quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Boas notícias: 15 minutos de exercício aumentam sua expectativa de vida . . . Más notícias: assistir muita TV encurta sua vida.

Um trabalho publicado no periódico The Lancet este mês, apresenta evidências que meros 15 minutos de exercícios leves/moderados por dia podem reduzir o risco de morte em 14% e aumentar a expectativa de vida de pessoas sedentárias em 3 anos.
Clique AQUI para acessar o resumo em inglês do artigo

Este estudo incluiu 416 175 pessoas de Taiwan com mais de 20 anos de idade em uma coorte entre 1996 e 2008, com uma média de seguimento de 8,05 anos (+/- 4,21). Com base no próprio relato dos exercícios praticados durante a semana e calculados os METs-hora para cada indivíduo, os participantes foram classificados em inativos (<3,75 MET-h por semana), pouca atividade (3,75-7,49 MET-h por semana), médio (7,50-16,49 MET-h por semana), alto (16,50-25,49 MET-h por semana) ou muito alto (> 25,50 MET-h por semana). Os autores calcularam o risco relativo em relação a mortalidade para cada grupo comparado com o grupo inativo, e a expectativa de vida calculada para cada grupo.

Comparados com indivíduos classificados como inativos, o grupo de pouca atividade, ou seja: os que que se exercitavam em média 92 minutos por semana (ou cerca de 15 minutos por dia), tiveram o risco de morte reduzido em 14%, e de morte por câncer em 10%, além de uma expectativa de vida três anos maior. Cada adicional de 15 minutos de exercícios diários além da quantidade mínima de 15 minutos por dia reduziu ainda mais o risco de morte em 4% e morte por câncer em 1%. Esses benefícios eram aplicáveis a todas as faixas etárias e ambos os sexos, e também para aqueles com os riscos de doenças cardíacas.

Coincidentemente, um outro trabalho sobre hábitos que podem aumentar (ou diminuir) sua expectativa de vida foi publicado no British Journal of Sports Medicine, intitulado “Television viewing time and reduced life expectancy: a life table analysis” cujos resultados sugerem que pessoas que assitem TV 6 horas por dia podem viver 4,8 anos a menos do que aqueles que não assistem. E os autores concluem que o impacto do hábito de assistir TV sobre a expectativa de vida pode ser comparável ao de fatores de risco para doenças crônicas, como o tabagismo e sedentarismo.

Muito bem. Podemos aprender algumas lições a partir destes resultados:

A primeira, e que minha esposa faz questão que eu escreva no blog como retratação: as academias da franquia curves não são um desperdício total de dinheiro e nem são tão inúteis quanto parecem, e aproveito para pedir perdão publicamente por falar mal da curves em casa, diariamente nos últimos 3 meses.

A segunda lição: Está provado que assistir Faustão, TV Fama, Sônia Abrão e demais lixos televisivos além de destruir seu cérebro ainda sugam sua vida pelos olhos.

Lição número 3: Se vai ficar na frente da TV, ao menos compre um nintendo Wii.

Quarta lição: Pouco é melhor que nada, porém quanto mais melhor. Já que se exercitar faz bem, porque se contentar com míseros 3 anos de vida a mais? Toma vergonha na cara e faz logo 1 hora de esteira, 50 abdominais, entra na aula de boxe thailandês, vai virar uma laje no final de semana e vê se aumenta esta expectativa de vida em pelo menos 30 anos ou mais.

Por último porém não menos importante: Use protetor solar
E caso você esteja pensando que falar é fácil, difícil é arrumar tempo pra se exercitar, espero que o cartoon abaixo sirva como motivação.
O que se encaixa melhor em sua agenda lotada:
Fazer exercícios uma hora por dia ou estar morto 24 horas por dia?

sábado, 13 de agosto de 2011

Posturas em pediatria

INTRODUÇÃO
O conhecimento do processo normal de desenvolvimento motor é o fundamento básico para a análise do movimento em pediatria. Tão importante quanto memorizar os marcos motores é compreender a importância de cada aquisição motora e como seus elementos se integram para o surgimento de habilidades funcionais como a capacidade de manipular objetos, de realizar trocas posturais e deambular.
O objetivo desta postagem é abordar brevemente as principais posturas utilizadas como tratamento em fisioterapia pediátrica. Posturar adequadamente o paciente é uma das condutas mais básicas em fisioterapia pediátrica. Obviamente, não estou me referindo às posturas estáticas do método RPG, mas sim a algo um pouco mais dinâmico; as posturas de Prono (decúbito ventral), Supino (decúbito dorsal), Sentado, Quatro Apoios e Ortostatismo.
Mas voltando ao assunto, a postura como intervenção terapêutica pode ser utilizada para:
[1] Alcançar objetivos gerais com o paciente, tais como melhorar o controle da cabeça e do tronco;
[2] Auxiliar ou facilitar a ativação de grupamentos musculares específicos;
[3] Proporcionar alinhamento postural adequado; e
[4] Reduzir o tônus muscular.
É importante ter em mente que a postura adequada é o ponto de partida para que se possa utilizar técnicas específicas de manuseio. Promover um bom alinhamento postural é fundamental para que a criança desenvolva atividades de alcance e manipulação de brinquedos.

