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domingo, 30 de novembro de 2008

Entorse de tornozelo e Mulligan - Artigo traduzido da revista Manual therapy

Esta é a tradução de um estudo de caso publicado na revista Manual therapy em 1996. Eu sei que é velho, mas eu traduzi este texto em 2004 na época do meu primeiro contato com o método Mulligan. Na época eu estava recém formado e fiquei boquiaberto com os resultados. Lembro que eu considerava o método como a oitava maravilha do mundo.
Eu fiz o curso com Toby Hall e Kim Robinson, instrutores senior do método. Na época, eles discutiram bastante a hipótese de que não existe entorse do ligamento, mas sim uma subluxação da fúbula distal, pois trata-se de uma estrutura extremamente resistente, e que seria mais fácil ocorrer uma fratura por avulsão do que o rompimento das fibras do ligamento lateral do tornozelo. Segue o artigo que defende esta idéia.
Tem também um link pro youtube de um vídeo que ensina a fazer a bandagem descrita no artigo


Manual Therapy (1996), 1(5), 274-275
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ESTUDO DE CASO

ENTORSE DO LIGAMENTO LATERAL DO TORNOZELO, SERÁ QUE EXISTE ?
Autora:
Barbara Hetherington

INTRODUÇÃO
Por ser uma lesão comum, virtualmente todos os fisioterapeutas já trataram um caso de entorse de tornozelo em algum momento de suas vidas profissionais. Não se trata de uma lesão reservada aos atletas de elite e atinge todas as faixas etárias. A maioria dos pacientes com entorse de tornozelo descrevem uma força de inversão/flexão plantar e acredita-se que o ligamento lateral, especialmente suas fibras anteriores tenham sido lesadas. Outras patologias relacionadas a este tipo de força podem incluir fratura de avulsão da extremidade do maléolo lateral , fratura da fíbula imediatamente acima do maléolo lateral ou um deslocamento dorsal do cubóide (Apley & Solomon 1988).

Existem muitas formas diferentes de tratamento de entorse de tornozelo, variando do tratamento caseiro até manejos ortopédicos elaborados. O manejo fisioterapêutico típico destas condições irá incluir gelo, eletroterapia, terapia manual, exercícios ativos, imobilização, e retreinamento proprioceptivo em várias formas. Eventualmente a maioria dos pacientes se recupera, porém há pacientes que continuam a se queixar de “tornozelo fraco” os quais tendem se lesionar novamente.

Uma nova abordagem para o manuseio de lesões de tornozelo envolvendo inversão/plantiflexão é aqui descrita a qual se desenvolveu em resposta a uma hipótese alternativa quanto a natureza da lesão ocorrida. A abordagem baseia-se no conceito Mulligan de falha posicional como resultado da lesão. O manuseio com sucesso de entorses de tornozelo foi alcançado por meio do tratamento com os princípios e aplicações de “Mobilização com Movimento” conforme descrito por Mulligan no qual a fíbula distal é reposicionada posteriormente (Mulligan 1993, 1995).

O tratamento é baseado na hipótese clínica de que na entorse em Inversão/Plantiflexão do tornozelo, o ligamento lateral, incluindo as suas divisões anteriores permanecem intactas e as forças são transmitidas através da fíbula. Isto faz com que ela mova-se anterior e caudalmente. Pacientes freqüentemente descrevem um “clunk” no momento da lesão, o que seria consistente com o som da fíbula subluxando-se anteriormente em relação à tíbia. Acredita-se que o edema subsequente à lesão dos tecidos moles contribui para a manutenção desta disposição anterior e caudal da fíbula.

Tipicamente pacientes com esta lesão em inversão e plantiflexão apresentam inversão mínima ou muito limitada. Acredita-se que isto ocorra devido a dor e a uma resposta protetora ao ligamento lateral danificado. Apoio para a hipótese de que a lesão é uma subluxação antero-inferior da fíbula ao invés de uma entorse de tornozelo pode ser obtida clinicamente pelos sintomas e pelas respostas do movimento quando a falha posicional é reduzida e minimizada. Uma grande melhora, com uma amplitude de movimento virtualmente livre de dor de inversão ativa pode ser obtida se a fíbula distal for deslizada posteriormente. Quando a fíbula distal é mobilizada na direção oposta, (anteriormente para enfatizar a subluxação), isto aumenta a dor do paciente e reduz a amplitude de inversão. Isto é o oposto da resposta que seria esperada se a lesão fosse na divisão anterior do ligamento lateral.

EXEMPLO DE CASOS
Pacientes referidos à clínica do autor entre fevereiro e novembro de 1995 com lesões de tornozelo foram examinados para detectar uma falha posicional e tratados de acordo com os princípios do Conceito Mulligan de Mobilização com Movimento e procedimentos simples de bandagem. A maior parte dos pacientes apresentaram-se com entorses agudas, alguns dos quais foram tratados com 5-10 dias de imobilização em splint. Também houve casos onde foi diagnosticado fratura do maléolo lateral. Estes últimos pacientes foram inicialmente imobilizados e mais tarde referidos à fisioterapia. A avaliação dos pacientes revelou em geral os sinais comuns de movimentos limitados e doloridos de tornozelo, particularmente em relação à inversão e a plantiflexão. Testando estes pacientes em apoio unipodal e com os olhos fechados, observou-se deficiências típicas do equilíbrio - tradicionalmente relacionadas à lesão dos mecano-receptores.

