Ebooks

INFORMAÇÃO IMPORTANTE
Infelizmente o 4shared bloqueou o acesso a conta onde eu armazenava os e-books (aparentemente tem algo haver com direitos autorais). Assim que tiver um novo site para armazenamento enviarei os links.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

e-books de fisioterapia - Plano B

Pessoal, pelo visto fiz algo de errado na hora de criar o Torrent. O arquivo existe, está disponível, mas por alguma razão ninguém consegue baixar. Portanto, decidi criar páginas com links para baixar os e-books diretamente pelo 4-shared, o que significa mais rapidez para quem baixa e um exercício de paciência para quem cria os arquivos (no caso, eu).
Já terminei de "uppar" os e-books de pediatria, basta clicar aqui na parte de cima do blog, na página "e-books de pediatria".
Hoje começo a cria a página "e-books de neurologia"
De qualquer modo, vai facilitar a vida de quem quer os livros. Quem sabe nos próximos meses eu não descubro como esse torrent funciona e tento novamente?
Agradeço a todos que mandaram mensagens informando se o troço tava baixando ou não.
Obrigado Pessoal.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Volumes e Capacidades Pulmonares

O estudo dos volumes pulmonares estáticos (volumes e capacidades pulmonares) além de ser parte essencial da disciplina de fisioterapia pneumo-funcional é também tema recorrente em concursos públicos. Este é um assunto que merece bastante atenção, pois boa parte das intervenções pneumo-funcionais envolve a “modificação” destes volumes, (por exemplo: quando se usa o CPAP, ocorre aumento da Capacidade Residual Funcional).

Curiosidade histórica:
O estudo da função pulmonar é antigo; o primeiro trabalho notório sobre o assunto foi publicado em Londres, em 1846, por John Hutchinson, um cirurgião inglês. Hutchinson criou uma campânula calibrada, imersa em água, com a finalidade de coletar e medir o volume de ar exalado dos pulmões após plenamente insuflados.
Ele estabeleceu o termo capacidade vital (CV), ou seja, a capacidade para viver, porque observou que essa medida era inversamente relacionada à mortalidade.
Naquela época a tuberculose era frequente na Europa, e Hutchinson reconheceu que as complicações fibróticas da doença reduziam a CV e levavam à morte precoce, com conclusões semelhantes em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e mineradores.
Fonte:
http://www.misodor.com/INTRESPIRATORIO.php

Deixando um pouco de lado a História, vamos direto ao ponto:
A determinação dos volumes pulmonares é uma das etapas da avaliação funcional pulmonar. Considerando que o comportamento mecânico do pulmão é baseado em suas propriedades elásticas e em seu volume, a mensuração dos volumes pulmonares oferece informações que permitem além do próprio diagnóstico, a abordagem da história natural de uma determinada patologia respiratória, a classificação da sua gravidade e a resposta ao tratamento instituído.

Os volumes e capacidades pulmonares estáticos são constituídos por quatro volumes e quatro capacidades, a saber:

Volume Corrente (VC)
É o volume de ar que se movimenta no ciclo respiratório normal em repouso, ou seja: é a quantidade de ar que está entrando e saindo do seu pulmão enquanto você lê este texto.

Volume de Reserva Inspiratório (VRI)
A partir do Volume Corrente, numa situação de necessidade, podemos inspirar um volume muitas vezes maior, numa inspiração forçada e profunda. Este é exatamente o volume que é mobilizado quando você enche o peito de ar antes de dar um mergulho prolongado na piscina. Corresponde a cerca de 45 a 50% da Capacidade Pulmonar Total (CPT).

Volume de Reserva Expiratório (VRE)
Seguindo o mesmo raciocínio do VRI, O VRE é a quantidade de ar que pode ser expirado voluntariamente a partir do Volume Corrente Corresponde a cerca de 15-20% da CPT.

Volume Residual (VR)
É simplesmente o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima; Corresponde a cerca de 25 a 30 % da CPT.