FUNÇÃO RELACIONADA A POSTURA
A postura oferece uma base para os movimentos e função. Deficiências do controle postural, tanto no que se refere a dificuldade de alcançar quanto de se manter uma determinada postura, podem produzir limitações funcionais. Veja o seguinte exemplo: se uma criança não consegue se manter sentada sem o apoio das mãos, então sua capacidade de alcançar, manipular e brincar com brinquedos estará limitada. Pense na postura como uma pirâmide, com as posições supina e prona na base, seguidas de sentado e o de pé no ápice da pirâmide (Figura abaixo). Perceba que conforme a criança adquire controle motor, a base de suporte torna-se menor. Crianças com equilíbrio ou controle postural inadequado geralmente aumentam sua base de sustentação para compensar a falta de estabilidade.
SUPINO E PRONO
O supino e o prono são as posturas mais baixas nas quais uma criança pode desenvolver atividades funcionais. A postura supina é vulgarmente conhecida como “barriga pra cima”. A função motora neste nível envolve o rolar, alcançar com as extremidades superiores e se arrastar. O prono inclui deitar sobre o abdomen com a cabeça rodada para um dos lados ou elevada e também o prono com apoio sobre os cotovelos (puppy), ou prono com os braços estendidos (puppy estendido). A mobilidade na posição prona é possível por meio de rolar ou arrastar sobre a barriga. Muitas crianças empurram-se para trás quando estão em prono antes de estarem aptas a se puxar pra frente. Crianças com extremidades inferiores fracas ou incoordenadas geralmente se arrastam usando apenas os braços para se puxar.
O simples fato de posicionar a criança em prono sobre os cotovelos e estimular o brincar nesta posição ajuda a desenvolver o controle da cabeça contra a gravidade, além da força dos músculos do complexo do ombro e dos extensores de tronco superior (Bly, 1994; Kramer & Hinojosa, 1999; Piper & Darrah, 1994.).
É interessante notar que alguns bebês ficam muito irritados quando posicionados em prono, particularmente aqueles que precisaram ficar hospitalizados, e em especial aqueles que passaram uma tempo na UTI.

SENTADO
A capacidade de manter uma postura ereta sentada sem apoio é um dos marcos motores mais importantes do desenvolvimento. É uma habilidade que se adquire cedo e é mantida durante toda a vida para efeitos de trabalho, lazer, educação, socialização e locomoção. Além disso, é uma postura de grande importância no desenvolvimento de habilidades de manipulação.A postura sentada permite a criança mover ambos os braços enquanto a cabeça e o tronco estão em uma posição mais ereta. Lembrando que em supino a criança é capaz de manipular objetos, experimentando assim a bimanualidade, porém na postura sentada a criança está com os olhos orientados em relação ao horizonte mundo. O grande lance desta postura é que para o uso funcional dos membros superiores, é necessário controle de tronco, e um bom controle de tronco é essencial para que mais tarde esta criança realize a deambulação segura.
Quando sentado, os músculos do pescoço e tronco estão na mesma orientação em relação a gravidade, na verdade é até mais fácil para a criança manter o alinhamento de cabeça e o tronco nesta posição quando comparado com o prono ou supino, nas quais a força da gravidade precisa constantemente ser vencida. Sentar na posição ereta oferece a criança a oportunidade de usar os membros superiores para se alimentar, autocuidados e brincadeiras.
O sentado posicionado com travesseiros é importante para início do estimulo dos abdominais e músculos dorsais mesmo sentado com apoio estimula a criança a desenvolver habilidades motoras e eventualmente sentar sem auxílio.
QUATRO APOIOS
A postura quatro apoios, também chamada de gatas ou o quadrúpede é a posição de partida para o engatinhar, a qual proporciona mobilidade rápida em uma posição prona modificada antes que a criança tenha dominado o andar ereto. O engatinhar é um padrão locomotor caracterizado pela elevação do abdômen da superfície de apoio. Tipicamente, os bebês rastejam antes de engatinhar. A posição quadrúpede tem sido considerada uma postura em flexão, sendo que a cabeça da criança nem sempre está corretamente orientada com o horizonte. Porém, se a criança não engatinhar, não entre em pânico! 12% das crianças com desenvolvimento motor típico não engatinham antes de andar (Long e Toscano 2002).
A posição quadrúpede oferece excelentes oportunidades para a criança descarregar peso sobre os ombros e quadris, desta forma promovendo estabilidade proximal nestas articulações. Esta oportunidade de descarga de peso é importante na preparação para o controle muscular proximal da articulação, o qual é necessário para realizar a transição de uma postura para a outra.

