiração endotraqueal.
Para quem quiser saber mais, encontrei um artigo de revisão enfermagem cuja leitura ajudará bastante a quem tiver dúvidas sobre o tema. PREVENÇÃO DA HIPOXEMIA DURANTE A ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
Na alternativa B, o candidato que tivesse a mínima idéia do que é um sistema aberto e fechado conseguiria facilmente identificá-la como falsa. Pois o sistema fechado de aspiração foi elaborado especialmente para minimizar contaminação e hipoxemia. Mas aqui cabe uma informação interessante: Alguns trabalhos recentes sobre o tema identificaram que, na prática, este sistema não é todas essas coisas que os livros afirmam ser: Em uma revisão sistemática publicada em 2008, os autores concluem que o sistema fechado parece aumentar o risco de colonizacao, mas traz as vantagens de nao diminuir os volumes pulmonares e nao acarretar queda de saturacao especialmente em pacientes com insuficiencia respiratoria grave e em uso de niveis altos de PEEP. Opinião corroborada por um outro trabalho de revisão de 2009
disponível no site http://www.scielo.br/pdf/rbti/v21n1/v21n1a12.pdf. Esta observação não torna a alternativa verdadeira, pois o sistema fechado determina realmente uma menor queda na saturação e consequentemente menor risco de arritmia para o paciente. Alternativa "B": FALSA.
Em relação a alternativa "C", se você libera o paciente da ventilação mecânica (eu entendo isso como desmame), Não é necessário e nem possível influenciar a musculatura respiratória por meio de mudanças da sensibilidade. Porém, ao estudar o assunto desta alternativa, encontrei um artigo de revisão no Jornal Brasileiro de Pneumologia que investigou o único artigo publicado sobre o fortalecimento utilizando a sensibilidade do ventilador e concluiu que: "O treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores não é fisiológico e parece não representar vantagem na liberação do paciente do ventilador, não sendo recomendada por este Consenso", com um grau de recomendação: B.
Acho que a alternativa "D" não merece sequer comentários.
GABARITO: Alternativa A
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32) Entre as técnicas de crioterapia utilizadas para o tratamento de entorse de tornozelo de Grau I, após o décimo dia da lesão, a mais indicada é a de
A) bolsa de gelo com degravitação, compressão, repouso e estabilização.
B) criocinética.
C) spray frio.
D) bolsa química.

Quando li esta questão, me pareceu moleza encontrar a resposta, afinal aprendemos na faculdade que as entorses de tornozelo são classificadas da seguinte maneira:
Grau I - ligamento preservado, processo álgico ligamentar e edema local.
Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.
Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.
E que o tratamento seria:
Grau I - Crioterapia + compressão + elevação + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20 dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau III - cirúrgico.
Fonte: http://br.geocities.com/fisioterapiabsb/artigos/e009.html

Confesso que nunca tinha ouvido falar em criocinética, se eu estivesse fazendo a prova, com certeza ee marcaria a alternativa "A". Porém, ao pesquisar sobre o assunto realmente fiquei em dúvidsa quanto ao gabarito correto pois na minha opinião as alternativas "A" e "B" estariam corretas. Neste pono, aparentemente não há consenso quanto a qual técnica de crioterapia é mais indicada na fase crônica de entorse de tornozelo. O Gabarito oficial é alternativa "A". Mas de qualquer modo, deixo a seguir os links para quem quiser saber mais sobre o assunto.
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/crioterapia2.htm
http://www.findyourself.com.br/site_antigo/boletins/fisioterapia/032crioterp.html
http://www.efdeportes.com/efd81/criot.htm
http://fisio100.blogs.sapo.pt/4269.html
http://fisioterapeutasplugadas.zip.net/arch2008-02-03_2008-02-09.html

GABARITO: Alternativa "A"

Um leitor do blog chamado Vitor deixou um comentário que vale a pena ser lido sobre a questão acima:

Gostaria de comentar a questao 32 (sobre a crioterapia). Ao meu ver, a resposta correta seria a B. O motivo pelo qual penso isso e que analisando o fato de que ja se foram 10 dias, a fase aguda da inflamacao ja cedeu. Por tanto, seria inutil combater um edema (compressao e elevacao) que provavelmente jah nao esta mais em evolucao. Acho que a criocinetica seria muito mais indicada, ja que na fases de reparo e remodelamento seria interessante o movimento (pela questao nutritiva) e a tensao causada pelo mesmo nas fibras colagenas (no sentindo de realinhamento). A criocinetica, ao meu ver, seria a mais indicada, por promover o movimento precoce livre de dor. Vi que vocë disse que nao havia ouvido falar muito de criocinetica. Gostaria de indicar o livro CRIOTERAPIA, do Knight! Vale a pena ler. Espero ter colaborado mais um pouquinho com esse trabalho legal que voce faz por aqui.
PS - desculpe a falta de pontuacao e acentuacao... meu windows ta maluco.

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33) Um paciente que apresente sinal positivo para o teste especial de Ely deve ser tratado com exercício terapêutico visando ao alongamento do(s)
A) músculo retofemoral.
B) adutores de quadril.
C) músculo tensor da fáscia lata.
D) músculos isquiotibiais.



Essa pergunta avalia se o candidato conhece o teste ortopédico de Ely. Infelizmente não tem jeito. Se o sujeito pretende passar em um concurso público, uma das etapas é decorar o maior número possível de nomes exóticos de testes ortopédicos. Eu particularmente considero isso uma tremenda crueldade com o candidato, mas . . . fazer o quê? Voltando ao assunto: O teste de Ely avalia se o reto femoral está encurtado. O paciente deita-se em prono e o examinador flexiona passivamente o joelho do paciente. Se durante a flexão ocorrer flexão de quadil na mesma perna, isso indca que o reto femoral está encurtado, como na foto abaixo:



Portanto, se o teste de Ely é posito, significa que o reto femoral está encurtado e que precisa ser alongado.