REGIME DE TRATAMENTO
A maior parte dos pacientes foi tratada apenas com a técnica de Mobilização com Movimento e bandagem. Terapias adjuntas tais como agentes eletrofísicos não foram utilizadas. A exceção foi para os poucos pacientes com edema importante.
Para o tratamento inicial, o paciente foi posicionado confortavelmente em long sitting, com um travesseiro de areia sob a perna. A inversão é geralmente o movimento mais restrito e portanto o movimento que deve ser recuperado primeiro. O maléolo lateral foi deslizado posteriormente por meio de pressão aplicada pela eminência tenar do terapeuta. Um pedaço de espuma pode ser posicionado entre a mão do terapeuta e o maléolo do paciente para maior conforto. Enquanto era sustentado o deslizamento, o paciente realizava uma inversão ativa. (fig1.)

Garantindo que este movimento ativo foi livre de dor, foi então realizada uma série de 10 repetições. O paciente foi então reavaliado. Três séries de 10 repetições são geralmente para o tratamento inicial. Uma sobrepressão passiva suave pode ser adicionada aos movimentos ativos do paciente tanto pelo terapeuta quanto pelo próprio paciente usando uma cinta de terapia manual (Fig.2). A alguns pacientes necessitaram de Mobilizações com Movimento adicionais para restaurar a dorsi e plantiflexão. A reavaliação dos movimentos de tornozelo geralmente revelavam um aumento importante da amplitude de movimento de inversão livre de dor. Ao se repetir o teste de apoio monopodal com os olhos fechados imediatamente após o tratamento de Mobilização com Movimento, este revelou uma melhora importante nas deficiências de equilíbrio.

Em seguida ao tratamento ativo, cada paciente recebeu bandagens. Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente 15cm de comprimento foram usadas. Um deslizamento posterior foi aplicado para reposicionar a fíbula distal. A bandagem foi aplicada angulada sobre o maléolo lateral de forma que ela envolvesse o tornozelo para manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em relação à tíbia. A segunda parte da bandagem foi sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força adicional (Fig. 3). Com o apoio da bandagem, o padrão de marcha do paciente melhorou substancialmente e a performance no teste de apoio unipodal com os olhos fechados foi comparável ao do lado não lado afetado. A bandagem foi trocada após 24 horas e em alguns casos foi necessário manter a bandagem por um período superior a 2 semanas.

CONCLUSÕES
A experiência do tratamento com o método descrito pode mudar as crenças atuais sobre natureza da lesão estrutural nas entorses de tornozelo. É proposto que a lesão em inversão comumente vista nos tornozelos cause uma subluxação antero-inferior da fíbula distal (uma falha posicional) com lesão associada de tecidos moles. As deficiências de equilíbrio comumente associadas a danos aos mecano-receptores poderia somente refletir um problema devido à má posição da fíbula. Pode ser que o ligamento lateral seja raramente a principal lesão nas entorses de tornozelo.
O sucesso dos resultados obtidos do tratamento de pacientes com entorse de tornozelo com uma conduta clínica baseada no diagnóstico pato-anatômico de subluxação antero-inferior da fíbula distal, justifica estudos nesta área. A lesão pato-anatômica precisa ser verificada e um estudo clínico prospectivo e controlado, necessário para avaliar criticamente a eficácia do método de tratamento.

  • Apley AG, Solomon L 1988 Concise System of Orthopaedics and Fractures. Butterworths, London pp 315-319
  • Mulligan BR 1993 Mobilisations with Movement. Journal of Manual and Manipulative Therapy 1(4): 154-156
  • Mulligan BR 1995 Manual Therapy “Nags”, Snags, PRP´s etc.; 3Edition, Plane View Services, New Zealand

Fixador de cânula de traqueostomia – Faça você mesmo

Todo fisioterapeuta tem um pouco MacGyver, por isso a postagem de hoje é ao mesmo tempo uma aula de artesanato e um serviço de utilidade pública, ou melhor dizendo: um serviço à quem trabalha em hospital público. A escassez de material (às vezes básico como luvas e álcool) é um problema crônico na maioria das unidades e acho que é desnecessário me alongar neste assunto. Por isso resolvi postar um pequeno manual passo a passo de como improvisar um fixador de traqueostomia.

Naturalmente, estou partindo do pressuposto de que na sua unidade você conseguirá ter acesso aos seguintes materiais:

Material:

  • 1 máscara facial de procedimento
  • 4 gazes (não precisa ser estéril)
  • 10cm de esparadrapo (de preferência micropore, se não tiver serve até fita crepe)

Como fazer:

#1- Inicialmente é preciso retirar um pequeno arame que fica dentro da máscara e serve pra moldar no nariz. Não tem mistério nenhum e não é preciso usar tesoura e nem cortar nada, basta abrir devagar a máscara e retirar o arame.




#2- Agora vamos começar a aula de artesanato: Com cuidado destaque os fixadores da máscara. Um detalhe: tratam-se de apenas duas cordas e não quatro, assim, destaque com cuidado e reserve uma das cordas (fig 2.0), se você conseguir vai ficar assim como a figura 2.1 abaixo.