Capaciade Vital (CV)
Representa o volume de ar que você é capaz de mobilizar ativamente, ou seja: É a quantidade de ar que passa pela sua boca entre uma inspiração máxima e uma expiração completa. Como pode ser visto abaixo, compreende três volumes primários: VC, VRI, VRE e corresponde a cerca de 70-75% da CPT.

Capacidade Residual Funcional (CRF)
É o volume de ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração normal. O ponto onde isso ocorre (e o próprio valor da CRF) é o ponto de equilíbrio entre as forças elásticas dos pulmões (que forçam o colabamento pulmonar) e as forças da caixa torácica (que forçam a expansão do gradil costal).

Capacidade Inspiratória (CI)
É o volume máximo inspirado voluntariamente a partir do final de uma expiração espontânea (do nível expiratório de repouso). Compreende o VC e o VRI. Corresponde a cerca de 50-55% da CPT e a cerca de 60 a 70% da CV.

Capacidade Pulmonar Total (CPT).
O volume de gás nos pulmões após uma inspiração máxima é a CPT. Representa a soma dos Volumes Corrente, de Reserva Inspiratório, de Reserva Expiratório mais o Volume Residual.

Veja a figura abaixo e tente identificar os volumes e as capaciades pulmonares



Após estudar este diagrama, tente desenhá-lo sozinho(a). Este é um excelente exercício para memorizar os volumes e capacidades.
Depois de desenhar algumas vezes o diagrama, você irá perceber que as capacidades pulmonares são compostas pela soma de dois ou mais volumes, de forma que podem ser expressas matematicamente da seguinte forma:

CAPACIDADE VITAL = VC + VRI + VRE
CAPACIDADE INSPIRATÓRIA = VC + VRI
CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL = VRE + VR
CAPACIDADE PULMONAR TOTAL = CV + VR

Assita também uma video aula sobre este assunto no
blog mobilidade funcional

Para saber mais acesse estes dois trabalhos publicados no Jornal de pneumologia:

Volumes Pulmonares

Determinação dos volumes pulmonares - Métodos de mensuração dos volumes pulmonares

...Hasta la Vista

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

ebooks de pediatria - segunda tentativa

olá pessoal,
Continuo batendo cabeça com relação ao arquivo torrent.
Como apenas uma pessoa me respondeu dizendo que conseguiu começar a baixar o arquivo, fiz uma nova pesquisa na internet e recriei o arquivo.
Espero que desta vez consigam baixar.
A propósito:
(1)Só conseguirão baixar o arquivo e utilizarem o programa bittorrent
(2) Eu estou deixando o meu pc ligado a noite inteira (só será possível baixar enquanto meu pc estiver conectado)
(3) Aguardo comentários

http://www.4shared.com/file/229451786/e2965983/livros_de_pediatria_segunda_te.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

E-books de pediatria

Olá pessoal, gostaria de pedir uma ajuda para aqueles que costumam baixar arquivos via torrent.
Acabei de criar pela primeira vez um arquivo torrent com todos os e-books de pediatria do blog, mas não sei se fiz certo. Preciso ao menos saber se o arquivo está "semeável".
Por isso peço ajuda para fazerem o download e deixar um comentário avisando se o torrent está funcionando e se conseguiu abrir os arquivos após o download.
Mesmo se você não gostar de pediatria, peço que me ajude, pois se tudo der certo, ainda esta semana eu crio arquivos torrent de todos os e-books do blog e mais alguns vídeos (Mulligan, bola suiça, etc...) que eu tenho aqui em casa.
E aí, interessou?
Então dá uma forcinha. vou deixar meu computador ligado a noite toda.
Faça o download no link abaixo
http://www.4shared.com/file/228498019/b82b40e1/livros_de_pediatria.html
... e deixe o comentário!!!!
Abraços

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cuidado com as mochilas escolares

