quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Modalidades de Alongamento Muscular

Olá Fisionautas! 
Como prometido, estou me esforçando para manter uma regularidade nas minhas postagens.
Espero que esta seja útil.

O ALONGAMENTO MUSCULAR
O alongamento muscular é uma conduta rotineira nos consultórios de fisioterapia no Brasil e no mundo. Geralmente utilizamos os alongamentos musculares com o objetivo de tratamento de dores e espasmos musculares, para corrigir (ou ao menos minimizar) alterações posturais, também para prevenir deformidades em pacientes neurológicos e, obviamente, tratar encurtamentos musculares. Porém, apesar de ser uma técnica amplamente usada, será que podemos dizer que realmente conhecemos a bagagem teórica envolvida nessa conduta?
“O alongamento muscular pode ser definido como uma manobra terapêutica utilizada para aumentar o comprimento de estruturas de tecidos moles encurtados e assim aumentar a amplitude de movimento.”
(Kisner, Colby,1998)
A postagem de hoje é bem didática e tem o objetivo apenas de descrever as modalidades de alongamento. A relação de artigos e livros pesquisados encontra-se no final do texto. No entanto, a minha referência principal é o artigo CURRENT CONCEPTS IN MUSCLE STRETCHING FOR EXERCISE AND REHABILITATION, de Phil Page, publicado em 2012 no periódico The International Journal of Sports Physical Therapy.
Você sabia que a literatura científica descreve 3 modalidades principais de alongamento muscular? 

São eles os alongamentos estático, dinâmico e alongamento de pré-contração, os quais ainda são subdivididos de acordo com a técnica utilizada. (Figura abaixo).


 ALONGAMENTO ESTÁTICO

O alongamento estático é a modalidade de alongamento mais comum, sendo subdividido em 2 técnicas diferentes: O alongamento estático ativo e o alongamento estático passivo.


Alongamento estático passivo

O alongamento estático passivo é, na minha opinião, o método de alongamento mais utilizado nos consultórios de fisioterapia. Esse método consiste na movimentação lenta do segmento alongado até o limite do arco de movimento, e sendo mantido por determinado tempo. Para manter o alongamento pode ser utilizado um equipamento, a assistência de outra pessoa ou mesmo uma outra parte do próprio corpo da pessoa que está realizando o alongamento.

Alguns autores consideram este tipo de alongamento um dos mais seguros. As vantagens desta técnica incluem: execução simples, pouco gasto de energia, possibilita tempo suficiente para reajustar a sensibilidade do reflexo do alongamento.


Alongamento estático ativo
A diferença do alongamento estático passivo para o alongamento ativo é que neste último, o músculo alvo é alongado até o limite do arco de movimento apenas com a força dos músculos agonistas do movimento.
Por exemplo: Já viu aqueles caras de filmes fuleiros de Kung-Fu (a título de curiosidade: quanto mais fuleiro, melhor o filme de kung-Fu), que depois de dar um chute no bandido, ficam com a perna esticada no ar? Pois é, esses caras tem um domínio tão grande do corpo que conseguem manter essa posição apenas com a força dos músculos agonistas. A contração dos músculos agonistas promove um relaxamento reflexo dos antagonistas por meio da inibição recíproca. 
Outra curiosidade: Muitos dos movimentos ou posturas de Yoga são alongamentos estáticos ativos. 

Olha o Po fazendo um alongamento estático ativo de isquiotibiais

ALONGAMENTO DINÂMICO

O alongamento dinâmico também pode ser subdividido em 2 técnicas: O alongamento ativo e o alongamento balístico.

Alongamento ativo
O alongamento ativo envolve mover partes do seu corpo ao longo do arco de movimento e gradualmente aumentar o alcance, a velocidade do movimento ou ambos. Embora possam parecer idênticos, o alongamento ativo não é a mesma coisa de alongamento balístico !
O alongamento ativo consiste em movimentos controlados de braços e pernas que alcançam o limite do arco de movimento. Ao contrário do alongamento balístico, não são realizados movimentos abruptos. Um exemplo de alongamento ativo seria um balanceio controlado das pernas, braços ou rotações do tronco alcançando o limite do seu arco de movimento. 
Os alongamentos dinâmicos melhoram a flexibilidade dinâmica e são bastante utilizados como parte do aquecimento ou da rotina de treino aeróbico (como nas aulas de dança ou artes marciais)

Alongamento Balístico
O alongamento Balístico é aquele que utiliza o momento do balanço de um segmento do corpo como forma de forçá-lo além de sua amplitude de movimento normal. Esse método é realizado com movimentos rápidos (“em trancos”) e tem uma similaridade com movimentos de chutar, balançar e demais movimentos rápidos e ritmicos, porém realizados no extremo final do arco de movimento.
Existem duas desvantagens principais na aplicação desse tipo de alongamento. A primeira é que pelo fato do alongamento balístico produzir uma tensão rápida e intensa num período curto de tempo, ele não permite ao músculo se ajustar e relaxar na posição alongada. A outra desvantagem é que esse método pode desencadear o reflexo miotático em resposta ao aumento repentino e inesperado do comprimento muscular. O reflexo miotático gera uma contração muscular reflexa, a qual pode causar um aumento de tensão forte suficiente para lesionar o músculo.