Fig 2.0 e Fig 2.1

#3- Muito bem, mãos à obra: vamos começar posicionando as gazes e a cordinha e em seguida enrolando conforme a figura abaixo

#4- Depois de devidamente enrolado, passe o esparadrapo longitudinalmente para evitar que o fixador se desenrole e reforce também as extremidades. Pronto! agora seu paciente tem um fixador limpinho pra sua tráqueo! Ao prender o fixador nas alças da tráqueo cuidado para não apertar demais pois pode ferir o paciente e corte o excesso de corda com uma tesoura.

sábado, 29 de novembro de 2008

A Osteoartrose e Artroplastia total de Joelho

Uma das principais indicações de cirurgia de artroplastia total de joelho (ATJ) e quadril é a osteoartrose. Na verdade, apenas o diagnóstico de osteoartros não é motivo forte o bastante para justificar a indicação deste procedimento cirúrgico. Outros fatores devem ser levados em consideração tais como:
(1) Idade do paciente - A vida útil de uma prótese de joelho gira em torno de 10 anos. Considerando a que expectativa de vida da população brasileira está em torno dos 70 anos, caso um indivíduo de 40 anos seja submetido a este procedimento, ele poderá ainda ter de passar por várias revisões desta prótese ao longo de sua vida, cada uma destas revisões acarretando o risco inerente da própria cirurgia além da dor e risco de complicações. Portanto, mesmo que o indivíduo sinta dor e tenha limitações opta-se por adiar ao máximo a artroplastia.
(2) Gravidade dos sintomas - Presença de rigidez e dores intensas e incapacitantes são fatores que pesam bastante na indicação da abordagem cirúrgica.
Segue abaixo alguns comentários sobre osteoartrose e ATJ

A osteoartrose (AO) é um distúrbio degenerativo crônico que atinge as articulações sinoviais sendo considerada a principal enfermidade reumática do ocidente afetando de 30 – 40 % da população com idade superior a 50 anos, acarretando considerável impacto sócio econômico e sendo responsável por dor e incapacidade, principalmente entre os idosos.
De acordo com estatísticas norte-americanas, trata-se da segunda causa de incapacidade para o trabalho entre homens com mais de 55 anos de idade, superada apenas pelas doenças coronarianas. No Brasil, a OA ocupa o terceiro lugar na lista dos segurados da Previdência Social que recebem auxílio-doença, ou seja, 65% das causas de incapacidade, estando atrás somente das doenças cardiovasculares e mentais.
Pacientes com quadro avançado de OA de joelho podem desenvolver quadro álgico persistente e de difícil controle. Para estes pacientes, a cirurgia de substituição articular (artroplastia) é uma opção a ser considerada. A artroplastia consiste basicamente na ressecção e substituição articular com implantação de próteses de polietileno, metal e outros materiais sintéticos, sendo indicada principalmente para pacientes que apresentem comprometimento progressivo da independência das atividades de vida diária. Por se tratar de uma cirurgia eletiva, longas filas de espera por são comuns nos hospitais públicos do Brasil. O período de espera, muitas vezes medido em anos, acarreta grande sofrimento individual e comprometimento da qualidade de vida. O tratamento cirúrgico é indicado apenas em pacientes sintomáticos nos quais a dor seja responsável por limitações progressivas em suas atividades de vida diária (AVD) e não responda ao tratamento farmacológico. Neste estágio os pacientes devem ser encaminhados a um ortopedista para avaliação de indicação cirúrgica. Em indivíduos selecionados, a artroplastia total de joelho (ATJ) é capaz de reduzir a dor e gerar uma melhora funcional. Obviamente este procedimento é a alternativa final de tratamento para muitas pessoas.
A mobilidade é o maior determinante de incapacidade nesta população, sendo fortemente influenciada pela dor e pela redução da força muscular, as quais geram alterações da marcha e também uma maior predisposição à quedas
. Diversos trabalhos demonstram que indivíduos com OA de joelho apresentam redução da força muscular de quadríceps, sendo incapazes de alcançar a força máxima de contração deste músculo. Alguns autores sugerem que esta redução da força contração muscular voluntária pode não ser apenas resultado da atrofia por desuso, mas ocorrer principalmente devido a uma disfunção muscular denominada inibição artrogênica. Este fenômeno está associado à geração de inputs aferentes alterados da articulação do joelho, os quais geram uma redução da estimulação do motoneurônio eferente do quadríceps, comprometendo a geração máxima de torque deste músculo .

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Toxina Botulínica Tipo A - BOTOX


A Toxina Botulínica Tipo “A” (TBA), tornou-se um ícone da indústria da beleza devido a suas propriedades cosméticas na atenuação de linhas de expressão. Curiosamente sua primeira aplicação em seres humanos não foi com um objetivo dermatológico mas sim oftalmológico, sendo utilizada para o tratamento do estrabismo. Atualmente é considerado como tratamento de escolha em condições como blefaroespasmo, distonias de torção, outros distúrbios do movimento voluntário além de tratamento para a hiperidrose. Para saber mais, baixe este ebook pelo rapidshare- therapeutic uses of Botulinum Toxin

O uso da TBA em pacientes com espasticidade está se tornando cada dia mais comum, e não é raro fisioterapeutas receberem em seus consultórios pacientes que se encontram sob efeito da TBA.

Devido à popularidade deste tratamento resolvi escrever algumas linhas gerais com informações que eu considero úteis a quem inicia ou quer aprender um pouco mais sobre a TBA e suas propriedades. Deixarei para um post seguinte informações mais específicas sobre tratamento e técnicas de aplicação.

Mas antes de falar sobre o mecanismo de ação e indicações da TBA, é importante esclarecer alguns fatos a respeito deste medicamento.

O termo BOTOX é o nome fantasia da Toxina Botulínica tipo A produzida pelo laboratório Allergan. Apesar de ser rotineiramente utilizado como sinônimo, existem outras empresas comercializando Toxina Botulínica Tipo A no Brasil. É o caso das empresas Biosintética que produz a toxina Dysport e Cristália que produz a Prosigne. A diferença entre estas apresentações reside principalmente (mas não somente) nas Unidades (U) de TBA contidas em cada frasco. A saber: A unidade de medida para a TBA é a unidade camundongo (U), relacionada à sua bioatividade ou potência. Uma unidade de TBA corresponde à dose letal média de toxina capaz de matar 50% de um grupo de fêmeas de camundongos Swiss-Webster de 18-20 gramas de peso. O frasco-ampola comercializado sob a marca BOTOX contém 100 U, enquanto o frasco-ampola de Dysport contém 500 U. Estudos sugerem que em situações clínicas a equivalência Dysport/BOTOX em diluição padrão seja da ordem de aproximadamente 3:1 ou 4:1.