GABARITO: Alternativa "A"

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34) Acerca dos procedimentos de fisioterapia utilizados durante a ventilação mecânica, assinale a opção correta.
A) A expansão e a reexpansão pulmonar diminuem a pressão alveolar, promovendo a expansão de unidades alveolares colabadas.
B) A terapia com PEEP promove a expansão alveolar ao final da inspiração.
C) A percussão e a vibração transmitem, através da parede torácica, uma onda de energia à broncodilatação.
D) A hiperinsuflação, em que se desconecta o paciente do ventilador, seguida de insuflação pulmonar com ressuscitador manual, ocorre com aplicação de volume de ar maior que o correntemente utilizado.


Em relação à alternativa "A": Para a expansão pulmonar é necessário que ocorra aumento da pressão alveolar (igualzinho uma bexiga de aniversário) se você diminuir a pressão, conforme o enunciado, você estará diminuindo também o volume alveolar e causando um colabamento deste alvéolo. Portanto a alternativa "A" é Falsa.
Quanto ao enunciado da alternativa "B", a sigla PEEP significa Pressão Positiva Expiratória Final (Positive End Expiratory Pressure). Portanto a alternativa "B" também é falsa pois indica que a pressão é inspiratória.
A alternativa "C" também é falsa, pois as ondas de energia produzidas pela percussão e vibração torácica tem como objetivo a mobilização e a modificação das características reológicas das secreções. Sendo que, em alguns casos, podem até causar broncoespasmo. POrtanto a alternativa "C" também é falsa.
OK galera, agora ficou fácil né? alternativa "D" é verdadeira por simples exclusão. É um enunciado até óbvio, pois se você deseja hiper-insuflar, então você precisa insuflar mais do que o normal. Sendo que o normal é o Volume Corrente.
GABARITO: Alternativa "D"
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35) Um paciente com diagnóstico médico de neurotmese apresentou, no exame de estesiometria, perda da sua esteriognosia e da sua iliognosia na área do dermátomo do nervo ulnar. Considerando o caso clínico acima, assinale a opção correspondente aos estímulos sensoriais que devem ser recuperados no tratamento fisioterapêutico.
A) temperatura e forma de objetos
B) discriminação de dois pontos e textura
C) forma de objetos e textura
D) discriminação de dois pontos e temperatura
Entendeu alguma coisa? sabe o que é esteriognosia? iliognosia? nem eu. Vamos conferir cada um desses nomes estranhos:
Neurotmese: As lesões traumáticas dos nervos periféricos foram classificadas por Seddon em neuropraxia, axonotmese e neurotmese. A neurotmese é transsecção total do nervo. Para quem quiser estudar os outros termos tem um bom resumo no site: http://www.emglab.com.br/html/trauma_de_nervos.html e também no fisioweb
Estesiometria: A estesiometria é um teste de sensibilidade tátil. Geralmente se utiliza os monofilamentos de Semmes-Weinstein. O teste é baseado no princípio de que a força necessária para curvar um determinado fio é a mesma em todas as tentativas, o que permite uma boa reprodutibilidade do método. Fontes: O diabetes melito e a desnervação dos membros inferiores: a visão do diabetólogo e A IMPORTÂNCIA DO USO DOS MONOFILAMENTOS DE SEMMES-WEINSTEIN NO EXAME DE SENSIBILIDADE DO PACIENTE PORTADOR DE HANSENÍASE
Esteriognosia: Gnosia é o reconhecimento de objetos através dos órgãos dos sentidos. O exame da gnosia é realizado através da visão, da audição, do olfato e do tato. A gnosia tátil (estereognosia) é avaliada com os dedos do paciente fechados. Estereognosia é capacidade de reconhecer um objeto com a mão sem o auxílio da visão. Fonte: Portal da Fisioterapia
Iliognosia: Essa eu fico devendo pois não encontrei o significado desta disfunção.
Muito bem, fico devendo uma explicação racional para esta pergunta. Pelo enunciado dá pra saber que o paciente tem um comprometimento da transmissão das informações táteis, mas as alternativas são muito parecidas. Se excluirmos as alternativas relaciondas à estímulação térmica, eliminamos metade das alternativas, sobrando 50% de chance de acerto pelo "chute".
O Gabarito oficial indica a alternativa "C" como verdadeira, De onde se conclui que iliognosia é a perda do reconhecimento de texturas.
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36) Na utilização da terapia por ondas curtas, é importante o fisioterapeuta reconhecer as implicações biofísicas no corpo humano, para que a terapia possa alcançar seus resultados de
forma segura e eficaz. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
A) O aquecimento produzido pela diatermia de ondas curtas independe das propriedades elétricas do tecido dentro do campo eletromagnético.
B) A diatermia por ondas curtas não é capaz de aquecer tecidos mais profundos tanto quanto os agentes que aquecem os tecidos por condução.
C) Na aplicação da diatermia por ondas curtas do tipo contraplanar, ambos os eletrodos são aplicados no mesmo lado do membro.
D) As alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo, em resposta ao tratamento pela diatermia por ondas curtas, são proporcionais à potência média fornecida aos tecidos do paciente.
Na alternativa "A" é afirmado que o aquecimento por Ondas Curtas independe das propriedades elétricas dos tecidos. Entenda-se por propriedades elétricas a condutividade elétrica (que rege o fluxo da corrente elétrica) e a permissividade (que rege a amplitude dos efeitos de polarização). A condutividade elétrica e a permissividade variam com o tipo do tecido do corpo e também dependem da freqüência do campo aplicado. Fonte: http://www.nuclear.radiologia.nom.br/diversos/diretrad.pdf Sabemos que a distribuição das temperaturas teciduais durante o uso de Ondas Curtas depende das propriedades dos tecidos, como calor específico, sendo que a distribuição da temperatura é também modificada pela condutividade térmica dos tecidos. Assim, a alternativa "A" é falsa.
A Alternativa "B" inverte as propriedades das Ondas Curtas (aquecimento de tecidos profundos) com o de aquecimento por condução (calor superficial). Para saber mais sobre calor superficial acesse o link:
A Alternativa "C" pode ser excluída por simples dedução. Se é contraplanar, deduz-se que seja contra planos, ou seja: em dois planos contrários. Assim não poderiam ser do mesmo lado do membro.
A alternativa "D", indica que quanto maior a potência maior a alteração no fluxo sanguíneo. Esta alternativa está de acordo com os efeitos fisiológicos da diatermia por Ondas Curtas.
