quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Power Balance ou Placebo Balance ? ?

No Hospital em que trabalho eu atendo muitos adolescentes e estou me acostumando a ver coisas estranhas tais como meninos que pintam as unhas de preto, ou que fazem chapinha no cabelo, meninas que nunca tiram o fone do ouvido, e tantas outras coisas que não vale a pena ficar aqui comentando. O fato é que entre tantas bizarrices, o uso das pulseirinhas power balance me passou batido até outro dia.
Uma estagiária me contou ontem que colocou uma destas pulseiras em um paciente atáxico e pasmem! não viu diferença alguma... duh! Resolvi verificar o que existe na internet a respeito disso e descobri que o grande mérito do cara que inventou esse troço é ter a manha de ganhar dinheiro lançando moda e enganando muita gente no melhor estilo "cartilagem de tubarão", "Diet Shake" e o clássico: Facas Ginsu 2000.

Acima, vendedor de power balance do século 19. Os efeitos são os mesmos, a única diferença é que é vendido como xarope

Para saber mais sobre a farsa do power balance, assista a reportagem do detetive virtual abaixo e acesse o excelente texto do site ceticismo aberto, o qual inclusive cita um ensaio duplo cego conduzido com o objetivo de investigar o efeito placebo deste apetrecho.





Mas este assunto rende algumas reflexões interessantes para nós fisioterapeutas.

Primeiramente, que é o efeito do placebo?
O efeito do placebo é um fenômeno no qual os sintomas do paciente são aliviados por um tratamento sabidamente ineficaz (ex: comprimido de açúcar, injeção de soro fisiológico, ultra-som desligado, etc...). Trata-se de uma resposta psicológica ao tratamento. Isso ocorre porque o indivíduo acredita que a intervenção que está sendo aplicada realmente funciona.

Mas como o placebo funciona?
Seres humanos não são máquinas, e as emoções não são abstrações irrelevantes no tratamento de uma pessoa. Sentimentos como esperança, expectativa e confiança, associadas ao medicamento placebo, podem causar em algumas pessoas respostas positivas, como redução da dor e dos sintomas depressivos. Este efeito está associado a mudanças metabólicas em determinadas regiões do cérebro, assim como a liberação de endorfina. (leia o artigo The Functional Neuroanatomy of the Placebo Effect).
É interessante notar que pesquisadores que investigaram o efeito de comprimidos de placebos observaram que comprimidos grandes são mais eficazes do que pequenos, e coloridos são mais eficazes do que os brancos; mostrando que a identidade visual cria uma expectativa que afeta a resposta do paciente.

Placebo e Fisioterapia
Este é um tema bastante polêmico, mas acredito que é impossível desvincular os efeitos obtidos com a fisioterapia dos efeitos obtidos com placebo (a mesma lógica se aplica aos remédios, acupuntura e intervenções invasivas como infiltração de corticóides), ou seja: sempre haverá uma porcentagem de placebo nos resultados de nossas intervenções, principalmente se relacionadas a condições dolorosas.
Considero esta postagem importante, pois atendemos idosos em risco de queda, atáxicos, pacientes com desordens neurológicas que cursam com fraqueza e incoordenação, e que podem ser ludibriadas por este tipo de conto de fadas.
Mas apesar disso tudo, o efeito placebo não é necessariamente ruim (o que é ruim é gastar muito dinheiro comprando pilula de farinha), e nem se trata de charlatanismo. O fato de você atender bem ao paciente, ser atenciosos e passar segurança tem efeitos benéficos e certamente terá seu papel na evolução do tratamento, (Neste sentido, recomendo a leitura do artigo "BASES PSICONEUROFISIOLÓGICAS DO FENÔMENO PLACEBO-NOCEBO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS QUE VALORIZAM A HUMANIZAÇÃO DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE")

Recomendação de leitura:
Além dos links do texto, vale a pena acessar os seguintes sites:

Revista Cérebro & Mente - Efeito Placebo: O poder da píliula de açúcar


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como escolher o tema da monografia.


Você está nos últimos períodos da faculdade e não consegue pensar em nenhum tema legal para o seu TCC? Pra piorar ainda mais as coisas, você deixou pra decidir o tema na última hora? O desespero é tanto que você anda dormindo em cima do tratado de fisioterapia pra ver se consegue alguma ideia por osmose?
Então seus problemas acabaram ! Pois chegou o revolucionário TCC elaborator-escrivator-entregator Tabajara, o único editor de textos que escolhe, escreve, imprime e encaderna o TCC pra você. Mas espere, isso não é tudo! Ligando agora você recebe o exclusivo Skype-professor-sufocator Tabajara, um incrível aplicativo que descobre o número do celular do professor que avaliou seu TCC e faz ligações de hora em hora, com mensagens de voz pré-gravadas implorando por uma nota mais alta.
Se interessou pelo produto? O pior é que também, pena que é zoação minha.
Mas não entre em pânico! O Guia do Fisioterapeuta, em mais um serviço de utilidade pública oferece algumas dicas de como escolher um bom tema pro seu TCC de fisioterapia.

O que é e para que serve um Trabalho de Conclusão de Curso.
Ao longo da faculdade você precisou fazer diversas provas, pesquisas e seminários. Cada um destes testes avaliou seus conhecimentos e competências. Porém mesmo após completar todos os estágios e passar em todas as provas ainda lhe resta uma última tarefa: Redigir um trabalho final, o famoso TCC, que geralmente é uma monografia ou uma pesquisa de campo.
Bem, talvez eu tenha me expressado mal. O TCC não é apenas o trabalho final da faculdade, ele é uma oportunidade (sim, uma oportunidade !!) que o acadêmico tem de aprofundar seus conhecimentos em determinado tema da fisioterapia e defender suas conclusões diante de uma banca. - - - Ok, nem sempre é assim. Já ouvi falar de faculdades que além de dispensar a banca ainda chegam ao cúmulo de permitir que a monografia seja feita em grupo (!!!! BIZARRO !!!!).

Mas distorções da realidade à parte, o fato é que o TCC avalia:

#1- A habilidade do acadêmico de buscar informações relevantes sobre o tema,
#2- A capacidade de sintetizar a informações e redigir um texto em linguagem científica, apresentando os resultados de sua pesquisa de forma clara e organizada.
#3- Demonstrar o domínio do tema, ao defender seus resultados em apresentação oral diante de uma banca examinadora
Na teoria isso tudo é muito bonito, não é mesmo? Mas acho que talvez você esteja mais interessado(a) na próxima parte da postagem.

Como escolher o tema do TCC?
Aqui é onde a porca torce o rabo. Você não precisa fazer mandingas e nem simpatias para escolher um bom tema para o TCC. Deixe as ciências ocultas para quando precisar trazer a pessoa amada em 3 dias. Mas se você realmente não tem a menor ideia por onde começar, recomendo que você leia os 2 itens seguintes, só pra poder se situar.

O TCC deve ser sobre um assunto que você goste.
Ora, nada mais óbvio do que isso. Provavelmente você passará meses pesquisando e escrevendo sobre o assunto escolhido. Na boa, você não precisa transformar o TCC em técnica de tortura medieval. Se vai estudar tanto, que pelo menos seja algo que lhe agrade. Mas para eventuais indecisos, que dizem conseguir gostar de tudo ao mesmo tempo, irei ensinar a fazer um curtômetro (um termômetro das coisas que você curte fazer).

O TCC deve ser sobre um tema possível de ser pesquisado.
Mesmo que você adore Pilates e ache UTI Neo a coisa mais incrível do mundo, nada de sugerir temas loucos como “Pilates em UTI Neo”. Da mesma forma, evite temas que apesar de interessantes, possuem escassa literatura disponível, como por exemplo “Fortalecimento muscular em escolares com Leucemia”, ou “RPG no pós-operatório imediato de artrodese vertebral lombar” - Na verdade, estes temas podem até funcionar como trabalho de campo, mas jamais proponha isso como monografia sem antes pesquisar se existem artigos publicados ou algo nos livros sobre o tema. Pra finalizar tente, se possível, evitar temas por demais polêmicos (a menos que você tenha muita confiança no seu taco e nas argumentações na hora de apresentar o tema pra banca).

Observação importante:
Escolhido o tema, encontre um orientador que entenda do assunto. Mais uma vez isso parece óbvio, mas nem sempre o óbvio é tão óbvio quanto parece. Portanto certifique-se de que seu orientador realmente entende alguma coisa do tema que você escolheu (caso contrário você terá que lidar com um desorientador e estará condenado a fazer tudo sozinho)

O curtômetro
O curtômetro é uma espécie de gráfico baseado em um brainstorm (conhecido popularmente como “toró de idéias”) que te ajuda a decidir os assuntos que mais lhe agradam em fisioterapia. É muito simples de ser feito, e tenho certeza que vai ajudar bastante, principalmente aos indecisos.

Para fazer o seu curtômetro é muito simples, basta seguir as instruções abaixo:
#1- Cruze duas linhas retas perpendiculares, formando um sinal de “+” bem grande
#2- No Quadrante superior esquerdo, escreva todos os assuntos que você gosta de estudar ou que você domina com facilidade. Podem ser técnicas de tratamento ou patologias (ex: Mulligan, Propriocepção, Ventilação Não Invasiva, geriatria, fisioterapia desportiva, DPOC, etc..).
#3- No quadrante inferior esquerdo, escreva todos os assuntos que você curte, mas que você não domina tão bem assim.
#4- No quadrante superior direito, escreva os assuntos que você não gosta, mas que apesar disso você domina ou tem alguma facilidade de aprender.
#5- No quadrante inferior esquerdo, escreva os assuntos que você odeia e que ainda por cima você não tem facilidade e nem a menor vontade de aprender.