De segunda a sexta, milhares de crianças e adolescentes saem de casa levando seu material escolar nas mochilas. Quanto a isso não restam dúvidas. Porém, em algumas situações, elas podem representar um risco a saúde dos estudantes.
Existe uma preocupação crescente por parte dos pediatras, fisioterapeutas e principalmente dos pais com relação ao aumento no número de crianças em idade escolar com queixas de dores na coluna vertebral, no pescoço e nos ombros. Estes sintomas têm sido atribuídos ao fato de se carregar peso demais nas mochilas, além do desconhecimento das orientações básicas quanto ao uso correto das mochilas.
Todos os fisioterapeutas, mesmo aqueles que não trabalham com pediatria, tem noção de que o excesso de carga nas mochilas pode resultar em dor e desvios posturais, principalmente durante a fase de crescimento. Este é um assunto recorrente na mídia, principalmente no início de mais um ano letivo.
Se você é fisioterapeuta imagine que de repente você tenha sido convidado, ou convidada, para uma entrevista ao vivo em um telejornal. Você seria capaz de informar corretamente as orientações básicas quanto ao uso correto das mochilas?
Pois bem, a postagem de hoje é mais um serviço de utilidade pública oferecido pelo Guia do Fisioterapeuta. E se por acaso, você vier a dar alguma entrevista sobre mochilas, não se esqueça de mencionar o meu blog. Afinal de contas, propaganda grátis nunca é demais.


Algumas Regras Básicas
Pois bem, não é só o peso que pode trazer problemas posturais. Alguns estudantes ajustam a mochila muito baixo, na altura dos glúteos, outros as carregam só de um lado, isso sem contar aqueles que carregam peso demais (considerando o seu tamanho e força). Então vamos analisar um por um os erros mais comuns.


Não carregue a mochila de lado, apoiada em apenas um dos ombros
Carregar a mochila só de um lado faz com que boa parte do peso do corpo e da mochila sejam transferidos para um só lado do corpo. Quando se carrega uma mochila pesada sobre apenas um dos ombro, a criança tende a inclinar o corpo para o outro lado na tentativa de compensar o peso extra.
Os músculos do lado que carrega o peso podem vir a desenvolver espasmos. Além disso, o ombro também sofre pois precisa suportar sozinho a pressão para baixo aplicada pela alça da mochila. Esta sobrecarga assimétrica também tem efeitos sobre o quadril joelho e tornozelos do lado em que está a mochila.
Na figura abaixo, pode-se ver o desvio na coluna e a sobrecarga sobre o ombro e o quadril que acontece quando se carrega uma mochila sobre apenas um dos lados.
Fonte: http://onsitewellnesscheck.com/page5/page5.html


Atenção às alças da mochila.
As mochilas possuem um sistema de ajuste do tamanho das alças. Estas devem obviamente ser simétricas (com o mesmo comprimento) e reguladas de forma que a base da mochila fique na linha da cintura, ou pouco abaixo dela. Alças muito frouxas fazem com que a mochila seja carregada muito baixa, na altura dos glúteos, o que favorece uma postura inclinada para frente, como na figura abaixo.
Além disso, ao escolher uma mochila, dê preferência aquelas com alças largas e acolchoadas, pois distribuem o peso da mochila por uma área maior dos ombros, o que além de torná-las mais confortáveis também minimiza uma eventual sobrecarga sobre os ombros.

É importante lembrar qu o fato de se inclinar para a frente carregando uma mochila pesada, faz com que a criança "enrole os ombros para a frente". Alças na altura do peito e abdômen são bastante úteis também, mas não são comuns em mochilas infantis... mas pra ser sincero, são pouco práticas para o dia a dia, eu mesmo uso uma mochila que tem estas alças, mas só as usei uma vez, quando resolvi fazer uma caminhada e precisei carregar mantimentos.

Mochila pesada
Este é o cuidado mais famoso e que todo mundo lembra (justamente por isso deixei este item por último). Especialistas recomendam que uma criança não deve carregar mais do que 10% do peso corporal em uma mochila. Isso me parece razoável. Para muitas crianças ir pra escola já é um saco. Imagine ainda ter de carregar a casa nas costas, ou você acha que a menina da foto abaixo parece feliz em ir pra escola?

