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Infelizmente o 4shared bloqueou o acesso a conta onde eu armazenava os e-books (aparentemente tem algo haver com direitos autorais). Assim que tiver um novo site para armazenamento enviarei os links.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Cursos Internacionais de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva - Conceito Kabat

Olá Pessoal,

Há algumas postagens atrás, eu traduzi um caso clínico de uma paciente tratada com o conceito PNF e também um breve descrição da história deste conceito. Hoje, volto a abordar o assunto, mas desta vez pra divulgar os cursos internacionais básico (níveis I e II) e avançado (nível III) que serão ministrados em dezembro no Rio de Janeiro.
Para quem está em dúvida se deve ou não investir seu tempo e dinheiro num curso de PNF, devo dizer que este curso é sem sombra de dúvidas um dos mais recomendados para quem quer trabalhar com reabilitação neurológica e ortopédica.
Nesta exata semana estou cursando a segunda etapa do módulo básico e confesso que estou adorando a idéia de ficar de terça até sábado, das 08:00 às 17:00 aprendendo, raciocinando e praticando PNF (este prazer todo não tem nada haver com as minhas perversões masoquistas . . . bem, talvez só um pouquinho).
Então galera, quem quiser investir em um bom curso, fica a dica. Abaixo segue a divulgação do curso.



CURSO INTERNACIONAL DE FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA
CONCEITO KABAT – NÍVEIS I E II
“Reconhecido pela Associação Internacional de PNF”

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PROGRAMA:
História e filosofia da PNF, diagonais e padrões de movimento, procedimentos básicos, técnicas específicas, atividades no tatame e barras paralelas, biomecânica da marcha (avaliação e tratamento), funções vitais, avaliação e prescrição de tratamento para pacientes com disfunções do aparelho locomotor, CIF – classificação Internacional de Funcionalidade e conceitos de controle e motor e aprendizagem motora.

Curso direcionado para o tratamento de pacientes com disfunções neurológicas e ortopédicas.
Prática com pacientes durante o curso.

Ministrantes

José Vicente Martins:
­ Formação completa em PNF na Europa pela IPNFA
­ Instrutor Internacional de PNF reconhecido pela IPNFA (Associação Internacional de PNF)
­ Professor de Fisioterapia Neurológica da UFRJ
­ Chefe do Setor de Fisioterapia do Instituto de Neurologia Deolindo Couto
­ Professor do curso de Pós-Graduação em Ortopedia e neurologia da Atlântica Educacional
­ Sócio-proprietário do Cirta (Clínica de Reabilitação Neurológia e Ortopédica)

Paulo José Moté Barboza:
­ Instrutor Assistente de PNF reconhecido pela IPNFA (Associação Internacional de IPNFA)
­ Professor do curso de Pós-Graduação em Ortopedia e neurologia da Atlântica Educacional
­ Fisioterapeuta do CIRTA

Data: 08 á 12 de Dezembro de 2010 e 02 á 06 de Fevereiro de 2011.

Informações:
CIRTA - Centro Integrado de Reabilitação e Terapia Aquática
Falar com Adriana 2495-5871 ou cirta@cirta.com.br

Horário: 8:30 às 17:30
Público Alvo: Fisioterapeutas
Investimento: R$2.700,00 á vista ou R$3.000,00 em 08 parcelas de R$375,00.

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Curso Avançado de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva
Nível III

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Local: CIRTA - Centro Integrado de Reabilitação e Terapia Aquática
Endereço: Av. Vitor Konder, 344 - Barra da Tijuca - RJ - Tel: 2495-5871
Data: 15 á 19 de Dezembro de 2010
Horário: 09:00 h às 18:00 h
Público Alvo: Fisioterapeutas
Investimento: R$ 1500,00 à vista ou 6 parcelas de R$ 250,00 sendo o ultimo cheque para o dia 10 de Dezembro de 2010

Organização: Associação Brasileira de PNF - Prof Mônica Cilento - Instrutora Internacional de PNF e Prof José Vicente Martins - Instrutor Internacional de PNF