Quando terminar, terá um quadro mais ou menos como o daqui debaixo (OBS: este curtômetro é hipotético e não representa aopinião do blogueiro)


Enquanto estiver fazendo o seu curtômetro, irá perceber que a parte do gráfico com as coisas que você tem afinidade irá ficar muito mais cheia do que a das coisas que você não gosta. Não se preocupe, isso é absolutamente normal, pois lembramos mais facilmente daquilo que gostamos.

Interpretando o gráfico
Feito o curtômetro, ao visualizar o lado direito do gráfico fica fácil saber o que você NÃO deverá escolher como tema. O próximo passo é decidir se vai escolher um dos temas que você curte e domina OU um dos temas que você curte mas não domina (Eu recomendaria temas que você curte mas não domina, pois seria uma ótima oportunidade para aprender coisas novas de um assunto que você acha legal).
Agora sugiro que pense em algo envolvendo uma patologia ou disfunção que você colocou no curtômetro (Ex: AVC, LER/DORT, cirurgia de LCA, ataxia, entorse, atelectasia, etc...) Este será o eixo principal da sua monografia.
Também baseado no seu curtômetro, escolha uma intervenção fisioterapêutica que tenha haver com a patologia/disfunção que você escolheu (Ex: kinesio taping, VNI, treino proprioceptivo, alongamento), se quiser, defina também uma população específica (Ex: Atletas, dentistas, idosos, gestantes, pacientes ambulatoriais).
Pronto! Agora você já é capaz de elaborar um esboço do tema da sua monografia, combinando uma patologia/disfunção com uma intervenção e/ou uma população específica. Mas tome cuidado com temas absurdos como Pilates em UTI-Neo! O curtômetro é uma ferramenta de ajuda e não um oráculo de análise combinatória !
Assim, com os resultados do curtômetro, você poderá elaborar um esboço da ideia central da sua pesquisa. Ex: Treino de marcha em pacientes com AVC, OU Exercícios proprioceptivos para prevenção de quedas em idosos, OU Alongamento e ginástica adaptada para gestantes.... e por aí vai.

Por último. Não se esqueça de verificar se existem artigos ou referência na literatura para o tema escolhido, e com o esboço do tema em mãos, consulte seu orientador.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aulas sobre Terapia Intensiva - UTI compartilhada Einstein


Olá Fisionautas,
Estou divulgando uma série de palestras online do projeto UTI Compartilhada Einstein, organizadas pelo Centro de Terapia Intensiva de Adultos do Hospital Albert Einstein, abordadndo diversos tópicos em terapia intensiva.
Estas palestras serão realizadas entre os dias 3 e 30 de novembro de 2010, das 11:00 às 12:00 (horário ingrato, né?)


O link é http://medicalsuite.einstein.br/uticompartilhada.asp
Segue abaixo a relação de palestras e datas
As palestras de fisioterapia estão assinaladas em vermelho.

09/11/2010
Prevenção de lesões de pele em UTI
Enfermeiras Mariana Franco e Renata Albaladejo Morbeck

10/11/2010
Prevenção de Pneumonia Associada a Ventilação Mecância
Fisioterapeuta Joyce Kelly Barreto


11/11/2010
Suporte Nutricional ao Paciente Grave: Objetivos terapêuticos e formas de administração (via enteral, via parenteral e via oral)
Dr. Leonardo R Ferraz.

12/11/1010
Atuação da Enfermagem na Monitorização.Hemodinâmica
Enfermeiras Andréia Pardini e Neide Marcela Lucínio

16/11/2010
Mobilização precoce, posicionamento e órteses (essa eu faço questão de assistir!!!!!)
Fisioterapeuta Patrícia Alves Pelegrini


17/11/2010
Humanização em Terapia Intensiva e Aspectos de Fim de Vida
Grupo de humanização: Dr. Manes R Erlichman (médico) e Ana Lucia (psicóloga)

18/11/2010
Farmácia – Monitorização de medicamentos (interação medicamentosa, indicadores de qualidade etc)
Representante da Equipe de Enfermagem

19/11/2010
Óxido Nítrico em Terapia Intensiva: aplicações clínicas e formas de utilização
Fisioterapeuta Cilene Saghabi


22/11/2010
Disfunção de Múltiplos Órgãos e Sistemas no ambiente de terapia intensiva
Dr Murillo S C Assunção

23/11/2010
Presença da família na UTI
Enfermeira Débora Puntel e psicóloga Ana Lucia

24/11/2010
Avaliação muscular respiratória e treinamento muscular respiratório
Fisioterapeuta Cilene Saghabi


25/11/2010
AVC – diagnóstico e tratamento
Dr. Antonio Capone Neto

26/11/2010
Atuação de Enfermagem na Terapia Dialítica
Enfermeiras Fabiana Sarmento e Marcele Pesavento

29/11/2010
Monitorização respiratória
Fisioterapeuta Karina Timenesky


30/11/2010
Desafios da Enfermagem em Neuro Intensiva
Enfermeiros Mauro Ricardo Ribas e Carla Andréia Rosa

Esta postagem foi mais uma contribuição da colega Ana Cury,

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENTENDENDO A COMPLACÊNCIA PULMONAR

O conhecimento das propriedades mecânicas do sistema respiratório é assunto fundamental para quem pretende atuar com fisioterapia respiratória. No entanto, quando este tema é apresentado pela primeira vez em sala de aula, muitas pessoas costumam dormir, outras entram em choque, algumas sofrem acessos incontroláveis de crise do pânico ou riem histericamente. Mas todo mundo concorda em uma coisa... ninguém entende lhufas.
Para escrever esta postagem contei com a ajuda inestimável de Ana Carolina Cury, fisioterapeuta de Minas Gerais, na primeira colaboração virtual deste blog. Espero que gostem!
Pois bem, a postagem de hoje é justamente a primeira de uma série digitada a quatro mãos, feita especialmente para pessoas que apresentam reações adversas a aula de mecânica pulmonar... hoje começaremos falando de complacência.


AS FORÇAS QUE MOVEM O AR QUE VOCÊ RESPIRA
O sistema respiratório tem várias funções no corpo, sendo a principal delas a troca gasosa e a homeostase. Esse sistema pode ser entendido como um conjunto de tubos e conexões que levam o ar até os capilares pulmonares onde são realizadas as trocas gasosas. Até aí tudo bem, é só uma revisão do que você aprendeu no ensino fundamental.
O que geralmente causa dificuldade na compreensão deste sistema é que esses tubos e conexões possuem propriedades elásticas, e que o sistema respiratório precisa se adaptar a diferentes pressões tanto dentro quanto fora do tórax e têm uma relação muito intrincada com outros órgãos e cavidades do corpo. Para entender melhor estas relações, estudamos a mecânica do sistema respiratório, que é basicamente composto pelo pulmão, vias aéreas e caixa torácica.
Vamos lá então, sem medo de fazer novas sinapses e botar os neurônios para trabalhar. Vamos tentar entender que mecânica é essa!

DEFINIÇÃO DE COMPLACÊNCIA PULMONAR
Toda estrutura elástica tem como propriedade fundamental oferecer resistência à deformação. O pulmão funciona de forma bem parecida. No caso, a capacidade que o pulmão tem de se expandir chama-se complacência.
Para expandir os pulmões é necessário um mínimo de esforço, que ocorre naturalmente, na atividade da respiração. Esse esforço é realizado pelo músculo diafragma e pelos músculos intercostais externos. Quando a capacidade de expandir está diminuída, diz-se que o pulmão tem a complacência reduzida, ou, em outras palavras, um pulmão com a complacência reduzida se expande com mais dificuldade, fica “duro”. A diminuição da complacência é particularmente perigosa, pois impõe um maior trabalho ao sistema respiratório para “abrir” os pulmões e “fazer o ar entrar”. Em uma situação aguda, o paciente pode evoluir rapidamente para a insuficiência respiratória, ou seja, o esforço muscular que ele realiza para respirar passa a não ser suficiente para expandir os pulmões e ele pode para de respirar. Em uma condição crônica, a insuficiência acontece do mesmo jeito (só que a prestação), e com o passar dos anos, o esforço também torna-se imenso dificultando a expansão pulmonar.

Agora vamos começar a complicar um pouco mais:
A definição clássica de complacência afirma que se trata de uma relação entre pressão e volume, ou seja, o quanto o pulmão é capaz de distender-se para acomodar o volume de ar que entra pelas vias aéreas.
É importante ter em mente que associada a variação dos volumes pulmonares ocorre também uma variação da pressão. Na faixa fisiológica normal de variação de pressão (- 5 a - 10 cmH2O) o pulmão é bem distensível, para cada variação de 1 cmH2O ocorre uma variação de 200ml de ar, porém se o pulmão já se encontra expandido, pequenas variações de volume, geram uma grande variação de pressão e impõe maior trabalho aos músculos inspiratórios.
Não entendeu? Faça o seguinte:
#1 – Respire normalmente e perceba o esforço que você faz ao iniciar a inspiração (pulmão em um momento de alta complacência – pequenas variações de pressão = grandes volumes)
#2 – Tente manter a mesma frequência respiratória, só que desta vez respire com o peito bem estufado de ar, sem deixar o ar sair completamente. Perceba como é mais difícil manter a mesma freqüência respiratória quando se está próximo do limite de expansão pulmonar (pulmão em momento de baixa complacência – fica cada vez mais difícil (trabalhoso) respirar (mesmo com pequena variação de volume).
#3 – Agora faça o contrário: solte quase todo o ar dos pulmões, segure só um pouco de ar e tente manter a mesma freqüência respiratória. Esse também é um momento de baixa complacência, se você mantiver isso por algum tempo algumas unidades alveolares entrarão em colapso. Esse outro extremo de volume pulmonar (volume muito baixo = complacência reduzida) também torna a respiração mais difícil.


