segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Curso on line grátis de Metodologia Científica
sábado, 26 de setembro de 2009
Mais algumas palavras sobre Serviço Público Vs Iniciativa Privada
Serviço Público Vs Iniciativa privada... o combate do século.Termino perguntando para eventuais acadêmicos que leram este
post até o fim:Você já pensou no que vai fazer no dia seguinte da colação de
grau? e no que vai fazer seis meses depois? . . . Já pensou aonde você quer
chegar e como fazer para alcançar seus objetivos?. . . comece a se preocupar.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Serviço Público ou Inicativa Privada ... eis a questão
Encontrar o primeiro emprego não é uma tarefa das mais fáceis. Conheço dezenas de pessoas que após a formatura demoraram meses, ás vezes anos, até serem empregadas. Aliás, eu mesmo me incluo nesta estatística. Quero chamar a atenção ao fato de que estou me referindo a um emprego (carteira assinada, férias, décimo terceiro e direitos trabalhistas) e não a plantões coringa ou ao regime de semi-escravidão das cooperativas.A grande questão de hoje é a escolha entre investir seu tempo e dinheiro na preparação para um concurso público ou investir seu tempo e dinheiro como empreendedor na iniciativa privada. Além disso é fato notório que o mercado de trabalho não é nada amistoso para os recém formados. A postagem de hoje é pra discutir rapidamente os prós e contras destas duas opções. Iniciarei comentando o sonho de 9 entre 10 formandos: o Serviço Público
Existem ainda outras vantagens como o abono das faltas, adicional de férias, auxílio creche e também a licença prêmio, que embora em extinção, ainda pode ser encontrada em alguns Municípios e Estados. Neste caso, o servidor faz jus a três meses de licença prêmio a cada cinco anos de efetivo exercício. Neste período, todos os seus direitos e vantagens do cargo estão garantidos. Se você tirar férias no mesmo período é possível ficar quatro meses inteiros em casa de bobeira. Gostou? eu também, pena que nenhum dos meus vínculos me dá direito à licença prêmio :(
É importante lembrar também que embora saibamos que um funcionário público possa ser demitido, na prática, isso é quase impossível.
Em alguns órgãos existe a possibilidade de redução de carga horária quando o servidor estiver realizando um curso de mestrado ou doutorado. Sem contar que dependendo do local, esta pós graduação pode ser bancada pelo própio hospital (isso só acontece na esfera federal... você consegue imaginar seu prefeito pagando estudo pra algum funcionário?)
Ah! não posso me esquecer que alguns órgãos já utilizam a progressão salarial por titulação... o famoso plano de cargos e salários. Se não me engano 10% por pós-graduação tipo especialização, 15% mestrado e 20% doutorado. Me corrijam se eu estiver errado.
Mas nem tudo são flores...
Desvantagens do serviço público:Logo de cara, a grande desvantagem é a grande concorrência dos concursos. Trata-se de um verdadeiro funil, sendo que muitas vezes abrem-se pouquíssimas vagas. Não é incomum a relação candidato-vaga beirando 1000. Isto sem contar o concurso Highlander - uma só vaga - Onde os candidatos participam de uma verdadeira batalha intelectual, rosnando uns para os outros e gritando - SÓ PODE HAVER UM !!!! ao entregar a prova.
Supondo que consiga tomar posse o candidato depara-se com o salário. Isto é, alguns concursos até que pagam bem como o caso das forças armadas, Professores Universitários e Hospitais Federais, porém a grande maioria das prefeituras e Estados pagam relativamente mal. Entenda mal, como menos do que eu ganharia se dedicasse o mesmo tempo ao atendimento de pacientes particulares. Ainda sobre o salário, fique atento, pois sempre que ouvir o governo falar em contenção de gastos, adequação do orçamento público ou equilíbrio fiscal, entenda estas frases como: Este ano não haverá aumento salarial, a menos que você tenha um cartão corporativo.
OK, existe o direito de greve, mas isso não é regra para aqueles que atuam em hospitais... bem, eu te digo isso pois em 5 anos de serviço público, eu nunca parei por causa de greve. Não que eu seja um fura-greves ou puxa-saco do Lula, mas simplesmente porque as enfermarias e o CTI de um hospital são os últimos a aderir a uma greve.
Vantagens da iniciativa privada:
Uma outra possibilidade é a do que eu chamo de empreendedorismo do conhecimento. Ou seja: montar cursos, contratando profissionais renomados e organizando a estrutura do evento... Conheço gente que faz isso. Dá um trabalhão, mas também rola uma boa grana, mesmo depois de descontados os impostos e os gastos da organização, percebe-se que é um negócio rentável. Obviamente não estou me referindo a cursinhos de final de semana com o Dr. Fulano, recém formado, cobrando R$15,00 reais por aluno.
Além de cursos de técnicas de fisioterapia, um outro filão (que está na moda ultimamente) é o de cursos preparatórios para concurso. O mesmo raciocínio se aplica: contratação de bons professores+aluguel (ou compra) de sala+organização+impostos+mensalidade dos alunos = trabalhão e lucro.
Creio que estas são as mais comuns formas de empreendedorismo, mas também é possível pensar na abertura de firmas de fabricação e aluguel de materiais de fisioterapia, assessoria profissional, montagem de home care, entre outros.
Desvantagens da iniciativa privada :
Impostos Sim, a carga tributária e a burocracia para abertura (e fechamento) de uma firma podem fazer uma boa idéia morrer antes de completar o primeiro ano de vida. Este é um jogo em que é preciso planejar muito bem e estar bem informado, pois se os lucros são atraentes os perigos de falência e endividamento são assombrosamente grandes.
Pra quem trabalha com atendimento domiciliar, o problema está no fato de que de um dia pro outro você pode descobrir que metade dos seus pacientes suspenderam o atendimento, te deixando com uma mão na frente e outra atrás. Isto pode ocorrer pelos mais variados motivos: óbito, reinternação, alta, férias do paciente, falta de dinheiro... Tenha em mente que de uma hora pra outra você pode se ver numa pindaíba tremenda. Isso sem contar o calote... é, tá pensando o quê, não é só político que faz isso não!