Inscrições: CIRTA - (21) 2495-5871 falar c/ Adriana, e-mail cirta@cirta.com.br

Ministrantes

CARSTEM SCHAFER: - Instrutor Senior de PNF pela IPNFA
Presidente da IPNFA

JOSÉ VICENTE MARTINS: - Professor de Fisioterapia Neurologica da UFRJ - Instrutor de PNF pela IPNFA. Membro do Comitê Educacional IPNFA

OBS: O participante estará inscrito após o pagamento da 1.ª Parcela

CENTRO MULTIDISCIPLINAR DA DOR PROMOVE TREINAMENTO PROFISSIONAL PARA PSICÓLOGOS, FISIOTERAPEUTAS E ACUPUNTURISTAS

Evento gratuito acontece no sábado, dia 2 de outubro

O Centro Multidisciplinar da Dor (CMD), em Botafogo, promove no sábado, dia 02 de outubro, das 9h às 14h, o 2º Treinamento Profissional em Dor.

O evento, gratuito, é coordenado pelo Prof. Alexandre Amaral. Na programação, palestras, análise curricular e entrevista. O treinamento é básico e é direcionado a psicólogos, fisioterapeutas e médicos acupunturistas. O objetivo é dar noções mínimas a esses profissionais para que tenham condições de ingressar em equipes multidisciplinares e atuar no diagnóstico e no tratamento de pacientes com dores crônicas.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2530-2797 ou pelo email administracao@centrodador.com.br. No email enviado, deve constar o nome completo do candidato, o número de um telefone de contato e a formação profissional. Todos os participantes receberão material didático. As vagas são limitadas.



Programação

- Abordagem Multidisciplinar na Dor Crônica
Prof. Alexandre Amaral, Diretor Médico do CMD, professor do Instituto Carlos Chagas e chefe do Ambulatório de Neurocirurgia Funcional do Hospital dos Servidores do Estado.

- O Paciente de Dor Crônica
Patrícia Suassuna é graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Mestre em Ciências Médicas pela Faculdade de Ciências Médicas do Hospital Universitário Pedro Ernesto

- Fisiopatologia da Dor
Patrícia Suassuna

- Avaliação e Tratamento Médico do Paciente de Dor Crônica
Dra. Sonia Camara é responsável pela fisiatria no Ambulatório de Neurocirurgia Funcional e Dor do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro

- Avaliação e Tratamento Fisioterapêutico do Paciente da Dor Crônica
Fenanda Sá é membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, fisioterapeuta graduada pelo Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação e especialista em recuperação motora e de terapias através do movimento e técnicas corporais

- Avaliação e Tratamento Psicológico do Paciente de Dor Crônica

Cecília Dal Magro é psicóloga graduada pela UFRJ, pós-graduada em Neuropsicologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com formação avançada em Reabilitação Neuropsicológica na USP

- Síndrome Fibromiálgica e Síndrome Dolorosa Miofascial
Lilian Pinheiro é fisioterapeuta formada pela Universidade Estácio de Sá e desde 2000 trata de pacientes com dores crônicas. É especialista em Fisioterapia Neurológica

Serviço

Data e Horário: 02/10/2010 (sábado), das 9h às 14h

Local: Centro Multidisciplinar da Dor (Rua Paulino Fernandes, 83, em Botafogo).
Telefone: 21.2530.2797


domingo, 26 de setembro de 2010

Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente IPPMG/UFRJ

Olá pessoal,
Quem acompanha o blog talvez tenha percebido que andei meio relapso com as postagens. Acontece que estive envolvido em alguns projetos ao longo do ano. Um destes projetos foi a participação na implantação do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente do IPPMG/UFRJ. Vou puxar sardiha pro meu lado (afinal, se eu não fizer isso, quem fara?) e confessar que eu mesmo gostaria de me inscrever neste programa. A equipe envolvida na elaboração e agora no planejamento é motivada e unida, e tenho certeza que temos competência para oferecer um programa de residência de qualidade.
Pois é, depois desta auto-massagem no ego, deixo vocês com as informações técnicas.
Vejo vocês por lá!