A CURVA PRESSÃO X VOLUME

Se você chegou nessa parte do post sem ter nenhuma das reações adversas citadas lá no início, as suas chances de ter um ataque de narcolepsia ou de começar a ver duendes verdes agora é mínima. Vamos em frente. Gráficos são amigos, e facilitam muito a nossa vida, vale a pena gastar um pouco mais de tempo analisando as curvas e suas relações.

Tá vendo o gráfico acima? Ele ilustra 3 curvas Pressão X Volume distintas: Uma considerando apenas o Tórax, outra apenas os pulmões e a terceira para o conjunto Pulmões + Tórax (a qual descreve melhor as propriedades do sistema respiratório).

Neste gráfico é possível visualizar um detalhe importantíssimo: A curva Pulmão+Tórax tem um formato parecido com um “S”, indicando que a complacência do sistema respiratório não é constante ao longo do enchimento (ou esvaziamento) pulmonar.

A porção inicial da curva corrensponde a mecânica da parede torácica em com volume pulmonar baixo, nesse volume existem vias aéreas colabadas e é preciso uma pressão mínima para abrir essas vias aéreas. A segunda parte é uma subida quase retilínea, ou seja, os aumentos de volume correspondem a aumentos de pressão. È nessa parte da curva que avaliamos a complacência estática. A inclinação dessa curva é a complacência. A porção final da curva representa a hiperdistensão pulmonar, ou seja, todos os alvéolos estão abertos e a partir daí, com o aumento do volume a variação da pressão é muito pequena.

Percebam que a curva do conjunto Pulmões+Tórax tende a ficar horizontal próxima ao VR,
indicando uma complacência reduzida em baixos volumes (representa um volume pulmonar muito baixo, com vários alvéolos fechados que precisam receber uma pressão inicial para abrir e começar a insuflar.) e também tende a ficar horizontal próxima a CPT (hiperdistensão pulmonar - representa a distensão máxima, com todos os alvélos abertos. Não é possível distender muito o tecido). Nestas duas situações, é preciso uma grande variação de pressão para se obter pequenas variações de volume.

Você acabou de ler a explicação, em temos científicos, do esforço que se sente para tentar insuflar os pulmões quando eles já estão cheios ou para se tentar respirar com o pulmão quase vazio. Acredito que com esta explicação fica fácil de entender porque devemos estar atentos à inclinação da curva do gráfico para identificar quando a complacência está aumentada ou diminuída.

A fórmula matemática que rege essas forças é:
Complacência = Volume / Pressão.



O que pode alterar a complacência?
A complacência pode estar reduzida, causando maior trabalho da respiração para distender todo o sistema e “fazer o ar entrar”. De forma geral, condições que, impeçam a expansão e retração pulmonar diminuem a complacência. São condições que produzem fibrose ou edema ou reduzem a parte funcionante dos pulmões, como atelectasias, derrames pleurais, ascites e escoliose.

Outras situações que diminuem a complacência incluem: congestão dos vasos pulmonares, processo inflamatório alveolar com presença de líquido dentro dos alvéolos (redução do surfactante).

A complacência pode estar aumentada em idosos ou em pessoas com enfisema pulmonar. Nestes casos, há perda de fibras elásticas, e uma vez expandido, o pulmão não volta à posição inicial. Nesse caso, o problema está na expiração, com a redução do recuo elástico, que torna mais difícil a saída de ar.

A mesma propriedade que faz o pulmão ser capaz de se distender na inspiração é a que o faz retornar ao seu tamanho (volume) normal na expiração. O tecido elástico armazena energia e, por isso, a expiração normal não necessita de nenhuma ação muscular. No paciente com enfisema podemos observar esse esforço para expulsar o ar pra fora.
Pois é pessoal, esta foi a primeira postagem colaborativa do blog. Obviamente
não esgota o assunto e nem substitui a leitura de um bom livro de fisiologia
respiratória, mas espero que seja útil e que ajude a compreender melhor este
assunto complexo.

Vida longa e próspera

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vídeos de padrões anormais de marcha

Deixo hoje um link para o download de um arquivo com vários vídeos com exemplos de marchas patológicas.
Infelizmente o audio está em inglês, mas estou pensando seriamente em dispensar algumas horas do meu dia para legendar alguns destes vídeos.
Espero que gostem,

domingo, 24 de outubro de 2010

RPG Fisio Cartoons

Outro final de semana de chuva aqui no RJ. E desta vez fiquei à mercê da minha filha de 4 anos, que me torturou com requintes de crueldade, me fazendo assistir ao Corcunda de Notre Dame algumas dezenas de vezes.

Um pouco antes do meu espírito sair do corpo pra vomitar (acredite, aquelas canções enjoadas da Disney podem fazer isso ! ), comecei experimentar um estado alterado de consciência, e em meio aos efeitos alucinógenos do desenho animado, me dei conta de um fato curioso de grande importância para a fisioterapia:
Se o Quasimodo é francês, por que ele nunca fez RPG?
Problemas de divulgação da sua clínica?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Entendendo os Dermátomos

Esta semana me vi obrigado a estudar novamente o mapa corporal dos dermátomos e, como de praxe, decidi aproveitar os resultados dos meus estudos e criar uma postagem para compartilhá-los. De fato este é um assunto que a gente acaba esquecendo caso não pratique ou relembre com freqüência.
Quando estudamos neuroanatomia, aprendemos que os nervos espinhais são formados a partir das raízes nervosas dorsal (sensitiva) e ventral (motora) que se projetam para fora da medula. Pois bem, os músculos inervados por um único par de raízes motoras formam um miótomo, enquanto que as regiões da pele inervada por um único par de raízes sensitivas formam um Dermátomo.

O grande lance dos dermátomos é que cada raiz dorsal (sensitiva) garante a sensibilidade de regiões previsíveis do corpo humano, desta forma é possível criar um mapa corporal. Esta característica tem grande importância para o fisioterapeuta, pois a partir destes mapas é possível estimar, por exemplo, quais raízes nervosas sensitivas foram afetadas em um paciente com TRM, ou identificar qual raiz nervosa sensitiva está sendo comprimida por uma hérnia de disco (radiculopatia).
Em relação ao exame sensitivo, eu particularmente gosto de utilizar os pontos de referência recomendados pela ASIA (Associação Norte-Americana de Lesões da Coluna Vertebral) como forma de avaliação rápida. Obviamente, caso seja necessário, pode-se utilizar uma avaliação mais completa, pesquisando a descriminação de dor e temperatura. A descrição dos pormenores da avaliação sensitiva foge ao objetivo desta postagem, mas quem quiser aprender mais existe o site da Liga de neurocirurgia, com a descrição desta avaliação (acesso altamente recomendável!!!). Nos mapas, as fronteiras entre os dermátomos são geralmente bem definidas. No entanto estas fronteiras são apenas didáticas, pois existe uma considerável sobreposição de inervação entre dermátomos adjacentes. Além disso, é possível encontrar diferenças entre os mapas de dermátomos, mas de forma geral são diferenças discretas que não comprometem a acurácia da avaliação neurológica. .

Veja o mapa aqui em cima. Em verde temos os dermátomos originados nas raízes da coluna cervical, em azul os originados na coluna torácica, em rosa, lombar e por último, os dermátomos sacrais em vermelho. Parece caótico? sem lógica? Pois então veja a figura abaixo.


São os mesmos dermátomos, só que desta vez representados em um ser humano em uma postura quadrúpede. Veja agora como a distribuição parece muito mais ordenada... este é um possível resquício de nossos ancestrais quadrúpedes. Mas se é de fato ou não, pouco importa... isso é papo para uma mesa de bar numa sexta-feira, com direito a cerveja e bolinho de bacalhau. O que importa é que agora ficou mais fácil de visualizar os dermátomos e quem sabe até mesmo memorizá-los.

É isso aí galera, espero que tenha ajudado. 

vida longa e próspera . . .

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jogo online de Cirurgia Virtual de Artroplastia Total de Quadril

Olá Pessoal,
Mais uma vez pelas minhas andanças pela internet achei um site legal. Pra quem ainda não conhecia o site Edheads, vale a pena conferir. Ele contém alguns jogos online bem interessantes.
Hoje destaco o jogo de cirurgia virtual de artroplastia de quadril. Tudo bem que o jogo não é uma simulação exata do procedimento, mas convenhamos: quem teria saco de ficar horas e horas na frente do computador jogando uma cirurgia virtual?
O jogo é divertido e de certa forma instrutivo para fisioterapeutas. Vale a pena conferir.

Clique aqui para se divertir com este jogo online

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Desuso Aprendido

Existe um fenômeno bastante discutido em neuroreabilitação chamado desuso aprendido. Este fenômeno, mais evidente no membro superior, pode ser observado principalmente em pacientes com hemiplegia devido AVE e lesões de nervos periféricos. É muito comum que estes pacientes tendam a utilizar preferencialmente o membro sadio para realizar tarefas, mesmo quando o membro afetado possui alguma função motora residual.