“O alongamento balístico envolve movimentos pendulares, saltos, movimentos insistidos e movimentos rítmicos. No alongamento balístico, o momento é a força propulsora que move o corpo ou um membro para o aumento enérgico da Amplitude de Movimento. Essa técnica é o método de alongamento mais controverso, porque pode causar irritabilidade e lesão.”
ALTER, Michael J. Alongamento para os esportes. 2. Ed. São Paulo: Editora Manole, 1999.


Comentários sobre o alongamento balístico
Apesar de muitas das fontes que consultei para escrever esta postagem considerarem este tipo de alongamento pouco útil e com alto risco de causar lesões musculares, é possível encontrar diversos trabalhos, alguns bem recentes, que estudam os efeitos do alongamento balístico. Sinal que em algumas situações ele pode ser uma alternativa interessante para o alongamento muscular.

ALONGAMENTO DE PRÉ-CONTRAÇÃO

O alongamento pré-contração (confesso a vocês que desconhecia completamente esta nomenclatura) envolve a contração do músculo que está sendo alongado ou de seu antagonista imediatamente antes do alongamento. A modalidade mais comum de alongamento de pré-contração é o alongamento de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP). Outras modalidades de alongamento pré-contração incluem o relaxamento pós-isométrico, e o alongamento pós-facilitação.

Alongamento de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF)
A técnica mais comum de alongamento de pré-contração é o alongamento de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF). Para ser bem cri-cri com as definições e conceitos, o alongamento PNF não pode ser considerada um alongamento propriamente dito, mais sim um conjunto de técnicas. Os alongamentos com PNF utilizam a inibição recíproca como forma de estimular o relaxamento muscular reflexo por meio da ativação do órgão tendinoso de Golgi.
A literatura que consultei descreve 3 tipos diferentes de alongamento PNF:

[1] “contrair-relaxar”, o qual utiliza isotônicas resistidas do músculo (ou do padrão de PNF) que se pretende alongar, seguido de relaxamento muscular e alongamento estático.
[2] “Manter-Relaxar”, utiliza contração isométrica do músculo (ou do padrão de PNF) que se pretende alongar, seguido de relaxamento muscular.
[3] “Contrair-relaxar contrair agonista” (CRCA), eu creio que esta técnica seja conhecida também como reversão dinâmica. A primeira parte do CRCA é igual a técnica contrair-relaxar, porém logo após o alongamento estático passivo, é solicitado ao paciente a contração isométrica dos músculos antagonistas

Comentários
Alguns estudos evidenciaram que por meio do alongamento PNF foi observado aumento da ADM de bailarinas. Esses resultados sugerem que mesmo para indivíduos com níveis de ADM excelentes, pode se conseguir aumento dessa amplitude através da PNF.

Relaxamento Pós Isométrico

Outra modalidade de alongamento de pré-contração inclui o chamado “Relaxamento Pós Isométrico”, também conhecida como técnica de energia muscular com relaxamento pós-isométrico (TEM/RPI). Trata-se de um método de terapia manual classificada entre as técnicas estruturais ativas, em que o indivíduo participa aplicando sua força muscular e dosificando a técnica. Esta técnica utiliza uma quantidade muito menor de contração muscular (cerca de 25%). O Relaxamento Pós Isométrico é uma técnica desenvolvida pelo Dr. Vladimir Janda e refere-se ao relaxamento muscular após a realização da contração isométrica do agonista. Assim como o alongamento por PNF, o relaxamento pós isométrico gera uma resposta neurológica que envolve os órgãos tendinosos de golgi, em que a contração isométrica excita o órgão tendinoso de golgi, através da fibra aferente Ib, estimulando o interneurônio, este por sua vez, libera o mediador inibitório, que, através do neurônio motor, cessa a descarga na placa motora, promovendo o relaxamento muscular.


REFERÊNCIAS:
ASPECTOS CLÍNICOS DO ALONGAMENTO: UMA REVISÃODE LITERATURA (Rev. bras. fisioter. VoI. 8, No1 (2004), 1·6

domingo, 4 de outubro de 2015

Respeito é bom e mantém seu carro no lugar

Saudações povo do planeta Terra ! ! ! ! !  
As pessoas que acompanham este blog já perceberam que às vezes sou bastante debochado. Acredito que o bom humor e uma dose de irreverência são fundamentais para manter a saúde mental dos habitantes do terceiro planeta a partir do Sol.

Esta semana assisti a um video feito na Rússia que apresenta uma campanha publicitária que tenta conscientizar as pessoas de que elas não devem estacionar o carro nas vagas reservadas para deficientes.  


Pessoas mal educadas existem em qualquer lugar do planeta. Não é preciso estudar antropologia para saber disso, também não é preciso procurar muito para encontrar estes tipinhos. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro você encontra fácil esse tipo de gente estacionando em vagas de idosos, nas vagas de gestantes, nas vagas de deficientes, trafegando pelo acostamento das rodovias, e por aí vai.