GABARITO: Alternativa "D"
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37) Considerando que a LER/DORT é resultante de uma relação social patológica, além de uma forma determinada de organização do trabalho e da utilização do corpo, assinale a opção correta acerca de fatores causais dessa afecção.
A) Atitude negativa em relação à vida é fator causal fisiológico da LER/DORT.
B) Atividades domésticas que exigem o uso de membros superiores são fatores causais biomecânicos.
C) Pausas curtas, ou inexistentes, entre os ciclos de trabalho são fatores causais de organização do trabalho.
D) O estilo de vida é fator causal psicológico dessa afecção
Vamos lá: Uma atitude negativa em relação à vida pode até ser um fator associado à LER/DORT, mas definitivamente não é reconhecido como fator causal. Alternativa "A" Falsa.
Em relação à "B", se o enunciado falasse em atividades domésticas que exigem o uso de membros superiores acima da linha do ombro, poderia ser verdadeira, mas a amior parte das atividades domésticas (assim como as laborais e recreativas) envolvem o uso de MMSS. Considero a alternativa "B" também como falsa
Se você trabalha ininterruptamente seja digitando, como empacotador, caixa de supermercado, taxista, ou mesmo fisioterapeuta, você estará sujeito à um stress biomecânico considerável, e a culpa é do processo de organização do trabalho, pois pequenas pausas durante a jornada de trabalho são necessárias. Portanto a Alternativa "C" é verdadeira.
A alternativa "D" não faz muito sentido, pois como eu disse na alternativa "A", o estilo de vida pode até ser umfator associado, mas creio que não um fator causal.
GABARITO: Alternativa "C"
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38) Uma criança com diagnóstico de atraso no desenvolvimento motor, estando em decúbito ventral e segurada pelo tronco, ao ser levada em direção ao solo, de cabeça para baixo, não apresenta a resposta de extensão dos braços e das mãos em direção ao solo. Nesse caso, essa criança terá a classificação de ausência do reflexo de
A) Landau.
B) pára-quedista.
C) Moro.
D) retificação.
Para responder esta questão vamos rever as alternativas:
Reação de Landau: Quando se levanta uma criança de bruços da mesa, apoiada apenas com a mão do examinador sob o tórax, a criança primeiro erguerá a cabeça, de maneira que a face esteja numa posição vertical, após esta elevação da cabeça ocorre uma extensão tônica da coluna e membros inferiores, que pode ser tão forte que todo o corpo da criança torna-se curvado para trás.
Reação de paraquedas: Também conhecida como Reação de Extensão Protetora. Esta reação consiste em duas fases. Na primeira fase ocorre a extensão do braço, punho e dedos, para atingir o solo ou, outro apoio. Na segunda fase a criança coloca o peso sobre o braço e a mão levada para o apoio.
Reflexo de Moro: Testa-se deslocando-se o centro de gravidade da criança, ou dando um estímulo visual ou sonoro. Como resposta vai haver uma abdução e extensão dos membros. Em seguida ocorre a adução e flexão dos membros.
Quanto a reação de retificação, existe a reação óptica, labiríntica e cervical de retificação. Para inmaiores detalhes sobre os reflexos e reações consulte o site http://www.geocities.com/bia_franco/reflexos.html
Pela descrição, dá pra perceber que a alternativa "B" é a que se encaixa melhor na descrição.
GABARITO: Alternativa "B"
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39) Um paciente idoso, atendido em seu domicílio, onde não é possível dispor de exames computadorizados específicos, necessitando ter seu equilíbrio examinado para posterior prescrição terapêutica de treinamento funcional, deve ser avaliado pelo teste de
A) Romberg.
B) Oxford.
C) caminhada de 6 minutos.
D) Kat’z.
Em relação à alternativa "A", O teste de Romberg é realizado com o paciente em pé, com os pés juntos e os olhos fechados. Se o paciente cair, pode indicar uma disfunção cerebelar. Se cair sempre para o mesmo lado, pode indicar uma disfunção vestibular. Portanto é um teste que avalia o equilíbrio.
O teste de Oxford é aquele de força muscular graduado de 0 a 5, portasnto alternativa "B" é falsa.
O teste de caminhada de 6 minutos também não é um teste de equilíbrio
A alternativa D relaciona-se ao índice de Katz, o qual serve para avaliar a capacidade funcional do indivíduo idoso. Trata-se de uma lista de seis itens hierarquicamente relacionados e refletem os padrões de desenvolvimento infantil, ou seja, que a perda da função no idoso começa pelas atividades mais complexas, como vestir-se, banhar-se, até chegar as de auto regulação como alimentar-se e as de eliminação ou excreção.
GABARITO: Alternativa "A"
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40) Segundo a escala de graduação manual da força de contração muscular do assoalho pélvico, sugerida pela Sociedade Internacional de Continência, a força muscular classificada em grau 3 significa uma função perineal
A) ausente, reconhecida somente à palpação.
B) débil, reconhecida à palpação.
C) totalmente ausente.
D) objetiva e resistência opositora, que não é mantida à palpação
Tudo bem, eu confesso, não sei absolutamente nada de avaliação ginecológica. Mas não me envergonho disso, pois graças a Deus existe a internet. A avaliação funcional do assoalho pélvico proporciona a noção da capacidade de contração do assoalho pélvico, bem como a manutenção dessa contração na vigência de exercício físico. Tem importância clínica no tratamento conservador da incontinência urinária, por facilitar o manejo terapêutico. Entre as técnicas de avaliação do assoalho pélvico, aquela descrita por Ortiz mostra-se simples e de fácil execução durante o exame ginecológico: ao exame vaginal, solicita-se à paciente que contraia e mantenha a contração dos músculos perineais ao redor do dedo do examinador. Assim, gradua-se a capacidade de contração dessa musculatura, avaliando-se de modo mais objetivo a função muscular do assoalho pélvico:
grau 0: sem função perineal objetiva, nem mesmo à palpação;
grau 1: função perineal objetiva ausente, reconhecida somente à palpação;
grau 2: função perineal objetiva débil, reconhecida à palpação;
grau 3: função perineal objetiva e resistência opositora, não mantida à palpação;
grau 4: função perineal objetiva e resistência opositora mantida à palpação por mais de 5 segundos.
Portanto
GABARITO: Alternativa "D"