A TBA é a mais estudada dos 7 sorotipos de neurotoxinas (designadas de A a G) produzidas pela bactéria anaeróbia Clostridium Botulinum. Trata-se de um potente bloqueador neuromuscular que age inibindo de forma reversível a exocitose das moléculas de acetilcolina na junção mioneural causando efeitos semelhantes à paralisia muscular flácida, porém sem afetar a condução nervosa. Pode-se pensar na TBA como uma espécie de “enfraquecedor” muscular, sendo assim, o relaxamento da musculatura facial resulta em atenuação de rugas e em pacientes neurológicos gera redução da força de contração muscular involuntária.

Acima a gente vê o desenho esquemático de como a toxina impede a liberação de acetilcolina na junção mioneural. è importante ressaltar que a TBA NÃO impede a produção de acetilcolina , mas somente a liberação desta.

Curiosidade: acetilcolina também é o mediador químico envolvido no fenômeno da sudorese. Nos casos de hiperidrose o pessoal leva injeção no suvaco, na palma da mão e na sola dos pés (Pô, sem anestesia não dá!)

A redução da espasticidade é um objetivo importante do processo de reabilitação neurológica, já que estudos clínicos que investigaram os efeitos de infiltrações intramusculares de TBA em pacientes hemiparéticos demonstraram a existência de correlação entre a redução clínica da espasticidade e ganhos na velocidade da marcha.

Os efeitos clínicos da toxina botulínica são conhecidos desde o final do século XIX, quando van Ermengem relacionou o botulismo à toxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum. Em 1973, Lana Scott utilizou a TBA para o tratamento de estrabismo em primatas não humanos, e oito anos depois, publicou os primeiros resultados de suas experiências com esta toxina para corrigir o estrabismo em humanos.

Em dezembro de 1989, a F.D.A aprovou a TBA para o tratamento de estrabismo, blefaroespasmo e espasmo hemifacial em pacientes maiores de 12 anos. Desde o início de sua utilização clínica, no começo dos anos 80, a TBA tem provado ser efetiva e segura para o tratamento da distonia e da espasticidade, assim como outras desordens que envolvam contração muscular inadequada. É interessante notar que, após mais de uma década de aplicações terapêuticas, não foram relatadas mortes ou eventos anafiláticos atribuíveis à toxina.

A TBA apresenta-se como molécula formada por duas cadeias polipeptídicas, sendo uma cadeia leve (50 kDa) e outra pesada (100 kDa), ligadas entre si por uma ponte disulfeto. A cadeia pesada é responsável pela aglutinação da toxina à membrana celular do terminal nervoso e também ao processo de internalização. A atividade tóxica está associada à cadeia leve, que bloqueia a liberação de acetilcolina através de seccionamento da SNAP-25, uma proteína citoplasmática localizada na membrana celular e necessária para a liberação deste neurotransmissor.

Poucos dias após a injeção de TBA no músculo esquelético, os terminais nervosos afetados não são mais capazes de exocitar o neurotransmissor. Entretanto, brotamentos neuronais formam uma sinapse funcional liberadora de acetilcolina. Após cerca de três meses, o terminal original reassume a exocitose, a junção neuromuscular retorna a seu estado original e ocorre regressão do brotamento neuronal este fenômeno explica a reversibilidade dos efeitos clínicos observada em pacientes tratados com a TBA.

Pois bem, acho que este é um bom começo pra quem quer aprender um pouco mais sobre a TBA. Espero estar publicando outro post sobre este tema dentro em breve.

Até mais

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Exame neurologico

Estava fazendo uma busca sobre análise de marcha, quando descobri este site da Universiade de Utah. Na minha opinião simplesmente fantástico como material didático. São vários videos sobre exame neurológico. Tem avaliação de pares cranianos, exame de sensibilidade, coordenação e marcha. Dá pra assistir online ou baixar pro seu computador.
Tem também uma parte dedicada exclusivamente ao exame neurológico infantil. O mais maneiro em relação aos vídeos desta sessão é que a avaliação é feita com crianças de verdade e não com bonecos ou um adulto demonstrando um reflexo primitivo ou reação. . . em outras palavras: a gente consegue ver o examinador "rebolando" pra avaliar o moleque, pois quem já tentou sabe que criança não pára quieta (o que às vezes torna o exame bem difícil de ser realizado!!!!)
A parte chata é que está tudo em inglês, quem não dominar razoavelmente o inglês vai boiar nas explicações do exame.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fisioterapia Baseada em Evidencia