Já me irritei diversas vezes e até bati boca em algumas situações, mas atualmente ando mais discreto. Quando vejo uma pessoa saudável (fisicamente) estacionando na vaga de deficiente, me limito a fazer uma cara de espanto e fico encarando a pessoa enquanto ela sai do carro. 

Minha esposa me convenceu a não discutir mais com idiotas - agradeço a ela por isso e por ter me convencido a parar de beber Whisky em escala industrial, essas duas mudanças sozinhas vão provavelmente aumentar bastante minha expectativa de vida.

Mas não escrevo hoje para compartilhar minhas memórias, mas sim para compartilhar um video. Aliás, alguns vídeos. Chamo a atenção especialmente para o último video, pois o meu sonho de consumo é dirigir um veículo militar blindado por cima de carros estacionados em lugar proibido. 

Olha só que legal o que fizeram na Rússia!

Uma campanha da organização Dislife Russia criou um sistema de holografia para proteger vagas de deficientes em estacionamentos de motoristas que não possuem nenhuma necessidade especial. Segundo a ONG, 30% dos motoristas russos param de maneira irregular nesse tipo de vaga.

Com a ajuda de uma câmera e de sensores, o sistema reconhecia se o carro possuía o adesivo de necessidades especiais colado nos vidros dianteiro e traseiro. Se nenhum cartão de permissão fosse encontrado, era então disparada uma mensagem holográfica com um cadeirante que, com as mãos levantadas, mandava o motorista parar.

A holografia foi criada a partir de um projetor e uma fina camada de água, algo parecido com os típicos shows de água de Las Vegas, nos Estados Unidos, e do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.






Não são só os Russos que fazem esse tipo de presepada ! ! !

Aqui no Brasil também temos justiceiros, alguns exemplos abaixo:

CQC




Pânico na TV



Canal Boom ( a mais fantástica!!!!)



Campanha Peruana 




Mãe Rússia! Seus filhos sem noção sempre nos brindam com as melhores patifarias do mundo!!!







terça-feira, 15 de setembro de 2015

Video Institucional IPPMG - Instituto de Puericultura e Pediatria Martag...



Prezadas e prezados,
Gostaria primeiramente de informar que ainda estou vivo e com saúde, em segundo lugar, quero divulgar o video institucional do hospital mais sensacional do Rio de Janeiro, no qual tenho enorme orgulho de trabalhar.
Prometo que em breve volto a escrever regularmente
Abraços

sábado, 26 de julho de 2014

Kinesiotape na Paralisia Braquial Obstétrica.

Eu já escrevi duas postagens sobre a PBO, e volto novamente ao tema pra falar sobre o uso de kinesiotape no tratamento de crianças. 

Se quiser conferir as postagens anteriores, os links são:




Bandagem elástica funcional em pediatria
O quiroprático Japonês Kenzo Kase desenvolveu uma bandagem adesiva extensível, batizada de Kinesiotape. Esta bandagem ganhou publicidade mundial em 1988 quando foi usada pelos atletas japoneses nas Olimpíadas de Seul. Apesar de ser um recurso relativamente recente, a Kinesiotape vem se tornando cada vez mais popular nos consultórios de fisioterapia das mais diferentes especialidades.
Aqui vale uma pequena observação: o nome “Kinesiotape” se refere a uma marca de bandagem elástica funcional (também chamada bandagem neuromuscular proprioceptiva). Esta associação entre o fabricante e o produto é o mesmo fenômeno que acontece quando a gente vai na papelaria fazer uma fotocópia e pede pro atendente tirar uma “Xerox”. Embora kinesiotape seja a mais famosa, podemos facilmente encontrar outras marcas de bandagem elástica no mercado, como a kinesiosport, Kinesiology Tape, Fisio Tape, etc. Sinceramente, não sei dizer se existe uma marca melhor que a outra. Apesar de falar o tempo todo em kinesiotape, não ganho nenhum “faz-me-rir”do Sr. Kenzo Kase (mas estou aberto a propostas rsrsrsrs).  
... mas voltando ao assunto: o mais interessante é que apesar de seu uso em ortopedia e fisioterapia desportiva, a kinesiotape também foi adotada por muitos fisioterapeutas que trabalham em pediatria. Isso se deve principalmente por duas características marcantes:

FUNÇÃO MECÂNICA:
Graças a suas propriedades elásticas, esta bandagem é capaz de oferecer
apoio aos músculos e articulações sem limitar excessivamente a ação dos mesmos. Além disso, não sai facilmente na água e pode ser usada por vários dias. Para mim, é quase como se ela funcionasse como uma mão extra. Aliás, quem já tratou crianças pequenas sabe o desafio que é segurar os pequeninos, corrigir sua postura, estimular o movimento e oferecer brinquedos (tudo isso ao mesmo tempo). Nessas horas, qualquer recurso que lhe ajude, mesmo que minimamente, é um recurso bem vindo.