sexta-feira, 31 de julho de 2009

As sete personalidades mais influentes da fisioterapia ortopédica - Quarto Lugar: Geoff D. Maitland

O Quarto lugar na lista dos fisioterapeutas mais influentes pertence a Geoff MAitland. Na verdade esta postagem é só pra constar, pois creio que já falei bastante sobre Maitland e seu conceito de terapia manual nas postagens anteriores.
Geoff Maitland é fisioterapeuta e leciona na University of South Australia. O conceito de terapia manual de Maitland tem sido estabelecido como uma das abordagens padrão para os fisioterapeutas que pretendem se aprofundar nas técnicas de mobilização articular. Seus dois livros: Manipulação Vertebral e Manipulação Periférica são leitura indispensável. A abordagem defendida por Maitland centra-se na avaliação detalhada, raciocínio clínico e na reavaliação como forma de determinar a disfunção física do paciente e a eficácia das técnicas de fisioterapia manual empregadas. O raciocínio clínico é a pedra angular de sua filosofia. A International Maitland Teacher's Association (IMTA) foi fundada em 1992 em Zurzach, Suíça. O IMTA ensina o Conceito Maitland em vários países ao redor do mundo.
O site da IMTA é http://www.imta.ch/.
Para mais informações leia as postagens anteriores sobre Maitland

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Papel do Fechamento de Forma e Fechamento de Força para a Estabilização da Articulação Sacroilíaca

A principal função do quadrande inferior consiste em movimentar e fornecer, simultâneamente uma base estável a partir da qual os membros superiores possam atuar. A cintura pélvica (inominados, sacro, cóccix e fêmures) é uma estrutura que liga de forma dinâmica a coluna vertebral e os membros inferiores. Neste contexto encontramos a articulação sacroilíaca , a qual tem um papel importantíssimo na transmissão de forças do tronco para os membros inferiores.

Existe um debate histórico quanto ao fato da articulação sacroilíaca ser ou não móvel. Quanto a isto, vou apenas reproduzir um trecho de uma entrevista com Diane Lee, fisioterapeuta canadense especialista em disfunções pélvicas:

"Dois estudos independentes [1,2] demonstraram que a articulação sacroilíaca é capaz de uma pequena quantidade de movimento (1-4 graus de movimento) e que esse movimento persiste ao longo da vida. Este é um componente essencial de absorção de choques para impedir as forças de impacto geradas durante a marcha venham a atingir a coluna vertebral. Para que estas forças sejam devidamente transferidas através da pelve, é essencial que este movimento seja controlado, e este controle é proveniente de correta ativação dos músculos estabilizadores profundos da região lombar e bacia e do bom funcionamento dos ligamentos da articulação sacroilíaca"

Muitos autores dispensam uma atenção especial à esta articulação. De fato, acredita-se que a disfunção sacroilíaca (Esta terminologia é usada para caraterizar um distúrbio biomecânico, sem nenhuma lesão aparentea na articulação sacroilíaca) é uma causa importante de lombalgias.
Esta é apenas uma breve introdução a um assunto vastíssimo e repleto de controvérsias. Obviamente não é possível esgotar o tema em um blog, mas quero deixar minha contribuição falando sobre dois mecanismos de estabilização da articulação sacroilíaca, os chamados de fechamento de forma e fechamento de força.


FECHAMENTO DE FORMA
O termo fechamento de forma foi cunhado por Andry Vleeming and Chris Snijders [3,4], representa uma situação estável em que as superfícies articulares estão estreitamente encaixadas e não são necessáriassorças adicionais para manter o estado do sistema. Em outras palavras: como é que a integridade da articulação ajuda a prevenir o cisalhamento e forças de translação excessivas entre as duas superfícies articulares quando submetidas à carga.
Uma vez que a articulação Sacroilíaca serve para transferir grandes quantidades de carga, assume-se que o seu formato está adaptado a esta tarefa. Três fatores contribuem para o fechamento de forma:

(1) O formato da superfície articular: Devido ao seu formato em cunha, o sacro é estabilizado pelos inominados;
(2) O coeficiente de atrito da cartilagem articular: ao contrário das articulações sinoviais normais, a cartilagem articular da sacroilíaca é irregular;
(3) A integridade dos ligamentos que recobrem a articulação.
FECHAMENTO DE FORÇA