RESUMO DA ÓPERA
Todo mundo sabe que carregar uma mochila pesada é péssimo para a postura, se considerarmos crianças em fase de crescimento, a coisa fica mais dramática ainda.
Pra finalizar deixo uma imagem modificada do site da Associação de Fisioterapia Norte Americana, com o certo e o errado em relação as mochilas escolares.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!!!!


Como todo bom brasileiro sei que o ano só começa de verdade na primeira semana após o carnaval.
Pois bem, cá estou eu começando oficialmente o ano de 2010.
Feliz ano novo para todos!
... e que a força esteja com vocês

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Doutores Palhaços, bem que eu queria ser um!

Hoje fui surpreendido com o retorno triunfal dos besteirologistas ao Instituto de Pediatria e Puericultura Martagão Gesteira da UFRJ. Eles andavam meio sumidos e eu estava sentindo a falta deles... dizem os rumores que estavam representando o Brasil no XXCCVFFII Congresso Intergalático Extranumérario INTERNACIONAL EM LETRAS GARRAFAIS MAIOR DE TODO ESSE MUNDÃO DE MEU DEUS DE BESTEIROLOGIA PURA E APLICADA.

Evento que acontce a cada 3,82 anos em um Resort na Grécia, onde os temas mais atuais da besteirologia são discutidos enquanto estes ilustres profissionais comem lagosta e bebem champagne em calorosas discussões científicas à beira do mediterrâneo.


Mas como eu estava dizendo, hoje fui surpreendido com o bloco carnavalesco "Breque no Piripaque" dos Doutores Palhaços do grupo teatral Roda Gigante. Cara, eles fizeram uma Zorra no IPPMG, com direito a porta bandeira e mestre sala.

Acima a concentração do bloco Breque no Piripaque, em frente a enfermaria "A" Eu e a Lúcia, fisioterapeutas do IPPMG, ainda na concentração


Olha o Bloco, ô abre alas que eu quero passar!!!!!
Detalhe pro médico à esquerda, que saiu do centro cirúrgico pra tirar umas fotos


Olha a porta bandeiras aí gente

Eu tenho uma grande admiração por este grupo de atores e atrizes que levam alegria aos pacientes do IPPMG e conseguem transformar o ambiente hospitalar, mesmo que por alguns momentos, em um grande picadeiro, com direito a bolinhas de sabão, brincadeiras e até mesmo um bloco carnavalesco.
Agora sim, o ano de 2010 está começando pra valer!

Abraços a todos os besteirologistas do Brasil !!!!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Doutorado e Pós-Doutorado

Chegamos à ultima parte da trilogia sobre pós-graduação. Depois de falar sobre a pós graduação Lato Sensu e dos Mestrados acadêmico e profissional Vamos agora falar sobre o Doutorado e o Pós-Doutorado.

Doutorado.
A pós-graduação Stricto Sensu modalidade Doutorado é um curso que dura em média quatro anos e tem como objetivo a formação de pesquisadores. Normalmente exige-se que o candidato já tenha cursado o mestrado antes de ingressar no doutorado, porém dependendo da instituição e do currículo do candidato é possível “pular” o mestrado e cursar direto o doutorado.
Assim como no mestrado, o aluno de doutorado também precisa de um orientador, deve assistir aulas e ao final do curso precisa defender sua tese diante de uma banca. A grande diferença está no nível de profundidade da pesquisa, a qual precisa obrigatoriamente ser inédita. Ao concluir o doutorado, o aluno faz jus ao título de “Doutor”, que é o mais alto grau acadêmico existente no Brasil.
Muita gente acha que o título acadêmico de Doutor é algo equivalente a uma “faixa preta” em fisioterapia. Uma pessoa com doutorado não necessariamente sabe tudo sobre traumato-ortopedia, eletroterapia, neuro, etc.... De fato, pra ser bem sincero, é até possível que um sujeito com Doutorado saiba menos da prática clínica da fisioterapia do que alguém com uma mera especialização Lato sensu, pois o Mestrado e o Doutorado são cursos que exigem que o sujeito saiba muito de um assunto específico. Mas como no Brasil não existe uma política de valorização dos pesquisadores, é muito difícil você encontrar um PhD que não esteja envolvido também na assistência.
E por falar em PhD, muita gente acha que este título refere-se ao Pós-Doutorado. Na verdade, PhD, é a abreviação da expressão latina, "Philosophae Doctor". Título que pesquisadores que cursam o Doutorado no Exterior recebem (particularmente Inglaterra e EUA). Portanto: “Doutor” e PhD são a mesma titulação.