A teoria por trás deste fenômeno baseia-se no fato de que os déficits motores resultantes de lesões neurológicas não são reultado apenas da lesão em si, mas também dos efeitos de um processo de “aprender a não utilizar um membro”. Como este blog me permite fugir da redação formal de textos científicos, ouso ser dramático em afirmar que o desuso aprendido nada mais é do que a face perversa da neuroplasticidade, é como se passássemos uma borracha sobre o homúnculo de Peinfield, apagando o membro afetado. È mais ou menos como se o paciente perdesse o software cortical do membro enquanto o hardware físico ainda está lá. Sacou?

MAS E DAÍ ?
... e daí que a falta de uso induzida por uma paralisia gerando um "não-uso aprendido", impede ou limita gravemente a recuperação motora, comprometendo assim as possibilidades de reabilitação. Devemos estar atentos a este fenômeno, não só nos pacientes adultos, mas também, e principalmente, nas crianças. É importante frisar que os pacientes pediátricos nem sequer formaram ainda o engrama motor, mas estão com o cérebro fritando em novas sinapses, em um processo conhecido como neuroplasticidade.

Em relação aos conceitos de neuroplasticidade, eu gosto de pensar que dois grandes avanços marcaram a reabilitação neurológica particularmente em relação ao tratamento do desuso aprendido nos últimos anos:
[1] O acúmulo de evidências que sustentam o fato de que a inatividade após uma lesão neurológica é capaz de gerar o desuso aprendido, sendo que este fenômeno é acompanhado por uma reorganização cortical; e
[2] O acúmulo de evidências demonstrando que a estimulação motora ou sensitiva de parte do corpo após uma lesão cerebral também é capaz de gerar uma reorganização cortical (reorganização uso-dependente) e, conseqüentemente, a possibilidade de "conduzir a plasticidade".

MAS NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
Baseado no arcabouço teórico da reorganização cortical, foi criada uma estratégia de tratamento denominada terapia de restrição e indução (TRIM). A TRIM é baseada em estudos iniciais realizados por volta da década de 70 e 80, pelo Dr.Edward Taub. Este estudo, descrito por vários autores, consistiu na realização de rizotomia dorsal em primatas, com a privação das sensações somáticas da extremidade superior. Após a realização de tal procedimento, o animal cessava imediatamente o uso da extremidade desaferenciada, e a restauração do uso foi induzida pela imobilização do membro intacto por vários dias enquanto o membro afetado era treinado.
A TRIM vem demonstrando resultados promissores, por meio de uma melhora significativa da função e do nível de controle motor. A terapia de restrição e indução do movimento se baseia em dois componentes principais:
(a) o treinamento motor intensivo da extremidade superior mais afetada, e
(b) a restrição motora do menos comprometido

Pois é, achou legal?

então leia também estes artigos que eu selecionei e bons estudos

TRATAMENTO DE RESTRIÇÃO E INDUÇÃO DO MOVIMENTO NA REABILITAÇÃO FUNCIONAL DE PACIENTES PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO.

The learned nonuse phenomenon: implications for rehabilitation.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

13 de outubro, dia do fisioterapeuta

Fisioterapeutas, uni-vos !
Resolvi iniciar a postagem de hoje parafraseando a célebre frase do Manifesto Comunista, de Marx e Engels. Não por causa de minhas opiniões políticas, mas sim para lembrar que nós, fisioterapeutas, precisamos nos unir cada vez mais como categoria profissional para garantir respeito e melhores condições de trabalho.
Hoje é 13 de outubro, dia do Fisioterapeuta. Deixo os parabéns a todos os colegas de profissão e em especial aos estudantes, nossos futuros colegas. Que possam exercer a fisioterapia de forma digna e apaixonada.
Sou Fisioterapeuta, e meu trabalho faz diferença!
Hasta la Victoria Siempre !!!!!

Natação e asma, este mês no Jornal de Pediatria


Recebi por e-mail os trabalhos publicados este mês no Jornal de Pediatria (JPED para os íntimos), e como de costume acessei o site para ler na íntegra alguns dos artigos, sendo que um deles me chamou bastante atenção. O artigo chamado "Avaliação espirométrica e da hiper-responsividade brônquica de crianças e adolescentes com asma atópica persistente moderada submetidos a natação". O nome impressiona, mas não é só pelo título que recomendo a leitura deste trabalho. Trata-se de um ensaio clínico controlado e randomizado, com uma metodologia bastante interessante, com direito a cálculo de tamanho amostral e otras cositas más. Mas além da metodologia, o grande lance deste trabalho é que ele ajuda a responder a pergunta: Fazer natação é bom para quem tem asma?

Todo mundo já ouviu falar que natação é bom pra asma. Aproveito pra dizer que minha avó afirmava que banho frio também era muito bom pra asma. Aliás, ela também dizia que leite com manga era veneno e que assobiar de noite atraía cobras... Pois é, acabamos de entrar no terreno das crenças, e em alguns casos, as crenças populares podem ser muito convincentes. A relação entre asma e natação é uma destas situações. A propósito, quantos trabalhos científicos você já leu que justifiquem esta recomendação? Ou que compare um grupo de asmáticos nadadores a um grupo de asmáticos não nadadores?

O grande lance deste artigo é que ele investigou os efeitos da natação em uma população de asmáticos utilizando uma metodologia consistente e muito bem elaborada. Já na introdução os autores fazem uma mini revisão sistemática sobre o tema e levantam os trabalhos com resultados conflitantes e comentam a metodologia empregada. Vale ressaltar que este artigo mereceu um editorial, onde estas e outras questões também são levantadas. De fato o tema é fascinante e os autores fizeram um excelente trabalho (metodologia legal, leitura fácil e discussão brilhante) que certamente vai ajudar e muito a entendermos se natação é bom ou ruim para nossos pacientes asmáticos.

Quem quiser acesso ao texto integral, basta fazer o cadastro no JPED, é gratuito e de quebra você ainda recebe e-mails lhe avisando toda vez que sair um número novo da revista.

A propósito: Os resultados a curto prazo parecem indicar um efeito benéfico . . . mas faltam estudos de longo prazo para confirmar estes achados . . . Espero que o pessoal da UNICAMP prossiga neste estudo. Aguardo ansioso as cenas dos próximos capítulos.

Hasta la vista

domingo, 10 de outubro de 2010

Fisio cartoons

Eu sei que é bobeira, mas feriadão com chuva . . . nada de bom na TV . . . Junte isso tudo a uma tarde de domingo entediante, algumas cervejas e um pacote de biscoitinhos salgados que dá nisso.
Resolvi finalmente pegar papel e lápis para desenhar algumas de minhas idéias de cartoons de fisioterapia.
Não fiz questão de trabalhar a arte final... minha idéia é que seja bem amador mesmo (até porquê a cerveja já prejudicou um pouco minha coordenação motora).
Espero que gostem.

Problemas de comunicação com seus clientes ?

sábado, 9 de outubro de 2010

Ficha de estudo = Bupah

Olá pessoal,
Estou divulgando algumas Fichas de Estudo criadas pela estudante de fisioterapia e designer Tatiana Amery, proprietária do Blog Bupah (http://www.bupah.wordpress.com/
). Este material é direcionado para universitários. Eu gostei muito dos resumos e do layout das Fichas e tenho certeza que vão ajudar muito a galera que está em busca de boas notas na faculdade.
A Tatiana disponibilizou
a a opção de download de todas as fichas de estudo em um unico arquivo compactado (clique neste link - http://www.bupah.com.br/fichas/Fichas-de-estudo-BUPAH.rar)

São ao todo 12 fichas, que podem ser baixadas individualmente direto pelo blog Bupah, ou tudo de uma vez só, como explicado acima.

Vou deixar alguns comentários sobre as fichas que mais me chamaram a atenção.
Bons Estudos Galera!

MIÓTOMOS E GRUPOS MUSCULARES
O conhecimentos dos miótomos e dos dermátomos é essencial para o fisioterapeuta que pretende se especializar em Neurologia e Traumato-Ortopedia. Esta ficha traz uma tabela com os grupos musculares e raízes nervosas relacionadas. Muito útil, pois este tipo de coisa é meio chata de se memorizar, se você não usa acaba esquecendo e além disso, vira e mexe cai em concurso público. Portanto, façam o download e guardem o arquivo com carinho.
Interessou? Então faça o download desta ficha, clicando AQUI

MOVIMENTO OCULAR - MÚSCULOS E NERVOS
Você sempre se enrola quando vai estudar os pares cranianos relacionados aos movimentos oculares? Então seus problemas acabaram! Faça o Download desta ficha e aproveite as tabelas explicativas e as ilustrações dos músculos oculares e os movimentos produzidos por eles.
Clique AQUI e faça o download... aproveite e baixe também a ficha - 12 pares de nervos cranianos – Anatomia e função.

BASES BIOMECÂNICAS DO MOVIMENTO
Outro resumão bem legal sobre os princípios de biomecânica. Esta ficha está bem legal, pois relembra as 3 leis de Newton e também os tipos de alavanca do corpo humano.
Clique AQUI e faça o Download direto do blog Bupah

TIPOS DE CITAÇÕES - METODOLOGIA DA PESQUISA
Nesta ficha de estudo desenvolvida pelo Bupah, você encontra exemplos e explicações referentes aos tipos de citações utilizadas na elaboração de um trabalho metodológico: - Citação direta - Citação indireta - Citação de citação.
Basta clicar AQUI e você já sabe o que acontece.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Postura em quatro apoios.