Medicina Baseada em Evidência (MBE) é um movimento desenvolvido na década de 80 por um grupo de médicos canadenses, com finalidades assistenciais e pedagógicas. Fundamenta-se nos conhecimentos de Epidemiologia Clínica, Bioestatística e Informática Médica. Atualmente, os conceitos desenvolvidos pela MBE foram incorporados por diversas outras categorias da área de saúde. Assim, podemos falar de Fisioterapia Baseada em Evidência (FBE) em termos de embasamento científico para a prática clínica. -- Ficou meio vago, né? -- Em outras palavras: É tomar decisões para o manejo de nossos pacientes baseadas não apenas na autoridade de um professor que deu uma aula sobre exercícios terapêuticos no sexto período da graduação, mas sim na pesquisa da literatura, de evidências que possam embasar a conduta escolhida.
Existem 2 excelentes sites sobre FBE:
O primeiro é o PEDro - The Physiotherapy Evidence Database -- Um site australiano de FBE com uma ferramenta de busca muito interessante. Ao digitar o tema que vc deseja pesquisar, o site te retorna uma relação de Revisões Sistemáticas e os Artigos mais relevantes sobre o assunto (rankeados de 0 a 10). Ao clicar no artigo citado, você tem acesso à uma resenha e breves comentários sobre a relevância, pontos fortes e fracos do estudo.
O segundo site é o site holandês Centre for Evidence Based Physiotherapy. Neste site eu destaco a sessão de guidelines internacionais, nos quais há orientações quanto ao manej0 de algumas condições como por exemplo Fibrose Cística, Fratura de Quadril, AVC, etc... Inclusive com os níveis de evidência que embasam cada recomendação (isto é: se a recomendação foi baseada em meta-análises, em estudos duplo cegos, na opinão de especialistas...)
Ah!, É extremamente recomendável a quem quiser aprofundar os conhecimentos neste assunto, a leitura do blog compartilhando fisioterapia

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

FISIOTERAPEUTA É ASSIM

Achei essas frases no Orkut de uma amiga e resolvi compartilhar

FISIOTERAPEUTA É ASSIM...
Não fala, coordena vibrações nas cordas vocais...
Não pensa, faz sinapse...
Não toma susto, recebe respostas galvânicas incoerentes...
Não espera retorno de e-mail, espera feed back...
Não perde energia, gasta ATP...
Não se olha no espelho, faz avaliação postural.
Não tem pigarro, tem tosse improdutiva...
Não sofre fratura, tem descontinuidade abruta e traumática do osso...
Não dança, faz cinésio...
Não se apaixona, tem comportamento de padrão motor ativado pelas reações químicas induzidas pelas respostas emocionais...
Não respira, faz troca gasosa...
Não sente dor, tem estímulos nociceptivos...
Não se espreguiça, faz alongamento...
Não “malha”, faz movimentos de ação concêntrica e excêntrica..
Não caminha pela praia, deambula...
Não leva a colher à boca, faz movimento cinésio-funcional...
Não corre, executa ação de força explosiva...

Congresso muito especial de tecnologias assistivas

O 1º Congresso Muito Especial de tecnologias assistivas e inclusão social das pessoas com deficiência do Rio de Janeiro é uma realização do Instituto Muito Especial com o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Objetivos
Difundir e estimular a produção de conhecimento e equipamentos com soluções que ampliem a autonomia, a independência e a acessibilidade das pessoas com deficiência.
O congresso será realizado de 02 a 05 de dezembro de 2008 noRio Othon Palace - Copacabana, localizado na Av. Atlântica, 3264 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ.

INSCRIÇÕES GRÁTIS!!!!!!!!
VAI TER ATÉ COFFE BREAK!!!!!!
TÁ ESPERANDO O QUE?
http://www.congressoassistivasrio.org.br/index.html

domingo, 16 de novembro de 2008

Pikachuangel

Olá, hoje enquanto fuçava na net, descobri um cara chamado Pikachuangel no scribd.com. É o mesmo cara que disponibilizou 60 ebooks no rapidshare (senha physio4all) que eu deixei na postagem do dia 28 de outubro e o DVD de Terapia Manual que está em destaque aqui ao lado.
Realmente um grande sujeito esse Pikachuangel!!!!!
No scribd.com ele deixou várias coisas, desde capítulos de livros até ebooks completos
Aqui está o Link e os documentos que ele postou recentemente. Além destes livros, também se encontram no link os e-books listados no post anterior
  • Lifting Techinques keeping spine in neutral position
  • Progression of Dynamic Stabilization Exercises
  • Dynamic Stabilization Training
  • Proper Posture & Body Mechanics
  • Rehabilitation after Post Operative Disc Herniation
  • Pain Free Program
  • Recent Advances in Physical Therapy
  • Rehabilitation in the Dinamic Stabilization of Lumbar Spine
  • Spasmodic Torticollis
  • UMN lesion & Spasticity
  • Weight Trainning
  • Sports & Exercises Physiology
  • Exercise Physiology
  • Kinanthropometry & Exercise Physiology Laboratory Manual
  • Biomechanics (upper limb)
  • Physical therapy of Hemophilia
  • Rehabilitation ergonomics
  • orthopaedic rehabilitation
  • Motor Control - understand principles and aplication

Síndrome do Túnel do Carpo


A partir de hoje vou postar pequenas revisões sobre temas comuns na esfera da reabilitação. Vou iniciar pela síndrome do túnel do carpo, tema que pode ser facilmente encontrado na internet. Presunçosamente tentei compilar as principais informações sobre o tema. Espero que ajude


A Síndrome do Túnel do Carpo (STC), pode ser definida como o conjunto de sinais e sintomas associados à compressão localizada do nervo mediano no interior do túnel do carpo resultando em dor, alteração da sensibilidade, déficit motor e alterações eletrofisiológicas. Trata-se de uma neuropatia periférica, ou seja: um distúrbio causado por uma lesão do nervo. Esta patologia foi descrita pela primeira vez na literatura em 1854 pelo médico britânico Sir James Paget em seu trabalho "Lectures on Surgical Pathology".