Se você visitar uma Universidade, você pode reconhecer facilmente os alunos do curso de Doutorado por 3 características básicas:
#1- Eles ficam andando rápido pelos corredores, olhando para baixo, gesticulando e falando sozinhos (isso sem ter ingerido nenhuma substância ilegal) e quando sentados eles se balançam pra frente e pra trás também falando e gesticulando sozinhos. – alguns especialistas afirmam que a extrema solicitação neural faz com que eles desenvolvam uma síndrome autismo-like.
#2- Geralmente eles têm olheiras semelhantes a dos Ursos Panda, parte causadas pela privação de sono, parte pelos traumas repetitivos de tanto baterem a cabeça contra a parede ou bancada do laboratório (mais uma vez a síndrome autista).
#3- O último e mais importante sinal: Ao ouvir a palavra “tese”, em qualquer que seja o contexto da conversa, ocorre uma crise de choro histérico seguido de um ataque de pânico. A intensidade deste ataque é diretamente proporcional à proximidade da data da defesa da tese.

Algumas pessoas ainda não satisfeitas com a auto flagelação proporcionada pelo mestrado e doutorado ainda partem para o Pos-Doutorado.

Pós-Doutorado
Um pós-doc (o Pós-Doutorado é carinhosamente chamado por este apelido) é quase sempre exigido para cargos acadêmicos ditos titulares, principalmente em pesquisa de alto nível. Para ingressar no Pós-doc é imprescindivel a conclusão do Doutorado (dessa vez não tem como "pular" o Doutorado). No caso do pós-doutorado, o objetivo é o desenvolvimento de atividades de atualização e abertura de novas linhas de pesquisa. Os projetos elaborados são geralmente um complemento do trabalho realizado no doutorado. O período de duração dos cursos de pós-doutorado varia de acordo com a instituição de ensino, e muita gente opta por cursos "sanduiches", ou seja, feitos metade no Brasile e metade no exterior.

Por enquanto meus planos de ingressar no Doutorado estão na geladeira. Estou gostando muito de poder assitir desenho animado com minha filha, de curtir passeios no final de semana e poder escrever neste blog com uma linguagem descontraída sem me preocupar em passar por avaliações "peer review" dos textos que eu escrevo ou virar a noite revendo o texto de um artigo enviado para algum maldito periódico científico estrangeiro só porque o que eu escrevi não agradou ao maldito avaliador.

Pra finalizar, estou muito feliz com meu título de mestre, pois me igualo a outros grandes mestres como: Mestre Yoda, Mestre dos Magos, Mestre Splinter, Mestre Shifu (do Kung-Fu Panda), isso sem contar os Mestres Jedi eo Sr Miyagi, que não é mestre mas merece menção honrosa pois transformou o derrotado do Daniel San em um faixa preta de karatê.