FUNÇÃO PROPIOCEPTIVA
Segundo o fabricante de kinesiotape, as características da pele da criança (pele mais fina do que os adultos e maior área de superfície corporal quando comparada aos adultos) a torna especialmente sensível para a estimulação dos mecanoceptores encontrados na epiderme e na derme. Com relação aos pacientes pediátricos, esta melhora da informação proprioceptiva teria como resultados: [1]  melhora da percepção da criança em relação a sua movimentação; [2] auxiliar a contração muscular; e [3] ajudar na correção de desvios articulares, na sensação de dor ou desconforto ao movimento.
Além disso, eu defendo a idéia de que os efeitos da tensão gerada pelas bandagens são melhor aproveitados pelas crianças simplesmente pelo fato dos seus músculos ainda serem pequenos e relativamente fracos; assim, a correção mecânica proporcionada pela bandagem, ou o efeito de facilitar um movimento são mais efetivos do que num adulto (esta é apenas minha opinião, ainda não tenho um embasamento científico para defender este ponto de vista).
Gostaria de compartilhar algumas impressões sobre o uso deste recurso como coadjuvante no tratamento de crianças com Paralisia Braquial Obstétrica. Como de praxe fiz uma busca por artigos que pudessem embasar esta postagem. Os links estão no final da postagem.

BANDAGEM ELÁSTICA FUNCIONAL em Paralisia Braquial Obstétrica
Em casos de PBO, observa-se desequilíbrio muscular no membro superior. No caso da paralisia de plexo superior (Erb-Duchenne), utilizo a bandagem que favorece a rotação externa do ombro, e a que favorece a supinação de antebraço. Estas são as bandagens de escolha justamente para evitar, ou ao menos minimizar a postura de “garçom pedindo gorjeta”.

Abaixo algumas ilustrações da bandagem que facilita a rotação externa de braço.


 Agora ilustrações da bandagem que facilita a supinação de antebraço.

Já nos casos de lesão de plexo inferior (Klumpke), ocorre acometimento principalmente dos músculos da mão. A bandagem que eu mais utilizo é a de auxílio a extensão de punho. 
O video abaixo apresenta a bandagem para extensão de punho:




Reforço que estas bandagens não são tratamentos isolados, mas sim coadjuvantes ao tratamento de fisioterapia.

Abaixo seguem links para quem quiser aprender um pouco mais sobre bandagem elástica funcional em pediatria.






terça-feira, 1 de julho de 2014

Falsas lesões na Copa

Esta não é uma postagem sobre fisioterapia.

Aparentemente os especialistas em fisioterapia desportiva estão com os dias contados. Digo isso pois os jogadores desta Copa parecem ter um fator de cura semelhante ao do Wolverine, e portanto, não necessitam de fisioterapia.

Vou explicar melhor minha hipótese: em várias entradas mais violentas nesta Copa, vejo o jogador ser arremessado pelo ar se contorcendo, e ao se chocar contra o gramado imediatamente assume a posição fetal, rolando de um lado para o outro, revirando os olhos e rangendo os dentes em agonia profunda. Aí ele olha pro juiz e, milagrosamente, em menos de 30 segundos se levanta e volta correndo pra partida.

Brincadeiras à parte, os fãs do futebol sabem que esta é apenas uma das táticas mais antigas do futebol: A milonga (ou a arte de transformar uma pequena falta em uma performance épica pode render cartões para o time adversário, matar um  pouco o tempo da partida ou apenas dar aos companheiros de time alguns momentos para respirar).

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Eu li uma matéria bastante interessante Wall Street Journal que fala a respeito desta tática. Aliás, aparentemente os jornalistas do Wall Street ficaram tão impressionado com as milongas que decidiram fazer um estudo empírico analisando as primeiras 32 partidas da Copa do Mundo com o objetivo de determinar qual país merece o título de maior milongueiro do mundo.

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Eles observaram algumas coisas interessantes:

Durante os primeiros 32 jogos, episódios teatrais consumiram um total de 118 minutos e 21 segundos de jogo. Os pesquisadores decidiram chamar isto de "tempo se contorcendo". Este tempo foi calculado considerando o tempo entre o apito do juiz até o momento em que o jogador se levanta e retorna a partida. 
O estudo concluiu uma coisa interessante: A quantidade de sofrimento durante uma partida se correlaciona fortemente com o placar. Os jogadores em equipes que estavam perdendo seus jogos foram responsáveis ​​por 40 milongas, contabilizando aproximadamente 12,5 minutos de tempo se contorcendo. Mas os jogadores em equipes que foram vencedoras, tiveram 103 episódios de "milonga" e passaram quase quatro vezes mais tempo se contorcendo no chão. 

MAIS ALGUNS RESULTADOS:

A equipe cujos jogadores mais se contorceram durante as partidas: BrasilForam 17 incidentes só nos dois primeiros jogos da seleção, e adivinhem quem é o destaque? Isso mesmo, o Neymar Jr. Ele sozinho foi responsável por cinco “milongas”. Em todos os casos, após a suposta lesão, ele estava de pé dentro de 15 segundos (praticamente um Highlander!). 