DE PÉ
O último e mais alto nível postural é o de pé, também chamado ortostatismo, no qual a deambulação pode ser possível. A maioria das crianças com desenvolvimento típico se puxam para de pé utilizando móveis por volta dos 9 meses de idade. Entre os 12 e 18 meses, a maioria das crianças já é capaz de andar de forma independente. Mesmo em crianças que não conseguem ficar de pé sozinhas, é importante mantê-las nesta postura por um período de tempo ao longo do dia. O ortostatismo oferece estímulo para o modelamento do acetábulo e da cabeça do fêmur, além de manter os flexores de quadril, joelho e plantiflexores alongados além de uma série de outros estímulos para o sistema respiratória, para função renal e intestinal.
A deambulação aumenta significativamente a habilidade da criança explorar o ambiente. Pergunte aos pais de uma criança na fase em que começa a andar o trabalhão que dá garantir a segurança em suas primeiras andanças. O alcance da postura de pé é um dos nossos objetivos terapêuticos mais frequentes. Em nossa sociedade, ser capaz de se locomover em postura ortostática normal é um dos sinais de “normalidade”. A pergunta mais frequente que você irá ouvir ao trabalhar com crianças muito jovens é “meu filho vai andar?”, e “quando meu filho irá andar?”. Estas são perguntas difíceis de responder, principalmente por causa da expectativa de sucesso depositada no seu trabalho...
Bem pessoal, termino esta postagem por aqui.
Espero falar em breve sobre os pre-requisitos para aquisição da marcha em pediatria

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mitos e Lendas da Fisioterapia - Uso de luvas com água na prevenção de Úlceras de Pressão

Olá pessoal, 
Hoje trago o resultado de mais uma pesquisa sobre Mitos e Lendas da Fisioterapia. A lenda de hoje é sobre o uso de luvas de procedimento cheias de água na prevenção de úlceras de pressão. Infelizmente uma conduta ainda bastante popular, embora ineficaz e potencialmente danosa ao paciente.

A prevenção do surgimento de úlceras de pressão é um assunto exaustivamente pesquisado pela enfermagem, e isso não é à toa não. É muito melhor prevenir do que tratar uma úlcera de pressão. Isso tanto em termos de prevenção do sofrimento e morbidade quanto de custos com a ocupação de leito, insumos e o risco de infecção hospitalar. De fato, foi uma enfermeira que me alertou sobre os riscos do uso de luvas de água cheias de ar ou água.
Mas voltando ao assunto: Não sou só eu que digo que as luvas são contra-indicadas. O Grupo de Estudos e Pesquisa em Segurança do Paciente, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP disponibiliza algumas diretrizes de prevenção e tratamento que citam claramente que o uso de luvas com água, pele de carneiro sintética, pele de carneiro natural e almofadas tipo roda d’água ou ar NÃO devem ser utilizados para aliviar a pressão.

Esta recomendação é baseada no trabalho "Using water-filled gloves for pressure relief on heels" publicado no Journal of wound care em 1993. (infelizmente não tive acesso ao original, mas conto com a descrição em uma dissertação de mestrado da USP disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-07102009-145047/pt-br.php e que segue abaixo:

O autor desta pesquisa conduziu um estudo para avaliar a pressão externa exercida sobre o calcâneo quando este era apiado em duas superfícies diferentes: O próprio colchão do leito hospitalar e sobre uma Luva de látex preenchida com 260ml de água. Esta pesquisa foi feita com 40 sujeitos de um hospital geral. A pressão média na interface com o calcâneo colocado no colchão padrão hospitalar foi de 126,5mmHg e na luva d´água foi de (pasmem!) 144,6mmHg , o que representa um aumento médio de pressão de 12, 5%. Concluindo: a luva d´água não só não cumpre o papel de alívio como aumenta a pressão sobre a região apoiada. 
(Williams, C. Using water-filled gloves for pressure relief on heels. Journal of wound care. London, v.2, p.345-8, 1993)

Portanto, Senhoras e Senhores, o Mito do uso de Luvas com água na prevenção de úlceras de decúbito está Detonado.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Exercícios Pliométricos e Reabilitação

Sabe aquele Balancim, aquela Cama Elástica e aquele Bosu que ficam dando sopa no ginásio de fisioterapia e que ninguém nunca usa?
Já pensou que eles podem ser úteis para desenvolver atividades pliométricas? 
Pois é, a pliometria pode ser uma boa opção de exercício para alguns pacientes.
Se interessou?
Então continue lendo a matéria e bons estudos.


AVISO AOS NAVEGANTES:
Este é uma postagem voltada para estudantes e profissionais.
Não sou professor de Educação Física, não prescrevo exercícios, e não faço consultas pela internet. Dito isso, vamos ao que interessa. 
 
 


Os Exercícios Pliométricos

 
Exercícios pliométricos são basicamente exercícios que envolvem uma breve contração excêntrica seguida de uma contração concêntrica explosiva. Esta seqüência de contrações é denominada de Ciclo Alongamento-Encurtamento (também chamado Ciclo Excêntrico- Concêntrico ou de Contra Movimento). Portanto, principal característica da atividade pliométrica (e o que a diferencia dos demais exercícios) é a capacidade de armazenar energia elástica na musculatura e tecido conjuntivo para que seja utilizada durante a contração concêntrica deste mesmo músculo. Além disso, acredita-se que o treinamento baseado nestes ciclos é capaz de melhorar a capacidade de reação do sistema neuromuscular ao recrutar unidades motoras numa mínima quantidade de tempo.