O nervo mediano é um dos três nervos periféricos que suprem a mão. Trata-se de um nervo misto formado a partir da união dos fascículos lateral e medial do plexo braquial e possui fibras das raízes de C5, C6, C7, C8 e T1, sendo formado principalmente pelas raízes de C6 e C7. Na borda distal do túnel do carpo, o nervo mediano divide-se em seu ramo motor tenar, que se dirige aos músculos abdutor curto, oponente e porção superficial do flexor curto do polegar, enquanto seus ramos sensitivos proporcionam sensibilidade à face palmar dos dedos polegar, indicador, médio e metade radial do dedo anular

A STC é a neuropatia compressiva mais comum e mais bem estudada do ser humano. O diagnóstico é baseado em:

(1) História clínica => Sintomas de formigamento, dor e alterações de sensibilidade nas mãos, principalmente localizados no polegar, indicador e dedo médio (área de inervação do nervo mediano), os quais pode surgir inicialmente no período noturno (é comum o paciente relatar que é acordado pela dor). Também é importante investigar a atividade laboral do paciente pois algumas pessoas classificam a STC entre as DORTS. Estudos epidemiológicos indicam como fatores de risco para a STC: Idade acima dos 30 anos, sexo feminino, obesidade além de doenças sistêmicas como Diabetes Melito, Hipotireoidismo, Gravidez, Artrite Reumatóide e Insuficiência Renal

(2) Exame Físico => É usado para o diagnóstico e também para determinar a gravidade das alterações funcionais. O teste de Phalen é o mais utilizado, mas pode-se também percutir o nervo mediano em seu trajeto (sinal de Tinel). A presença de hipotrofia tenar é um achado preocupante pois indica grave prejuízo do fluxo axonal.

(3) Exames complementares => A eletromiografia de condução pode ser utilizados para confirmar a STC, no entanto o diagnóstico é geralmente baseado na história clínica e nos achados do exame físico.


A liberação cirgica do ligamento transverso do carpo é considerado o padrão ouro de tratamento. Entretanto, nas fases iniciais, o tratamento conservador baseado em abordagem medicamentosa associada a condutas físicas tais como o uso de órteses de repouso noturno e exercícios terapêuticos pode controlar os sintomas e evitar a necessidade de intervenção cirúrgica.

É preciso estar atento também à uma outra condição que pode mimetizar os sintomas da síndrome do túnel do carpo: A síndrome do pronador redondo, que assim como a STC é também uma neuropatia do nervo mediano só que comprimindo o nervo em seu trajeto na altura do cotovelo, entre os dois ramos do músculo pronador redondo.

Além disso, a síndome do duplo esmagamento (double crush syndrome) não deve ser esquecida. aparentemente uma lesão nervosas proximal pode deixar o tronco nervoso mais vulnerável à compressões em seu trajeto distal. Embora o mecanismo patofisiológico ainda não esteja completamente elucidado, parece haver relação com alterações do fuxo axonal. Talvez por isso alguns pacientes com STC se beneficiem de técnicas de mobilização neural aplicadas masi proximalmente, como a mobilização e tração cervical.

Como tratamento, existem evidências favoráveis quanto ao uso de Laser (infelizmente não consegui ler o artigo para poder dar mais detalhes a respeito), uso de técnicas de terapia manual tais como a moblização neural, técnicas quiropráticas de mobilização ou manipulação dos ossos do carpo, uso do ultrasom terapêutico, além do uso de órteses de repouso e correções ergonômicas. Eu gostaria também de salientar que embora não hajam relatos na literatura, o uso de inativação de pontos-gatilho miofasciais também é útil na amenização dos sintomas.

A consulta à Revisões Sistemáticas disponíveis no site PEDro apresenta resultados conflitantes, pois algumas sugerem que o tratamento conservador é ineficaz enquanto outras recomendam o uso de abordagens conservadoras. Este conflito pode ser justificado pela amostra de artigos pesquisada em cada uma. Nas Revisões que comparam cirurgia X tratamento conservador, aparentemente envolveu pacientes com sintomas mais avançados de STC (os quais como já comentado são em geral casos masi graves com indicação cirúrgica). Enquanto que àquelas que sugerem a eficácia de métodos conservadores, analisou estudos que investigaram pacientes nas fases mais iniciais da doença.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tutorial para busca de artigos de fisioterapia na internet

A postagem de hoje é dedicada aos alunos do estágio de fisioterapia pediátrica do Núcleo RDN- UFRJ. Cada grupo de estagiários precisa apresentar o caso clínico e uma mini apresentação de um paciente. Ate aí nada de extraordinário. O problema é que por ser um hospital universitário aparecem por lá pacientes com síndromes raras (pra falar a verdade bem raras, tipo 3 casos descritos no mundo: 1 na Rússia, 1 no Suriname e 1 no Brasil).
Pois bem, para ajudar essas almas, vou deixar um passo a passo de como buscar informação relevante sobre essas síndromes raras.
#1- Primeiro Passo, conheça seu inimigo.
Se a síndrome é rara, muitas vezes você só sabe com certeza o nome da doença e tem uma vaga idéia do quadro clínico. Nestes casos é útil começar a sua busca utilizando a ferramenta mais básica da internet: O Google. Sim!, não menospreze o Google. Digite o nome da doença e visite principalmente sites de Associações pois eles geralmente disponibilizam informações sobre definição, etiologia, história natural, diagnóstico e prognóstico.
Pronto, agora você já sabe se está diante de uma má formação congênita, de uma síndrome genética ou de uma sequela de doença infecciosa. É útil também procurar artigos científicos sobre o tema (use o Google acadêmico), aproveite pra descobrir a grafia síndrome em inglês e pesquisar artigos de revisão.