Bem pessoal, acho que toquei nos pontos mais importantes de cada item.
Aguardo comentários, pois este é um assunto bastante polêmico que não se esgotou nestas linhas.
sábado, 19 de setembro de 2009
100.000 Visitantes
Seguem os links abaixo. Eu já baixei e verifiquei pessoalmente que os links estão funcionando.
Agradeçam a Pikachuangel
Atenção: O seu computador não conseguirá ler o CD de marcha se você não gravá-lo antes em um CD ou DVD.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Radiografia de Quadril na Criança - Identificando a Displasia do Desenvolvimento do Quadril

A figura acima ilustra a direção de forças no fêmur e pelve na posição ortostática. Esta distribuição de forças estimula as epífises de crescimento do fêmur e do acetábulo de forma a moldar estas estruturas no formato que elas terão no adulto.
É importante enfatizar que o exame radiográfico não é utilizado para o diagnóstico precoce pois até os 02 meses de idade a maior parte da pelve do Recém Nascido é cartilaginosa. O exame radiográfico de uma criança maior é realizada em uma projeção ântero-posterior da pelve com o paciente em posição supina com os membros inferiores em ligeira rotação interna.
Para avaliar o RX em crianças, faz-se uso de algumas linhas de determinação, de modo geral, é interessante ao fisioterapeuta conhecer 4 marcos radiográficos que ajudam na identificação de um quadril displásico e/ou luxado :
Linhas radiológicas :
a ) Linha de Hilgenreiner: Uma linha horizontal traçada através do topo das áreas claras da cartilagem trirradiada.
OBS: cartilagem trirradiada.= É a cartilagem que une os ossosísquio, ílio e púbis, que ao se ossificar, forma o fundo do acetábulo.
b) Linha de Perkins: é uma linha vertical perpendicular à linha de Hilgenreiner que tangencia a margem acetabular lateral Estas duas linhas dividem o quadril em quatro quadrantes, devendo a cabeça femoral estar situada nos quadrantes inferior e medial.

Na figura acima pode-se observar a linha de Hilgenreiner e a linha de Perkins
c) Linha de Shenton (Menard): é uma linha traçada entre a borda medial do colo femoral e a borda superior do forâmen obturador. Ela deve ter um contorno contínuo. Nos casos de ascensão da cabeça femoral (luxação), esta linha sofre solução de continuidade

d) Índice Acetabular ou ângulo acetabular : é medido pelo angulo formado pela linha de Hilgenreiner e uma linha traçada da profundidade da cavidade acetabular até a sua borda lateral. Esse ângulo varia de acordo com a idade da criança, mas de forma geral, podemos dizer que ângulos maiores que 30 graus sugerem a existência de displasia
Acima, as principais marcações radiográficas, comparando um quadril normal e um displásico
Para quem quiser saber mais recomendo os links abaixo e também que baixem os dois e-books de ortopedia pediátrica e um de radiografia pediátrica disponíveis na coluna lateral do blog
http://www.sbotrj.com.br/docs/revista_aot_1.pdf
http://www.rbo.org.br/pdf/1993_ago_83.pdf
http://www.pediatric-orthopedics.com/Topics/Bones/Hip/hip.html
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Modelo de poster para o Congresso de fisioterapia
Ok,galera, esta postagem é especial para quem vai apresentar trabalho sob a forma de poster. Atendendo a pedidos, deixo hoje o link para quem quiser baixar o modelo que eu uso para plotar posteres. segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Artigos indexados do conceito Mulligan
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Exercícios de Membros Superiores em pacientes com DPOC
Os membros superiores (MMSS) desempenham um papel importante na realização de muitas atividades de vida diária (AVDs). Os pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) freqüentemente sentem dispnéia e fadiga quando executam tarefas que exijam que os braços permaneçam elevados e sem apoio. Estas atividades representam um desafio único para esses indivíduos pelo simples motivo de que vários músculos dos membros superiores são também músculos acessórios da respiração. Atividades com o braço elevado e sem apoio fazem com que a participação destes músculos como acessórios da respiração diminua, deslocamento o trabalho respiratório para o diafragma. Neste momento é importante relembrar que o diafragma encontra-se em desvantagem mecânica pois em pacientes com DPOC tende a retificação, além disso, uma série de outras alterações relativas ao metabolismo muscular também podem estar presentes (Orozco-Levi M. Structure and function of the respiratory muscles in patients with COPD: impairment or adaptation? Eur Respir J 2003; 22:41s-51s)EXERCÍCIOS FÍSICOS EM PACIENTES COM DPOC
A eficácia de programas de reabilitação pulmonar tem sido bem documentada em pacientes com DPOC, com melhoras consistentes e clinicamente significativas na capacidade de exercícios, sintomas e na Qualidade de Vida. Contudo. Estes programas concentram-se geralmente nos exercícios de membros inferiores.
Como os efeitos do treinamento muscular são específicos para o membro treinado, parece razoável supor que em pacientes com DPOC, o treinamento dos MMSS pode mehorar o status funcional e reduzir sintomas de dispnéia e fadiga durante as AVDs
A lógica da inclusão do treinamento físico dos membros superiores para pacientes com DPOC baseia-se no fato de que diversos músculos da cintura escapular que são ativados durante as atividades funcionais dos MMSS, também agem como músculos acessórios da respiração, e no caso do DPOC, estas duas ações musculares competem entre si. Em uma linguagem bem simples: O paciente com DPOC pode chegar a um ponto no qual ele deverá escolher literalmente entre estender roupa no varal ou respirar.

Exemplos de AVDs utilizadas para avaliar a função de MMSS em paciente DPOC.
(A) Apagar um quadro negro, (B) enroscar e em seguida desenroscar três lâmpadas (C), secar pratos e colocá-los em um prateleira e (D) colocar mantimentos em uma prateleira.