Este é outro termo cunhado por Vleeming e Snijders e está relacionado a questão de como e quais forças adicionais são necessárias para controlar a translação entre duas superfícies articulares quando a carga é aplicada.
Se o sacro fosse perfeitamente encaixado na pelve, (um fechamento de forma perfeito), a mobilidade articular seria praticamente impossível. No entanto, durante a marcha, a mobilidade assim como a estabilidade devem ocorrer. Assim se faz necessário a adição de uma força extra no sistema durante as situações de carga.
No caso do fechamento de Força são necesárias forças adicionais para manter o objeto no lugar. Neste caso é preciso que haja atrito. As articulações com superfícies predominantemente planas são apropriadas para transferir grandes quantidades de força, mas são vulneráveis ao cisalhamento. Forças de compressão são necessárias para controlar este cisalhamento, pois aumentam o coeficiente de atrito e a capacidade da articulação de resistir à translação. Esta compressão é fornecida pelos estabilizadores profundos da região lombar e pelve, que são os músculos transverso do abdomen, multífidos e os músculos do assoalho pélvico.
Os músculos contribuem para o fechamento de força e, assim, para a transferência de carga através da pelve de duas formas:


(1) Eles aumentam as forças de compressão em toda a sínfise púbica e articulações sacroilíaca, reduzindo a quantidade de movimento na articualção
(2) Eles modificam a posição da articulação, produzindo aumento da tensão ligamentar.
Outros dois componentes formam o modelo conceitual de estabilização da articulação sacroilíaca, o controle motor e o estado emocional do indivíduo. Não irei me alongar muito nestes tópicos, mas eles são abordados, inclusive com referências a artigos publicados no link com entrevista da Diane Lee

O Controle Motor
Controle motor é um termo usado para descrever o padrão de c0-ativação e coordenação dos músculos estabilizadores profundos.


Estado Emocional
O quarto componente do modelo aborda o papel do nosso estado emocional sobre a nossa capacidade de controle motor eficaz. É bem conhecido que o estresse, ansiedade, medo e dor têm impacto nosso estado emocional e agora sabe-se que este estado influencia nossa capacidade de controle motor.

Bem, é isso, espero que seja útil


[1] Jacob H A C, Kissling R O, 1995, The mobility of the sacroiliac joints in healthy volunteers between 20 and 50 years of age. Clinical Biomechanics 10(7): 352-361.
[2] Sturesson B, Selvik G, Uden A, 1989, Movements of the sacroiliac joints a roentgen stereophotogrammetric analysis. Spine 14 (2): 162 165.
[3] Vleeming A, Stoeckart R, Volkers A C W, Snijders C J 1990 Relation between form and function in the sacroiliac joint. 1: Clinical anatomical aspects. Spine 15(2): 130-132.
[4] Vleeming A, Volkers A C W, Snijders C J, Stoeckart R 1990 Relation between form and function in the sacroiliac joint. 2: Biomechanical aspects. Spine 15(2): 133-136.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vídeos de exercícios terapêuticos Kissner & Colby

Olá pessoal,

Estou baixando alguns vídeos de exercícios terapêuticos em mp4 que estão disponíveis no blog http://terapiadomovimento.blogspot.com/. Este blog é excelente, tem muitos livros pra download e o proprietário também disponibiliza vários vídeos como estes da Kissner.

São vídeos de 62 exercícios terapêuticos básicos e técnicas. Incluindo - amplitude de movimento, alongamento, Misto, Mobilização, resistência e Spinal Stabilization. Carolyn Lynn e trabalhou arduamente para garantir que os vídeos reforçam os alicerces de construção de conceitos, princípios e técnicas da 5 ª Edição.

Visitem e façam o download do material pois tá muito bom!

Abraços

Displasia do Desenvolvimento do Quadril ou Luxação Congênita do Quadril ?

O termo Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) vem sendo utilizado para substituir a terminologia Luxação Congênita do Quadril (LCQ). Esta mudança gera uma certa confusão, pois em muitos livros estes termos acabam sendo usados como sinônimos.
Alguns autores justificam esta mudança argumentando que apesar da grande maioria das luxações idiopáticas de quadril serem identificadas ao nascer, um número significativo de crianças desenvolve uma luxação tardia, relacionada à presença de displasia da articulação do Quadril. Assim, a denominação DDQ englobaria um espectro mais amplo e diferenciado de crianças, reservando a classificação de LCQ para os casos de Luxação Congênita “verdadeira”, ou seja: a luxação de quadril identificada no neonato.
Desde que o ultrassom foi introduzido como exame médico, observou-se que além dos quadris luxados era possível também identificar um grande número de quadris displásicos (os quais são potencialmente “luxáveis”). Além disso, sabemos que ao nascer os quadris ainda são imaturos, e que o seu desenvolvimento adequado depende principalmente da tomada de peso na posição ortostática, a qual é essencial para moldar o fêmur e o acetábulo.

DEFINIÇÔES:
Luxação Congênita do Quadril:
É a perda do contato da epífise femoral proximal (cabeça do fêmur) com a cavidade acetabular ao nascer.
Displasia do Desenvolvimento do Quadril
É o desenvolvimento inadequado (displasia) da articulação coxo-femoral. (a qual é um fator que predispõe à Luxação)


ETIOLOGIA:
Existem vários fatores associados simultâneamente a DDQ e a LCQ. Ambas as condições podem ser decorrentes de fatores mecânicos (tanto pré quanto pós-natais), desenvolvimento anormal (displasia propriamente dita) ou excesso de mobilidade (que se manifesta ao nascer por instabilidade do quadril).

Tá parecendo confuso né?, afinal de contas se as duas condições têm os mesmos fatores etiológicos e qual a diferença entre elas? Vou tentar definir isso melhor no texto abaixo que fala brevemente de fatores mecânicos implicados na etiologia da displasia:


Um posicionamento inadequado da cabeça do fêmur ainda intra útero gera uma biomecânica anormal na articulação do quadril. Neste caso, a cabeça femoral começa a ser deslocada de sua posição central, e exerce pressão sobre epífise acetabular lateral, causando um atraso tanto da ossificação quanto do crescimento do acetábulo (imaturidade acetabular). Este posicionamento inadequado pode estar associado à frouxidão ligamentar. Um outro fator que pode gerar uma imaturidade acetabular é a oligodramnia (oligodrâmnia promove o estreitamento do espaço abdominal, impedindo a versão cefálicado feto).
Fatores mecânicos associados à falta de espaço para o recém nascido no útero podem gerar uma ossificação retardada das epífises acetabulares,ou seja, displasia, o que leva ao deslocamento secundário como um resultado da falta contorno do teto acetabular. No entanto, a luxação em si pode não estar presente ao nascimento, mas tende a ocorrer secundariamente durante o curso dos primeiros meses de vida.
Esta imaturidade acetabular também pode estar associada a outras deformidades ou malformações, como pé torto congênito, assimetrias faciais, torcicolo congênito e também como componente em diversas síndromes.