A cinesioterapia é (ou pelo menos deveria ser) parte fundamental da maioria das sessões de fisioterapia. Além da correta prescrição e progressão dos exercícios terapêuticos, o fisioterapeuta deve prestar atenção especial ao alinhamento biomecânico do paciente. Saber identificar compensações e corrigir a postura durante um exercício é uma tarefa tão importante para o fisioterapeuta quanto saber prescrevê-lo corretamente.

Hoje vou falar sobre a postura de quatro apoios, que é o ponto de partida para muitos exercícios direcionados aos estabilizadores profundos da coluna lombar. Os exercícios em quatro apoios estão se tornando muito populares entre os fisioterapeutas graças aos conceitos de estabilização segmentar (core stability) e Pilates. Além disso, estes exercícios são também bastante utilizados nas sessões de fisioterapia neurológica.
Isso mesmo! Quatro apoios não serve só para malhar bumbum ou pra tratar pacientes com lombalgia. Pessoas com TRM, hemiplégicos e pacientes atáxicos também se beneficiam muito desta postura.

Os exercícios em quatro apoios recrutam grandes grupos musculares, como tríceps, glúteos, abdominais, interescapulares, além dos estabilizadores profundos da lombar e estabilizadores de ombro entre outros. Além disso, desde que realizados corretamente, estes exercícios ajudam bastante no controle neuromuscular.

O objetivo da postagem de hoje é comentar, mesmo que rapidamente, o posicionamento correto e os erros mais comuns que podem ocorrer ao se trabalhar um paciente na postura de quatro apoios.

POSTURA DE QUATRO APOIOS
Inicialmente, precisamos entender que quatro apoios não é a mesma coisa que “ficar de quatro” se assim fosse, atrizes pornô jamais teriam lombalgia ! ! ! !. O posicionamento correto nesta postura é fundamental para se obter o máximo de resultados. Desta forma, vamos ver o que é considerada como uma boa postura em quatro apoios:


#1 - Posição dos Membros:
Parece meio óbvio, mas devemos verificar se os joelhos estão alinhados com os quadris (tanto em termos de flexão/extensão quanto adução/abdução). E se os cotovelos estão posicionados em alinhamento com os ombros e os punhos alinhados com os cotovelos.
O detalhe mais importante referente aos membros superiores é NÃO TRAVAR O COTOVELO EM EXTENSÃO. Isso mesmo, uma leve flexão de cotovelo garante atividade muscular no tríceps braquial. Além disso, mão espalmada, dedos apontando para a frente e cotovelos em rotação externa (olécrano apontando para trás), garantem que os braços trabalhem ativamente para se manterem estáveis, fortalecendo os MMSS como um todo.
Na foto acima, podemos ver que embora o membro superior esteja alinhado, os cotovelos estão travados. Assim, não há atividade muscular, e a estabilidade é obtida simplesmente pelo alinhamento ósseo de forma totalmente passiva. Além disso, os membros inferiores não estão alinhados.

#2 – Alinhamento da lordose lombar.
Deve-se estar atento para a presença da lordose lombar aumentada ou invertida. O ideal é ajustar a pelve em posição neutra, com lordose lombar normal (ou o mais próximo possível do normal)
Na imagem acima, vemos que as costas formam um arco. Mantendo a coluna em uma longa cifose.

#3 – Escápula e ombros.
Assim como a lombar, é preciso ajustar a cifose lombar normal. Não permitir que o peito paciente “desabe”, deixando as escápulas em adução e elevação. Deve-se corrigir a postura do paciente de modo que as escápulas fiquem bem posicionadas no tórax (evitando que fiquem aladas, ou em adução ou elevação excessivas). O pescoço também não deve ficar afundado. É muito comum que os pacientes elevem os ombros utilizando o trapézio superior
#4 – Alinhamento da lordose cervical
Mesma coisa da lordose lombar, corrija a posição de modo a manter o alinhamento da curvatura cervical, sem se esquecer de orientar o paciente a manter o “queixo pra dentro” (ativação dos estabilizadores profundos do pescoço).



A foto acima é meramente ilustrativa. Ela foi retirada de um site sobre amiotrofia espinhal e nela é possível identificar (de forma bastante exagerada) diversos erros possíveis. Dá pra notar a lombar desabada, falta de alinhamento dos membros, travamento do cotovelo e também a ativação do trapézio superior, mesmo com o apoio para manter a cabeça elevada.

. . . Voilá, se você conseguiu fazer isso tudo parabéns ! Seu paciente estará em uma excelente postura! Caso não tenha conseguido, não se martirize, às vezes gasta-se bastante tempo só pra conseguir conscientizar um paciente para que ele fique na posição de forma adequada. O importante é evitar ao máximo as compensações e posturas erradas.

Antes de terminar, é preciso lembrar que estou me referindo apenas à postura estática em quatro apoios! Existem variações de exercícios onde o terapeuta irá de fato solicitar ao paciente que posicione-se com as pernas mais para trás, ou que arqueie suas costas, que exagere a curvatura lombar... isso tudo vai depender do objetivo terapêutico.

Muito bem, espero que tenham gostado. Aguardo comentários

Abraços

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ataxia e fisioterapia

Após um bom tempo sem postar, estou de volta, e desta vez cheio de gás!
Já que o assunto é o resultados das eleições, aproveito para comentar o resultado de uma enquete que fiz há algum tempo atrás para saber quais informações mais interessam aos leitores do blog. A mais votada foi "postagens sobre tratamento fisioterapêutico", seguida de "artigos traduzidos", em terceiro lugar ficou "provas comentadas" e por último (porém com uma votação significativa) "postagens sobre o que bem me desse na telha".
Pois bem, hoje deixo algumas informações importantes sobre ataxia, e no final algumas reflexões sobre o tratamento. Espero que seja útil.

ATAXIA
A ataxia é um distúrbio do movimento caracterizado pela incoordenação dos movimentos e controle postural insuficiente.
Etimologia:

A, do grego = não, negação.

Taxia = do grego “táxis”, ordem.
Desta forma, ataxia, literalmente significa sem ordem, incoordenação. Neste momento, é importante salientar que a ataxia é um sintoma, e não uma doença ou um diagnóstico específico.

A ataxia pode surgir como resultado de um AVE, de um TCE ou de lesão das vias sensoriais em seu trajeto pela medula devido a fraturas vertebrais. Outras causas incluem hipóxia, abuso de álcool ou drogas, infartos cerebelares, disfunção vestibular além de causas hereditárias e congênitas. Obviamente é importante conhecer a etiologia da ataxia para o tratamento da causa subjacente, no entanto, para o fisioterapeuta o objetivo de tratamento é sempre o de alcançar o melhor resultado funcional possível.

As ataxias podem ser classificadas em:

# 1 - Ataxia Cerebelar,
É causada por comprometimento do cerebelo e de suas projeções aferentes e eferentes (vias cerebelares). De forma geral, o paciente apresenta falta de coordenação dos movimentos voluntários, por erros na força, direção ou extensão do movimento. Importante lembrar que lesões no cerebelo não causam paralisia, paresia ou qualquer déficit sensitivo.

# 2 - Ataxia Sensitiva, também denominada ataxia de sensibilidade proprioceptiva.
É causada por comprometimento das vias de sensibilidade profunda (fascículos grácil e cuneiforme), que regem o sentido das posições e dos deslocamentos segmentares (sensibilidade cinético postural)

# 3 - Ataxia Vestibular, também denominada ataxia labiríntica.
É causada por disfunção do sistema vestibular e de existência controversa. Cursa com comprometimento do equilíbrio, sem alteração da coordenação motora e dos movimentos apendiculares.

# 4 - Ataxia Frontal, uma forma rara de ataxia com comprometimento do córtex frontal (via cerebelo-frontal - responsável pelo planejamento do ato motor), podendo ser causada por infartos subcorticais frontais múltiplos; tumores frontais; hematomas subdurais.

Para mais detalhes sobre as lesões do cerebelo, resultando em problemas de fala, incoordenação motora, ataxia e aprendizagem motora, vale a pena sair da frente do computador, se deslocar até a biblioteca da faculdade e consultar o livro Fisioterapia, Avaliação, Tratamento e Procedimento 4ª Edição. O'Sullivan, Susan B. O'Sullivan, Thomas J. Schmitz.


TRATAMENTO
Na ataxia o paciente apresenta tremores, incoordenação, distúrbios de equilíbrio, postura e marcha. O atendimento de fisioterapia deve ser planejado de forma a promover a estabilidade postural, estimular precisão de movimentos dos membros (sem perder a estabilidade ! ), além do treino de marcha. A estabilidade postural pode ser melhorada com foco no controle da postura estática em várias posições diferentes, como por exemplo na posição de puppy (deitado com apoio nos cotovelos), sentado, quatro apoios, de joelhos, semi-ajoelhado e de pé. Esta progressão de posturas mais baixas para mais altas é usada para aumentar a demanda muscular por meio da variação da base de apoio, variação do centro de massa do corpo do paciente.