É importante notar que geralmente os super-vilões tem PhD, como é o caso do Doutor Octopus (arqui-inimigo do homem-aranha), do Doutor Destino (arqui-inimigo do quarteto fantástico), Dr Evil (Austin Powers), Doutor Silvana (arqui-inimigo do Capitão Marvel), Dr Hans Chucrutes (pica-pau) e o Dr. Manhatan (não sei se é herói ou vilão, mas de fato um cara azul com super poderes e que anda pelado não pode ser bom sujeito) .
A proximidade do carnaval me deixa assim, meio nerd, meio piadista.
Espero que tenham gostado

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os determinantes da marcha

Em 1953, Saunders e colaboradores, publicaram um trabalho no “Journal of Bone and Joint Surgery” (disponível para download) no qual descreveram seis mecanismos de otimização da marcha humana. Estes mecanismos, batizados de "determinantes da marcha", teriam como objetivo reduzir o deslocamento do centro de gravidade durante a marcha.
Conhecer os determinantes da marcha é item obrigatório para quem pretende se aprofundar no estudo da marcha humana. Mas para aqueles que não estão interessados em passar divertidas horas lendo livros de biomecânica, basta entender que são estratégias para aumentar a eficiência e a conservação de energia durante a caminhada. Ou seja: são maneiras que o corpo humano encontrou para andar por mais tempo e se cansar menos.
Mas os determinantes da marcha não são só uma curiosidade teórica. Eles complementam sua análise da marcha e podem ser muito úteis ao fisioterapeuta para identificar mais rapidamente padrões alterados de movimento durante a marcha – e isso é particularmente importante, pois creio que assim como eu boa parte dos fisioterapeutas brasileiros não contam com um laboratório de marcha para avaliar seus pacientes.
Pois bem, chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa:

A MARCHA HUMANA - Entendendo o Deslocamento do Centro de Gravidade
A marcha é uma tarefa motora que envolve um padrão complexo de contrações musculares em diversos segmentos do corpo. A análise da marcha é feita dentro do evento definido como "ciclo da marcha", que é a descrição da seqüência de eventos que ocorrem em um membro inferior entre dois contatos iniciais consecutivos do mesmo pé.
Pensando em termos biomecânicos, a marcha pode ser vista como o deslocamento do centro de gravidade do corpo através do espaço com o menor consumo de energia possível.
Na verdade, esse consumo de energia não é constante. Isso ocorre devido a característica de aceleração e desaceleração e partidas e paradas dos membros inferiores, e ainda, devido ao deslocamento do centro de gravidade para cima e para baixo e de um lado para o outro.

A figura abaixo ilustra bem o deslocamento para cima e para baixo do centro de gravidade. Imagine uma criança que resolva riscar a vidraça de uma loja enquanto caminha despreocupada. Perceba que a linha traçada não será perfeitamente horizontal ao solo, na verdade ela se parecerá com uma onda, ou em termos mais apropriados: uma senóide, refletindo a subida e descida do centro de gravidade do corpo durante a passada.


Durante o ciclo da marcha, o centro de gravidade é deslocado duas vezes em seu eixo vertical. O pico se dá durante o meio da postura na fase estática quando a perna que sustenta o peso está vertical e seu ponto mais baixo quando as duas pernas estão sustentando peso com posição de apoiar o calcanhar e a outra em ponta de dedos. Linguagem técnica é meio difícil de entender né? mas vamos trocar em miudos: o ciclo da marcha envolve um passo com a perna direita e um passo com a perna esquerda, para cada passo, uma subida e uma descida do centro de gravidade.
Em relação ao deslocamento latero-lateral, este também comporta-se como uma senóide, a figura abaixo é um gráfico que demonstra os dois movimentos ocorrendo simultâneamente.