A aplicação de treinamento pliométrico tem evoluído nos últimos anos e acabou chegando ao campo da reabilitação. Alguns protocolos recentes incluem o exercício pliométrico como um meio para melhorar a função e facilitar o retorno ao esporte.

Esta postagem tem como objetivo descrever os mecanismos envolvidos na atividade pliométrica e discutir como podem ser utilizados em reabilitação. Mas antes, vamos compreender melhor o Ciclo Alongamento-Encurtamento.

O Ciclo Alongamento-Encurtamento

Além da definição de Ciclo Alongamento-Encurtamento (CAE), é importante saber também que ele é dividido em três fases:

[1] Fase Excêntrica ou de Pré-Alongamento,
[2] Fase de Amortização, e
[3] Fase Concêntrica, fase de Resposta Concêntrica ou de Encurtamento.

A primeira fase é a Fase Excêntrica, também descrita como preparatória. É nesta fase que ocorre o armazenamento de energia elástica, e também o estímulo dos receptores musculares (os fusos musculares são estimulados e alongados durante a contração excêntrica dos agonistas).

A fase seguinte, denominada de Fase de Amortização, é o intervalo entre a contração excêntrica e a concêntrica. Pra ser mais exato, ela se inicia quando a contração excêntrica começa a diminuir de intensidade e termina com o início de uma força concêntrica. Para fins de treinamento, o ideal é que esta fase seja realizada o mais rápido possível, de modo que a energia elástica armazenada na fase anterior não tenha o risco de se dissipar em forma de calor no interior do músculo. O rápido alongamento (carga excêntrica) deve ser imediatamente seguido de uma acelerada contração concêntrica explosiva, para maximizar a força gerada.

A terceira e última fase é a fase de Resposta Concêntrica, ou seja, a fase na qual se gera o movimento explosivo. Neste momento do movimento pliométrico se tem a somatória da fase de preparação e amortização. Esse é o estágio produtivo, devido à contração concêntrica estimulada.

Uso de exercícios pliométricos em reabilitação

Os exercícios pliométricos são usados no treinamento de atletas para desenvolver força explosiva, melhorar a reatividade muscular através da facilitação do reflexo miotático e da dessenssibilização dos OTGs e melhorar a coordenação intra e extra articular Analisando os efeitos desses exercícios, acredita-se que estes podem ser benéficos na prevenção de lesões e também na reabilitação, principalmente de atletas

Escolhendo os candidatos.
Por mais que você goste, acredite e deseje ardentemente incluir exercícios pliométricos na sua rotina de tratamento, obviamente nem todos os pacientes tem indicação ou se beneficiariam da prática destes exercícios.
Com base no princípio da especificidade, (que o treino deve se aproximar ao máximo da atividade real), o exercício pliométrico é indicado para pacientes que desejem retornar à atividades que incluem movimentos explosivos.
Em geral, exercícios de reabilitação são executados em baixa velocidade, com resistência leve/moderada e, muitas vezes, em planos de movimento bem controlados. Sem dúvida estes exercícios promovem o recrutamento, melhoram a força, e aumentam a resistência muscular, entretanto falham em simular a velocidade, força ou planos de movimento que são encontrados durante uma competição atlética, ou seja: eles não reproduzem as demandas e habilidades necessárias na atividade para qual o atleta está sendo reabilitado.
Conseqüentemente, o exercício pliométrico tem sido recomendado para fazer a ponte entre os exercícios de reabilitação tradicionais e atividades desportivas específicas.

Contra-indicações
Contra-indicações para iniciar o exercício pliométrico são: inflamação aguda ou dor, pós-operatório imediato e instabilidade articular. Patologias comuns, como artrite, lesões musculares ou lesão condral são contra-indicações relativas, e devem ser muito bem avaliadas, pois dependem da capacidade do tecido de tolerar a geração rápida de forças de grande intensidade e da articulação tolerar a sobrecarga imposta.

Considerações Finais
Muitos exercícios pliométricos, mesmo em baixas intensidades, expõem as articulações a forças intensas e altas velocidades de movimento, e definitivamente não são adequadas para as fases iniciais da reabilitação. Antes de iniciar o exercício pliométrico, os pacientes devem ser capazes de tolerar as atividades cotidianas sem dor ou edema. Caso contrário, as altas forças envolvidas irão provavelmente agravar o problema. Além disso, os pacientes devem ter Amplitude de Movimento praticamente completa e um nível adequado de força, resistência e controle neuromuscular para executar corretamente o exercício pliométrico com baixo risco de exarcebar os sintomas.
 