Além disso, é legal promover atividades de mobilidade controlada (deslocamento de peso, balanço, entrar e sair de posturas ou transições de movimento) como por exemplo, pedir ao paciente para realizar tarefas como alcançar um objeto com a mão enquanto mantém a postura estável, como semi-ajoelhado ou mesmo de pé. (os gringos chamam isso de mobility on stability, ou seja: a capacidade de movimentar os segmentos corporais mantendo uma boa postura estática)

Sabe, eu gosto de pensar que eu faço meio que treinamento circense com meus pacientes. É meio estranho de explicar, mas imagine o seguinte: A princípio, todos nós temos o potencial para nos tornar trapezistas ou malabaristas. O que nos falta é coordenação motora. Se treinarmos bastante, podemos superar o nosso nível basal de habilidade e coordenação, e quem sabe até conseguir trabalhar num circo. Com o paciente atáxico é mais ou menos a mesma coisa, só que o ponto de partida não é o nível de habilidade basal, mas sim o prejuízo na coordenação causado pela ataxia. O paciente será treinado para se tornar um "malabarista atáxico" (no caso desenvolvendo sua coordenação motora, até o mais próximo possível dos níveis de uma pessoa considerada normal)

Um importante objetivo da terapia é promover o equilíbrio seguro e funcional. Exercícios terapêuticos são capazes de ensinar o paciente com ataxia a reduzir a oscilação postural (freqüência e amplitude) e melhorar o controle da posição e do alinhamento corporal.
Ao longo do tratamento, pode-se utilizar bolas suíças para desafiar o controle postural do paciente em uma superfície instável (mas isso só se faz em uma fase adiantada de reabilitação !!!! )

Exercícios de Frenkel deveM ser realizados lentamente, com o paciente utilizando o feedback visual para orientar o movimento correto. Os exercícios feitos corretamente exigem um alto grau de concentração mental.

Algumas vezes, a aplicação de pesos leves (eu disse LEVES!!!!) pode ser utilizada para fornecer um input proprioceptivo. Alguns trabalhos descrevem o uso de cintos ou mesmo jaquetas de pesos, com o objetivo de diminuir a dismetria e tremores de membros e tronco.

A piscina é um importante meio terapêutico para praticar o controle postural estático e dinâmico. A água oferece resistência graduada que retarda o movimento do paciente atáxico e pode ajudá-lo na recuperação da coordenação e controle dos movimentos.

... postagem ficando kilométrica... continuo outro dia...

Câmbio desligo
hasta la vista !

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cursos Internacionais de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva - Conceito Kabat

Olá Pessoal,

Há algumas postagens atrás, eu traduzi um caso clínico de uma paciente tratada com o conceito PNF e também um breve descrição da história deste conceito. Hoje, volto a abordar o assunto, mas desta vez pra divulgar os cursos internacionais básico (níveis I e II) e avançado (nível III) que serão ministrados em dezembro no Rio de Janeiro.
Para quem está em dúvida se deve ou não investir seu tempo e dinheiro num curso de PNF, devo dizer que este curso é sem sombra de dúvidas um dos mais recomendados para quem quer trabalhar com reabilitação neurológica e ortopédica.
Nesta exata semana estou cursando a segunda etapa do módulo básico e confesso que estou adorando a idéia de ficar de terça até sábado, das 08:00 às 17:00 aprendendo, raciocinando e praticando PNF (este prazer todo não tem nada haver com as minhas perversões masoquistas . . . bem, talvez só um pouquinho).
Então galera, quem quiser investir em um bom curso, fica a dica. Abaixo segue a divulgação do curso.



CURSO INTERNACIONAL DE FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA
CONCEITO KABAT – NÍVEIS I E II
“Reconhecido pela Associação Internacional de PNF”

.

PROGRAMA:
História e filosofia da PNF, diagonais e padrões de movimento, procedimentos básicos, técnicas específicas, atividades no tatame e barras paralelas, biomecânica da marcha (avaliação e tratamento), funções vitais, avaliação e prescrição de tratamento para pacientes com disfunções do aparelho locomotor, CIF – classificação Internacional de Funcionalidade e conceitos de controle e motor e aprendizagem motora.

Curso direcionado para o tratamento de pacientes com disfunções neurológicas e ortopédicas.
Prática com pacientes durante o curso.

Ministrantes

José Vicente Martins:
­ Formação completa em PNF na Europa pela IPNFA
­ Instrutor Internacional de PNF reconhecido pela IPNFA (Associação Internacional de PNF)
­ Professor de Fisioterapia Neurológica da UFRJ
­ Chefe do Setor de Fisioterapia do Instituto de Neurologia Deolindo Couto
­ Professor do curso de Pós-Graduação em Ortopedia e neurologia da Atlântica Educacional
­ Sócio-proprietário do Cirta (Clínica de Reabilitação Neurológia e Ortopédica)

Paulo José Moté Barboza:
­ Instrutor Assistente de PNF reconhecido pela IPNFA (Associação Internacional de IPNFA)
­ Professor do curso de Pós-Graduação em Ortopedia e neurologia da Atlântica Educacional
­ Fisioterapeuta do CIRTA

Data: 08 á 12 de Dezembro de 2010 e 02 á 06 de Fevereiro de 2011.

Informações:
CIRTA - Centro Integrado de Reabilitação e Terapia Aquática
Falar com Adriana 2495-5871 ou cirta@cirta.com.br

Horário: 8:30 às 17:30
Público Alvo: Fisioterapeutas
Investimento: R$2.700,00 á vista ou R$3.000,00 em 08 parcelas de R$375,00.

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Curso Avançado de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva
Nível III

.

Local: CIRTA - Centro Integrado de Reabilitação e Terapia Aquática
Endereço: Av. Vitor Konder, 344 - Barra da Tijuca - RJ - Tel: 2495-5871
Data: 15 á 19 de Dezembro de 2010
Horário: 09:00 h às 18:00 h
Público Alvo: Fisioterapeutas
Investimento: R$ 1500,00 à vista ou 6 parcelas de R$ 250,00 sendo o ultimo cheque para o dia 10 de Dezembro de 2010

Organização: Associação Brasileira de PNF - Prof Mônica Cilento - Instrutora Internacional de PNF e Prof José Vicente Martins - Instrutor Internacional de PNF

Inscrições: CIRTA - (21) 2495-5871 falar c/ Adriana, e-mail cirta@cirta.com.br

Ministrantes

CARSTEM SCHAFER: - Instrutor Senior de PNF pela IPNFA
Presidente da IPNFA

JOSÉ VICENTE MARTINS: - Professor de Fisioterapia Neurologica da UFRJ - Instrutor de PNF pela IPNFA. Membro do Comitê Educacional IPNFA

OBS: O participante estará inscrito após o pagamento da 1.ª Parcela

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DA DOR PROMOVE TREINAMENTO PROFISSIONAL PARA PSICÓLOGOS, FISIOTERAPEUTAS E ACUPUNTURISTAS

Evento gratuito acontece no sábado, dia 2 de outubro

O Centro Multidisciplinar da Dor (CMD), em Botafogo, promove no sábado, dia 02 de outubro, das 9h às 14h, o 2º Treinamento Profissional em Dor.

O evento, gratuito, é coordenado pelo Prof. Alexandre Amaral. Na programação, palestras, análise curricular e entrevista. O treinamento é básico e é direcionado a psicólogos, fisioterapeutas e médicos acupunturistas. O objetivo é dar noções mínimas a esses profissionais para que tenham condições de ingressar em equipes multidisciplinares e atuar no diagnóstico e no tratamento de pacientes com dores crônicas.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2530-2797 ou pelo email administracao@centrodador.com.br. No email enviado, deve constar o nome completo do candidato, o número de um telefone de contato e a formação profissional. Todos os participantes receberão material didático. As vagas são limitadas.



Programação

- Abordagem Multidisciplinar na Dor Crônica
Prof. Alexandre Amaral, Diretor Médico do CMD, professor do Instituto Carlos Chagas e chefe do Ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital dos Servidores do Estado.

- O Paciente de Dor Crônica
Patrícia Suassuna é graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas do Hospital Universitário Pedro Ernesto

- Fisiopatologia da Dor
Patrícia Suassuna

- Avaliação e Tratamento Médico do Paciente de Dor Crônica
Dra. Sonia Camara é responsável pela fisiatria no Ambulatório de Neurocirurgia Funcional e Dor do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro

- Avaliação e Tratamento Fisioterapêutico do Paciente da Dor Crônica
Fenanda Sá é membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, fisioterapeuta graduada pelo Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação e especialista em recuperação motora e de terapias através do movimento e técnicas corporais

- Avaliação e Tratamento Psicológico do Paciente de Dor Crônica

Cecília Dal Magro é psicóloga graduada pela UFRJ, pós-graduada em Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com formação avançada em Reabilitação Neuropsicológica na USP

- Síndrome Fibromiálgica e Síndrome Dolorosa Miofascial
Lilian Pinheiro é fisioterapeuta formada pela Universidade Estácio de Sá e desde 2000 trata de pacientes com dores crônicas. É especialista em Fisioterapia Neurológica

Serviço

Data e Horário: 02/10/2010 (sábado), das 9h às 14h

Local: Centro Multidisciplinar da Dor (Rua Paulino Fernandes, 83, em Botafogo).
Telefone: 21.2530.2797


domingo, 26 de setembro de 2010

Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente IPPMG/UFRJ

Olá pessoal,
Quem acompanha o blog talvez tenha percebido que andei meio relapso com as postagens. Acontece que estive envolvido em alguns projetos ao longo do ano. Um destes projetos foi a participação na implantação do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente do IPPMG/UFRJ. Vou puxar sardiha pro meu lado (afinal, se eu não fizer isso, quem fara?) e confessar que eu mesmo gostaria de me inscrever neste programa. A equipe envolvida na elaboração e agora no planejamento é motivada e unida, e tenho certeza que temos competência para oferecer um programa de residência de qualidade.
Pois é, depois desta auto-massagem no ego, deixo vocês com as informações técnicas.
Vejo vocês por lá!