Em uma revisão sistemática publicada recentemente na revista CHEST (Stefania, C et al. Effects of Unsupported Upper Extremity Exercise Training in Patients With COPD: A Randomized Clinical Trial. Chest. 136(2):387-395, August 2009) corrobora a eficácia do treinamento dos membros superiores sem suporte (em cadeia cinética aberta), em melhorar a capacidade de exercício de pacientes com DPOC. Além disso, este estudo fornece dados novos e relevantes sobre os benefícios deste treinamento específico sobre resultados clinicamente importantes, tais como a capacidade de realizar AVDs que envolvem os MMSS e a fadiga relacionada a estas atividades. Curiosamente, os benefícios demonstrados da capacidade de exercício e na dispnéia durante as atividades diárias se mantiveram após 6 meses nos pacientes que receberam treinamento dos MMSS. Em pacientes com DPOC, onde o diafragma é funcionalmente comprometido, as limitações ventilatórias pode determinar uma restrição progressiva da participação em atividades realizadas com os braços devido ao envolvimento durante a inspiração dos músculos da cintura escapular. Nestes pacientes, as atividades realizadas com os braços sem suporte são percebidas como particularmente fatigante, os quais por sua vez tendem a evitar progressivamente tais atividades, gerando um circulo vicioso de perda de desempenho nas AVD realizada com os braços e descondicionamento muscular.
Pô galera, este é um assunto muito interessante, e eu gostaria muito de postar algumas dicas de exercícios, mas infelizmente este é um blog aberto ao público e tenho medo de que algum doido resolva fazer os exercícios por conta própria... vai que alguém entra em crise, tenha um infarto, sei lá, e eu ainda respondo a um processo na justiça!
Porém, para aqueles que estão curiosos, é importante saber que não existe receita de bolo.
O processo de reabilitação pulmonar é normalmente supervisionado, estruturado e de preferência multiprofissional. Isso significa que ele irá incluir a avaliação dos sintomas e tratamento, a curto prazo e objetivos de longo prazo, além de programas de educação, apoio psicológico e acompanhamento médico.
Como eu já disse, não existe receita de bolo. Por exemplo:
Algumas pessoas podem estar tão comprometidas que são incapazes de se vestir sozinhas. Outros são capazes de caminhar durante 30 minutos antes do início da dispnéia. Em ambos os casos os programas de exercícios serão radicalmente diferentes.
O texto postado tem o objetivo de valorizar um outro aspecto da reabilitação pulmonar; o dos exercícios direcionados aos membros superiores, pois a grande maioria dos trabalhos preocupa-se com o condicionamento cardiocvascular por meio de exercícios na esteira.
Pois bem, fica aqui a dica, espero que tenham gostado.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Disreflexia autonômica
Pessoas com lesão medular acima de T6 (estou me referindo ao nível medular, não a vértebra!) Não terão o sistema simpático se opondo ao parassimpático em seus efeitos sobre o sistema circulatório. Este é o ponto principal para se entender a disreflexia autonômica!
Rash característico da Disreflexia Autonômica Medular
História O paciente com DA geralmente refere história de visão embaçada, dores de cabeça e uma sensação de ansiedade.
Exame Físico:
Um paciente com DA pode ter 1 ou mais dos seguintes achados no exame físico:
(a) Um súbito aumento significativo na pressão arterial sistólica e diastólica, geralmente associada a bradicardia, podem aparecer. A pressão arterial sistólica normal para pacientes com Lesão Medular acima de T6 é de 90-110 mm Hg. A pressão arterial 20-40 mm Hg acima do intervalo de referência para tais pacientes pode ser um sinal de DA.
(b) Sudorese profusa acima do nível da lesão, especialmente na face, pescoço e ombros, pode ser notado, mas isso raramente ocorre abaixo do nível da lesão por causa da atividade colinérgica simpática.
(c) Rubor da pele acima do nível da lesão, especialmente na face, pescoço e ombros,
(d) O paciente pode relatar visão borrada. Manchas podem aparecer no campo visual do paciente. Congestão nasal é comum.
Causas:
Episódios de DA podem ser desencadeados por muitos causas. Essencialmente qualquer estímulo doloroso ou irritante abaixo do nível da lesão pode causar um episódio da DA. Embora a lista de eventos ou condições capazes de desencadear a DA, os principais são:
* Distensão da bexiga
* Infecção do trato urinário
* Distensão ou impactação do intestino
* Cálculos biliares
* Úlcera gástrica ou gastrite
* Trombose venosa profunda
* Úlceras de pressão
* Unha encravada
* Queimaduras
* Picadas de insetos
* O contato com objetos duros ou cortantes (o paciente pode ter sentado em cima de um objeto destes sem perceber)
* Roupas, cintos ou sapatos apertados
* Fraturas ou outros traumas
Pronto, acho que esta é uma boa visão geral sobre o assunto. Mas como eu quero ter certeza de que todo mundo entendeu, abaixo tem um diagrama com os melhores momentos da postagem.

1- A distenção da bexiga causa estimulação dos receptores de dor localizados na parede da própria bexiga.
2- Os receptores de dor enviam uma mensagem que viaja até as vias aferentes da medula espinhal. Esta mesnagem acaba por estimular o sistema nervoso simpático (SNS), resultando em hipertensão.
3-Barorreceptores no arco aórtico são estimulados pela hipertensão e enviam mensagens para o centro vasomotor.
4- O centro vasomotor responde com estímulo para vasodilatação. Porém esta só ocorre acima da lesão espinhal.
Finito ... espero que tenham gostado
See ya space cowboy
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Aulas de fisioterapia em terapia intensiva on line e grátis

A dica de hoje é a de uma aula Treinamento Muscular Respiratório ministrada pela fisioterapeuta Marta Damasceno na Reunião Geral do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira - HSPE FMO e disponibilizada na internet em audio sincronizado com os slides do power point.