#2- Segundo Passo, conhece-te a ti mesmo.
Na maioria das vezes é perda de tempo procurar artigos de fisioterapia. Pense bem: A síndome é rara e existem poucos artigos sobre a doença. Muitas vezes você vai encontrar apenas relatos de caso e séries de caso investigando a etiologia ou um medicamento. Portanto é improvável que hajam artigos investigando uma determinada intervenção fisioterápica naquela doença.
Sendo assim, explore um pouco o fisiodiagnóstico. Busque informações sobre o quadro funcional do paciente e pesquise intervenções aplicáveis àquele paciente Ex: Ataxia, espasticidade, autismo, limitação do movimento articular, fraqueza muscular, etc...

#3- Em Busca do Cálice Sagrado.
Você já tem as informações básicas sobre a doença, mas pesquisou apenas no Google. Vamos agora aumentar a complexidade da busca: Vale a pena procurar na Scielo, e no PubMed. Eu sei que ninguém consegue baixar artigos do PubMed, mas é um meio de fazer uma busca nas principais revistas científicas. Encontrando algo de interessante, volte ao Google, digite o nome da revista onde o artigo foi publicado e vá até o site, pois algumas das revistas disponibilizam os artigos antigos online (mais de um ano de publicação). Se você não conseguir, o jeito vai ser visitar a biblioteca do CCS com um pendrive e pesquisar no portal periódicos capes (algumas faculdades particulares têm acesso ao portal) Uma outra forma é procurar senhas para o acesso à bases de dados - Mas isso eu vou lançar em outro tutorial um outro dia qualquer.

#4- Variando sua busca
Se mesmo assim você encontrou pouco ou quase nada sobre o tema, o jeito é partir pra técnica de "comer pelas beradas". Por exemplo: Na Síndrome de Rasmussen (uma encefalite de etiologia não determinada cujo tratamento preconizado é a hemisferectomia) o paciente geralmente apresenta hemiplegia + déficit cognitivo + heminegligência. Nestes casos, você pode deixar sua apresentação mais rica se você citar artigos que utilizem o método de restrição-indução de movimentos para tratar a hemiplegia.
Um outro exemplo seria de uma patologia que curse com luxação de quadril ou o caso de uma doença progressiva como a amiotrofia espinhal, onde é interessante abordar a questão do suporte ventilatório não invasivo em fases avançadas da doença. Nestes casos, eu sugiro também uma pesquisa nas revistas Physical Therapy, Pediatric Physical Therapy, Archives of Physical Medicine & Rehabilitation (os artigos recentes estão disponíveis online), Acta Fisiátrica, Fisioterapia em Movimento, e o Jornal de Pediatria

Muito bem, acho que este é mais ou menos o caminho das pedras. E este não é um caminho fácil, mas é a melhor maneira de se praticar fisioterapia baseada em evidências.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

torrent de ebooks médicos

Encontrei este torrent: Medical eBook Collection (208 Books)
Estou baixando, mas logo de cara digo que tem alguns títulos que me chamaram a atenção, entre eles eu destaco:
Modern Neuromuscular Techniques
Paediatric Musculoskeletal Disease
Paediatric Radiography
Pediatric Orthopedics in Practice
Physical Medicine and Rehabilitation Board Review
Pocket Atlas of Radiographic Anatomy 2nd ed, 2000
Screening Notes Rehabilitation Specialists Pocket Guide
Sports Injuries - Mechanisms, Prevention, Treatment
The Clinical Science of Neurologic Rehabilitation (Contemporary Neurology Series, 66) (2003)
The Trigger Point Therapy Workbook - Your Self-Treatment Guide for Pain Relief

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Artigos Maitland - coletânea do Australian Journal of physical therapy

Segue um link para o download de 9 artigos originais do Maitland publicados no Australian Journal of Physical Therapy na década de 60.
São artigos interessantes, valem a pena como uma retrospectivca histórica principalmente pra gente poder entender como o conceito evoluiu até se tornar o que é hoje.
Ah! também acho importante pra quem for fazer uma monografia de conclçusão de curso relacionada à terapia manual.

Artroplastia total de Joelho e Quadril

Para quem quiser aprender mais sobre artroplastia total de joelho, eu recomendo realizar uma cirurgia virtual de joelho ou de quadril no site edheads. Uma animação interativa muito legal, onde você analisa Raio X , se diverte e responde à algumas perguntas sobre o tema. No memso link, você pode também aprender sobre as próteses de joelho mais comumente utilizadas.
Este site está em inglês.

sábado, 8 de novembro de 2008

Bobath - video legendado

Finalmente terminei de traduzir e legendar um video sobre o conceito Bobath que eu encontrei no youtube. Este video é uma encenação sobre o conceito bobath (NDT - NeuroDevelopmental Technique). Me chamou atenção por basicamente mostrar o que NÃO se deve fazer no atendimento de pediatria. Achei muito educativo, pois muitas vezes fazemos extamente as abobrinhas encenadas.
Espero que gostem

video

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Modelos, bikinis e outras reflexões existenciais


Hoje eu estava assistindo uma reportagem sobre um projeto de lei que pretende impedir as modelos com IMC menor que 18 de trabalhar. Curiosamente, a reportagem seguinte foi sobre moda praia, falando sobre como o Brasil produz tendências em bikinis e blábláblá só que as exportações de bikinis são muito fracas. uma entrevista com um estilista afeminado . . . e no final um trecho do tal desfile moda praia. Surgiram na tela umas três ou quatro mulheres ossudas e sem bunda (desculpe o pleonasmo) desfilando com os tais bikinis.
Até aí nada de mais. Não sou estilista, não uso bikinis e meu IMC é de 32. Por que diabos estou gastando meu tempo pra falar sobre essas coisas?
Essas repostagens me fizeram refletir sobre a natureza bizarra do mundo (eu nunca comentei aqui, mas acho que o mundo é um lugar muito estranho e acredito que coisas bizarras são partes naturais do universo).
Ora, observo 4 coisas importantes:
#1- Nossos senadores demonstram mais uma vez que não tem nada melhor pra fazer do que inventar leis exdrúxulas.
#2- Se os estilistas quisessem realmente aumentar as vendas de bikinis no exterior, contratariam a mulher melancia, a mulher moranguinho ou qualquer outra mulher dessas com cérebro de vegetal e rabo de potranca pra desfilar.
#3- Do que adianta ser uma modelo bem sucedida, viajar pelo mundo, ganhar milhões de dólares se você não pode comer uma mísera fatia de pizza (na verdade pode sim, mas tem de vomitar tudo no final de cada refeição).
#4- Se essas modelos não comem, logo não fazem cocô. Pergunta: existe papel higiênico no banheiro das agências de modelo?
. . . enquanto isso, mesmo sem postar fotos continuo minha dieta, mas me recuso a chamar o Raul depois das refeições.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre fisioterapeutas e fisiatras

A cada dia que passa aumenta a minha convicção de que não é possível falar em reabilitação sem falar de trabalho em equipe. Não importa se multi, trans ou interdisciplinar, o que importa é a palavra EQUIPE. No momento, me é quase inconcebível imaginar o fisioterapeuta tratando sozinho um paciente. (falo dos fisios, mas extendo este raciocínio também à fono, TO, psicologia, Fisiatria, enfim, qualquer outra especialidade envolvida com a reabilitação)

Eu tenho a grande felicidade de trabalhar em locais que contam com equipe multidisciplinar, onde a cada dia fica mais evidente para mim o ditado que diz:“duas cabeças pensam melhor do que uma”. Engana-se quem acha que eu valorizo o trabalho em equipe por ser mais fácil. Muito pelo contrário, devo admitir que é muito, mas muito mais difícil do que o trabalhar sozinho, pois envolve reuniões freqüentes (muitas vezes saio mais tarde do trabalho ou almoço mais tarde por causa delas), envolve também saber lidar com as vaidades pessoais (algumas vezes minha própria também ! ! ), e principalmente saber ouvir, negociar e aceitar propostas de intervenção mesmo que você não concorde ( devo confessar, muitas das vezes a proposta decidida em equipe REALMENTE se prova a mais acertada)

Este parece um raciocínio meio doido não é? Pois é, trabalhar em equipe é muito doido mesmo. Os prós superam os contras, pois é uma oportunidade única de interferir na conduta de outras categorias profissionais, de expor pontos de vista, de trocar informações, de crescer profissionalmente e como pessoa, e principalmente de ver o seu paciente ser bem assistido e saber que ele está recebendo o melhor tratamento possível, pois a conduta foi estabelecida em equipe considerando os diferentes pontos de vista profissionais.

Beleza, falei de trabalho em equipe e etc..., mas e os fisiatras com isso? Pois bem, talvez eu seja execrado pelos meus colegas de profissão pelo que vou escrever agora, mas ouso quebrar o tabu e dizer que gosto de trabalhar com fisiatras. Não pensem que sou puxa-saco ou um fisioterapeuta submisso. Nada disso, o trabalho em equipe me ensinou justamente o contrário. Aprendi a me impor profissionalmente, a justificar minhas condutas e aprendi que a argumentação com base em evidências científicas é a melhor forma de ser respeitado no meio profissional e ter voz ativa dentro da equipe de reabilitação. Neste aspecto, a troca de opiniões com os fisiatras é muito mais rica do que com um ortopedista, por exemplo. E o motivo é extremamente simples: Falamos a mesma língua! Sim, falamos em termos de atividades funcionais, em qualidade de vida e AVDs.

Eu particularmente não tenho problemas em trabalhar com fisiatras, eu percebi que casos de desafeto não são relacionados à categoria profissional, mas sim à posturas prepotentes que poderiam ser encontradas em qualquer pessoa, inclusive em colegas de profissão.

Acho que já é hora de acabar com essa rixa idiota. Estou ciente dos fatores históricos envolvidos nas diferenças entre fisioterapeutas e fisiatras, mas também estou ciente de que trabalhar em equipe é muito mais proveitoso para todos, e principalmente para os pacientes. Eu deixei meu preconceito de lado e não me arrependo, conheço colegas que fizeram o mesmo e concordam comigo. E você? Tente botar uma pedra no assunto, deixe de lado suas vaidades, VÁ TRABALHAR EM EQUIPE e mãos à obra!!!!!!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições Norte-Americanas


Pois é, hoje ficaremos sabendo quem será o próximo babaca a dominar o mundo. Particularmente, estou torcendo pro McCain, não por ser o mais capaz ou experiente, mas sim por ser o mais idiota.

1kg a mais


Cá estou eu, deprimido ao comprovar que engordei 1kg em 24 horas! mas não faz mal, continuarei, tenho ainda 13dias para perder 4 Kg

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Dieta



Segunda-feira, dia internacional de início de dietas. Mais uma vez tentarei lutar contra a obesidade.
Só espero que dessa vez a derrota não seja tão humilhante quanto foi das outras.
Vou usar a técnica de fotografar meu peso na balança e acompanhar a redução (espero reduzir!)
No momento estou com cerca de 97 kg, a foto foi batida no meu trabalho. Eu estava vestindo e calça jeans e jaleco, mas é um referencial de qualquer forma.
Dessa vez vou tentar acompanhar também pelo nintendo wii. Vou postar o meu gráfico de ìndice de Massa Corporal a cada 2 semanas.