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA), o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), o Instituto de Psiquiatria (IPUB), a Maternidade Escola da UFRJ comunicam que estarão abertas as inscrições para o Concurso de Seleção para Residência Multiprofissional, de 13 a 15 de outubro de 2010, das 09 às 16 horas, no HUCFF . Coordenação de Atividades Educacionais (CAE), 12º andar.
Taxa de inscrição: R$ 180,00 (cento e oitenta reais).
O depósito deve ser feito no Banco do Brasil - Agência 2234-9, Conta 957.333-X, código identificador 15883-6.
Maiores informações pelos telefones 2562-2862 / 2562-6010

Documentos exigidos:

Original do comprovante de depósito da taxa de inscrição.
[1] Original (para conferência) e fotocópia simples da Carteira de Identidade e do CPF.
[2] Original e fotocópia da carteira do respectivo Conselho OU Cópia da franquia provisória OU do protocolo do registro profissional do Conselho Regional da sua categoria.
[3] Declaração oficial (original e fotocópia), que comprove a frequência regular no último período da graduação, fornecida pela instituição de ensino de origem, com previsão de conclusão da graduação até, no máximo, 31/12/2010.

Um outro detalhe que faltou no edital: Os candidatos deverão estar formados a no máximo dois anos.
Quer conferir o edital? é só clicar e fazer o download neste Link

Hasta La Vista

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prova Comentada - Fisioterapeuta PM RJ Pediátrica e Neonatal 2010 Quatões 11 a 20

Questão 11
Considerando a teoria dos sistemas dinâmicos, ao observar uma criança diplégica engatinhando, verificamos variações em seu padrão de movimento a medida que a tarefa é realizada. Dentre os parâmetros que estarão influenciando tal modificação podemos indicar
(A) espasticidade ao movimento e comprimento dos membros.
(B) velocidade e freqüência da oscilação dos movimentos.
(C) comprimento dos membros e velocidade do movimento.
(D) compreensão da tarefa e espasticidade ao movimento.

Esta questão é sobre teorias do controle motor. Atualmente, a teoria dos sistemas dinâmicos tem sido muito discutida por conseguir responder várias questões a respeito do desenvolvimento motor. De acordo com esta teoria, é através da autoorganização entre outros princípios. que se pode entender a emergência de novas formas de comportamento sobre a ação do tempo real no curso do desenvolvimento. Complicado? Também achei. Pra ser sincero,fiquei entre as alternativas A e D. Porém a explicação é complexa demais para ser exposta em uma única postagem. Mas qum quiser aprender um pouco mais, pode acessar os links abaixo:

DESENVOLVIMENTO MOTOR NA TEORIA DOS SISTEMAS DINÂMICOS

Controle Motor: Estrutura Teórica

Questão 12
No tratamento de crianças com artrogripose múltipla congênita, para facilitar a aquisição de tarefas do desenvolvimento, alem de outras condutas, são indicados a mobilização articular e o alongamento passivo. Com relação a afirmação acima, marque a opção correta.
(A) O alongamento inicia-se ao nascimento e deve ser realizado, forçando-se a articulação alem do limite articular encontrado.
(B) O alongamento inicia-se logo apos o nascimento e deve sempre respeitar o limite final da amplitude de movimento.
(C) O alongamento só poderá ser realizado apos o período de aproximadamente 6 meses de utilização de aparelho gessado.
(D) O alongamento deve ser iniciado somente apos os procedimentos cirúrgicos necessários para não lesar a articulação.

O tratamento da artrogripose é complexo, devido à presença de deformidades em múltiplas articulações e pela rigidez das estruturas periarticulares. Eu encontrei dois artigos que citam que o tratamento é iniciado já nos primeiros dias de vida com a manipulação passiva de todas as articulações contraturadas. (REF1 e REF2) Portanto, se o tratamento deve ser precoce, então concluímos que as alternativas C e D são falsas.
Em relação à alternativa A temos aqui duas afirmações assustadoras:
“O alongamento inicia-se ao nascimento” Ora, não se respeita mais a primeira mamada? A criança já nasce e vai logo pro alongamento? Cruz Credo!; e “forçando-se a articulação alem do limite articular encontrado” Fazer isso em um lactente é pedir pra fazer uma iatrogenia, tanto pelo sofrimento causado à criança quanto pelo risco de fratura. Duvida? Experimenta forçar o seu cotovelo além do limite articular encontrado pra ver o que te acontece...
Portanto o gabarito é Alternativa B

Questão 13
Na avaliação motora inicial da criança com seqüela de espinha bífida aberta, é importante
(A) verificar o nível funcional, independente dos resultados encontrados no teste muscular.
(B) considerar os resultados do teste muscular correlacionando com o nível funcional.
(C) considerar que a forca muscular residual dependerá do nível intelectual encontrado.
(D) verificar o nível intelectual e correlacioná-lo ao nível funcional encontrado no teste físico.

Ok galera, embora seja possível deduzir a resposta com certa facilidade, esta questão levanta uma questão que na prática é altamente relevante para o tratamento. Então vamos começar pelo começo:
Na espinha bífida, ocorre má formação da medula e das raízes nervosas, desta forma, os nervos envolvidos podem ser incapazes de controlar a musculatura correspondente, determinando paralisias em graus variados. Uma das classificações mais utilizadas para o nível funcional em casos de espinha bífida é a Classificação em quatro níveis de lesão: nível torácico, nível lombar alto, nível lombar baixo e nível sacral.
Porém, o Nível Funcional não é necessariamente o nível medular mais baixo onde a função motora está preservada, mas sim, o nível onde os músculos conseguem realizar seu papel de forma funcional. Ex: Eu posso ter um garoto classificado no nível funcional lombar alto, mas que apresenta sensibilidade e até alguma atividade voluntária nos músculos do quadril e joelho, porém não consegue ficar de pé e nem engatinhar por conta de espasticidade (devido a uma medula ancorada) e contraturas articulares. Então, apesar de ter motricidade compatível com a categoria de lombar baixa, estes músculos não são funcionais devido ao encurtamento e espasticidade.
Não sei se confundi mais do que ajudei...
De qualquer forma, vamos analisar as alternativas: Alternativa C e D fazem menção a um tal de nível intelectual (????) como medir nível intelectual em crianças? Teste de QI? Por meio de perguntas sobre a vida e a obra dos filósofos Pré-Socráticos?, ou talvez uma redação sobre a atual perspectiva macroeconômica das indústrias petrolíferas e seu papel no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no século XXI ? Descartem a C e D, por favor...
Em relação às alternativas A e B, acho que a minha longa explicação inicial justifica a alternativa B como correta.
Gabarito: alternativa B


Questão 14
O avanço na medicina tem proporcionado melhores condições de vida para crianças com distrofia muscular. O uso de corticóides tem sido relatado como um recurso terapêutico de grande valor, entretanto a progressão da doença ainda não pode ser evitada. Dentre os recursos terapêuticos utilizados pela
fisioterapia, é correto afirmar que:
(A) exercícios de resistência e alongamentos devem ser estimulados para melhorar a fraqueza muscular e retardar a progressão das contraturas.
(B) exercícios ativos e alongamentos devem ser encorajados e exercícios resistidos desencorajados, em virtude do efeito prejudicial à estrutura muscular.
(C) exercícios ativos e exercícios resistidos devem ser estimulados, desencorajando-se a utilização de alongamentos, em virtude do efeito prejudicial à membrana muscular.
(D) são indicados exercícios ativos livres, resistidos, alongamentos e órteses de posicionamento para melhora da força muscular e retardo dos sintomas.

O termo Distrofia Muscular engloba um grupo de doenças genéticas, que se caracterizam por uma degeneração progressiva do tecido muscular. Em outras palavras, os músculos tornam-se frágeis e se deterioram progressivamente.
Devido a esta fragilidade do músculo, recomenda-se evitar exercícios resistidos e alongamentos intensos pois estes podem acelerar a destruição muscular.
Desta forma, qualquer indicação de exercícios resistidos caracteriza uma resposta falsa. Assim, por simples exclusão chega-se ao gabarito desta questão.
Gabarito: Alternativa B

Questão 15
Durante o processo da doença de Perthes, a terapêutica utilizada e aceita e
(A) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contratura em flexão e adução.
(B) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contratura em rotação e adução.
(C) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contraturas em extensão e adução.
(D) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contraturas em flexão e abdução.

A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose isquêmica da cabeça femural. O quadro clínico é caracterizado por claudicação, dor e limitação da ADM principalmente da abdução, extensão e rotação medial do quadril.
Existe uma dissertação de mestrado que faz uma ótima revisão do tema (baixe aqui):
www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/.../GuilhermeCarlosBrech.pdf
Eu achei o enunciado desta questão mal elaborado. A doença de Legg Calvé pode ocasionar importante limitação da ADM, principalmente para os movimentos de abdução e extensão de quadril. Porém, quando falamos em contratura em adução e flexão, isto dá a entender que o quadril estaria fixado em uma postura de adução (cruzando a linha média) e flexão. Não creio que isto aconteça. De fato, o que já vi acontecer (e é reforçado pela revisão da dissertação do link) é um bloqueio articular que limita a flexão e a abdução do quadril. – ou seja: estaria ocorrendo um encurtamento ou contratura dos adutores e extensores do quadril, mas não ao ponto extremo de cruzar o plano anatômico destes movimentos.
Sendo assim, Gabarito: Alternativa A

Questão 16
As alterações estruturais anatômicas envolvidas na deformidade em equinovaro congênita são:
(A) deslocamento do navicular, calcâneo e cubóide ao redor do talus.
(B) deslocamento do cubóide, calcâneo e cuneiformes ao redor do talus.
(C) deslocamento do cuneiforme, navicular e cubóide ao redor do talus.
(D) deslocamento do calcâneo, cubóide e cuneiforme ao redor do navicular
.