Tem também outras aulas interessantes, vou destacar as ministradas por fisioterapeutas:
hasta la vista
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Lesões do Nervo Radial
LESÕES DO NERVO RADIAL
O nervo radial origina-se do tronco posterior do plexo braquial, sendo composto por fibras nervosas das raízes de C5 a T1. Em seu trajeto podem ocorrer traumas, os quais podem resultar em paralisias temporárias (neuropraxia) ou definitivas (axoniotmese e neurotmese). O nervo radial é responsável pela inervação muscular do tríceps braquial e de todos os músculos extensores e supinadores do antebraço, e inervação sensitiva: Responsável pela sensibilidade posterior do braço, antebraço, dorso lateral da mão e 4 primeiros dedos.
Recomendo ler o texto do site do EMG LAB (Laboratório de Eletromiografia) de Curitiba.
Inervação sensitiva da mão: Em amarelo a área inervada pelo nervo ulnar, em roxo pelo nervo mediano e em laranja o radial. LESÕES OCORRIDAS NA AXILA
A figura ao lado ilustra bem o plexo braquial em seu trajeto descendente e sua relação com as estruturas ósseas do Membros Superior. Dá pra perceber como o plexo é vulnerável na região axilar.
* Queda do pulso e incapacidade de preensão - paralisia dos extensores do punho e dedos
* Fraqueza dos músculos abdutor longo do polegar e extensor
PERDA SENSORIAL: Perda de sensibilidade no dorso da mão e antebraço adequadas para a distribuição cutânea - ver anatomia do nervo radial
TESTE: É importante a avaliação sensorial na região mencionada além de avaliar a força do braquioradial, extensores de cotovelo e punho.
ETIOLOGIA: fratura diafisária do úmero, paralisia do sábado à noite, injeções
MÚSCULOS AFETADOS: extensor de punho e dedos, mas o tríceps e ancôneo são poupados. Isto acontece pois em seu trajeto descendente pelo braço, o nervo radial emite ramos para os músculos braquiorradial (também recebe fibras do musculocutâneo) e extensor radial longo do carpo antes de passar pelo sulco do nervo radial. Quem quiser mais detalhes tem uma figura excelente do n. radial e seus ramos neste link
PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores de punho e da articulação metacarpofalangeana. A articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos.
RESULTADO: queda do punho e incapacidade de preensão, extensão do cotovelo está OK
PERDA SENSORIAL: primeiro interósseo.
TESTE: força do extensor de punho.

CURIOSIDADES:
“Paralisia de sábado à noite” é o nome que se dá à lesão do nervo radial causada ao apoiar a face interna do braço na parte posterior de uma cadeira por um longo período de tempo (como na imagem abaixo). Isto geralmente acontece após o indivíduo diluir sua consciência em álcool na noitada, daí o nome.
LESÕES OCORRIDAS NO ANTEBRAÇO
ETIOLOGIA: Trauma, acidente cirúrgico, fratura/luxação da cabeça do rádio.
MÚSCULOS AFETADOS: extensores de punho e dedos, mas nestes casos o extensor radial do carpo é poupado
PERDA DE MOVIMENTO: fraqueza dos extensores da articulação metacarpofalangeana, nestes casos a articulação interfalangeana não é afetada por causa dos interósseos e lumbricais intactos. NÃO há queda da mão por causa da preservação do extensor radial do carpo e a preensão também está preservada
IMPORTANTE: Não acontece queda de punho e dedos e nem perda de preensão. Extensão de cotovelo está OK!
PERDA SENSORIAL: Não há perda sensorial pois o ramo sensitivo radial superficial está intacto
TESTE: testar força de extensores de metacarpo-falangeana
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Sou fisioterapeuta e meu trabalho faz diferença
“A fisioterapia é uma profissão jovem” creio que todos nós já ouvimos esta frase em algum momento de nossa vida acadêmica. Geralmente ela é usada como desculpa para justificar o pequeno número de pesquisas científicas bem feitas, a falta de união de nossa categoria, a falta de engajamento nas associações e sindicatos, enfim: esta frase é um ás na manga que explica magicamente todas as mazelas de nossa profissão. #1- Apenas em julho deste ano, foram contabilizadas 1.295 vítimas de trânsito na cidade do Rio de Janeiro. Gostaria de enfatizar que estes números se referem APENAS à cidade do Rio de Janeiro e APENAS ao mês de julho. Creio que não é difícil imaginar que boa parte destes acidentados vai precisar de reabilitação, não é ?
#2- É fato notório que a população brasileira está envelhecendo, e acompanhando este aumento da longevidade vem também um aumento no número de doenças típicas da terceira idade como osteoporose, Parkinson, AVEs, fraturas de fêmur, artroses, etc... Também não é difícil imaginar que esta população exige uma demanda de reabilitação, ou é?
#3- Assistimos ao aumento no número de casos de doenças ocupacionais, as famosas LERs e DORTs. As quais são responsáveis por um número significativo de absenteísmos e conseqüente queda de produtividade nas empresas. Adivinha só quem é que vai tratar as síndromes do túnel do carpo, as lombalgias, as bursites da população?
Isso sem falar na fisioterapia em UTIs, no pós-operatório de cirurgias cardíacas e ortopédicas, na reabilitação de atletas de alto nível e por aí vai... Acho que deu pra perceber que o fisioterapeuta é importante.

É preciso a união pragmática e não utópica de nossa categoria profissional. Neste sentido acredito que a criação de associações fortes e atuantes além do fortalecimento dos sindicatos são as armas para combatermos este desprestígio.
Deu pra perceber pelo tom do meu discurso que o meu final de semana foi meio heavy-metal?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Prova Comentada Fisioterapeuta concurso do Governo do Estado da Paraíba/ FUNDAC 2008 - Parte II
A) Não provoca atraso no desenvolvimento do controle sobre a cabeça e do tórax, independentemente das complicações comumente associadas a essa doença.
B) Na mielomeningocele lombossacra, o paciente apresenta paralisia espástica e atrofia muscular.