RESUMO DA ÓPERA:

Luxação é um termo que descreve uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas. Em outras palavras: luxação é o desencaixe de um osso da articulação.
A palavra congênita refere-se a uma característica adquirida pelo bebê no período de tempo no qual permaneceu em gestação
. É uma característica atribuída a eventos pré-natais, porém não necessariamente genéticos. Assim, podemos definir Luxação Congênita do Quadril como a perda do contato da epífise femoral proximal (cabeça do fêmur) com a cavidade acetabular ao nascer.

Esta perda de contato pode ocorrer devido a tocotraumatismos, fatores genétcos e a própria displasia do desenvolvimento do quadril.

A Displasia do Desenvolvimento do Quadril é o desenvolvimento inadequado da articulação coxo-femoral, que predispõe à luxação.

Um ponto importante que eu citei brevemente mas acho importante reforçar: O Quadril não nasce plenamente formado, seu amadurecimento e contorno ósseo depende da tomada de peso na posição ortostática. Fato que vai acontecer naturalmente em qualquer criança com Desenvolvimento Motor Normal. Porém em neuropatas, crianças com distrofia muscular, enfim: qulquer criança que por algum motivo não venha a assumir a ortostase, pode ocorrer a displasia do quadril devido à falta de estímulo mecânico sobre o osso em formação.

Para quem gostou, recomendo o download dos dois livros de ortopedia pediátrica que estão na coluna aqui da direita.

Hasta la Vista

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Criação da Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional

Olá Pessoal, estou divulgando a proposta de Criação da Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional. Esta iniciativa é importante para fortalecer nossa profissão e conta com profissionais do mais alto gabarito em sua câmara técnica. Quem quiser participar da lista de e-mail deste grupo basta se inscrever mandando um e-mail para
ctfisioneuro@crefito2.org.br.

Segue abaixo a proposta



"CÂMARA TÉCNICA DE FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL”

Tendo em vista o grande desenvolvimento da Neurociência e suas implicações para a Fisioterapia Neurofuncional, faz-se necessária a consolidação de uma Representação Nacional desta atuação fisioterapêutica especializada e de alta complexidade.
Diante dos inquestionáveis benefícios da colaboração intelectual entre as disciplinas envolvidas, para que os avanços da Neurociência possam ter repercussões na prática fisioterapêutica e que, da mesma forma, as questões levantadas pelos fisioterapeutas na clínica possam ser estudadas pelos pesquisadores, é imprescindível o estabelecimento de uma ponte entre esses dois mundos.
A criação de uma Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional vem atender a essas aspirações. A definição da abrangência da especialidade, os critérios para a formação dos especialistas, a promoção de consensos acerca das condutas utilizadas em Fisioterapia Neurofuncional, a divulgação do saber científico e a promoção de espaços de interação entre profissionais, pesquisadores e docentes são algumas das funções pertinentes a uma Associação Científica.
A Fisioterapia Neurofuncional Brasileira se ressente da ausência de uma entidade representativa da especialidade em toda a sua abrangência e potencialidade. Daí a necessidade premente de nos organizarmos para fundar uma Associação de caráter Nacional. Diante desse cenário, nos sentiremos honrados com a sua participação nos debates acerca do tema, a fim de viabilizar a criação da Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional.
Para atingir essa meta e iniciar os trabalhos, solicitamos a autorização para incluir seu e-mail em nosso mailing list para que possamos disseminar, de forma ampla e objetiva, o planejamento estratégico e as propostas voltadas para a efetivação do projeto. Caso vc concorde em participar desta discussão, confirme através de e-mail para ctfisioneuro@crefito2.org.br.
Oportunamente, organizaremos um encontro presencial, em nível Nacional, para debatermos a viabilização dessa proposta.


Atenciosamente,
Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional do CREFITO 2:
Ana Paula Fontana
André Luís dos Santos Silva
Cristina Kurthy
Érika Rodrigues
Jaqueline Almeida Pereira
Marcos Rebel
Miriam Calheiros
Solange Canavarro

sexta-feira, 24 de julho de 2009

As sete personalidades mais influentes da fisioterapia ortopédica - Terceiro Lugar: Florence Peterson Kendall

A Sra. Kendall tornou-se fisioterapeuta no início da década de 1930, quando a fisioterapia ainda estava em sua infância. Com seu marido, Henry O. Kendall, ela atuou em Baltimore durante muitos anos, e veio a escrever um livro que ainda hoje é referência no campo dos testes musculares manuais e ajudou a conquistar o reconhecimento oficial da fisioterapia como uma profissão licenciada em Maryland nos EUA.
A Sra Kendall esteve diretamente envolvida com a fisioterapia nos últimos 70 anos de sua vida. Ela ensinou fisioterapia no departamento de fisioterapia da Universidade de Maryland. Também foi professora de Biomecânica da Escola de Enfermagem do Johns Hopkins Hospital além de consultora do Exército norte-americano em relação aos exercícios para os soldados.
Kendall e seu marido Henry (também fisioterapeuta) trataram pacientes com poliomielite no Children's Hospital por muitos anos, bem como em sua clínica particular.
Dado a extensa experiência dos Kendalls no tratamento da poliomielite (estamos falando da epidemia de pólio nos Estados Unidos, com números de casos na ordem de 9000 somente na primeira década do século!) neste contexto era inevitável a publicação de um livro. As técnicas e resumos de suas pesquisas foram incorporados na primeira edição do livro Livro Músculos: Provas e Funções, publicado em 1949.