Segundo o livro “Ortopedia e Traumatologia – princípios e prática”, mais conhecido como “Sizínio”, o Tálus é a principal causa de deformidade em casos de Pé Torto. (assim, podemos excluir a alternativa D, pois ela não inclui o Tálus entre os ossos envolvidos). Aparentemente, as principais alterações estruturais estão relacionadas ao Calcâneo, Cubóide e Navicular. Para responder esta questão, além da decoreba, poderiam ser utilizadas noções de anatomia. Os cuneiformes se articulam com o navicular e não com o tálus, como é sugerido nas alternativas B e C (sendo que na C, o enunciado cita apenas “cuneiforme” sem especificar a qual dos 3.se refere).
Gabarito: Alternativa A

Questão 17
Para evitar a progressão da rigidez do complexo gastrocnemio-soleo em crianças com Distrofia Muscular de Duchenne, o(s) melhor(es) recurso(s) e(são)
(A) sessões prolongadas de alongamentos domiciliares, com varias repetições.
(B) a utilização de órteses tornozelo-pé articulada durante 24 horas do dia.
(C) alongamentos regulares e utilização de órteses de posicionamento noturno.
(D) alongamentos associados ao fortalecimento da musculatura antagônica.

Outra questão sobre distrofia muscular (a banca gosta mesmo deste tema ! ! )
Muito bem, já vimos que em casos de distrofia muscular, existe uma fragilidade do tecido muscular. Assim, é prudente evitar exercícios contra-resistência e alongamentos intensos. Assim, a questão A pode ser eliminada, pois envolve alongamentos prolongados e com várias repetições, o que pode aumentar a chance de lesão muscular. A alternativa B também pode ser excluída pois uma órtese tornozelo-pé articulada 24hs implicaria em peso e resistência para a marcha. Para uma criança com Duchenne, isto certamente aceleraria a degeneração muscular. A alternativa C é bem neutra. Não faz menção à intensidade do alongamento e as órteses noturnas de posicionamento não colocam o músculo sob tensão, o que evitaria as lesões musculares nestes pacientes. Finalmente, a alternativa D faz menção ao fortalecimento dos antagonistas. Embora não cite se este fortalecimento seria ativo-livre ou resistido, o que faz desta alternativa uma resposta aceitável, ainda assim a alternativa C é mais correta.
Gabarito: Alternativa C

Questão 18
No tratamento do bebê com torcicolo muscular congênito à direita, na idade de 4 meses, quais atividades do desenvolvimento motor normal devem ser enfatizadas para o fortalecimento do ECOM alongado?
(A) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(B) Rolar de supino para decubito lateral direito e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(C) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a direita.
(D) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a esquerda.

Eu não entendi o enunciado desta questão. A banca não informa se a criança fez ou não cirurgia e no final quer saber como fortalecer (?) o ECOM alongado (?????).
Vou considerar apenas a necessidade de alongamento do músculo e ignorar este fortalecimento (até porquê nenhuma das alternativas envolve atividades que causem contração do ECOM afetado).
Em casos de torcicolo congênito, a cabeça fica inclinada para o lado do músculo afetado e rodada para o lado oposto devido a contratura do ECOM. Portanto, o bebê do caso clínico apresenta-se com a cabeça inclinada para a direita e ligeiramente rodada para a esquerda. Assim, para alongar basta estimular atividades que gerem rotação para direita e inclinação para esquerda. AS alternativas envolvem 3 atividades: Rolar de supino para DL, controle de cabeça em prono e endireitamento lateral da cabeça. Vamos analisar cada uma delas:
#1 Ao rolar de supino para decúbito lateral (considerando uma criança sem disfunção neuromotora), o bebê irá inicialmente girar a cabeça para o lado estimulado antes de iniciar o rolar. Desta forma estimulando o alongamento do componente rotacional do movimento para o mesmo lado do ECOM afetado.
#2 Para manter a cabeça elevada em prono, a criança precisa ativar os dois ECOMs (a ativação de ambos causa extensão capital) de forma controlada e equilibrada. No caso do torcicolo, a tendência será a criança manter a cabeça inclinada e rodada.
#3 Estimular o endireitamento lateral da cabeça. O endireitamento pode ser entendido como uma reação na qual o paciente busca corrigir a orientação da cabeça com o horizonte. Então se você colocar a criança em decúbito lateral direito e a estimular a corrigir a postura de modo que olhe para o horizonte ainda em DL direito, ela tenderá a alongar o ECOM Direito.
Portanto: Gabarito alternativa D


Questão 19
Considerando a artrite idiopática juvenil, e correto afirmar que
I. a hipertermia superficial pode ser usada nessa patologia.
II. exercícios passivos e alongamento são indicados na fase aguda.
III. exercícios com resistência progressiva são indicados na fase subaguda.
IV. o paciente deve ser mantido somente em repouso na fase aguda.
V. exercícios através da isometria são indicados na fase aguda.

Estao corretas as afirmativas
(A) I, III e V.
(B) I, II e III.
(C) II, IV e V.
(D) II, III e IV.

Alternativa I – O calor superficial pode sim ser utilizado para redução da dor na fase aguda da AIJ Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbr/v47n3/09.pdf. No caso da hipertermia, o que é contra-indicado é o uso de calor profundo, pois este poderia estimular ainda mais o processo inflamatório.
Desta forma, alternativa I está correta

Alternativa II – exercícios passivos e alongamentos, podem desencadear dor. De fato, em termos de atividade passiva na fase aguda, apenas a mobilização dentro do limite da dor é recomendada. Portanto, alternativa II está errada

Alternativa III – Sim, atividades resistidas podem e devem ser utilizadas por pacientes com AIJ, fora da fase aguda. Fonte : http://www.sbafs.org.br/_artigos/93.pdf

Portanto, alternativa III é verdadeira

Alternativa IV – Sigo a mesma fonte citada acima... o repouso absoluto é prejudicial a estes pacientes.

Alternativa V – Mais uma vez, pacientes não devem ficar em repouso absoluto. A isometria na fase aguda é recomendada.

Gabarito: Alternativa A

http://www.revistadigitalvidaesaude.hpg.com.br/artv1n3_03.pdf

http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:_rK4mpq9uCIJ:xa.yimg.com/kq/groups/21505141/918831356/name/II.28_AIJ.pdf+%22artrite+idiop%C3%A1tica+juvenil%22+fisioterapia+fase+aguda&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESjhF0ZATqGAuFRiRPhIocQnLzMR3KZ1w2RtcmBqtWv7K9IRx_cTU9iDaWBcYpYdZGTggIOPzbGokIQm2PebGJld7HSFd2x1BtsOYNLv6AywcCF-pBleJjVj9F_26TsyMuPayuS1&sig=AHIEtbSDt_7K8aI9-9EXUzpGIw4zw1aEdw

http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/015.pdf


Questão 20
A paralisia braquial obstétrica do tipo Erb-Duchenne cursa com déficit funcional principalmente para
(A) rotação medial de ombro.
(B) extensão de punho.
(C) rotação lateral de ombro.
(D) extensão de dedos.

Pacientes com paralisia de Erb Duchenne, apresentam uma postura característica com o braço ao lado do corpo, em rotação interna com antebraço estendido e pronado, conhecida como “postura da gorjeta do garçom”. A paralisia do bíceps braquial é a principal causa desta posição.
Ora, se o braço está rodado internamente, o déficit existente está no movimento oposto a esta postura viciosa. Portanto, o déficit funcional está relacionado a rotação lateral do braço.
Gabarito: Alternativa C

domingo, 19 de setembro de 2010

Palestra Gratuita sobre Equipe Multidisciplinar na Doença de Alzheimer

PALESTRA ONLINE GRATUITA
Devido a complexidade dos sintomas da Doença de Alzeimer, é altamente recomendável que o manejo destes pacientes seja planejado e efetuado por equipe multidisciplinar.
Na próxima semana, dia 21/09, em respeito ao Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o site Cuidadores na Web, da ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) irá transmitir via web uma palestra com o tema: Equipe Multidisciplinar.
Oportunidade imperdível para aqueles que desejam aprender um pouco mais sobre a dinâmica de uma equipe multidisciplinar no tratamento de pessoas com mal de Alzheimer.

Seguem as informações básicas:

Cuidadores na Web - Dia Mundial da Doença de Alzheimer
Data: 21/9 (terça-feira)
Horário: 21h
Tema: Equipe Multidisciplinar
Médico convidado: Dr. Ivan Okamoto

Acesse o site
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PALESTRAS ONLINE
Acreditamos que a informação ajuda as pessoas a entender e aceitar melhor a doença, favorecendo assim o melhor encaminhamento dos pacientes possibilitando uma qualidade de vida mais digna tanto para o portador como para a sua família.
O trabalho da ABRAz consiste em transmitir informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença e, também, orientar sobre os aspectos cotidianos do acompanhamento do portador. Dentre as várias atividades desenvolvidas pela ABRAz é possível destacar os grupos de apoio aos familiares, o atendimento pessoal à família e o site.