DETERMINANTES DA MARCHA

Para obter eficiência e conservação de energia durante a marcha, o deslocamento vertical do Centro de Gravidade deve ser minimizado. Os determinantes da marcha, são estratégias de movimento que justamente reduzem a magnitude dos deslocamentos do Centro de Gravidade pois se o nosso centro de gravidade subisse e descesse com grande amplitude, andaríamos "quicando". Além de ridículo, teríamos de nos adaptar a um gasto energético muito grande e a simples tarefa de ir a esquina comprar pão seria uma verdadeira malhação.
Vamos deixar o silly walk de lado e voltar a nos concentrar nos seis determinantes da marcha:

(1)Rotação Pélvica:
Durante a marcha, realizamos um movimento de dissociação de cinturas. A pelve faz um movimento alternado de rotação para a direita e para a esquerda de cerca de quatro graus. Com o membro inferior vertical e o pé apoiado no solo, para uma passada é necessário flexionar e estender os quadris. Uma vez que a pelve é uma estrutura rígida, o movimento ocorre alternadamente em cada quadril a qual passa de uma rotação interna para externa durtante a fase de apoio.A rotação pélvica é o mecanismo que permite que a pelve rode sobre um eixo vertical de maneira a avançar o quadril que entra em flexão e recuar o quadril que entra em extensão. Ao se realizar esta discreta rotação, o corpo pode "economizar movimento", pois diminui a necessidade de flexão e extensão de quadril necessários para o passo.

(2) Inclinação Pélvica:
Durante os movimentos de flexão e extensão dos quadris ocorre oscilação para cima e para baixo do tronco. A inclinação pélvica durante a marcha reduz esses movimentos verticais do tronco, de modo que quando o membro esta apoiado em sua maior altura, a pelve inclina-se para o lado em balanço (como se fosse um "trendelenburg”- veja na figura abaixo), e dessa maneira, a oscilação vertical no ponto médio da pelve fica menor. A propósito: A combinação da rotação com a inclinação pélvica fizeram a fama da Garota de Ipanema e das mulatas do Sargentelli.

(3) Flexão de Joelho na Fase de Apoio:
Ao terminar a fase de balanceio, o joelho encontra-se completamente extendido pouco antes do calcanhar tocar o solo. Neste momento, encerra-se a fase de balanço e inicia-se a fase de apoio. Quando o corpo avança sobre o membro que está apoiado no solo ocorre uma pequena onda de flexão de joelho, que é bem rápida, e tão logo o centro d egravidade tenha se deslocado por sobre o joelho, este volta a extender-se até a extensão total no fim da fase de apoio.
Mas para que serve esta pequena onda de flexão do joelho?
A flexão do joelho encurta o membro no início do apoio simples, reduzindo a altura do ápice da trajetória do centro de gravidade no plano sagital. Esse mecanismo ajusta o comprimento efetivo do membro inferior durante a fase de apoio, a fim de manter a altura do quadril a mais constante possível.

Eu sei que muita gente torce o nariz para gráficos, mas vale a pena analisar esse aqui de cima com um pouquinho de atenção. O joelho flete duas vezes durante o ciclo da marcha, neste momento, o que nos interessa é observar a primeira onda de flexão do joelho, que ocorre justamente na fase de apoio e está associada à resposta de carga. Além de reduzir o deslocamento vertical do centro de gravidade, esta pequena onda de flexão de aproximadamente 20 graus também serve para absorver parte da energia do impacto do mebro com o solo.

(4 e 5) O quarto e quinto determinantes da marcha dizem respeito a interação entre tornozelo, joelho e pé.
Os graus de flexão e extensão que ocorrem durante a fase de apoio entre estes três componentes são intimamente relacionados e previsíveis, e também atuam na minimização do deslocamento do centro de gravidade. no início do apoio o retropé “alonga” o membro inferior, e no final desta fase, é a flexão plantar do tornozelo que produz o seu “alongamento”. Isso ocorre a partir do momento em que o retropé se desprende do solo, e a flexão plantar do tornozelo faz com que o antepé efetivamente alongue o membro, reduzindo a queda do centro de gravidade no final do apoio

(6) Deslocamento lateral da pelve
Em cada passo, o corpo é desviado ligeiramente sobre a perna que apóia peso. O corpo desloca lateralmente de um lado para o outro aproximadamente de 4 a 5 cm em cada passada. Esse deslocamento aumenta durante a marcha se os pés estão mais separados e diminuem se os pés estão mais próximos um do outro e minimizam o deslocamento horizontal do centro de gravidade


Segundo Perry (1992), a interação destes determinantes representam uma melhora de 50% na eficiência da marcha. Entretanto existem muitas controvérsias sobre o tema. Diversos autores afirmam que todos os determinantes citados de fato existem, porém questionam o seu papel na amenização do deslocamento do centro de gravidade. Abaixo deixo dois links para aqueles que quiserem torrar os miolos estudando este tema.