"Nós não escrevemos o livro para sermos famosos. Pretendemos compartilhar com outros aquilo que havíamos aprendido em todo o nosso trabalho com polio, postura e condições dolorosas especialmente a lombalgia "
Florence Kendall

Ela é a autora de numerosos livros e artigos sobre fisioterapia, além de três filmes e um vídeo em cinco partes sobre testes musculares que foi traduzido para o italiano e japonês. Ela é provavelmente conhecida em todo o mundo pelo seu livro, "Músculos: Testes e Função", publicado originalmente em 1949, e que está agora em sua quinta edição. O livro foi traduzido em nove línguas e é reconhecido como o "padrão ouro" para avaliação Musculoesquelética.
A Sra. Florence Kendall faleceu em 2006 aos 95 anos de idade. Sendo um exemplo de vida e dedicação à profissão. Seu livro é leitura obrigatória para os estudantes de fisioterapia.
Para quem quiser saber mais um pouco sobre a vida e obra da Sra Kendall, eu recomendo a leitura do prefácio de seu livro de testes musculares e também o
arquivo em pdf da APTA sobre sua vida.

As sete personalidades mais influentes da fisioterapia ortopédica - Segundo Lugar: James Henry Cyriax.

James Henry Cyriax, M.D.
É provável que Henry James Cyriax, MD (1904-1985) tenha tido mais influência sobre os outros nomes na lista do que qualquer outro indivíduo. Sua influência sobre o campo de ortopedia, fisioterapia, chiropratica, massagem é profunda.
James Cyriax era um ortopedista britânico considerado o pai da medicina ortopédica. Formou-se em medicina no St Thomas's, em 1929, tornando-se um especialista (membro do Royal College of Physicians, MRCP) em 1954. Ele era completamente apaixonado por sua profissão, ao ponto de certa vez quando questionado se era religioso, ele respondeu: "eu acredito em Medicina Ortopédica." Cyriax acreditava que os fisioterapeutas eram os profissionais mais aptos para aprender técnicas manipulativas devido ao seu treinamento e sua estreita ligação com a medicina.
O Hospital St. Thomas's é um dos principais hospitais de Londres. James Cyriax percebeu que o trabalho no departamento de fisioterapia deste hospital consistia apenas em "calor-massagem-exercícios", obviamente sem obter resultados muito satisfatórios. Ele queria mudar, queria transformar o fisioterapeuta "indiferente" em fisioterapeuta "eficiente". Cyriax foi “o médico” que atualizou tanto a fisioterapia quanto a sua profissão. Ele estimulava a intensa e freqüente colaboração entre médicos e fisioterapeutas, cada um com suas próprias responsabilidades. Curiosamente esta mentalidade de interdisciplinaridade foi defendida há mais de 45 anos, e ainda hoje permanece atual (embora pouco praticada).

O seu maior legado a ambas as profissões é encontrado em seu livro clássico Orthopaedic Textbook of Medicine, Volume I, publicado originalmente em 1954. Neste livro ele estabeleceu as bases de um método lógico, clinicamente fundamentado de diagnóstico diferencial, o que ele chamava de "testes seletivos da tensão tecidual" utilizado para identificar o tecido específico (músculos, tendões, ligamentos, etc) responsável por uma dor ou disfunção de movimentos específicos. Esta filosofia clínica irrevogavelmente mudou a maneira como a terapia manual ortopédica era pensada, ensinada e praticada.
Cyriax estudou e escreveu sobre o conceito de dor referida. Ele também foi um dos primeiros a reconhecer o disco intervertebral como uma possível fonte de dor nos membros e coluna vertebral. Ao longo de sua vida escreveu extensivamente sobre os seus métodos de tratamento que consistiam em manipulações, massagens, tração e injeção. A técnica de massagem transversa profunda ainda hoje é largamente utilizada.
Os livros do Dr. Cyriax ainda são para muitos, a "Bíblia" da medicina ortopédica. Desde a sua morte, houveram grandes mudanças no ensino da fisioterapia ortopédica. Contudo, sua valorosa contribuição para a fisioterapia ainda hoje pode ser percebida, pois muitas de suas idéias permeiam conceitos conhecidos de terapia manual como por exemplo o método Kaltenborn, o conceito Maitland, Mob. Neural, e na técnica de tenofibrólise entre outros.
Fontes:
A History of Manipulative Therapy
Site: Physiobd.info

A que ponto chegou a preocupação com a Gripe Suína.

Recebi esta imagem hoje de manhã e não resisti. Tive de publicá-la no blog.

Sorria hoje é sexta-feira!!!!!!


Prometo que vou postar algo interessante no final de semana pra compensar essa bobagem aqui.

Fui

terça-feira, 21 de julho de 2009

As sete personalidades mais influentes da fisioterapia ortopédica

Em minhas andanças pela web encontrei a página de um fisioterapeuta Norte-Americano chamado Robert J. Schrupp. Este cara fez uma pesquisa entre os fisioterapeutas associados à Associação Norte Americana de Fisioterapia (APTA) questionando quais eram as personalidades mais influentes em fisioterapia ortopédica. O trabalho é bem singelo mas bastante interessante. Decidi traduzi-lo porque o autor faz uma breve descrição do perfil dos sete escolhidos. Curiosamente, era algo que eu estava tentando fazer no meu blog... deixar o perfil de algumas das grandes personalidades como Maitland, Mulligan, Madame Meziere, Bobath, Kabat, etc.
Bem, acho que ele me poupou algum trabalho.
Deixo a seguir a tradução do resumo do seu trabalho e o perfil da personalidade mais influente: Robin McKenzie

As Sete personalidades mais influentes em Fisioterapia Ortopédica Hoje.

" Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes."
Isaac Newton 1676

Provavelmente o maior gênio de todos os tempos, Isaac Newton atribuiu seu sucesso a oportunidade de construir seu conhecimento a partir do trabalho de outros. Ele prontamente prestou homenagem aos "Gigantes" que vieram antes dele. As sete pessoas apresentadas neste artigo são os "gigantes" no campo da fisioterapia ortopédica. Por meio de seus trabalhos, eles influenciaram enormemente o pensamento e a prática atual dos fisioterapeutas. Eles estabeleceram uma extraordinária fundação de conhecimentos sobre a qual também podemos construir nossa obra.

Metodologia
Um questionário foi enviado para uma amostra aleatória de 320 fisioterapeutas da seção de ortopedia da APTA (American Physical Therapy Association). O questionário continha o nome de onze fisioterapeutas e um médico da área da fisioterapia ortopédica. A metodologia de pesquisa empregada para a escolha dos primeiros doze nomes foi baseada na premissa de que o talento reconhece o talento. Assim, fisioterapeutas de renome foram entrevistados e questionados quanto a quem entre os seus pares deveria ser incluído em uma lista dos “10 mais” influentes fisioterapeutas e médicos em fisioterapia ortopédica.
A lista completa de nomes recomendados é fornecida no final do artigo. A listagem inicial foi reduzida para doze indivíduos com base na freqüência de apresentação do nome, a originalidade das idéias, e a capacidade do indivíduo de difundir seus ensinamentos para uma audiência nacional ou mundial.
No último questionário enviado para os 320 membros da seção de ortopedia da APTA, os participantes foram convidados a indicar o quanto estas doze pessoas influenciaram seus pensamento ou práticas em fisioterpaia ortopédica.
A escala de influência foi a seguinte:

0- Sem influência
1- Baixa Influência
2- Influência moderada
3- Grande Influência
4- Muito Grande Influência
Cento e quarenta e oito participantes retornaram os questionários, em uma taxa de resposta de 46 por cento.
Os escores foram registrados e ponderados, e os indivíduos com os sete escores mais altos foram. A classificação final foi a seguinte:
1. Robin McKenzie 2,55
2. Dr. James Cyriax 2,44
3. Florence Kendall 2,33
4. Geoffrey Maitland 2,24
5. Stanley Paris 2,00
6. Shirley Sahrmann 1,81
7. Brian Mulligan 1,80
Freddy Kaltenborn recebeu uma menção honrosa com 1.78.
O trabalho destes sete gigantes é muito digno de estudo. Se alguém deseja aprofundar seus conhecimentos em fisioterapia ortopédica, seria um bom começo iniciar seus estudos pela obra destes homens e mulheres. Isto é particularmente verdade no caso dos novos alunos. Os alunos começam sua educação com um arquivo mental limpo e desde o início deveriam ser apresentados à algumas das melhores fontes disponíveis. O que se segue é um breve perfil dos sete gigantes mais influentes.

Robin McKenzie (http://www.mckenziemdt.org/)

Ninguém deveria ficar surpreso de encontrar o nome de Robin McKenzie no topo desta lista. McKenzie identificou que diversos exercícios poderiam alterar a localização e a gravidade da dor. Ele fez a descoberta acidental de que quando a dor recua a partir das extremidades com posicionamento ou com o exercício, um resultado positivo do tratamento era iminente. McKenzie foi o primeiro a reconhecer o fenômeno de centralização da dor. Assim como Sir Isaac Newton formulou a Lei da Gravitação Universal a partir da simples observação de uma maçã caindo de uma árvore, McKenzie foi capaz de desenvolver todo um conjunto conceitual para o tratamento da dor nas costas e no pescoço a partir desta observação.
O Método de McKenzie de Diagnóstico Mecânico e Terapia é agora usado no mundo inteiro por dezenas de milhares de fisioterapeutas, quiropráticos, e médicos.
O Método McKenzie é ensinada como um Programa Sequencial de Educação compreendendo cinco cursos (de A a E) em mais de trinta e dois países. O programa educacional é padronizado, com o conteúdo de cada nível consistente em todo o mundo. A extensa rede de ensino mundial é gerenciada pelo McKenzie Institute International (Instituto McKenzie Internacional).
Sediada em Waikanae, Nova Zelândia, esta organização internacional sem fins lucrativos também financia pesquisas em nível mundial. Robin McKenzie, publicou vários livros para os profissionais e leigos. Seus títulos foram traduzidos para muitas línguas, com milhões de cópias vendidas no mundo todo. Curiosamente, o objetivo do Método McKenzie é tornar o paciente independente de terapeutas. Por conseguinte, seus livros para os leigos têm uma temática de auto-tratamento. Seu último livro, uma co-autoria com Stephen May é direcionado para os profissionais e é a segunda edição do título: Coluna lombar - Diagnóstico e Terapia Mecânica. No prefácio desta edição, o Professor Nikolai Bogduk, professor de medicina da Dor da Universidade de Newcastle, Austrália, sintetiza com precisão o local que o método McKenzie ocupa no novo milênio.
Os fisioterapeutas mais influentes incluídos neste estudo foram:
Michelle Battie, David Butler, Robert Donatelli, Brian Edwards, Robert Elvy, Olaf Evjenth, Gary Gray, Ola Grimsby, Greg Johnson, Gwendolen Jull, Mark Laslett, Jenny McConnell, Wayne Rath, Mariano Rocabado Duane Saunders, Lance Twoomey, William Vicenzio, Paula Van Wejimen, Kevin Wilk, Dos Winkle, Michael Wooden.
Médicos influentes considerados para este estudo:
Alan Stoddard, M.D., D.O., Robert Maigne, M.D., James Mennel, M.D., Karel Lewitt, M.D., Lawrence Jones, D.O.