A Equipe que gastou mais tempo se contorcendo em campo: HondurasA seleção de Honduras foi a equipe que passou mais tempo agonizando no chão ou sendo atendida: 7 minutos e 40 segundos para ser exato. Destes, 5 minutos e 10 segundos aconteceram no primeiro tempo do jogo contra a França, quando o jogo estava empatado (resultado muito bom para eles).


O time mais durão, que mesmo depois de levar uma falta é capaz de se levantar, sorrir e pedir outra pancada pro adversário: Bósnia e Herzegovina.Eu confesso que chutaria Russia, simplesmente pelo fato dos jogadores serem russos . . . todo mundo sabe que os russos são sinistros. Mas eu me enganei. Foram os Bósnios que levaram o troféu de durões.Obviamente por serem novatos na Copa do Mundo ainda não enteram direito como a milonga funciona Eles só fizeram duas "milongas" em dois jogos em um total de 24 segundos de tempo de se contorcendo. Como diria o Cumpadi Washington ... sabe de nada inocente!



O time mais massacrado em um só jogo: ChileDepois de conseguirem  uma vantagem inicial contra a Espanha, os chilenos fizeram 11 "milongas", quantidade equivalente a que outras 24 outras equipes fizeram em dois jogos.


A lesão mais rápida (até o momento): Enner Valencia, do EquadorJá o "milagre" da recuperação mais rápida do começo desta Copa ficou a cargo do equatoriano Enner Valencia, que, contra Honduras, demorou apenas quatro segundos entre cair, rolar no gramado com a mão no joelho e se levantar.




Pior uso de uma maca: 5 jogadores (empate) 
Dos nove jogadores que precisaram sair de campo, cinco retornaram em menos de 90 segundos (faz melhor Wolverine!)




Tem um site com uns GIFS muito legais sobre jogadores fazendo firula. o link é esse aqui debaixo::
http://www.tudointeressante.com.br/2014/06/18-jogadores-fingindo-contusoes-de-forma-escandalosamente-engracada.html

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cursos online Gratuitos - Alguns bem interessantes para fisioterapeutas

Olá Fisionautas,
Segue mais um link para cursos online gratuitos. Desta vez sob a chancela do Hospital Israelita Albert Einstein. O Link é: http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/cursos-abertos.aspx
Apesar de serem apresentados como curso, são na verdade uma coletânea de video-aulas, algumas de duração bem curta, outras um pouco mais longas.

Abaixo, destaquei 10 temas, mas recomendo que acessem o link com todas as video aulas (no total são quase 100 aulas). Eu destaquei apenas as aulas que eu considero de maior interesse para fisioterapeutas, mas tem muitas outras aulas abordando temas tão ou mais interessantes do que as referenciadas abaixo:
Divirtam-se

Este curso tem aproximadamente 1 hora de duração. Entre os temas abordados estão as manifestações clínicas do acometimento dos nervos periféricos e as manifestações clínicas de acordo com o tipo de fibra acometida.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-manejo-das-doencas-do-sistema-nervoso-periferico.aspx


Este curso é mais rápido, tem duração aproximada de 30min.
Tem como objetivo identificar os principais parâmetros exibidos no equipamento de ventilação e o que significa cada um. O curso apresenta também as modalidades de ventilação conforme o estado do paciente.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-ventilacao-mecanica.aspx

Estes curso tem duração estimada de 1h 20min  e apresenta a base da pesquisa na área da saúde. Entre os temas abordados estão conceito de pesquisa, pesquisa científica, definição de documentação direta, observação intensiva e extensiva, fontes primárias, fontes secundárias, níveis de pesquisa, delineamento da pesquisa, método quantitativo e qualitativo, características da pesquisa quantitativa e pesquisa bibliográfica.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-base-de-pesquisa-em-saude.aspx




Estes curso tem duração estimada de 20min  e tem como objetivo atualizar os profissionais de saúde com relação aos conceitos e cuidados durante a terapia inalatória. Entre os temas abordados estão a definição de inaloterapia, deposição do aerossol no aparelho respiratório, dispositivos e aplicações na inaloterapia e cuidados com inaladores e espaçadores.
Link
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-medicacoes-inalatorias-materno-infantil.aspx


Este curso é bem rapidinho: duração estimada em 15 minutos. Faz parte do módulo segurança do paciente e tem como objetivo orientar a equipe multiprofissional quanto a mobilização e transferência de pacientes garantindo a segurança do paciente e profissional.

Link:

http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-seguranca-do-paciente-mobilizacao-e-transferencia-do-paciente.aspx






Este curso tem duração aproximada de 45 minutos e tem como objetivo apresentar conceitos sobre as complicações no Acidente Vascular Cerebral. Entre os temas abordados estão o AVC Isquêmico, o AVC Hemorrágico, as complicações e as alterações pupilares no coma.
Link:

http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-complicacoes-no-avc.aspx






Este curso tem duração aproximada de 55 minutos e tem como objetivo apresenta os principais aspectos da esclerose múltipla. Serão abordados no curso aspectos clínicos e terapêuticos, desmielinização, doenças desmielinizantes, quadro clínico, diagnóstico e tratamento.

Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-esclerose-multipla.aspx






Este curso tem aproximadamente 20 minutos de duração e reforça os conhecimentos referentes aos cuidados ao paciente com dreno. Os cuidados e a ​manutenção do sistema de drenagem torácica e mediastinal influenciarão diretamente no resultado da cirurgia torácica e na boa evolução do paciente, necessitando do controle rigoroso da equipe de enfermagem.
Link:


Este é outro curso do módulo segurança do paciente. Dura aproximadamente 20 min e tem por objetivo reforçar a importância do posicionamento adequado do paciente. Ao permanecer em uma mesma posição de maneira inadequada e por um período prolongado, o paciente pode desenvolver dor, encurtamento muscular e tendíneo, deformidades e contraturas, entre outras complicações, que podem comprometer seu estado de saúde e atrasar o processo de recuperação.

Este curso tem duração de 20 minutos e tem como objetivo apresentar os diversos tipos de medicações inalatórias e suas formas de uso. O curso traz o conceito de inaloterapia e definições de inaladores a jato, pressurizados e de pó seco, além de ventilação espontânea.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Estágio de aperfeiçoamento em fisioterapia traumato-ortopédica do INTO.



Estão abertas as inscrições para o estágio de aperfeiçoamento em fisioterapia traumato-ortopédica do INTO. 
Trata-se de um programa de treinamento que permite o aperfeiçoamento de profissionais através de atividades de treinamento em serviço e intercâmbio de conhecimentos com os profissionais do Instituto.


Mais detalhes no link: http://www.into.saude.gov.br/upload/arquivos/ensino/estagios_visitas/protocolo_estagios/protocolo_estagio_fisioterapia.pdf

Este ano teremos 14 vagas para fisioterapeutas de acordo com a distribuição abaixo:

Quem escolher rodar na pediatria terão a preceptoria de minha humilde pessoa.
Boa sorte.

domingo, 22 de junho de 2014

Fisioterapeuta do Uruguai é um dos heróis da Copa - I Fucking Love Physical Therapy


Os dois gols da vitória do Uruguai por 2 a 1 em cima da Inglaterra  saíram da cabeça e do pé direito de Luis Suárez, o maior goleador da seleção Uruguaia, com 41 gols marcados. Porém, estes dois gols também têm um pouco das mãos de Walter Ferreira, fisioterapeuta da seleção Celeste, que cuidou do joelho esquerdo do camisa 9.

31 dias antes da partida, Suaréz havia sido submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo em uma clínica em Montevidéu. No dia seguinte à cirurgia, o jogador já estava sob os cuidados de Ferreira. Até aqui nada demais, afinal a reabilitação de atletas de alto nível é assim mesmo e o fisioterapeuta não estaria fazendo nada além de sua obrigação. Porém, o que poucos sabiam é que Walter Ferreira vive um drama muito maior do que o enfrentado pelo artilheiro. 


Segundo informa a imprensa do Uruguai, ele interrompeu seu tratamento de quimioterapia para dedicar-se exclusivamente à missão de colocar "el pistolero" pronto para jogar o Mundial. Algumas delas foram na própria casa de Ferreira, que alguns anos atrás perdeu o filho num acidente de carro. Ele nem viria ao Brasil, mas foi convencido pelo paciente famoso a acompanhá-lo. Daí tanto carinho do jogador, que fez questão de agradecê-lo publicamente, e do técnico Óscar Tabárez.

“Toda nossa equipe médica, especialmente o doutor Ferreira, não o descartaram. Por isso está aqui e pode fazer o que fez”


Ferreira é muito querido pelos jogadores do país. Além de Suárez, atendeu craques como Álvaro Recoba, Diego Fórlan e Pablo Montero. Até Maradona e o ex-tenista americano John Mcenroe passaram pelas suas mãos durante visitas a Montevidéu.

Após o segundo gol contra a Inglaterra, Suárez correu para o reservado da sua seleção em busca de Walter. Em entrevista, declarou: "Só estou aqui por causa dele. Só joguei por causa dele", disse. Sem palavras, ele já havia agradecido após o primeiro gol, abraçando-o e apontando sua careca para todo o mundo que via o jogo.



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Fontes:

http://oglobo.globo.com/esportes/maos-santas-do-fisioterapeuta-do-uruguai-sao-famosas-no-pais-12935598#ixzz35NA0XUJj

http://www.whoateallthepies.tv/world_cup/192414/uruguay-physio-walter-ferreira-63-halted-his-own-cancer-treatment-to-treat-luis-suarezs-knee-injury.html

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/esportes/copa-2014/noticia/2014/06/fisioterapeuta-interrompeu-quimioterapia-para-tratar-joelho-de-suarez-4531678.html

sábado, 21 de junho de 2014

Esclerose Lateral Amiotrófica - Estágios e Fisioterapia

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) foi descrita em 1869 pelo médico francês Jean-Martin Charcot, e atualmente é considerada uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado das doenças de Parkinson e de Alzheimer.