As justificativas para a utilização da pliometria na reabilitação de atletas leva em consideração principalmente a influência destas atividades sobre: a resposta reativa muscular, a sincronização da atividade muscular e da atividade miotática. É possível que um programa de exercícios pliométricos aumente a eficiência neural, corrigindo déficits proprioceptivos e aprimorando o controle neuromuscular.

... postagem kilométrica

Espero que seja útil

Aloha!

REFERÊNCIAS:


 
NEUROMUSCULAR TRAINING TECHNIQUES TO TARGET DEFICITS BEFORE RETURN TO SPORT AFTER ANTERIOR CRUCIATE LIGAMENT RECONSTRUCTION
 
Plyometric Training Concepts for Performance Enhancement (capítulo de livro)

sábado, 9 de julho de 2011

Mitos e Lendas da Fisioterapia - Exercício de apertar bolinha após um AVE


Olá pessoal,
Finalmente tomei coragem pra escrever um pouco sobre os mitos e lendas que envolvem a fisioterapia. Hoje vou falar de um tema praticamente onipresente no imaginário popular quando o assunto é AVE: As bolinhas de apertar.

Como tudo começou...
Há muito, muito tempo atrás, Lima Duarte interpretou um personagem chamado Dom Lázaro Venturini na novela Meu Bem, Meu Mal da Rede Globo. Em determinado momento da trama este personagem sofre um AVE, e ao longo dos capítulos seguintes, o seu processo de reabilitação se resumia aos cuidados prestados pela Dona Catifunda e aos exercícios de apertar uma bolinha macia.
Como podemos ver na reportagem abaixo, o mais fantástico nisso tudo é que de tanto apertar a bendita bolinha, Dom Lázaro voltou a ouvir, se movimentar e falar. Só não terminou a novela fazendo malabarismos na corda bamba porque o Lima Duarte tem medo de altura.
Infelizmente esta novela contribuiu na divulgação da falsa idéia de que uma pessoa com AVE deve ficar apertando bolinhas para recuperar os movimentos.


Agora falando sério
O grande problema de se entregar uma bolinha para uma pessoa que sofreu AVE ficar apertando é que este não é um exercício inofensivo. O AVE manifesta-se frequentemente por alterações do tônus e do controle motor voluntário. Nos membros superiores predomina o chamado padrão ou sinergia flexora, caracterizado por hipertonia dos principais grupamentos flexores gerando uma postura em adução e rotação interna do ombro, flexão do cotovelo, pronação do antebraço e flexão dos dedos.
De modo geral, este padrão permite ao paciente um certo controle sobre os músculos flexores (tanto que eles conseguem apertar a bolinha) porém existe grande dificuldade para conseguir abrir a mão, seja devido a espasticidade agindo como antagonista ao movimento extensor, seja por incapacidade de ativação dos músculos extensores.
Em ambos os casos, o fortalecimento dos músculos flexores de punho e dedos não contribui em nada para a recuperação do controle dos movimentos da mão. Na verdade, estes exercícios podem aumentar ainda mais a espasticidade e resultar em encurtamento muscular e deformidade da mão, dificultando a higiene, o posicionamento e a recuperação dos movimentos.

Portanto, considerem o mito de que apertar uma bolinha ajuda na recuperação de movimentos de uma pessoa com AVE como DETONADO.

Até a próxima
E não se esqueçam de pedir melão no café da manhã

terça-feira, 5 de julho de 2011

Assista a aulas do XV Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva

Olá Pessoas,
Deixo hoje um link gentilmente compartilhado pela Michele Xavier. Tratam-se dos videos de algumas mesas redondas que aconteceram no XV CBMI. O link para o site é: http://www.amib.org.br/conteudo.asp?cod_site=0&id_menu=231&men=231&keyword=Aulas_CBMI_2010


As aulas disponíveis são:

Mesa Redonda MONITORIZANDO O PACIENTE COM SARA.
Link: http://www.plugmed.com.br/amib/01/amib01.htm
Moderadores: Dr. Guilherme Schettino (SP),Dr. Roberto Mario Clausi (PR)
Tema: Métodos de imagen
Palestrante: Dra. Carmem Silva Valente Barbas
Tema: Tomografia de impedância elétrica
Palestrante: Dr. Marcelo Amato (SP)
Tema: Capnografia volumétrica
Palestrante: Dr. Desanka Dragosavac (SP)
Tema: Disfunção de ventrículo direito
Palestrante: Dr. Alain Combes (FRA)

Mesa Redonda VENTILAÇÃO PULMONAR MECÂNICA NEONATAL E PEDIÁTRICA
Link: http://www.plugmed.com.br/amib/01/amib02.htm
Moderadores: Dr. José Oliva Proença (SP); Dra. Debora Rodrigues N. Tessis(DF)
Tema: Novos modos de ventilação pulmonar em pediatria
Palestrantes: Dr. Werther Brunow de Carvalho
Tema: Suporte ventilatório convencional versus ECMO
Palestrantes: Dr. Giles Peek (ING)

Mesa Redonda:  DESMAME DIFÍCIL
Link: http://www.plugmed.com.br/amib/01/amib12.htm
Moderadores:Dr. Francimar Ferrari (PE),Dr. José Aires de Araújo Neto (DF)
Tema: Preditores de sucesso X marcadores funcionais
Palestrantes: Dr. Fábio Amorim (DF)
Tema: Particularidades no desmame do cardiopata/VNI é a opção
Palestrantes: Dra. Mara Nasrala (MT)
Tema: Os novos modos de ventilação podem ajudar
Palestrantes: Dra. Carmen Valente Barbas (SP)
Tema: Músculo e desmame: prevenção de desuso e treinamento
Palestrantes: Dr. Cesar A. Melo e Silva

Mesa Redonda: ESTRATÉGIAS VENTILATÓRIAS NA SARA
ModeradoresDr. Carlos Ribeiro Carvalho (SP), Dr. Jorge Luis Valiatti (SP)
Tema: Suporte extracorpóreo na SARA
Palestrantes: Dr. Robert Bartlett (EUA)
Tema: Posição prona
Palestrantes: Dr. Gilles Peek (UK)
Tema: Quem se beneficia de manobras de recrutamento alveolar
Palestrantes: Dr. Felipe Saddy
Tema: A PEEP alta muda a mortalidade na SARA grave
Palestrantes: Dra. Carmen Silvia Barbas (SP)
Tema: O tipo de lesão pulmonar influencia no regime ventilatório
Palestrantes: Dr. Andres Esteban (ESP)

CONFERÊNCIA: A EVOLUÇÃO DO SUPORTE VENTILATÓRIO NA UTI
Presidentes:Dr. Fernando S. Dias (RS)
Tema: A evolução so suporte ventilatório na UTI
Conferentistas:Dr. Andrés Esteban (ESP)

ALOHA

domingo, 3 de julho de 2011

Alguns exercícios para prótese transfemural

Olá pessoal,
Quando a aula de amputações é minstrada na faculdade, geralmente nos deparamos com a obrigação de memorizar aqueles nomes esquisitos como Chopart, Syme, Pirigoff, Boyd, etc. Esta decoreba é chatíssima, porém importante para quem pretende se especializar no tratamento de amputados. Mas a postagem de hoje não é sobre a mania de dar o próprio nome para o infortúnio alheio. Na verdade pretendo ir mais adiante e falar sobre alguns exercícios para amputados transfemurais.

Mas antes de continuar deixo um aviso aos navegantes:
[1]Esta postagem é direcionada a estudantes e profissionais que lidam com amputados
[2]Não prescrevo próteses,
[3]Não avalio e nem faço consultas pela internet,
[4]Estes exercícios pressupõem que o paciente está fisicamente apto para a atividade, com a prótese adequada, coto maturado e sem feridas.    
Dito isso, vamos voltar ao assunto:

As próteses de mebro inferior evoluíram muito nas últimas décadas. Os fabricantes oferecem próteses com componentes mais leves e duráveis, e mesmo que não sejam “top de linha”, a tecnologia empregada nas próteses é capaz de imitar com razoável sucesso o caminhar humano. Neste ponto é importante ressaltar que alguns exercícios simples podem ajudar a melhorar o equilíbrio e dar confiança para que o paciente faça a descarga de peso sobre a prótese. Uma maior confiança na prótese irá garantir um passo mais simétrico, com menor gasto energético e principalmente sem colocar tensão desnecessária sobre a coluna lombar.A postagem de hoje irá discutir algumas maneiras para melhorar o desempenho de próteses.

Exercício 1. Balanceio de um lado para o outro:
Este é um excelente exercício para ser feito tanto no ambulatório quanto em casa. No caso do atendimento ambulatorial utilize barras paralelas, se for prescrever este exercício para casa oriente o paciente a utilizar duas cadeiras como se fossem uma “mini barra paralela”, e realizando o exercício preferencialmente diante de um espelho de corpo inteiro (lembrando que tem de ser cadeiras estáveis para evitar acidentes!).

Pois bem: para pacientes iniciando a protetização, eu recomendo que você fique junto com o paciente na barra paralela, com as mão apoiadas na crista ilíaca do paciente. Oriente o paciente a descarregar o peso corporal alternadamente para a direita e para esquerda e quando estiver descarregando o peso sobre o lado da prótese, aplique uma força de modo a gerar maior pressão sobre a prótese. Este treinamento ajuda o paciente a se familiarizar com a prótese. Atenção para o sinal de trendlemburg. Fortalecimento de abdutores de quadril é importantíssimo e não pode ficar pra depois ! ! A progressão deste exercício é realizar a mesma atividade porém sem o apoio das mãos.


Exercício 2. Marcha lateral
Este exercício deve ser iniciado somente depois que você avaliar o equilíbrio do paciente e julgar que é possível realizar a tarefa sem risco de quedas. Você pode utilizar uma mesa comprida ou simplesmente pedir ao paciente para ficar de frente para uma parede e andar de lado ao longo do percurso. Dica importante: oriente o paciente a “apontar o umbigo para frente”, assim você evita torções da pelve e garante que os abdutores de quadril trabalhem melhor. E por falar em abdutores de quadril, lembrem-se de incluir alguns exercícios domiciliares de fortalecimento de glúteo médio e máximo!!!