C) Deve-se retardar o máximo possível a prescrição e o uso de órteses de membros inferiores para não atrasar ainda mais o desenvolvimento motor da criança acometida dessa doença.
D) O carrinho de Chailey é uma adaptação de locomoção a ser indicada assim que a idade do paciente permitir.
Acho que a melhor forma de responder esta questão é com um mini resumo sobre mielomeningocele.
A mielomeningocele é um tipo de disrafismo espinhal, ocasionado por uma falha de fusão dos arcos vertebrais posteriores e displasia (crescimento anormal) da medula espinhal e das membranas que a envolvem. Este disrafismo espinhal pode gerar paralisias (principalmente flácidas) e hipoestesias dos membros inferiores.É importante sabermos que apesar de ser mais comum em coluna lombar, a mielomeningocele pode ocorrer em qualquer nível da medula. Assim, nos casos de mielomeningocele em região torácica ou lombar alta, a paralisia flácida irá comprometer o controle de tronco desta criança. Além disso, a hidrocefalia é uma complicação comum na mielomeningocele. Em alguns casos, o aumento do perímetro cefálico (e conseqüentemente aumento do peso da cabeça) causado pela hidrocefalia atrasa a aquisição do controle de cabeça. Portanto a alternativa “A” é falsa.A alternativa “B” também é falsa, pois se deduz que na mielomeningocele lombosacra teremos o comprometimento da cauda eqüina e conseqüentemente paralisia flácida (não ocorre espasticidade quando a lesão acomete a cauda eqüina).A alternativa “C” está errada, pois as órteses de membros inferiores devem ser indicadas o mais precocemente possível, para favorecer a aquisição da marcha além de todos os benefícios do ortostatismo sobre as funções pulmonar, renal, digestiva e ossos. ... Quanto ao carrinho de Chailey, este é um recurso clássico para locomoção d epacientes com mielo.
Gabarito: alternativa “D”
Para saber mais: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/mielo_brena/mielomeningocele.htm
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42) Para o fisioterapeuta que trabalha com paciente idoso, o sistema cardiovascular desse paciente deve receber atenção especial no que diz respeito a exercícios, técnicas e métodos terapêuticos aplicados. Considerando a fisioterapia para esses pacientes assinale a opção correta.
A) A fisiopatologia cardíaca pode ser demonstrada, entre outras formas, por diminuição no volume diastólico.
B) Os digitálicos e os bloqueadores de cálcio são reconhecidos inibidores do risco de quedas.
C) O tratamento com piscina aquecida pode ser sinérgico com os medicamentos anti-hipertensivos.
D) O terapeuta deve estar atento para a presença de tontura e síncope, que podem ocorrer devido a pressão arterial alta, principalmente ao se passar rapidamente da posição sentadapara a de pé.
Agora baixou o professor Pasquale! Sinergia deriva do grego synergía, cooperação sýn, juntamente com érgon, trabalho. Em relação a uma abordagem terapêutica, podemos interpretar sinergia como a combinação dos efeitos de duas ou mais condutas, nas quais o efeito final é superior à soma dos efeitos de cada uma delas isoladamente.
Muito bem galera, não sou especialista em reabilitação cardíaca. Por isso mesmo não tenho certeza se a alternativa “A” está certa ou não Principalmente porque a pergunta não especifica a qual cardiopatia a diminuição do volume diastólico está associada. Portanto, por ignorância minha e por uma questão pouco específica, eu marcaria esta alternativa com uma interrogação bem grande e seguiria com atenção redobrada para as alternativas seguintes.
Em relação a alternativa “B”, concluo que é falsa, pois estes medicamentos não são fatores de prevenção de quedas em idosos. No caso da alternativa “C”, ela está correta, pois a imersão em piscinas aquecidas causa vasodilatação periférica, diminuindo a Pressão Arterial.
A alternativa “D” também está errada pois a hipertensão geralmente é silenciosa, Embora alguns pacientes relatem cefaléia quando estão com a pressão arterial alta geralmente esta condição não gera sinais ou sintomas até que seja tarde demais (um AVC por exemplo). Além disso, ao passar rapidamente de sentado para de pé, a tendência é de queda brusca da pressão arterial, a qual pode gerar tontura e síncope.
Mais uma vez, por exclusão conclui-se que o gabarito é a alternativa “C”
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43) Um paciente que apresente um pé cavo deve receber como indicação ortótica terapêutica palmilha com
A) cunha externa em calcâneo.
B) barra retrometatarsiana.
C) cunha interna de calcâneo.
D) apoio retrocapital do primeiro metatarso.
Gabarito: Alternativa "A”.... Eu assumo minha ignorância no tema, alguém se candidata a responder???
Uma alma caridosa atendeu a meus pedidos !!!
A Dra Manuele Jardim complementa a resposta com a seguinte informação:
" Em casos de pé cavos, é necessário que exista uma elevação (cunha) na região lateral do pé e de preferência um pouco mais posterior como uma cunha externa em calcâneo. Pois desta forma o peso do corpo é deslocado medialmente na região cava diminuindo este ângulo e alongando um pouco. "
Pois bem... agradeço a gentileza da colega em compartilhar seus conhecimentos.
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44) Para um paciente que apresente o teste especial de Bunnel Littler positivo, a mecanoterapia mais adequada deve ser feita com a utilização de
A) prancha de propriocepção de tornozelo.
B) tábua de quadríceps.
C) digiflex – exercitador de dedos.
D) cama elástica.
OK, lá vamos nós para mais um capítulo de “memorizando nomes estranhos de testes ortopédicos”.
O teste Bunnel-Littler diferencia o encurtamento dos interósseos da contratura capsular em pacientes com dificuldades para flexão da articulação interfalangenana proximal (AIP). A articulação metacarpofalangenana (AMF) é mantida em alguns graus de extensão. Se o paciente é incapaz de fletir a AIP, a AMF é então mantida em flexão e uma nova tentativa de fletir a AIP é realizada. No caso de encurtamento dos músculos interósseos, o paciente será capaz de fletir a AIP na segunda manobra. Porém se houver contratura capsular o paciente não conseguirá fletir a AMF em nenhuma das duas posições.
Portanto, depois desta explicação fica claro que estamos falando da mão. A única alternativa aceitável como Gabarito é a Alternativa “C”.
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45) Um paciente com 64 anos de idade, amputado em um terço superior de coxa por causa vascular, cardiopata, hipertenso e diabético, realiza treinamento inicial cardiorrespiratório e de
equilíbrio pré-protetização. Com referência a esse caso clínico hipotético, assinale a opção
correspondente à modalidade ou técnica terapêutica contra-indicada para esse paciente.
A) exercícios de flexão de membros superiores com bastão, associados a respiração
B) exercícios de fortalecimento de musculatura residual em piscina terapêutica aquecida
C) treino de ortostatismo sem prótese, em barras paralelasD) treino de equilíbrio de tronco sentado, em bola suíça
Muito bem, temos aqui um caso clínico de um senhor diabético com complicações importantes. Deixe-me fazer algumas considerações sobre o caso. Em relação à cardiopatia, o enunciado não especifica a gravidade, porém analisando as alternativas percebemos que todas incluem atividades de pequeno a moderado esforço, com exceção das alternativas “B” (não especifica a intensidade do fortalecimento e a “D” (algumas atividades na bola suíça podem ser bastante intensas). O fato do paciente ser hipertenso (embora mais uma vez o enunciado não especifique a gravidade da hipertensão e nem se está controlada) também me deixaria tentado a considerar as alternativas “B” e “D” como incorretas. Porém, o “X” da questão está no fato do paciente ser diabético, com um insuficiência vascular a ponto de causar uma amputação. Ora bolas! Nem pensar em botar um cara desses em uma piscina aquecida! Se ele já tem insuficiência venosa, isto é: Se as válvulas que existem dentro das veias não estão conseguindo conduzir o sangue venoso para o centro do corpo, seria muito perigoso botá-lo em uma piscina aquecida (causa vasodilatação periférica, agravando ainda mais o retorno venoso insuficiente.
Gabarito: Alternativa “B”
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46) Em um paciente que apresenta marcha parkinsoniana, observou-se a diminuição do tamanho de seu passo, característico desse padrão de marcha. Assinale a opção correspondente à distância que deverá ser aumentada durante a marcha para melhorar o padrão apresentado por esse paciente.
A) de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto
B) de um calcanhar até o toque do calcanhar do mesmo lado
C) de um calcanhar até a ponta do pé do lado oposto
D) da ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto
Putz! Na minha opinião essa questão merecia ser anulada. Ela foi aparentemente formulada para cobrar do candidato se ele(a) sabe a diferença entre passo e passada. “O passo é definido como a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro toca o solo, e o ponto em que o calcanhar do membro contralateral toca o solo”. Enquanto que passada é “a distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro contacta o solo e o ponto em que este mesmo calcanhar volta a tocar o solo”.
Aqui vai uma pequena observação que justificaria a anulação: A distância entre o toque de um calcanhar até o calcanhar do pé oposto (alternativa “A”) é a mesma distância que existe entre a ponta de um pé até a ponta do pé do lado oposto (naturalmente assumindo que o paciente, assim como boa parte dos seres humanos, tem os pés aproximadamente do mesmo tamanho)
Gabarito: Alternativa “A” (sob protestos)
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47) Um paciente com doença de Legg-Calvé-Perthes deve receber prioridade no alongamento dos músculos:
A) abdutores de quadril.
B) flexores de quadril.
C) adutores de quadril.
D) extensores de quadril.
A Doença de Legg-Calvé-Perthes é caracterizada basicamente por necrose avascular da cabeça do fêmur e o quadro clínico é manifestado por dor, limitação da amplitude articular de movimento e claudicação, sendo esses sintomas variáveis em intensidade para cada paciente.
Em linhas gerais, o tratamento conservador consiste em obter e manter a mobilidade do quadril e prover a manutenção da cabeça do femural dentro do acetábulo. Para identificar a alternativa correta, o candidato precisa não só conhecer a definição e etiologia da Doença de Legg-Calvé-Perth, mas principalmente saber que uma complicação possível é a subluxação de quadril devido ao remodelamento e perda do contorno da cabeça do fêmur. Para que isso não ocorra é preciso que a cabeça do fêmur se mantenha em uma posição ideal dentro do acetábulo, e neste caso, a posição é a de abdução do quadril.Assim, para alongarmos os abdutores, é preciso realizar uma adução de quadril (movimento que favorece a luxação de quadril) Portanto a Alternativa “A” é falsa.O alongamento dos flexores e extensores não atua diretamente sobre o plano ideal para manter a cabeça do fêmur dentro do acetábulo. Assim eu também desconsidero as alternativas “B” e “D”.
A alternativa correta é a letra “C”, pois o alongamento dos adutores impede a contratura em adução (a qual facilitaria a luxação) além de que durante o próprio procedimento de alongamento estaríamos favorecendo o posicionamento ideal da cabeça do fêmur no acetábulo.
Gabarito: Alternativa “C”
Para saber mais
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-13072006-091428/
http://www.crefito3.com.br/revista/usp/05_05_08/pdf/51_57_legg_calve.pdf
http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=84&ac=1&id=6
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48) Para paciente com quadro de artrite reumatóide é contra-indicado o tratamento com
A) alongamento passivo.
B) ultra-som contínuo.
C) crioterapia.
D) exercício de fortalecimento muscular isométrico
A Artrite Reumatóide é uma doença caracterizada por um quadro inflamatório crônico com sinovite poliarticular persistente. É uma doença que apresenta fase aguda (inflamatória) e fase latente. Embora não seja explicitado na questão, acredito que se refira ao tratamento na fase aguda, na qual o calor profundo proporcionado pelo Ultra som é inquestionavelmente contra indicado. Se não em engano, mesmo na fase latente o calor profundo não é indicado. Gabarito: Alternativa “B”
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49) Exercício terapêutico de contração excêntrica é aquele em que durante a contração muscular, ocorre
A) aproximação da origem e inserção muscular.
B) controle da relação velocidade × força.
C) manutenção do comprimento muscular.
D) afastamento da origem e inserção muscular.
Relembrando os tipos de contrações musculares:Isométrica (Estática) – ausência de movimento articular observável, manutenção do mesmo comprimento muscular.Isotônica- Contração em que o esforço muscular é constante através de toda a excursão muscular.Concêntrica - Contração em que ocorre um encurtamento muscular (aproximação de origem e inserção)Excêntrica- Contração em que se observa um alongamento muscular (afastamento da origem e inserção) Portanto, Gabarito: Alternativa “D”
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50) De acordo com o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Resolução COFFITO n.º 10), não é proibido ao fisioterapeuta
A) negar assistência, em caso de indubitável urgência.
B) colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou crise social, sem pleitear vantagem pessoal.
C) delegar suas atribuições, salvo por motivo irrelevante.
D) dar consulta ou prescrever tratamento, mesmo que seja por meio de correspondência, jornal, revista, rádio, televisão ou telefone.
Galera, não tem como explicar. È preciso ler a RESOLUÇÃO COFFITO-10
http://www.crefito4.com.br/cof10.htm
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Congresso Brasileiro de Fisioterapia
Passei só pra avisar que não estou atualizando o blog pois estou ocupado, escrevendo os resumos dos trabalhos que eu vou enviar para o Congresso Brasileiro de Fisioterapia. Como bom brasileiro eu não desisto nunca e ainda deixo tudo pra última hora.
Valeu
sábado, 1 de agosto de 2009
Prova Comentada Fisioterapeuta concurso do Governo do Estado da Paraíba/ FUNDAC 2008
Como todos sabem, ou deveriam saber, 2010 é ano eleitoral. Por este motivo, é esperada a abertura de concursos de caráter obviamente eleitoreiro agora na reta final do governo Lula. Mas manipulações da máquina pública à parte, resolvi retormar a minha proposta de comentar provas de concurso público de fisioterapia. Segue abaixo os comentários sobre as 10 primeiras questões específicas de um concurso do Governo do Estado da Paraíba, organizada pela FUNDAC em 2008. Quem quiser fazer o download da prova, basta acessar: http://www.cespe.unb.br/CONCURSOS/_antigos/2008/FUNDAC2008/arquivos/FUNDAC_004_4.pdf
31) A fisioterapia respiratória pode ser utilizada em pacientes críticos ou não, com o objetivo de prevenir e(ou) tratar complicações respiratórias. Assinale a opção correta quanto aos procedimentos utilizados nessa modalidade terapêutica.
A) A hiperoxigenação deve ser utilizada previamente ao procedimento de aspiração endotraqueal para minimizar a hipoxemia induzida pela aspiração traqueal.
B) Entre os sistemas de aspiração aberto e fechado, o sistema aberto determina menor risco de hipoxemia, de arritmias e de contaminação e deve ser o preferido.
C) Uma vantagem da liberação do paciente do ventilador mecânico é o treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores.
D) Os umidificadores aquecidos e os trocadores de umidade não determinam bons resultados clínicos para umidificação dos gases durante a ventilação invasiva
COMENTÁRIO.
Olha, gostei desta questão, pois foi bem elaborada e abrange um tema relevante e sem decorebas inúteis. Mas deixa eu parar de rasgar seda e ir logo ao que interessa.
Em relação à alternativa "A", os métodos mais comumente utilizados na prevenção da hipoxemia, durante a aspiração endotraqueal de pacientes críticos e em ventilação artificial, são: hiperoxigenação, hiperinflação, hiperoxigenação com hiperinflação e o sistema fechado de aspiração endotraqueal.
Para quem quiser saber mais, encontrei um artigo de revisão enfermagem cuja leitura ajudará bastante a quem tiver dúvidas sobre o tema. PREVENÇÃO DA HIPOXEMIA DURANTE A ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
Na alternativa B, o candidato que tivesse a mínima idéia do que é um sistema aberto e fechado conseguiria facilmente identificá-la como falsa. Pois o sistema fechado de aspiração foi elaborado especialmente para minimizar contaminação e hipoxemia. Mas aqui cabe uma informação interessante: Alguns trabalhos recentes sobre o tema identificaram que, na prática, este sistema não é todas essas coisas que os livros afirmam ser: Em uma revisão sistemática publicada em 2008, os autores concluem que o sistema fechado parece aumentar o risco de colonizacao, mas traz as vantagens de nao diminuir os volumes pulmonares e nao acarretar queda de saturacao especialmente em pacientes com insuficiencia respiratoria grave e em uso de niveis altos de PEEP. Opinião corroborada por um outro trabalho de revisão de 2009 disponível no site http://www.scielo.br/pdf/rbti/v21n1/v21n1a12.pdf. Esta observação não torna a alternativa verdadeira, pois o sistema fechado determina realmente uma menor queda na saturação e consequentemente menor risco de arritmia para o paciente. Alternativa "B": FALSA.
Em relação a alternativa "C", se você libera o paciente da ventilação mecânica (eu entendo isso como desmame), Não é necessário e nem possível influenciar a musculatura respiratória por meio de mudanças da sensibilidade. Porém, ao estudar o assunto desta alternativa, encontrei um artigo de revisão no Jornal Brasileiro de Pneumologia que investigou o único artigo publicado sobre o fortalecimento utilizando a sensibilidade do ventilador e concluiu que: "O treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores não é fisiológico e parece não representar vantagem na liberação do paciente do ventilador, não sendo recomendada por este Consenso", com um grau de recomendação: B.
Acho que a alternativa "D" não merece sequer comentários.
GABARITO: Alternativa A
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32) Entre as técnicas de crioterapia utilizadas para o tratamento de entorse de tornozelo de Grau I, após o décimo dia da lesão, a mais indicada é a de
A) bolsa de gelo com degravitação, compressão, repouso e estabilização.
B) criocinética.
C) spray frio.
D) bolsa química.
Quando li esta questão, me pareceu moleza encontrar a resposta, afinal aprendemos na faculdade que as entorses de tornozelo são classificadas da seguinte maneira:
Grau I - ligamento preservado, processo álgico ligamentar e edema local.
Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.
Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.
E que o tratamento seria:
Grau I - Crioterapia + compressão + elevação + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20 dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular + propriocepção.
Grau III - cirúrgico.
Fonte: http://br.geocities.com/fisioterapiabsb/artigos/e009.html
Confesso que nunca tinha ouvido falar em criocinética, se eu estivesse fazendo a prova, com certeza ee marcaria a alternativa "A". Porém, ao pesquisar sobre o assunto realmente fiquei em dúvidsa quanto ao gabarito correto pois na minha opinião as alternativas "A" e "B" estariam corretas. Neste pono, aparentemente não há consenso quanto a qual técnica de crioterapia é mais indicada na fase crônica de entorse de tornozelo. O Gabarito oficial é alternativa "A". Mas de qualquer modo, deixo a seguir os links para quem quiser saber mais sobre o assunto.
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/crioterapia2.htm
http://www.findyourself.com.br/site_antigo/boletins/fisioterapia/032crioterp.html
http://www.efdeportes.com/efd81/criot.htm
http://fisio100.blogs.sapo.pt/4269.html
http://fisioterapeutasplugadas.zip.net/arch2008-02-03_2008-02-09.html
GABARITO: Alternativa "A"
Um leitor do blog chamado Vitor deixou um comentário que vale a pena ser lido sobre a questão acima:
Gostaria de comentar a questao 32 (sobre a crioterapia). Ao meu ver, a resposta correta seria a B. O motivo pelo qual penso isso e que analisando o fato de que ja se foram 10 dias, a fase aguda da inflamacao ja cedeu. Por tanto, seria inutil combater um edema (compressao e elevacao) que provavelmente jah nao esta mais em evolucao. Acho que a criocinetica seria muito mais indicada, ja que na fases de reparo e remodelamento seria interessante o movimento (pela questao nutritiva) e a tensao causada pelo mesmo nas fibras colagenas (no sentindo de realinhamento). A criocinetica, ao meu ver, seria a mais indicada, por promover o movimento precoce livre de dor. Vi que vocë disse que nao havia ouvido falar muito de criocinetica. Gostaria de indicar o livro CRIOTERAPIA, do Knight! Vale a pena ler. Espero ter colaborado mais um pouquinho com esse trabalho legal que voce faz por aqui.
PS - desculpe a falta de pontuacao e acentuacao... meu windows ta maluco.
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33) Um paciente que apresente sinal positivo para o teste especial de Ely deve ser tratado com exercício terapêutico visando ao alongamento do(s)
A) músculo retofemoral.
B) adutores de quadril.
C) músculo tensor da fáscia lata.
D) músculos isquiotibiais.
Essa pergunta avalia se o candidato conhece o teste ortopédico de Ely. Infelizmente não tem jeito. Se o sujeito pretende passar em um concurso público, uma das etapas é decorar o maior número possível de nomes exóticos de testes ortopédicos. Eu particularmente considero isso uma tremenda crueldade com o candidato, mas . . . fazer o quê? Voltando ao assunto: O teste de Ely avalia se o reto femoral está encurtado. O paciente deita-se em prono e o examinador flexiona passivamente o joelho do paciente. Se durante a flexão ocorrer flexão de quadil na mesma perna, isso indca que o reto femoral está encurtado, como na foto abaixo:
Portanto, se o teste de Ely é posito, significa que o reto femoral está encurtado e que precisa ser alongado.
GABARITO: Alternativa "A"
A) A expansão e a reexpansão pulmonar diminuem a pressão alveolar, promovendo a expansão de unidades alveolares colabadas.
B) A terapia com PEEP promove a expansão alveolar ao final da inspiração.
C) A percussão e a vibração transmitem, através da parede torácica, uma onda de energia à broncodilatação.
A alternativa "C" também é falsa, pois as ondas de energia produzidas pela percussão e vibração torácica tem como objetivo a mobilização e a modificação das características reológicas das secreções. Sendo que, em alguns casos, podem até causar broncoespasmo. POrtanto a alternativa "C" também é falsa.
GABARITO: Alternativa "D"
A) temperatura e forma de objetos
B) discriminação de dois pontos e textura
C) forma de objetos e textura
D) discriminação de dois pontos e temperatura
forma segura e eficaz. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
A) O aquecimento produzido pela diatermia de ondas curtas independe das propriedades elétricas do tecido dentro do campo eletromagnético.
B) A diatermia por ondas curtas não é capaz de aquecer tecidos mais profundos tanto quanto os agentes que aquecem os tecidos por condução.
C) Na aplicação da diatermia por ondas curtas do tipo contraplanar, ambos os eletrodos são aplicados no mesmo lado do membro.
D) As alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo, em resposta ao tratamento pela diatermia por ondas curtas, são proporcionais à potência média fornecida aos tecidos do paciente.
A) Atitude negativa em relação à vida é fator causal fisiológico da LER/DORT.
B) Atividades domésticas que exigem o uso de membros superiores são fatores causais biomecânicos.
C) Pausas curtas, ou inexistentes, entre os ciclos de trabalho são fatores causais de organização do trabalho.
D) O estilo de vida é fator causal psicológico dessa afecção
A) Landau.
B) pára-quedista.
C) Moro.
D) retificação.
A) Romberg.
B) Oxford.
C) caminhada de 6 minutos.
D) Kat’z.
GABARITO: Alternativa "A"
A) ausente, reconhecida somente à palpação.
B) débil, reconhecida à palpação.
C) totalmente ausente.
D) objetiva e resistência opositora, que não é mantida à palpação