A ELA afeta tanto os neurônios motores inferiores quanto superiores. No caso dos neurônios motores inferiores, seu acometimento ocorre na medula espinhal. O acometimento dos neurônios motores superiores ocorre em todos os andares do SNC: medula, tronco cerebral e córtex motor. Esta degeneração resulta em uma variedade de sinais e sintomas (Tabela abaixo).


ESTÁGIOS DA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
É importantíssimo que fisioterapeutas que atendem pacientes com doenças neuro-degenerativas conheçam a história natural da patologia. Mesmo que se trate de uma doença incurável, prever as complicações e ser capaz de elaborar um plano de tratamento levando em consideração a evolução da doença traz um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.  
Sinaki e Mulder, em 1978, foram os primeiros autores a descrever o curso natural da ELA como composto de 6 etapas. Estes estágios são baseados na perda progressiva da função muscular do tronco e extremidades e são apresentados a seguir:


ESTÁGIO I

Características:
Independência funcional preservada, fraqueza muscular com mudanças na resistência. Apoio psicológico e continuidade das atividades físicas normais é recomendada.
Comentários:
Nas primeiras fases da doença o paciente é independente em termos de mobilidade e Atividades de Vida Diária (AVDs). Um grupo específico de músculos apresenta-se discretamente fraco, o que pode se manifestar como uma limitações no desempenho das atividades ou na resistência, ou em ambos.
A terapia consiste na orientação de paciente e cuidador, com relação a conservação de energia, a modificação da casa e local de trabalho e apoio psicológico. O paciente é aconselhado a continuar as atividades físicas normais. Nesta fase podem ser prescritos exercícios ativos de amplitude de movimento e alongamento, exercícios de fortalecimento dos músculos não afetados com carga baixa a moderada e atividades aeróbicas (por exemplo, natação, caminhada, ciclismo) em níveis submáximos.


ESTÁGIO II

Características:
Envolvimento da musculatura distal, sendo indicado em alguns casos o uso de órteses. São mantidas as mesmas condutas do estágio I, porém acrescentando o condicionamento cardiopulmonar e neuromuscular e treinamento físico-funcional.
Comentários:
O paciente tem fraqueza moderada em alguns grupos musculares. O principal objetivo da intervenção é avaliar a necessidade de equipamentos e dispositivos para auxiliar os músculos fracos. O paciente deve ser encorajado a manter os exercícios de alongamento, de amplitude de movimento, fortalecimento dos músculos não afetados e atividades aeróbicas. Além disso, o paciente e os cuidadores são orientados na realização de exercícios assistidos de amplitude de movimento para evitar contraturas.
Ao projetar um programa de exercícios de fortalecimento para um paciente nos estágios I e II, o terapeuta deve buscar o equilíbrio nas atividades, tomando cuidado para não causar fadiga por uso excessivo e nem deixar que a atrofia por desuso se instale. Em outras palavras: não é 8 e nem 80! Evidências, em pacientes com outras doenças neuromusculares, indicam que exercícios de resistência com muitas repetições ou com carga excessiva podem causar perda permanente da força em um músculo afetado. Por outro lado, a redução acentuada no nível de atividade secundária a ELA, pode levar ao descondicionamento cardiovascular e fraqueza por desuso (como eu disse: nem 8 e nem 80).
Apesar de ganhos funcionais como resultado de exercício ainda não terem sido formalmente determinados, alguns resultados sugerem que programas de exercícios pode ser fisiologicamente e psicologicamente benéfico para pacientes com ELA. Por isso, existem autores que defendem a inclusão de exercícios de fortalecimento e resistência muscular, quando tolerados, particularmente nos primeiros estágios da doença. Os doentes são aconselhados a não realizar nenhuma atividade até o ponto de fadiga extrema (ou seja, incapacidade de realizar atividades diárias após o exercício devido à exaustão, dor, fasciculações ou cãibras musculares)


ESTÁGIO III

Características:
Limitações funcionais moderadas e maior suscetibilidade à fadiga. Os pacientes necessitam de cadeiras de rodas e podem usar órteses para os braços.
Comentários:
O paciente ainda é capaz de deambular, no entanto fraqueza em determinados grupos musculares pode resultar em queda do pé (fraqueza dos tibiais) ou uma mão marcadamente fraca. O paciente pode não ser capaz de levantar-se de uma cadeira sem ajuda. No geral, o paciente pode apresentar limitação funcional leve a moderada Nesta fase, como em todas as outras fases, o objetivo é manter o paciente fisicamente independente. Órteses podem ser necessárias para diminuir o gasto de energia e melhorar a segurança e mobilidade do paciente. Os pacientes podem começar a relatar peso e fadiga ao manter a cabeça erguida por longos períodos. Neste caso, os pacientes podem se beneficiar de um colar cervical macio. Para evitar a exaustão, uma cadeira de rodas pode ser necessária quando viajar longas distâncias.


ESTÁGIO IV

Características:
Este é o início de uma fase mais grave, com alterações nos membros inferiores. Continuação dos exercícios do estágio 2, com o acréscimo de exercícios que visam prevenir a contratura muscular e orientação sobre o posicionamento quando deitado.
Comentários:
O paciente neste estágio tem fraqueza grave das pernas e envolvimento dos braços. Assim, o paciente utiliza uma cadeira de rodas e pode ser capaz de realizar as AVDs. Mantém-se a orientação de exercícios passivos e assistidos para evitar contraturas. Exercícios de fortalecimento e ativo-livres de todos os músculos não-envolvido devem ser continuados. Dado que a mobilidade geral diminui, a necessidade de instrução para inspecionar a pele para áreas de pressão aumenta, sendo recomendado cuidados especiais para se evitar o desenvolvimento de úlceras de pressão.


ESTÁGIO V

Características:
dependência funcional demandando exercícios de alongamento e terapia manual para reduzir as dores musculares e articulares, espasticidade e fasciculação muscular. A estimulação elétrica e hidroterapia auxiliam com a instabilidade, assim como o uso de órteses.
Comentários:
Esta fase é caracterizada por fraqueza progressiva e deterioração da mobilidade e resistência. Os músculos do braço podem apresentar fraqueza moderada ou grave. O paciente torna-se incapaz de se mover-se na cama; Assim, a troca de decúbito freqüente e os cuidados com a pele tornam-se fundamentais. A dor pode se tornar um grande problema, podendo ser causada pela hipomobilidade, contraturas, espasticidade, ou mesmo instabilidade articular. Os pacientes podem ser incapazes de manter a cabeça erguida por períodos prolongados. Assim, um colar semi-rígido é apropriado nesta fase da doença.


ESTÁGIO VI

Características:
Este é o estado máximo de dependência. Os pacientes são por vezes imóveis, com envolvimento do sistema respiratório. A Fisioterapia cardiopulmonar é de grande importância nesta fase, assim como as alterações na postura e um programa de atendimento domiciliar. As técnicas fisioterapêuticas de Estágios 1 e 2 deve ser continuadas
Comentários:
O paciente agora necessita de assistência máxima com as AVDs. Tornam-se cruciais os cuidados com úlceras de pressão e a prevenção da estase venosa nas pernas. A gestão da dor continua a ser importante. A incapacidade de sustentar a cabeça devido a fraqueza dos músculos extensores do pescoço podem se tornar um grande problema. Desconforto respiratório progressivo desenvolve-se nesta fase, sendo necessária a fisioterapia respiratória e o uso de aspiradores para eliminação de secreções pulmonares. As metas neste estágio são semelhantes aos de cuidados paliativos: para atender às necessidades do paciente e seus cuidadores. Exercícios de respiração profunda, técnicas de tosse assistida e técnicas de desobstrução das vias aéreas são recomendadas para tratar problemas respiratórios agudos ou crônicos.

Esta divisão em estágios pode ajudar os fisioterapeutas a identificar a fase clínica da doença, bem como facilitar a indicação correta de exercícios e orientação, a fim de retardar a complicações como a contratura muscular, dor e problemas respiratórios.
Piemonte e Ramirez  também sugeriram três etapas classificação para a dependência funcional (independente semi-independente e independente), juntamente com a especificação conduta fisioterapêutico para cada fase. Estes autores também recomendaram exercícios diários ministrados aos pacientes e cuidadores no ambulatório. As três fases foram descritos como se segue:

Fase Independente:
Capacidade motora está preservada, com paciente sendo capaz de deambular e realizar atividades diárias normais. Há uma ligeira redução da força muscular e da suscetibilidade à fadiga. Os principais objetivos são manter o funcionamento motor estável por tanto tempo quanto possível, para evitar retrações musculares e deformidades articulares, reeducação postural e orientações sobre o uso de órteses.

Fase semi-independente:
Os indivíduos apresentam dificuldade na realização de atividades diárias e o uso de cadeiras de rodas é necessário. Este é o início do envolvimento do sistema respiratório, com dispnéia durante o esforço moderado. Alongamento, fortalecimento muscular, exercícios de postura do tronco e exercícios respiratórios são recomendados. Estes procedimentos aumentam a flexibilidade, reduzem cãibras, fortalecer a musculatura e melhoram a postura.

Fase Dependente:
Os pacientes necessitam de cuidadores para auxiliá-los na realização de atividades do dia-a-dia devido à evolução dos sintomas. Preservação da mobilidade articular com ênfase na região pélvica e escapular, a preservação ou melhoria no controle sobre o tronco e pescoço, treinamento respiratório e alterações posturais são recomendados.

LEITURA RECOMENDADA
Piemonte MEP, editor. Manual de exercícios domiciliares para pacientes com esclerose lateral amiotrófica. São Paulo: Manole; 2001. p. 19-64.

Reabilitação física na Esclerose Lateral Amiotrófica  - disponível em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2009/RN%202009%201/189%20.pdf

Physiotherapeutic conduct in amyotrophic lateral sclerosis - disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spmj/v124n6/11.pdf