Exercício 3.Equilíbrio em apoio monopodal:
Monopodal mais ou menos... Ok! Se você conseguiu progredir suas atividades até aqui, pode começar a exigir um pouco mais do membro residual. Que tal treinar equilíbrio em apoio monopodal? Por motivo de segurança inicie nas barras paralelas. Utilize um step ou um daqueles degraus que a gente usa para poder subir na maca. Peça para o paciente ficar como na figura abaixo.
Particularmente gosto de usar o degrau. Eu fico sentado no degrau mais alto e o paciente apoia a perna no degrau mais baixo, descarregando bastante peso sobre a prótese. Nesta posição minhas mãos ficam livres para corrigir torções, inclinações de tronco, inclinações excessivas da pelve e até aplicar força para desequilibrar pacientes que estejam em uma fase mais avançada. Aqui também é possível solicitar ao paciente que realize movimentos para a frente e para trás, alongando os flexores de quadril do membro residual.


Exercício 4 Rolando a bola
Este é legal. Com o paciente de pé, utilize uma bola (pode ser de tênis ou futebol, só não vá usar uma bola suiça 65!). Com a prótese apoiada no chão, peça ao paciente rolar a bola para frente, para os lados e em círculos. Peça ao paciente para sentir como os músculos do quadril trabalham. Alguns pacientes vão certamente tentar fazer embaixadinhas... este também é um bom exercício, porém preste atenção pois eu já percebi que a atenção fica tão focada na bola que eles esquecem de controlar o quadril do mebro residual e acabam fazendo um trendlemburg desnecessário.

Há muitos outros exercícios que podem e devem ser incorporados ao programa de protetização. Os elementos essenciais para maximizar o desempenho funcional de um amptado transfemural são:

• Desenvolver um bom equilíbrio sobre ambos os pés.
• Ensinar o paciente a usar os músculos do membro residual, isso minimiza o trendlemburg e garante uma marcha mais simétrica e suave.
• Continuar a fortalecer e alongar o membro residual

Esta postagem foi baseada na minha experiência e em alguns exercícios recomendados pelo site http://www.amputee-coalition.org/military-instep/ten-exercises.html . 
Para quem quiser saber mais, recomendo a leitura do TCC AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO E FUNCIONALIDADE EM INDIVÍDUOS COM AMPUTAÇÃO DE MEMBRO INFERIOR PROTETIZADOS E REABILITADOS, disponível no site http://www.unioeste.br/projetos/elrf/monografias/2005/pdf/jean.pdf . A introdução e os fundamentos teóricos estão bem abrangentes e muito bem escritos.

ALOHA


quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cuidados posturais e de estímulo à mobilidade no AVE agudo. - O essencial

Olá pessoal,
Após um longo período de ausência estou de volta. Passei os últimos dois meses muito ocupado combatendo as forças do mal intergalático e agora que já devolvi a paz ao Universo posso voltar a me dedicar a este blog.
Hoje vou postar tradução livre que fiz de um protocolo desenvolvido pelo Ministério da Saúde do Kwait para o tratamento hospitalar de pacientes hemiplégicos em fase aguda (para acessar o documento original clique AQUI). Trata-se de condutas extremamente simples, mas que fazem uma grande diferença para o paciente em fase aguda. Esta é a segunda vez que traduzo um protocolo do Kwait. O outro foi sobre Paralisia de Plexo Braquial e teve uma boa aceitação entre os leitores do blog. Espero que esta postagem também agrade e ajude colegas fisioterapeutas.

Metas de Intervenção Fisioterapêutica na Fase Aguda
Os objetivos a serem alcançados na fase hospitalar estão relacionados ao estimulo a mobilidade independente o mais cedo possível.

Os objetivos gerais de mobilidade
1 – Estimular o paciente a realizar o exercício de ponte na cama
2 – Ensinar o paciente a rolar na cama e realizar transferência de supino para sentado na borda da cama
3 –Estimular o controle de tronco na posição sentada.
4 – Estimular o paciente a realizar atividades de alcance em todas as direções.
5 – Facilitar a transferência da cama para a cadeira e de volta
6 – Estimular a deambulação com ou sem assistência, dispositivo e / ou ajuda externa

Prevenção de trauma e dor no ombro acometido
• Posicione adequadamente o membro superior do paciente.
• Evite segurar e tracionar o paciente pelo braço do lado afetado.
• Sempre apoiar o braço quando o paciente estiver sentado, quer na frente ou de lado em uma mesa alta.
• Estimule a movimentação ativa do membro superior para ganhar o controle motor.
• Incentive o paciente a realizar atividades bimanuais.

ATIVIDADES TERAPÊUTICAS:
 
#1 - Sentado no leito, com a cabeceira elevada e braços posicionados sobre mesa ou travesseiro.
Paciente é orientado a utilizar seu membro superior não afetado em atividades de acordo com seu interesse.


#2 - Sentado assistido na beira da cama, com braços apoiados na mesa e pés no solo ou degrau. Peça ao paciente para realizar qualquer atividade com o membro superior e inferior do lado não afetado. Lembre-se que enquanto ele relaiza atividades com o lado não afetado, ele realiza descarga de peso sobre o lado afetado, assim estimulando atividade no lado afetado.

#3 - Com o paciente sentado na beira da cama.Pratique atividades de alcance e descarga de peso sobre o lado afetado.







#4 - Atividades de mobilidade na cama. Realize atividades de ponte na cama. A estabilização dos membros inferiores pode ser feito pelo tornozelo ou pelos joelho.

#5 - Rolando na cama por sobre o lado não afetado. O braço do lado afetado pode ser posicionado sobre o peito e a perna do lado afetado posicionada com flexão de joelho. O paciente é orientado a trazer a cabeça e o membro afettado em diração ao lado oposto enquanto se empurra com o pé do lado não afetado.
OBS: Recomendo a complementação deste manuseio pela leitura do livro recomeçando outra vez da Autora Patrícia Davies

 
 
#6 - Transferência de Decúbito Dorsal para sentado na beira da cama

Inicie após o paciente conseguir ficar sentado no leito, com a cabeceira elevada a 80-90 graus. Solicite ao paciente a se virar para o lado não afetado e se sentar com as pernas para fora do leito. Recomendo a leitura da postagem sobre transferências no leito.
# 7 - Progressão de sentado para de pé
A progressão é realizada a partir de superfícies mais altas (mais fácil para o paciente passar de sentado para de pé) para superfícies mais baixas (mais difícil para o paciente).
Na figura abaixo a fisioterapeuta utiliza uma cinta no paciente de modo a deixá-lo com os membros superiores livres.

#8 - Caminhando ao redor do leito ou de uma maca
Com a terapeuta acompanhando o paciente por trás ou pelo lado afetado, deve-se praticar caminhadas em volta da cama do paciente de modo que ele possa usara mão do lado não afetado para apoiar-se na cama. Ele pode praticar andar para a frente, para os lados e para trás. O menor contato manual deverá ser utilizado até que o paciente aprenda a andar sozinho.
O uso de barras paralelas para o treino de marcha não é recomendado, pois as barras oferecem muito apoio passivo e o paciente pode acabar se tracionando ou apoiando demais sobre a mão do lado não afetado, o que atrapalharia a reaquisição de reações de equilíbrio e marcha independente.


#9 - Atividades de alcance em ortostatismo


O paciente é posicionado em frente a uma mesa e é desafiado a realizar atividade de alcance em várias direções. Enquanto pratica o alcance com o braço não afetado, a mão afetada é posicionada sobre a mesa realizando descarga de peso

Com o braço não afetado apoiado sobre uma mesa ou na parede, o paciente é orientado a pisar em um banquinho (8cm). A progressão pode ser feita solicitando ao paciente que pise no banquinho sem apoio. Uma progressão mais avançada pode ser feita aumentando-se a altura do banquinho

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Curso online grátis de fisioterapia - Pediatria, Incontinência Urinária e Geriatria

Olá pessoal,
Passo hoje para deixar uma excelente oportunidade de aperfeiçoamento em fisioterapia.
O Núcleo de Telessaúde da UERJ disponibiliza vários cursos online inteiramente de graça
Sim, isso mesmo. Os cursos são de grátis, totalmente 0800, sem letras miúdas, sem enganação e ainda com direito a certificado no final.
A maior parte dos cursos oferecidos são relacionados à enfermagem, mas tem 3 cursos de fisioterapia que são bastante interessantes:

Na área da Saúde da Criança e do Adolescente:
Avaliação Fisioterápica do Desenvolvimento Neuropsicomotor de Prematuros

Na área de Saúde da Família
Fisioterapia Respiratória em Domicílio

Na área de Saúde do Homem
Incontinência Urinária Masculina - Abordagem Fisioterápica

Além destes, também me chamaram a atenção os seguintes cursos:
* Pesquisa Clínica Baseada em Evidências
* Acesso à Fonte de Informação
* Abordagem do Idoso com Episódios de Quedas

* Envelhecimento e a Atenção Integral à Saúde do Idoso  

Para se inscrever é moleza:
#1- Ao acessar a página do Telessaúde da UERJ (http://www.telessauderj.uerj.br/ava/), clique em "EDUCAÇÃO" na barra superior da tela
#2 - Em seguida, clique em "CURSOS", como na figura abaixo


#3- Em seguida clique em "PARTICIPE", no ícone do computador, como na figura abaixo



#4 - Preencha o cadastro com seus dados. Assim que tiver terminado, você receberá uma autenticação por e-mail e poderá se inscrever no curso.

Eu me inscrevi e já assisti a primeira aula do curso de desenvolvimento neuropsicomotor do prematuro e estou gostando muito.
Espero que vocês gostem desta iniciativa tanto quanto eu.
Valeu galera
Bons estudos