Boa caminhada

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pós Graduação Strictu Senso. Mestrado Acadêmico Vs Mestrado Profissional

A pós graduação modalidade Stricto Sensu é composta pelos cursos de Mestrado, Mestrado Profissional, Doutorado e Pós-Doutorado. Estes cursos são direcionados para a continuidade da formação científica e acadêmica. Se você pretende seguir a carreira de professor(a) universitário é de máxima importância conseguir um título formal de Mestre ou Doutor, razão pela qual os cursos stricto sensu são procurados principalmente por aqueles que têm como objetivo atuar em ensino e pesquisa.
Atualmente existem duas modalidades de mestrado: O mestrado profissional e o mestrado acadêmico. vamos conhecer melhor cada um deles.


MESTRADO ACADÊMICO
O mestrado é o primeiro nível de um curso de pós-graduação stricto sensu, com duração de dois anos prorrogáveis por mais dois anos e tem como objetivo preparar profissionais da área biomédica para lecionar em nível superior, além de capacitá-los a desenvolver atividades de investigação científica, de análise de dados e preparo de manuscritos científicos (ou seja: ler e escrever artigos). Durante o mestrado o aluno desenvolve a dissertação e cursa as disciplinas coerentes com a sua pesquisa. No caso da área de Concentração de Ciências da Saúde geralmente são cursadas as matérias de Bioética, Bioestatística, Metodologia Científica, Epidemiologia Clínica, e outras matérias eletivas, além de atividades didáticas com alunos de Iniciação Científica.

Só para constar: Um dos requisitos para a obtenção do título de mestre é a elaboração e defesa de uma dissertação. Aliás, apesar de muito falada, a ”tese de mestrado” é uma coisa que não existe. A denominação correta é defesa de dissertação. Apenas no Doutorado você vai defender uma tese. Recomendo a leitura do texto “
O que se espera de uma dissertação de mestrado?” de Paulo Roberto de Almeida.

MESTRADO PROFISSIONAL
É destinado a profissionais que estão no mercado de trabalho e querem aprofundar seus conhecimentos em uma determinada área, conciliando-os à sua atividade profissional. A grande diferença entre as modalidades (mestrado acadêmico Vs Mestrado Profissional) é justamente o foco do programa. De acordo com a CAPES, o "mestrado profissional" é a designação do mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Essa ênfase é a única diferença em relação ao mestrado acadêmico, o qual obviamente também pode ser direcionado para a solução de problemas reais, mas que também permite pesquisas sem relevância imediata para a prática profissional (um exemplo seria um mestrado em morfologia no qual o aluno investiga as células do córtex cerebral do babuíno careca da malásia).
Ainda não conheço ninguém que tenha feito o mestrado profissional, portanto não tenho muitas informações a respeito, mas me parece tratar-se de um curso híbrido entre a especialização e o mestrado, ou uma “especialização turbinada”, com padrão Capes. Este foco na resolução de problemas me parece bastante promissor, pois permite uma pesquisa direcionada à prática, possívelmente com o aluno botando a mão na massa e gerando conhecimentos de aplicabilidade clínica imediata.

O título de mestre obtido nos cursos de mestrado profissional, recomendados e avaliados pela Capes e credenciados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), tem validade nacional e concede ao seu detentor os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico. Em outras palavras: Para fins de titulação são idênticos, sendo inclusive permitido ao portador de mestrado profissional a possibilidade de fazer doutorado depois.
Ah! Importante: O mestrado profissional é pago.
Leia também o que eu escrevi sobre: