quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Abaixo-assinado Quiropraxia


Levando em consideração as peculiaridades específicas das profissões da área de saúde regulamentadas em nosso país, considerando em particular a excelência dos cursos de fisioterapia ministrados nas inúmeras faculdades e universidades brasileiras, mas também, ciente da relevância da técnica da quiropraxia no tratamento de determinadas alterações mecânicas do sistema músculo-esquelético e seus efeitos sobre a função do sistema nervoso, a quiropraxia deve ser ministrada em instituições de ensino superior como uma especialização da fisioterapia e não como um curso autônomo.

A quiropraxia é uma especialidade terapêutica física, que pelas suas peculiaridades deve exigir dos profissionais da fisioterapia especialização adicional. E segundo a RESOLUÇÃO Nº. 220, DE 23 DE MAIO DE 2001. do COFFITO - Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a quiropraxia é reconhecida como especialidade do Fisioterapeuta

Tendo em vista o relatado acima, não se justifica que a quiropraxia seja regulamentada como uma profissão à parte, uma vez que os princípios metodológicos dos procedimentos manipulativos e/ou de ajustamento ósteo-articular, ditos como quiropraxia, estão agasalhados na formação acadêmica do fisioterapeuta.
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fisio Toons - Os Pilates do Caribe

 YO-HO-HO E UMA GARRAFA DE RUM ! ! ! ! !

Eu estava procurando algumas imagens de exercícios de Pilates no Google quando me deparei com isso aí em cima. Depois de rachar o bico com a  montagem bizarra, rendi-me ao ridículo e passei a procurar imagens relacionadas a "Pilates of the Caribean". O resultado foi no mínimo curioso.





Até breve Tripulação ! !

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Adolescente faz arremessos de basquete em coma

Em 2008 Maggie Meier, uma adolescente do estado do Kansas, EUA, entrou em coma após sofrer uma convulsão. O diagnóstico apontou como causa um edema cerebral devido a meningoencefalite.
Ela permaneceu em coma por quase 3 meses. De acordo com o jornal “Daily Mail”, certo dia a mãe de Maggie resolveu deixar uma bola de basquete nas mãos da filha enquanto ela estava sentada em uma cadeira de rodas - mesmo comatosa - já que a jovem era uma entusiasta do esporte. Para a surpresa de todos ela simplesmente segurou a bola e a arremessou como se tentasse acertar em uma cesta. Durante a temporada de Maggie no hospital ela repetiu a ação muitas vezes, dando a impressão de que estava acordada e jogando, no entanto, logo em seguida o movimento cessava e ela voltava ao coma

- O ato de fazer arremessos de basquete pode ter sido assimilado como um dos instintos básicos de Maggie. O movimento voltou a ela, mesmo antes de ela ter sido capaz de se levantar ou andar novamente - explicou William Graf, neurologista da adolescente.
Enquanto fazia os arremessos, Maggie muitas vezes parecia estar acordada. Mas voltava adormecer momentos depois. Desde que saiu do estado de coma, a adolescente teve que aprender tudo de novo: ler, andar e até falar. A recuperação total durou quase quatro anos, mas ela não pensa muito nisso.
- Quando estou aqui fora, não penso muito no que passou... Mas quando lembro, penso que foi incrível ter jogado basquete mesmo em coma - disse Maggie, que joga no time da escola.

Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2105186/Teenager-Maggie-Meier-contracted-brain-disease-pictured-shooting-basketball-hoops--COMA.html

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2012/02/23/295017-adolescente-joga-basquete-mesmo-em-coma

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/americana-faz-arremessos-de-basquete-mesmo-em-coma-4049553.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Exercícios para o tratamento da claudicação intermitente

Olá Fisionautas,
Agora que passou o carnaval, o ano  de 2012 começou oficialmente !
Hoje deixo a tradução livre de mais um artigo da série LEAP (Linking Evidence and Practice- iLigando Evidência e Prática). Este trabalho foi publicado na revista Physical Therapy e quem quiser o original basta acessar este link >>>AQUI<<<<.
Ah! Uma coisa importante:
As informações desta postagem são a tradução de um artigo científico e são direcionadas a estudantes e profissionais da saúde.
Dito isso, vamos ao que interessa


INTRODUÇÃO
A Claudicação Intermitente (CI) é um sintoma da doença arterial periférica caracterizada por dor muscular no membro inferior desencadeada pela atividade física e alividada com o repouso. A dor se desenvolve como resultado do estreitamento do lumen arterial e consequente redução do fluxo sanguíneo. Pacientes com CI podem desenvolver limitações funcionais importantes e são mais propensos a apresentar aterosclerose sistêmica e estão em risco significantemente mais alto de evento cardíaco fatal.
Existem evidências favoráveis quanto ao uso de exercícios para o tratamento da CI. O guideline TASC II (Disponível para download no site http://www.tasc-2-pad.org/Client/EN/index.aspx?Composant=SSRubrique&IDBase=571&Methode=ClientFDetail&Ref=Downloadfulltextguidelines) recomenda um programa supervisionado de caminhadas. Segundo este guideline a velocidade e a intensidade da caminhada devem ser capazes de induzir a claudicação dentro de 3-5 minutos. A caminhada deve ser interrompida quando a dor for graduada em moderada (escore 2 de acordo com a escala subjetiva de dor para sintomas de claudicação; dá uma olhadinha na tabela abaixo) e o paciente deve repousar até a claudicação desaparecer. Após o repouso, o paciente deve reiniciar a caminhada até sentir novamente uma dor moderada. Este guideline recomenda ainda que o programa de caminhada deve começar com ciclos de exercício e repouso de até 30 minutos, podendo progredir até 60 minutos, 3 vezes por semana por 3 meses ou mais. Se o paciente for capaz de caminhar 10 minutos sem induzir dor moderada, a intensidade da caminhada pode ser aumentada.
Fonte: Silva e Nahas, 2002. Disponível para download em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/416/469

Os guidelines da American Heart Association e do American College of Cardiology (Disponível para download em: http://www.sirweb.org/clinical/cpg/PADExecSumm.pdf) recomendam os seguintes elementos-chave para um programa de exercícios:
  • Caminhada supervisionada em esteira ou pista em uma intensidade capaz de desencadear os sintomas de claudicação dentro de 3 a 5 minutos (escore de 1 na escala de dor relacionada a claudicação)
  • Caminhar até que a dor seja graduada em moderada (escore de 2 na escala de claudicação), seguida de repouso sentado ou mesmo de pé, até os sintomas desaparecerem
  • Repetir este exercício e ciclos de descanso por 35 minutos de caminhada intermitente.
  • Aumentar o programa de exercícios em 5 minutos por sessão até 50 minutos, 3 a 5 vezes por semana por um mínimo de 12 semanas.
De acordo com uma revisão da Cochrane publicada em 2000 (Abstract disponível => clique AQUI), indivíduos com CI que participaram de um programa de exercícios conseguiram caminhar percursos maiores sem sentir dor quando comparados a indivíduos que receberam placebo ou cuidados ususal. Uma busca atualizada da literatura foi realizada em 2008 por Watson et al (Abstract disponível =>  clique AQUI) e os achados do trabalho original da Cochrane foram confirmados.

MENSAGEM IMPORTANTE:

As evidências sugerem que programas de exercícios supervisionados são mais efetivos do que programas não supervisionados em aumentar a distância percorrida. Devem ser realizados em uma intensidade que desencadeie os sintomas (escore 1 na escala de dor em claudicação) em 3 a 5 minutos, interrompendo a caminhada se os sintomas se tornarem moderados (escore 2), repousando até os sintomas desaparecerem e então retornando a caminhar. O programa de exercícios deve ser de 30 a 60 minutos de exercício e descanso por sessão, de 3 a 5 vezes por semana , por no mínimo 3 meses.
Caso #6 Exercícios para Claudicação Intermitente
APRESENTAÇÃO DO CASO
O Sr. Phillips é um paciente de 61 anos, foi hospitalizado após apresentar episódio de pés frios. A angiotomogradia demonstrou uma oclusão de uma ponte (bypass) arterial prévia, e o Sr. Phillips foi tratado com imediata trombectomia do local e endarterectomia da artéria poplítea direita.
Acima o Sr. Phillips, momentos antes de dar entrada no hospital
Antes de atender o Sr. Phillips, a fisioterapeuta leu atentamente o prontuário com atenção especial a História Patológica Pregressa, a qual inclui Doença Arterial Coronariana (DAC), Infarto do Miocárdio (IM), além de fatores de risco para eventos cardíacos (hipertensão e hipercolesterolemia) e da medicação, a qual incluía beta bloqueadores. Na anamnese, a fisioterapeuta confirmou que o Sr. Phillips não sentiu angina desde o episódio de IM.
Utilisando guidelines de exercícios submáximos, o fisioterapeuta determinou que ele deveria interromper a atividade caso a frequência cardíaca do Sr. Phillip excedesse 85% de sua frequencia cardíaca máxima ou se sua  taxa de esforço percebido (TEP) exceder 14 . Pelo fato do Sr. Phillips estar recebendo uma dose ininterrupta de beta-bloqueadores, a fisioterapeuta optou por calcular a freqüência cardíaca máxima utilizando a fórmula: 164-0,7x(idade).
Em sua primeira caminhada supervisionada, o Sr. Phillips queixou-se de dor nas panturrilhas (esquerda mais intensa do que a direita) e parou de andar depois de 15 metros. Ele também se queixou de dor na região poplítea direita, mas este não era um fator limitante para a caminhada. O objetivo com o Sr. Phillips era andar 152 metros sem ter que parar. As respostas hemodinâmicas, incluindo freqüência cardíaca (FC), pressão arterial (PA), e TEP, foram monitoradas durante a atividade.
Como a fisioterapeuta aplica os resultados da revisão Cochrane ao Sr. Phillips?
A fisioterapeuta que atende o Sr. Phillips está ciente que um programa de caminhadas é benéfico para pacientes com DAC. Entretanto, sua dúvida é se o Sr. Phillips seria um bom candidato para um programa de exercícios supervisionados. Desta forma, usando o formato PICO (Paciente, Intervenção, Controle e Desfecho – para maiores informações sobre o PICO, clique AQUI), ela fez a seguinte pergunta clínica: Em um homem de 61 anos de idade, com trombectomia e endarterectomia de membros inferiores, um programa de exercícios supervisionados seria capaz de aumentar a distância caminhada ?
Ela realizou uma busca na literatura e determinou que a Revisão Sistemática de Bendermacher et al. forneceu informações relevantes para responder a sua pergunta. Apesar de 5 dos 8 estudos incluídos na Revisão Sistemática investigarem pacientes com CI estável sem cirurgia recente, a fisioterapeuta concluiu que isso não impediria a aplicação dos resultados ao caso do Sr. Phillips.
A cirurgia recente do Sr. Phillips não impediu ou limitou o exercício. Os estudos incluídos na revisão examinaram os efeitos de um programa de caminhada supervisionada, muitos deles de caminhada em esteira, em comparação com um programa de caminhada não supervisionada. O desfecho primário dos estudos era a distância máxima de caminhada, o qual também era o objetivo de Phillips. Com base na Revisão Sistemática, a fisioterapeuta recomendou um programa de caminhada supervisionada para o Sr. Phillips. No segundo dia pós-operatório, Phillips foi instruído quanto ao uso da Escala de Avaliação de Claudicação de Dor e foi capaz de andar 24 m em velocidade escolhida por ele mesmo em 68 segundos antes de sentir dor grau I, e mais 6 m em 12 segundos antes de sentir dor moderada. As resposta hemodinâmicas foram monitoradas, e os valores de interrupção não foram ultrapassados.
Importante notar que a resposta hemodinâmica não foi o fator limitante para o exercício e portanto a intensidade, tempo e tipo de prescrição de exercícios foram baseados na literatura que dá suporte ao uso de exercícios na CI (do contrário deveriam considerar a disfunção hemodinâmica). Nas sessões seguintes, a fisioterapeuta solicitou ao Sr. Phillips que diminuísse o ritmo de caminhada na tentativa de manter a caminhada por 3 a 5 minutos antes do início da dor moderada. Ciclos de exercício e descanso foram repetidos conforme tolerância, com uma meta de longo prazo de 30 minutos de caminhada. De acordo com os 2 guidelines para CI, a frequência de sessões deveria ser de 3 vezes por semana (TASC II) e de 2 a 5 vezes por semana (AHA / ACC). Com base na literatura para pacientes com CI e para pacientes com história de DAC, a fisioterapeuta recomendou que o Sr. Phillips caminhasse 5 vezes por semana.
Os resultados do atendimento do Sr. Phillips foram semelhantes aos descritos na Revisão Sistemática?
Nove dias após a cirurgia, o Sr. Phillips era capaz de deambular 41 m antes de iniciar a dor moderada. Ele foi capaz de alcançar esta distância com ciclos de exercício e descanso com duração de cerca de 4 minutos. No momento da alta hospitalar, o Sr. Phillips estava motivado para seguir seu programa de exercício supervisionado em acompanhamento ambulatorial. Ao final de 3 meses, o Sr. Phillips havia alcançado seu objetivo de andar 152 m (500 pés) sem parar. Ele continua a progredir o seu programa de caminhada com o objetivo de caminhar de forma intermitente por 45 minutos na maioria dos dias da semana.
O que pode ser aconselhado com base nos resultados dessas revisões sistemáticas?
As conclusões da revisão Cochrane por Bendermacher e cols. indicam que pacientes com CI se benefciam de um programa de exercícios supervisionados em termos de distância percorrida. Embora os pacientes com CI tenham muitas vezes co-morbidades que limitam a tolerância ao exercício, estas co-morbidades, muitas vezes não impedem a participação em um programa de exercício seguro e eficaz.
Fisioterapeutas devem prescrever um programa de exercícios individualizados considerando os objetivos do paciente, comorbidades e resposta ao exercício. Após a conclusão de um programa de caminhada supervisionada as estratégias para aumentar a longo prazo a participação num programa domiciliar de caminhada devem ser incorporados.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Acabou a moleza

É . . . acabou.
Hoje é meu último de dia de folga . . .
Amanhã começa pra valer. Acabou aquele negócio de acordar tarde, e dormir cedo. A partir de amanhã não terei mais noite de sono bem dormida, nem almoço sem correria; isto é, se houver o que almocar.
A patir de amanhã não tenho mais vida própria, pois a partir de amanhã minha vida pertence a mais popular de todas as festas.

Amanhã, eu simplesmente serei do carnaval.
 . .. prometo que volto vivo . . .

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Miótomos, memorize dançando o novo Hit do carnaval: A Dança dos Miótomos

Saudações Fisionautas,

Há pouco mais de um ano atrás eu escrevi uma postagem sobre os dermátomos do corpo humano. Na época, a minha intenção era escrever logo em seguida uma postagem sobre os miótomos. Mas fui deixando pra depois e acabei nunca escrevendo (#^_^#).
Pois é galera, nunca é tarde demais para se arrepender e cá estou eu apresentando a continuação da postagem e com uma novidade: memorize os miótomos em ritmo de carnaval ! Isso mesmo! Vai ser o novo Hit do verão!
A dança dos miótomos!
Mas antes que tal relembrar um pouco de Neuroanatomia:
Aprendemos que os nervos espinhais são formados a partir das raízes nervosas posteriores (sensitivas) e anteriores (motoras). Um Bizu para nunca esquecer qual é qual, é lembrar que o motor do carro fica localizado na parte anterior; então a raiz anterior é a raiz motora ! ! ! !
Pois bem, um miótomo é justamente o conjunto de músculos que recebe inervação de um mesmo par de raízes motoras.
Cada raiz motora tem seu músculo indicador próprio, de modo que a lesão da raiz pode ser diagnosticada pela redução da força muscular, diminuição dos reflexos tendíneos (quando for possível avaliar) ou pelo exame de eletroneuromiografia.
A avaliação dos miótomos é feita por meio do exame de força muscular, o chato é que você precisa saber qual músculo corresponde a qual raiz. Para isso ajuda memorizar as tabelas abaixo.

Miótomos do Membro Superior

Miótomos do Membro Inferior


ou...
Aprender a dança dos Miótomos!!!!!!

Enquanto eu estava pesquisando para escrever esta postagem me deparei com uma série de vídeos no youtube com coreografias que servem pra memorizar os miótomos. Achei a idéia muito legal, o único problema é que as coreografias são meio chatas... sabe como é né, assistir gringo dançando é uma coisa meio vergonha alheia ( exceto a Beyoncé, é claro)  !!! (#*.*#) !!! .
Assim, aproveitando o carnaval, resolvi além de divulgar os videos com a dança dos miótomos, também lançar o primeiro concurso cultural do Guia do Fisioterapeuta! Faça você mesma sua dança dos miótomos!







AGORA VOCÊS VÃO VER QUE NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR...

... E PIORAR E PIORAR!!!! ESSAS AQUI PELO MENOS TIVERAM O BOM SENSO DE ESCONDER O ROSTO HAHAHAHAHAHA!!!!!

É isso mesmo galera, tenho certeza que o gingado brasileiro vai deixar esta dança dos miótomos legal. Escolham bem a trilha sonora, criem sua coreografia, postem no youtube e deixem o link nos comentários desta postagem para eu poder compartilhar com os outros leitores.  Vocês estarão ajudando um monte de estudantes a memorizar os miótomos de um jeito divertido
Hasta la vista

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ausculta Pulmonar. Você está ouvindo bem ?

Olá Fisionautas,
Um amigo me enviou o link para a página do “Programa Educacional em Ausculta Torácica” da UNIFESP (clique AQUI para acessar). Um site muito legal e que vale ser compartilhado. Nesta página é possível ouvir os sons cardíacos e pulmonares normais e anormais, além de uma breve descrição do significado de cada ruído.
Como de costume, decidi fazer uma pesquisa sobre sons pulmonares para enriquecer um pouco mais a postagem. Mas eis que logo de cara me deparo com um fato surreal: Existem vários trabalhos nacionais e estrangeiros chamando a atenção para a falta de padronização da terminologia dos sons pulmonares ! ! !  
Confesso que esta notícia me deixou ao mesmo tempo perplexo e contente, pois eu achava que tinha algum problema auditivo ou que fosse meio retardado pois nunca consegui perceber a diferença que existe entre estertores crepitantes, subcrepitantes e estertores finos. ( ^_^ )
Na imagem acima, um grupo de eminentes especialistas em reunião para decidir se o ruído adventício do paciente é um estertor crepitante, bolhosos ou subcrepitante

Pois é galera, existe uma verdadeira Torre de Babel quando o assunto é sons pulmonares. A preocupação com a falta de padronização é antiga. Encontrei um artigo de 1998 com o curioso título. “ A confusa nomenclatura da ausculta pulmonar brasileira.” (J Pneumol 24(3) – mai-jun de 1998 -  clique AQUI para download) que já abordava este problema.

A título de curiosidade:
Neste trabalho foram listados 10 tipos diferentes de estertores: (estertores simples, crepitantes, subcrepitantes,finos, grossos, bolhosos, inspiratórios, de médias bolhas, de finas bolhas, e grossos inspiratórios), todos citados em publicações nacionais entre 1985 e 1997. A amostra é meio antiga, porém um trabalho mais recente chamado “Terminologia da ausculta pulmonar utilizada em publicações médicas brasileiras, no período de janeiro de 1980 a dezembro de 2003” (clique AQUI para download) revela que a confusão provavelmente se estende até hoje.

Essa variedade de descrições, sem critérios claros de definição e sem referência bibliográfica não só torna a descrição da ausculta pulmonar subjetiva, como também dificulta o ensino acadêmico. O que nos leva a perguntar em alto e bom som:
E AÍ,  TEM JEITO ? ! !  

Talvez. . .
Em 1985 foi realizado em Tóquio o International Symposium on Lung Sounds. Neste simósio, foi proposta a divisão dos sons adventícios em apenas dois grupos: ruídos contínuos (sibilos e roncos) e ruídos descontínuos (estertores finos e grossos) Mikami R, Murao M, Cugell DW, Chretien J, Cole P, Meier-Sydow J, et al. International symposium on lung sounds. Synopsis of proceedings. Chest. 1987;92(2):342-5. (clique AQUI para download)
Agora facilitou, né? Apenas 4 ruídos adventícios e para o meu alívio, com apenas dois tipos de estertores! \o/ \o/ \o/ \o/. Apesar de já se terem passado mais de vinte anos, a padronização mundial ainda não colou. Mas essas coisas levam tepo mesmo...
Na minha opinião, o mais importante desta postagem é saber que a identificação dos sons pulmonares é importantíssima mas existe um carnaval de descrições sendo utilizadas sem nenhuma padronização, e que se você não consegue identificar todos os subtipos de sons pulmonares você é uma pessoa normal.

Valeu galera, imagino que esse tema possa gerar alguma polêmica. Aguardo comentários (educados, por favor)

Se você quiser ter acesso a mais sites com sons pulmonares, acesse:
http://www.concursoefisioterapia.com/2011/11/sons-pulmonares-ausculta-pulmonar.html

http://www.blackbookdopina.net/2009/02/sons-cardiacos-pulmonares-mp3.html

Tem também dois mini-cursos online em inglês bem legais.
http://www.easyauscultation.com/course-contents.aspx?CourseID=201
e
http://www.easyauscultation.com/cases.aspx?CourseCaseOrder=1&CourseID=202
Não falar inglês não é desculpa. As instruções estão por escrito - google translator nelas. 

é isso aí galera
Hasta La Vista

domingo, 22 de janeiro de 2012

Avaliação Motora Segundo a escala ASIA - Parte II : Membros Inferiores

Olá pessoas,
Como prometido, posto hoje a segunda parte do exme motor segundo a escala da ASIA.

                    Segmento L2                
Flexores de Quadril (músculo iliopsoas)
Grau 3
Posição do paciente: Quadril em rotação neutra e com 15 graus de flexão de quadril e joelho.
Posição do examinador: Apoiar as regiões distais da coxa e da perna. IMPORTANTE: Ao examinar pacientes com lesões agudas envolvendo a região tóraco-lombar não deixe acontecer flexão além de 90°devido ao estresse cifótico que ocorre sobre a coluna lombar.
Instruções para Paciente:"Levante o joelho em direção ao seu peito, tanto quanto possível, tentando não arrastar o pé na mesa.
Ação: O paciente tenta flexionar o quadril até 90 ° de flexão.
Graus 4 e 5
Posição do paciente: Quadril em 90 ° de flexão, com o joelho relaxado.
Posição examinador: Apóie uma mão sobre a espinha ilíaca ântero-superior do lado oposto e coloque a outra mão logo acima do joelho. Aplique pressão em direção a extensão do quadril.
Instruções para o paciente: "Segure o joelho nessa posição. Não me deixe empurrá-lo para baixo.
Ação: O paciente tenta resistir à pressão do examinador e manter o quadril flexionado a 90 °.

Grau 2
Posição do paciente: Paciente com o quadril em rotação externa e 45 °de flexão. O joelho é flexionado a 90°. (posição de gravidade eliminada)
Posição examinador: Apenas apoiando a perna.
Instruções para Paciente: "Tente trazer seu joelho para o lado", ou "Tente flexionar a coxa em direção ao lado do corpo.
Ação: Paciente tenta mover a perna ao longo da ADM completa de flexão de quadril.

Graus 0 e 1
Posição do paciente: Mesma utilizada no grau 3.
Posição examinador: Apoando a coxa para eliminar o atrito enquanto palpa os flexores do quadril distalmente à espinha ilíaca ântero-superior.
Instruções para Paciente: “Levante o seu joelho em direção ao seu peito, tanto quanto você puder.
Ação: O paciente tenta flexionar o quadril.


OBSERVAÇÃO:
Para Grau 1, o examinador palpa os flexores do quadril mais superficiais, ou seja: sartório e reto femoral em vez do iliopsoas. A inserção do iliopsoas é muito profunda para ser vista ou palpada.
Ao examinar um paciente com lesão traumática aguda abaixo de T8, deve-se evitar que o quadril seja fletido passiva ou ativamente além de 90 °. A Flexão além de 90 ° pode colocar estresse sobre a coluna lombar.

Substituição Muscular Mais Comum de L2

Qualquer músculo do tronco que pode elevar ou rodar a pelve levando o examinador a pensar que os músculos flexores do quadril estão ativos. Isto pode incluir o reto abdominal, os músculos adutores, oblíquos, ou o quadrado lombar. Com a palpação exata, instruções corretas ao paciente, e observação de qualquer movimento do tronco, esta substituição pode ser evitada.

                     Segmento L3                
Extensores do joelho / Quadríceps
Grau 3
Posição do paciente: Quadril em rotação neutra, com 15 ° de flexão de quadril e 30 °de flexão de joelho.

Posição do Examinador: Passe o braço sob o joelho a ser testado e apóie a mão sobre a coxa distal do paciente (como na figura). Isso faz com que o joelho a ser testado tenha uma flexão de aproximadamente 30 °.
Instruções para Paciente: "Estique seu joelho.
Ação: O paciente tenta movimentar o joelho ao longo de toda a ADM.


Graus 4 e 5
Posição do paciente: A mesma utilizada no grau 3, exceto que agora o joelho estará em 15 ° de flexão.
Posição do Examinador: A mesma utilizada no teste grau 3. Segure a perna a ser testada próximo ao tornozelo.
Instruções para Paciente: "Mantenha esta posição. Não me deixe dobrar o joelho.
Ação:O examinador exerce força para baixo em direção a flexão do joelho, enquanto o paciente tenta manter o joelho em 15 graus de flexão.

Grau 2
Posição do paciente: Quadril em rotação externa e 45 ° de flexão, e o joelho flexionado a 90 °.
Posição do examinador: Apoiando a coxa e a perna distal
Instruções para o Paciente: "Estique seu joelho.
Ação: Paciente completa a ADM.


Graus 0 e 1
Posição do paciente: Colocar o paciente com o quadril em rotação neutra, com o quadril e joelho em 15 ° de flexão.
Posição do examinador: Palpar o tendão patelar ou o ventre do músculo quadríceps
Instruções para o Paciente:"Estique seu joelho."
Nota:
Uma forma alternativa de instrução ao paciente é pedir que empurre a parte de trás do joelho para baixo em direção à maca.
Ação:O paciente tenta estender o joelho.


                 Segmento L4                      
Dorsiflexores de tornozelo / Tibial Anterior.
Grau 3
Posição do paciente: Quadril e joelho levemente flexionados. A mão pode ser colocada sob o joelho da perna testada para adicionar uma ligeira flexão. O tornozelo deve estar em flexão plantar.
Posição do examinador: Ao lado do paciente apoiando a perna.
Instruções para o Paciente:"Puxe os dedos dos pés para cima em direção a sua cabeça, dobrando o tornozelo.
Ação:O paciente tenta realizar a dorsiflexão do tornozelo através da ADM.

Graus 4 e 5
Posição do paciente: A mesma que o grau 3, exceto que o tornozelo inicia o teste em dorsiflexão completa.
Posição do examinador: Na posição do teste grau 3, coloque a mão no dorso do pé e aplique pressão para baixo no sentido de forçar a plantiflexão.
Instruções para o Paciente: "Segure o tornozelo nesta posição. Não deixe que eu empurre para baixo.
Ação: O paciente tenta resistir e manter o tornozelo em dorsiflexão.

Grau 2
Posição do paciente: Quadril em rotação externa e 45 ° de abdução. Joelho flexionado, e o tornozelo em flexão plantar.
Posição do examinador: Apoiando a perna.
Instrução para o Paciente:"Levante os dedos para cima em direção à cabeça, puxando também o tornozelo.
Ação: O paciente completa a ADM de dorsiflexão do tornozelo.

Graus 0 e 1
Posição do paciente: Quadril em rotação neutra, com extensão de joelho e tornozelo em ligeira plantiflexão.
Posição examinador: Palpar o ventre ou tendão do músculo tibial anterior.
Instruções para Paciente:"Traga seus dedos do pé para cima em direção a sua cabeça, deixando dobrar o tornozelo.
Ação: O paciente tenta dorsifletir o tornozelo.

Substituição Muscular mais Comum de L4A dorsiflexão do tornozelo pode ser simulada pelos extensores dos pés, o extensor longo do hálux particularmente. A estabilização correta e a observação junto com a instrução apropriada e palpação podem evitar essa substituição.




          Segmento L5                         
Extensores do Hálux / Extensor longo do Hálux

Grau 3
Posição do paciente: Quadril em rotação neutra, com o joelho totalmente estendido.
Posição do examinador: Ao lado do paciente. Apoiando o pé.
Instruções para o Paciente: "Levante o seu dedão para cima em direção ao seu joelho.   
Ação: O paciente tenta mover o dedão do pé ao longo da ADM.


Graus 4 e 5
Posição do paciente: O mesmo que o grau 3, exceto que o hálux está totalmente estendido.
Posição do examinador: Ao lado do paciente. Coloque o polegar sobre a falange distal do Hálux e aplique pressão para baixo.Instruções para o Paciente:"Mantenha o seu dedo para cima. Não me deixe empurrá-lo para baixo. Ação: O paciente tenta resistir ao examinador e manter o Hálux em extensão completa.


Grau 2
Posição do paciente: Quadril em rotação externa, com 45 ° de abdução, e joelho flexionado. O dedo do pé e o tornozelo estão em posição neutra.Posição examinador: Apoiando a perna.
Instruções para o Paciente: "Levante o dedão para cima em direção ao joelho.
Ação: O paciente tenta estender o Hálux em toda a ADM.

Graus 0 e 1
Posição do paciente: A mesma utilizada no teste para o grau 3.
Posição do examinador: Palpando o tendão do extensor longo do Hálux.
Instruções para o Paciente: "Levante o dedão do pé em direção ao seu joelho.
Ação: O paciente tenta estender o hálux.


Substituição Muscular Mais Comum de L5
Extensão do hálux pode ser facilitada pela flexão plantar. Este é um tipo de tenodese e pode ser evitada pela estabilização adequada para eliminar o movimento do tornozelo. Outra possível substituição para o L5 pode acontecer se o paciente flexionar ativamente o hálux e depois relaxar. O relaxamento passivo em uma posição neutra pode ser confundido com a extensão ativa.


                   Segmento S1                plantiflexores do tornozelo | gastrocnêmio, sóleo
Grau 3
Nota:A testagem para os graus 3-5 dos músculos inervados por S1 é diferente do que está padronizado. Esta adaptação é necessária para se examinar o paciente em supino.

Posição do paciente: Quadril em rotação neutra e 45 ° de flexão, com o joelho totalmente flexionado e o tornozelo em dorsiflexão completa.
Posição do Examinador: Coloque uma mão atrás do joelho para ajudar na estabilização da perna. A outra mão é posicionada sob a planta do pé, empurrando o pé em dorsiflexão. O calcanhar permanece em repouso sobre a maca.
Instruções ao Paciente: "Empurre seu pé para baixo, apertando a minha mão e levante o seu calcanhar da maca.
Ação:O paciente empurra para baixo a parte dianteira do pé contra a mão do examinador e levanta o calcanhar da maca, através da ADM de flexão plantar.

Graus 4 e 5
Posição do paciente: Quadril em rotação neutra, joelho em extensão completa e tornozelo em flexão plantar completa.
Posição do Examinador: Segure a perna com uma mão e com a outra aplique força na direção da dorsiflexão.
Instruções para o paciente: "Segure seu pé apontado para baixo. Não me deixe empurrá-lo para cima.
Ação:O paciente tenta resistir ao examinador, mantendo o tornozelo em flexão plantar completa.


Graus 0, 1, e 2
Posição do Paciente Manter o quadril em rotação externa e em 45 ° de flexão. O joelho também deve estar fletido.
Posição do Examinador: Palpar o ventre muscular do gastrocnêmio ou o tendão de Aquiles, ou observar o ventre muscular em busca de sinais de movimento.
Instruções para Paciente: "Aponte os dedos do pé para baixo como uma bailarina.
Ação: O paciente tenta mover o pé em toda a ADM de flexão plantar.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Avaliação Motora Segundo a escala ASIA - Parte I : Membros Superiores

Feliz Ano Novo!!!!!!

Na postagem anterior falei sobre a escala ASIA utilizada em pacientes com Lesão Medular. Hoje, irei abordar a avaliação do componente motor desta escala, descrevendo a testagem de força muscular do membro superior da maneira como é padronizada pela ASIA.
Ah! Antes que eu me esqueça: A avaliação dos músculos do membro inferior será o tema da próxima postagem.

Avaliação Motora da ASIA
A avaliação motora da ASIA é padronizada e baseada na testagem de 10 pares de músculos, denominados músculos-chave (5 no membro superior e 5 no membro inferior, lembrando que devem ser testados bilateralmente).
Além dos 10 pares de músculos, também faz parte da avaliação motora a testagem do esfíncter anal externo. Esta informação é importantíssima pois ajuda a caracterizar a lesão em completa ou incompleta.

Só lembrando:
A escala utilizada para graduar a força muscular é aquela que vai de 0 a 5; e que todo mundo aprende na faculdade:
Grau 0 = Ausência de contração muscular (visual ou à palpação);
Grau 1 = Contração visível ou palpável, porém incapaz de movimentar o segmento ao longo da Amplitude de Movimento (ADM);
Grau 2 = Força suficiente para movimentar o segmento ao longo de toda a ADM, em um arco sem efeito da gravidade;
Grau 3 = Completa a ADM contra a gravidade
Grau 4 = Completa a ADM contra resistência moderada
Grau 5 = Completa a ADM contra resistência intensa

IMPORTANTE :
Não se deve usar +/- (mais / menos) na graduação da força muscular, e se por algum motivo o músculo-chave não puder ser testado (Devido a dor, imoblização, ferimento extenso, etc...) deve-se registrar como Não Testado (NT).

Mas porque são testados apenas 10 músculos?
O componente de avaliação motora foi desenvolvido para garantir uma testagem simplificada, ágil e ao mesmo tempo capaz de oferecer um panorama do comprometimento motor após o TRM. Assim os tais 10 “músculos-chave” foram selecionados por serem inervados por 2 raízes nervosas. Como será comentado um pouco mais adiante, esta característica é importante para se definir o nível motor.
A ficha de avaliação motora da ASIA permite a geração de um escore. O somatório dos valores obtidos com a avaliação motora gera um escore de pontuação máxima igual a 100 (10 músculos do lado direito + 10 do lado esquerdo com pontuação máxima de 5 => 10 X 2 X 5 = 100pts). Este registro é importante pois permite avaliar o progresso do paciente ao longo do tempo e ajuda no planejamento da estratégia terapêutica.
O Nível Motor
O nível motor é definido como o segmento medular mais inferior que mantém força muscular igual a 3 ou superior, com todos os grupos musculares acima sendo grau 5. No caso de segmentos medulares em que a ASIA não possui músculos-alvo a serem testados, (ex: níveis C2-C4, T2-L1, ou S2-S4/5), convencionou-se assumir que o nível motor é o mesmo que o nível sensorial.
Importante notar que frequentemente o paciente apresenta assimetria no nível motor. Isto é: O paciente possui um nível motor no lado direito (ex: L-2) diferente do esquerdo (Ex: (L-4)
Testagem Motora
O texto a seguir é a tradução livre do roteiro de avaliação motora do membro superior conforme preconizado pela ASIA, e disponível no endereço “http://www.asia-spinalinjury.org/publications/Motor_Exam_Guide.pdf”. Note que a avaliação é realizada com o paciente em supino e inicia-se sempre pela testagem do Grau 3 de força muscular. Caso o paciente complete o teste, avalia-se os graus 4 e 5. Caso o paciente não tenha força grau 3, avalia-se os graus 2,1 e 0.
  Segmento C5 
Flexores de cotovelo (músculos bíceps braquial e braquial)     .

GRAU 3
Posição do paciente:
Braço repousando ao lado do corpo, cotovelo totalmente extendido com o antebraço em supinação completa.
Instruções ao paciente:
“Dobre seu cotovelo e tente levar a mão ao nariz”
Ação: O paciente consegue mover o antebraço por toda a ADM movimento de flexão do cotovelo

GRAUS 4 e 5
Posição do paciente:
A mesma acima, porém com o cotovelo fletido a 90 graus e antebraço supinado
Posição do examinador: Uma das mãos estabiliza o ombro, enquanto a outra aplica força em direção a extensão de cotovelo.
Instruções ao paciente:
Mantenha seu braço nesta posição, não me deixe movê-lo.”
Ação:
O paciente resiste ao examinador e mantém o cotovelo fletido a 90°.

GRAU 2
Posição do paciente:Antebraço posicionado acima do abdomen logo abaixo do umbigo, de modo a permitir que o antebraço se mova confortavelmente sobre o abdomen. Cotovelo em 30° de flexão.
Posição do examinador:
Apenas apoiando o braço do paciente
Instruções ao paciente: “Dobre seu cotovelo e tente levar sua mão ao nariz.”
Ação: O paciente consegue mover o cotovelo ao longo de toda a ADM de flexão de cotovelo.
GRAUS 0 e 1
Posição do paciente: A mesma do teste para o Grau 2.
Posição do examinador: Com uma mão suporta o antebraço, e com a outra palpa o tendão do bíceps braquial sobre a fossa cubital. O ventre do bíceps também pode ser palpado em busca de contração.
Instruções ao paciente: “Dobre seu cotovelo e tente levar sua mão ao nariz.”
Ação:
Grau 1- O terapeuta percebe esboço de contração muscular, visivelmente ou por meio de palpação
Grau 0- Não há vestígio de contração muscular

C6- Extensores de punho
Extensor Radial Longo do Carpo, Extensor Radial Curto do Carpo
GRAU 3
Posição do paciente:Cotovelo extendido, o antebraço pronado e o punho fletido.
Posição do examinador:
Uma mão apoia o antebraço de modo a permitir que o punho esteja em flexão suficiente para o teste.
Instruções ao Paciente:"Dobre o seu punho pra cima, levantando os dedos em direção ao teto."Ação:O paciente estende o punho através da ADM completa de movimento.




GRAUS 4 e 5

Posição do paciente:
O mesmo que o grau 3, exceto que os testes começam com o punho em extensão completa.
Posição do Examinador:Segurando o antebraço distal para estabilizar o pulso. Aplicar pressão para baixo em todos os metacarpos em direção ao desvio ulnar. A força aplicada deve ser inclinada em direção ao lado ulnar ao invés de diretamente para baixo, uma vez que o extensor radial do carpo é quem está sendo testado .
Instruções ao Paciente: "Mantenha o punho nesta posição. Não me deixe empurrá-lo para baixo.
"Ação: O paciente resiste à pressão do examinador e tenta manter o punho na posição totalmente estendida.

GRAUS 0, 1 e 2
Posição do paciente:
A mesma do grau 3. O paciente também pode ser posicionado com o ombro em ligeira flexão, rotação interna e adução. Cotovelo flexionado a 90 ° e o antebraço em supinação completa com o punho em flexão.

Posição examinador:
Apoiar o antebraço e pedir ao paciente que estenda o punho. A palpação pode ser realizada sobre os tendões proximais ao punho. Observar o ventre muscular para o movimento.

Instruções para Paciente:
"Dobre o punho para trás.

"Ação: Grau 2: O paciente consegue a extenção do punho através de toda a ADM
Grau 1: O terapeuta consegue palpar ou visualizar contração muscular


Grau 0: Não é evidenciada contração muscular

Substituição Muscular mais comum de C-6Alguns pacientes podem tentar "roubar" no teste. Neste caso, a extensão do punho pode ser imitada pela supinação do antebraço e uso da gravidade. O examinador precisa certificar-se que o antebraço esteja estabilizado e na posição adequada

Extensores de cotovelo C7 Triceps Braquial
GRAU 3
Posição do paciente:
Ombro em 90 ° de flexão. O cotovelo é totalmente flexionado com a palma da mão próxima a orelha.Posição do Examinador:
Apenas apoiando o braço.
Instruções para Paciente:
"Estique seu braço."Ação:
O paciente consegue realizar a extensão completa do cotovelo.





GRAUS 4 e 5
Posição do paciente:
A mesma que o grau 3, exceto que o cotovelo está em 45 ° de flexão.
Posição do Examinador: Apoiando o braço e aplicando resistência sobre o punho na direção de flexão do cotovelo.Instruções para Paciente:"Mantenha esta posição. Não me deixe dobrar seu cotovelo. "Ação:O paciente resiste à pressão do examinador e tenta para manter a posição do cotovelo em 45 ° de flexão.

GRAU 2
Posição do paciente:
O ombro está em rotação interna e aduzido, com o cotovelo fletido acima do abdômen. Posição examinador:
Apenas apoiando o braço do paciente.Instruções ao Paciente:
"Estique seu braço."
Ação:
O paciente consegue mover o antebraço através da ADM completa de extensão do cotovelo.
GRAUS 0 e 1

Posição do paciente: A mesma do teste Grau 2, com o cotovelo em 30 ° de flexão.Posição examinador: Apoiando o braço do paciente. A palpação deve ser feita na no ventre muscular e na inserção do tríceps no olécrano.Instruções para Paciente: "Estique seu braço."Ação: O paciente tenta estender completamente o cotovelo.
Substituição Muscular mais Comum de C7
O paciente pode mimetizar a extensão de cotovelo utilizando 3 artifícios: [1] Por meio de rotação externa do ombro; [2] Por meio de uma rápida flexão do cotovelo seguida de relaxamento muscular; e [3] por meio da espasticidade do tríceps. Estas substituições podem ser minimizadas ao manter a posição correta para os testes, oferecer instruções corretas para o paciente e evitando a flexão do cotovelo. A palpação do tríceps deve ser feita para confirmar se o paciente está usando o músculo correto para o teste.

C8 - Flexores dos dedosFlexor Longo e Flexor Profundo dos Dedos

GRAU 3
Posição do paciente: Cotovelo totalmente estendido e com o antebraço totalmente supinado.As articulações metacarpofalangeana proximal (MCFP) e interfalangeana proximal (IP) são estabilizadas em extensão.Posição do Examinador: Segure a mão do paciente e estabilize o punho em posição neutra. Garantir que as articulações IF e MCFP estejam em extensão ao mesmo tempo que se isola o dedo médio para o teste.Instruções para Paciente: "Dobre a ponta do seu dedo médio."Ação: O paciente flexiona a articulação interfalangeana distal ao longo da ADM completa de movimento em flexão.



GRAUS 4 e 5
Posição do paciente: O mesmo que o grau 3, com exceção da articulação interfalangeana distal, a qual deve estar completamente flexionada.Posição do Examinador: Estabilizando o punho, e as articulações MCFP e IF proximal como no grau 3. Aplique pressão com a ponta do dedo ou do polegar contra a falange distal do dedo médio do paciente.Instruções para Paciente: "Segure a ponta do dedo dobrado nesta posição. Não deixe que se mova. "Ação: O paciente tenta manter a posição totalmente flexionada da articulação IF distal, e resiste à pressão aplicada pelo examinador no sentido da extensão do dedo.

GRAUS 0, 1 e 2

Posição do paciente:Articulações MCFP e IF proximal estabilizadas em extensão.Posição do Examinador: Estabilizar o punho em posição neutra e articulações MCFP e IF proximal em extensão, e palpar os tendões dos flexores dos dedos longos ou observar o ventre muscular para movimento.Instruções para Paciente: "Dobre a ponta do seu dedo médio."Ação: Paciente tenta flexionar a articulação interfalangeana distal através da ADM de movimento.



Substituição Muscular Comum de C8Ao testar graus 1 a 3, o punho deve ser cuidadosamente estabilizado. Movimentos involuntários da falange distal podem ocorrer na presença de extensão do punho ativa. Este movimento de tenodese poderia ser interpretado como contração voluntária dos flexores dos dedos longos.
Embora o teste de graus 4 e 5, as falanges proximais devem ser bem estabilizadas. Isso irá evitar que a contração dos músculos intrinsecos mão ou do flexor superficial dos dedos seja interpretado como movimento de falange distal.

T1 abdutor do dedo mínimoabdutor do dedo mínimo
GRAU 3
Posição do paciente:
Cotovelo a 90 ° de flexão, antebraço pronado.Posição do Examinador:
Apoiando a mão do paciente, tendo o cuidado de assegurar que as articulações MCF estão estabilizadas para evitar a hiperextensão.Instruções para Paciente:
"Mova o seu dedo mínimo para longe do seu dedo anelar ".Ação:
O paciente tenta mover o dedo mínimo através da ADM completa de movimento em abdução.



GRAUS 4 e 5
Posição do paciente:
A mesma do teste para Grau 3, com exceção que o teste já começa com o dedo mínimo em abdução.
Posição do Examinador:Apoiando a mão do paciente, tendo o cuidado de assegurar que as articulações MCF estejam estabilizadas para evitar hiperextensão.
Instruções para Paciente:
"Mantenha o dedo mínimo afastado do anelar. Não me deixe empurrá-lo"
Ação:
O examinador empurra a falange distal, e o paciente tenta resistir à força do examinador mantendo o dedo minimo em abdução.
GRAUS 0, 1 e 2

Posição do paciente:

Cotovelo em extensão, antebraço pronado e articulação MCF estabilizada.Posição do Examinador:
Estabilizar o pulso e mão, pressionando levemente para baixo a parte dorsal da mão. Certifique-se que as articulações MCF estão estabilizadas para evitar hiperextensão. Palpar o músculo abdutor do dedo minimo e observar o ventre muscular.
Instruções para Paciente:
"Mova o seu dedo pra longe do seu dedo anelar ".
Ação:
O paciente tenta abduzir o dedo mínimo através da ADM completa de movimento.


Substituição Muscular Comum de T1A extensão do dedo pode imitar o movimento abdução do quinto dedo. A estabilização adequada irá minimizar esse erro.

...
UFA!
acabou!
até a próxima
Hasta La Vista