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA), o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), o Instituto de Psiquiatria (IPUB), a Maternidade Escola da UFRJ comunicam que estarão abertas as inscrições para o Concurso de Seleção para Residência Multiprofissional, de 13 a 15 de outubro de 2010, das 09 às 16 horas, no HUCFF . Coordenação de Atividades Educacionais (CAE), 12º andar.
Taxa de inscrição: R$ 180,00 (cento e oitenta reais).
O depósito deve ser feito no Banco do Brasil - Agência 2234-9, Conta 957.333-X, código identificador 15883-6.
Maiores informações pelos telefones 2562-2862 / 2562-6010

Documentos exigidos:

Original do comprovante de depósito da taxa de inscrição.
[1] Original (para conferência) e fotocópia simples da Carteira de Identidade e do CPF.
[2] Original e fotocópia da carteira do respectivo Conselho OU Cópia da franquia provisória OU do protocolo do registro profissional do Conselho Regional da sua categoria.
[3] Declaração oficial (original e fotocópia), que comprove a frequência regular no último período da graduação, fornecida pela instituição de ensino de origem, com previsão de conclusão da graduação até, no máximo, 31/12/2010.

Um outro detalhe que faltou no edital: Os candidatos deverão estar formados a no máximo dois anos.
Quer conferir o edital? é só clicar e fazer o download neste Link

Hasta La Vista

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Prova Comentada - Fisioterapeuta PM RJ Pediátrica e Neonatal 2010 Quatões 11 a 20

Questão 11
Considerando a teoria dos sistemas dinâmicos, ao observar uma criança diplégica engatinhando, verificamos variações em seu padrão de movimento a medida que a tarefa é realizada. Dentre os parâmetros que estarão influenciando tal modificação podemos indicar
(A) espasticidade ao movimento e comprimento dos membros.
(B) velocidade e freqüência da oscilação dos movimentos.
(C) comprimento dos membros e velocidade do movimento.
(D) compreensão da tarefa e espasticidade ao movimento.

Esta questão é sobre teorias do controle motor. Atualmente, a teoria dos sistemas dinâmicos tem sido muito discutida por conseguir responder várias questões a respeito do desenvolvimento motor. De acordo com esta teoria, é através da autoorganização entre outros princípios. que se pode entender a emergência de novas formas de comportamento sobre a ação do tempo real no curso do desenvolvimento. Complicado? Também achei. Pra ser sincero,fiquei entre as alternativas A e D. Porém a explicação é complexa demais para ser exposta em uma única postagem. Mas qum quiser aprender um pouco mais, pode acessar os links abaixo:

DESENVOLVIMENTO MOTOR NA TEORIA DOS SISTEMAS DINÂMICOS

Controle Motor: Estrutura Teórica

Questão 12
No tratamento de crianças com artrogripose múltipla congênita, para facilitar a aquisição de tarefas do desenvolvimento, alem de outras condutas, são indicados a mobilização articular e o alongamento passivo. Com relação a afirmação acima, marque a opção correta.
(A) O alongamento inicia-se ao nascimento e deve ser realizado, forçando-se a articulação alem do limite articular encontrado.
(B) O alongamento inicia-se logo apos o nascimento e deve sempre respeitar o limite final da amplitude de movimento.
(C) O alongamento só poderá ser realizado apos o período de aproximadamente 6 meses de utilização de aparelho gessado.
(D) O alongamento deve ser iniciado somente apos os procedimentos cirúrgicos necessários para não lesar a articulação.

O tratamento da artrogripose é complexo, devido à presença de deformidades em múltiplas articulações e pela rigidez das estruturas periarticulares. Eu encontrei dois artigos que citam que o tratamento é iniciado já nos primeiros dias de vida com a manipulação passiva de todas as articulações contraturadas. (REF1 e REF2) Portanto, se o tratamento deve ser precoce, então concluímos que as alternativas C e D são falsas.
Em relação à alternativa A temos aqui duas afirmações assustadoras:
“O alongamento inicia-se ao nascimento” Ora, não se respeita mais a primeira mamada? A criança já nasce e vai logo pro alongamento? Cruz Credo!; e “forçando-se a articulação alem do limite articular encontrado” Fazer isso em um lactente é pedir pra fazer uma iatrogenia, tanto pelo sofrimento causado à criança quanto pelo risco de fratura. Duvida? Experimenta forçar o seu cotovelo além do limite articular encontrado pra ver o que te acontece...
Portanto o gabarito é Alternativa B

Questão 13
Na avaliação motora inicial da criança com seqüela de espinha bífida aberta, é importante
(A) verificar o nível funcional, independente dos resultados encontrados no teste muscular.
(B) considerar os resultados do teste muscular correlacionando com o nível funcional.
(C) considerar que a forca muscular residual dependerá do nível intelectual encontrado.
(D) verificar o nível intelectual e correlacioná-lo ao nível funcional encontrado no teste físico.

Ok galera, embora seja possível deduzir a resposta com certa facilidade, esta questão levanta uma questão que na prática é altamente relevante para o tratamento. Então vamos começar pelo começo:
Na espinha bífida, ocorre má formação da medula e das raízes nervosas, desta forma, os nervos envolvidos podem ser incapazes de controlar a musculatura correspondente, determinando paralisias em graus variados. Uma das classificações mais utilizadas para o nível funcional em casos de espinha bífida é a Classificação em quatro níveis de lesão: nível torácico, nível lombar alto, nível lombar baixo e nível sacral.
Porém, o Nível Funcional não é necessariamente o nível medular mais baixo onde a função motora está preservada, mas sim, o nível onde os músculos conseguem realizar seu papel de forma funcional. Ex: Eu posso ter um garoto classificado no nível funcional lombar alto, mas que apresenta sensibilidade e até alguma atividade voluntária nos músculos do quadril e joelho, porém não consegue ficar de pé e nem engatinhar por conta de espasticidade (devido a uma medula ancorada) e contraturas articulares. Então, apesar de ter motricidade compatível com a categoria de lombar baixa, estes músculos não são funcionais devido ao encurtamento e espasticidade.
Não sei se confundi mais do que ajudei...
De qualquer forma, vamos analisar as alternativas: Alternativa C e D fazem menção a um tal de nível intelectual (????) como medir nível intelectual em crianças? Teste de QI? Por meio de perguntas sobre a vida e a obra dos filósofos Pré-Socráticos?, ou talvez uma redação sobre a atual perspectiva macroeconômica das indústrias petrolíferas e seu papel no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no século XXI ? Descartem a C e D, por favor...
Em relação às alternativas A e B, acho que a minha longa explicação inicial justifica a alternativa B como correta.
Gabarito: alternativa B


Questão 14
O avanço na medicina tem proporcionado melhores condições de vida para crianças com distrofia muscular. O uso de corticóides tem sido relatado como um recurso terapêutico de grande valor, entretanto a progressão da doença ainda não pode ser evitada. Dentre os recursos terapêuticos utilizados pela
fisioterapia, é correto afirmar que:
(A) exercícios de resistência e alongamentos devem ser estimulados para melhorar a fraqueza muscular e retardar a progressão das contraturas.
(B) exercícios ativos e alongamentos devem ser encorajados e exercícios resistidos desencorajados, em virtude do efeito prejudicial à estrutura muscular.
(C) exercícios ativos e exercícios resistidos devem ser estimulados, desencorajando-se a utilização de alongamentos, em virtude do efeito prejudicial à membrana muscular.
(D) são indicados exercícios ativos livres, resistidos, alongamentos e órteses de posicionamento para melhora da força muscular e retardo dos sintomas.

O termo Distrofia Muscular engloba um grupo de doenças genéticas, que se caracterizam por uma degeneração progressiva do tecido muscular. Em outras palavras, os músculos tornam-se frágeis e se deterioram progressivamente.
Devido a esta fragilidade do músculo, recomenda-se evitar exercícios resistidos e alongamentos intensos pois estes podem acelerar a destruição muscular.
Desta forma, qualquer indicação de exercícios resistidos caracteriza uma resposta falsa. Assim, por simples exclusão chega-se ao gabarito desta questão.
Gabarito: Alternativa B

Questão 15
Durante o processo da doença de Perthes, a terapêutica utilizada e aceita e
(A) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contratura em flexão e adução.
(B) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contratura em rotação e adução.
(C) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contraturas em extensão e adução.
(D) manter a mobilidade do quadril tanto quanto possível com o objetivo de prevenir contraturas em flexão e abdução.

A doença de Legg-Calvé-Perthes é uma necrose isquêmica da cabeça femural. O quadro clínico é caracterizado por claudicação, dor e limitação da ADM principalmente da abdução, extensão e rotação medial do quadril.
Existe uma dissertação de mestrado que faz uma ótima revisão do tema (baixe aqui):
www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/.../GuilhermeCarlosBrech.pdf
Eu achei o enunciado desta questão mal elaborado. A doença de Legg Calvé pode ocasionar importante limitação da ADM, principalmente para os movimentos de abdução e extensão de quadril. Porém, quando falamos em contratura em adução e flexão, isto dá a entender que o quadril estaria fixado em uma postura de adução (cruzando a linha média) e flexão. Não creio que isto aconteça. De fato, o que já vi acontecer (e é reforçado pela revisão da dissertação do link) é um bloqueio articular que limita a flexão e a abdução do quadril. – ou seja: estaria ocorrendo um encurtamento ou contratura dos adutores e extensores do quadril, mas não ao ponto extremo de cruzar o plano anatômico destes movimentos.
Sendo assim, Gabarito: Alternativa A

Questão 16
As alterações estruturais anatômicas envolvidas na deformidade em equinovaro congênita são:
(A) deslocamento do navicular, calcâneo e cubóide ao redor do talus.
(B) deslocamento do cubóide, calcâneo e cuneiformes ao redor do talus.
(C) deslocamento do cuneiforme, navicular e cubóide ao redor do talus.
(D) deslocamento do calcâneo, cubóide e cuneiforme ao redor do navicular
.

Segundo o livro “Ortopedia e Traumatologia – princípios e prática”, mais conhecido como “Sizínio”, o Tálus é a principal causa de deformidade em casos de Pé Torto. (assim, podemos excluir a alternativa D, pois ela não inclui o Tálus entre os ossos envolvidos). Aparentemente, as principais alterações estruturais estão relacionadas ao Calcâneo, Cubóide e Navicular. Para responder esta questão, além da decoreba, poderiam ser utilizadas noções de anatomia. Os cuneiformes se articulam com o navicular e não com o tálus, como é sugerido nas alternativas B e C (sendo que na C, o enunciado cita apenas “cuneiforme” sem especificar a qual dos 3.se refere).
Gabarito: Alternativa A

Questão 17
Para evitar a progressão da rigidez do complexo gastrocnemio-soleo em crianças com Distrofia Muscular de Duchenne, o(s) melhor(es) recurso(s) e(são)
(A) sessões prolongadas de alongamentos domiciliares, com varias repetições.
(B) a utilização de órteses tornozelo-pé articulada durante 24 horas do dia.
(C) alongamentos regulares e utilização de órteses de posicionamento noturno.
(D) alongamentos associados ao fortalecimento da musculatura antagônica.

Outra questão sobre distrofia muscular (a banca gosta mesmo deste tema ! ! )
Muito bem, já vimos que em casos de distrofia muscular, existe uma fragilidade do tecido muscular. Assim, é prudente evitar exercícios contra-resistência e alongamentos intensos. Assim, a questão A pode ser eliminada, pois envolve alongamentos prolongados e com várias repetições, o que pode aumentar a chance de lesão muscular. A alternativa B também pode ser excluída pois uma órtese tornozelo-pé articulada 24hs implicaria em peso e resistência para a marcha. Para uma criança com Duchenne, isto certamente aceleraria a degeneração muscular. A alternativa C é bem neutra. Não faz menção à intensidade do alongamento e as órteses noturnas de posicionamento não colocam o músculo sob tensão, o que evitaria as lesões musculares nestes pacientes. Finalmente, a alternativa D faz menção ao fortalecimento dos antagonistas. Embora não cite se este fortalecimento seria ativo-livre ou resistido, o que faz desta alternativa uma resposta aceitável, ainda assim a alternativa C é mais correta.
Gabarito: Alternativa C

Questão 18
No tratamento do bebê com torcicolo muscular congênito à direita, na idade de 4 meses, quais atividades do desenvolvimento motor normal devem ser enfatizadas para o fortalecimento do ECOM alongado?
(A) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(B) Rolar de supino para decubito lateral direito e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(C) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a direita.
(D) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a esquerda.

Eu não entendi o enunciado desta questão. A banca não informa se a criança fez ou não cirurgia e no final quer saber como fortalecer (?) o ECOM alongado (?????).
Vou considerar apenas a necessidade de alongamento do músculo e ignorar este fortalecimento (até porquê nenhuma das alternativas envolve atividades que causem contração do ECOM afetado).
Em casos de torcicolo congênito, a cabeça fica inclinada para o lado do músculo afetado e rodada para o lado oposto devido a contratura do ECOM. Portanto, o bebê do caso clínico apresenta-se com a cabeça inclinada para a direita e ligeiramente rodada para a esquerda. Assim, para alongar basta estimular atividades que gerem rotação para direita e inclinação para esquerda. AS alternativas envolvem 3 atividades: Rolar de supino para DL, controle de cabeça em prono e endireitamento lateral da cabeça. Vamos analisar cada uma delas:
#1 Ao rolar de supino para decúbito lateral (considerando uma criança sem disfunção neuromotora), o bebê irá inicialmente girar a cabeça para o lado estimulado antes de iniciar o rolar. Desta forma estimulando o alongamento do componente rotacional do movimento para o mesmo lado do ECOM afetado.
#2 Para manter a cabeça elevada em prono, a criança precisa ativar os dois ECOMs (a ativação de ambos causa extensão capital) de forma controlada e equilibrada. No caso do torcicolo, a tendência será a criança manter a cabeça inclinada e rodada.
#3 Estimular o endireitamento lateral da cabeça. O endireitamento pode ser entendido como uma reação na qual o paciente busca corrigir a orientação da cabeça com o horizonte. Então se você colocar a criança em decúbito lateral direito e a estimular a corrigir a postura de modo que olhe para o horizonte ainda em DL direito, ela tenderá a alongar o ECOM Direito.
Portanto: Gabarito alternativa D


Questão 19
Considerando a artrite idiopática juvenil, e correto afirmar que
I. a hipertermia superficial pode ser usada nessa patologia.
II. exercícios passivos e alongamento são indicados na fase aguda.
III. exercícios com resistência progressiva são indicados na fase subaguda.
IV. o paciente deve ser mantido somente em repouso na fase aguda.
V. exercícios através da isometria são indicados na fase aguda.

Estao corretas as afirmativas
(A) I, III e V.
(B) I, II e III.
(C) II, IV e V.
(D) II, III e IV.

Alternativa I – O calor superficial pode sim ser utilizado para redução da dor na fase aguda da AIJ Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbr/v47n3/09.pdf. No caso da hipertermia, o que é contra-indicado é o uso de calor profundo, pois este poderia estimular ainda mais o processo inflamatório.
Desta forma, alternativa I está correta

Alternativa II – exercícios passivos e alongamentos, podem desencadear dor. De fato, em termos de atividade passiva na fase aguda, apenas a mobilização dentro do limite da dor é recomendada. Portanto, alternativa II está errada

Alternativa III – Sim, atividades resistidas podem e devem ser utilizadas por pacientes com AIJ, fora da fase aguda. Fonte : http://www.sbafs.org.br/_artigos/93.pdf

Portanto, alternativa III é verdadeira

Alternativa IV – Sigo a mesma fonte citada acima... o repouso absoluto é prejudicial a estes pacientes.

Alternativa V – Mais uma vez, pacientes não devem ficar em repouso absoluto. A isometria na fase aguda é recomendada.

Gabarito: Alternativa A

http://www.revistadigitalvidaesaude.hpg.com.br/artv1n3_03.pdf

http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:_rK4mpq9uCIJ:xa.yimg.com/kq/groups/21505141/918831356/name/II.28_AIJ.pdf+%22artrite+idiop%C3%A1tica+juvenil%22+fisioterapia+fase+aguda&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESjhF0ZATqGAuFRiRPhIocQnLzMR3KZ1w2RtcmBqtWv7K9IRx_cTU9iDaWBcYpYdZGTggIOPzbGokIQm2PebGJld7HSFd2x1BtsOYNLv6AywcCF-pBleJjVj9F_26TsyMuPayuS1&sig=AHIEtbSDt_7K8aI9-9EXUzpGIw4zw1aEdw

http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/015.pdf


Questão 20
A paralisia braquial obstétrica do tipo Erb-Duchenne cursa com déficit funcional principalmente para
(A) rotação medial de ombro.
(B) extensão de punho.
(C) rotação lateral de ombro.
(D) extensão de dedos.

Pacientes com paralisia de Erb Duchenne, apresentam uma postura característica com o braço ao lado do corpo, em rotação interna com antebraço estendido e pronado, conhecida como “postura da gorjeta do garçom”. A paralisia do bíceps braquial é a principal causa desta posição.
Ora, se o braço está rodado internamente, o déficit existente está no movimento oposto a esta postura viciosa. Portanto, o déficit funcional está relacionado a rotação lateral do braço.
Gabarito: Alternativa C

domingo, 19 de setembro de 2010

Palestra Gratuita sobre Equipe Multidisciplinar na Doença de Alzheimer

PALESTRA ONLINE GRATUITA
Devido a complexidade dos sintomas da Doença de Alzeimer, é altamente recomendável que o manejo destes pacientes seja planejado e efetuado por equipe multidisciplinar.
Na próxima semana, dia 21/09, em respeito ao Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o site Cuidadores na Web, da ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) irá transmitir via web uma palestra com o tema: Equipe Multidisciplinar.
Oportunidade imperdível para aqueles que desejam aprender um pouco mais sobre a dinâmica de uma equipe multidisciplinar no tratamento de pessoas com mal de Alzheimer.

Seguem as informações básicas:

Cuidadores na Web - Dia Mundial da Doença de Alzheimer
Data: 21/9 (terça-feira)
Horário: 21h
Tema: Equipe Multidisciplinar
Médico convidado: Dr. Ivan Okamoto

Acesse o site
CUIDADORES NA WEB. Acompanhe também a comunidade no Facebook ou siga-os no Twitter
PALESTRAS ONLINE
Acreditamos que a informação ajuda as pessoas a entender e aceitar melhor a doença, favorecendo assim o melhor encaminhamento dos pacientes possibilitando uma qualidade de vida mais digna tanto para o portador como para a sua família.
O trabalho da ABRAz consiste em transmitir informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença e, também, orientar sobre os aspectos cotidianos do acompanhamento do portador. Dentre as várias atividades desenvolvidas pela ABRAz é possível destacar os grupos de apoio aos familiares, o atendimento pessoal à família e o site.

domingo, 12 de setembro de 2010

Prova comentada - Fisioterapeuta PMRJ, especialidade Pediátrica Neonatal

Hoje volto a postar provas comentadas, deixarei as primeiras 10 questões da prova de pediatria do concurso para fisioterapeuta da Polícia Militar do Rio de Janeiro na especilidade de pediatria.
Logo de cara vale a pena ressaltar que esta prova está muito bem elaborada. De fato me surpreendeu, pois como este concurso foi elaborado pela própria corporação, eu tive sérias dúvidas quanto a qualidade das questões e também quanto a idoneidade do concurso.
Felizmente parece que eu estava enganado. A prova contém questões que fogem da decoreba pura e simples. Além disso, até o momento o concurso segue com transparência. Felizmente....
Na resolução das questões, segue uma breve explicação do raciocínio envolvido na solução do problema, além de links para textos que justificam ou que complementam a resposta. PAra a resolução desta prova, contei com a inestimável ajuda do Mestre Yoda, que entre uma e outra batalha contra as forças do mal intergalático, conseguiu um tempinho pra me ajudar.
Espero que gostem.


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OBJETIVAS
Questão 01 - Extremidades corporais com aspecto cilíndrico associadas ao deslocamento da articulacao do quadril, importantes contraturas e articulacoes rigidas em criancas com a presenca de sensibilidade intacta são caracteristicas de:
(A) Amiotrofia Espinhal do Tipo I.
(B) Acondroplasia Congenita.
(C) Artrogripose Multipla Congenita.
(D) Disrafismo espinhal.

Para responder a esta questão, é interessante analisar cada uma das alternativas.
Alternativa "A". A Amiotrofia espinhal é uma patologia genética, cujas principais características são a perda de força muscular e hipotonia, com a sensibilidade preservada. É importante ressaltar que articulações rígidas e contraturas importantes não fazem parte da apresentação desta doença. Portanto, pode-se concluir que a alternativa A é Falsa.
Alternativa "B". A Acondroplastia Congênita é definida, segundo o site da
Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, como a forma mais comum de baixa estatura desproporcional, sendo os principais achados: baixa estatura, encurtamento rizomélico dos membros; macrocefalia; tronco longo e estreito, cifose e lordose acentuadas; braquidactilia, dedos fusiformes e dispostos como a formar um tridente. Esta descrição não parece se encaixar no enunciado. Portanto, a alternativa B também é falsa. ( Para saber mais leia uma rtigo de revisão clicando AQUI).
Alternativa "C".A artrogripose múltipla congênita é um transtorno caracterizado por alterações da pele, tecido celular subcutâneo, músculos atrofiados e substituídos por tecido fibrogorduroso, contraturas articulares múltiplas, rigidez e espessamento das estruturas periarticulares e com sensibilidade conservada. A apresentação clínica é típica, com contraturas articulares, geralmente simétricas dos quatro membros os quais parecem atróficos e têm formato fusiforme ou cilíndrico. OPA! Esta definição parece se encaixar. Mas antes de confirmar no cartão resposta, vamos analisar a alternativa D. (leia mais sobre artrogripose acessando o site
portal da fisioterapia e também um artigo da Revista Brasileira de Ortopedia)
Alternativa "D". Segundo os descritores em ciências da saúde (
DeCS) da Biblioteca Virtual de Saúde, a definição de disrafismo é: Defeitos congênitos de fechamento de um ou mais arcos vertebrais, que podem estar associados com malformações da medula espinhal, raízes de nervos, bandas fibrosas congênitas, lipomas e cistos congênitos. Ora, malformações da medula envolvem comprometimento motor e sensitivo. Portanto, alternativa D é falsa.
Desta forma, o Gabarito para esta questão é alternativa C
para saber mais sobre disrafismo espinhal, acesse um artigo clicando
AQUI

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Questão 02 -Os movimentos que podem ser observados em articulacoes distais nas crianças com mielomeningocele em nivel toracico:
I. Sao movimentos reflexos residuais provenientes dos arcos reflexos locais, não controlados por funcoes corticais.
II. Sao movimentos controlados por funções corticais nao interrompidos pela lesão medular.
III. Por sua natureza involuntaria, podem representar uma forca articular deformadora.
IV. Representam um movimento funcional e util para recuperacao funcional da crianca.
V. Por serem um movimento reflexo poucas vezes tem valor para recuperação funcional.

Estao corretas as afirmativas
(A) I, III e IV.
(B) II, III e V.
(C) II, IV e V.
(D) I, III e V.


Esta questão foi muito bem formulada, pois exige do candidato correlacionar o quadro clínico da mielo e suas implicações para a fisioterapia.
A mielomeningocele é uma malformação da medula espinhal e tecidos adjacentes devido a um defeito no fechamento do tubo neural. Os sintomas dependem da localização e do grau da extensão da lesão medular e incluem paralisia abaixo do nível da lesão, luxação do quadril e uma variedade de deformidades nos pés e pernas.
Segundo o enunciado, estamos analisando um caso de mielomeningocele cujo nível de lesão é torácico. Este detalhe é importante, vamos mantê-lo em mente. A medula abaixo do nível da lesão pode não ser mal-formada, preservando assim suas funções, tais como o arcos reflexos. Desta forma, podemos assumir (embora com um certo grau de dúvida) que a alternativa I é verdadeira.
Por se tratar de uma lesão alta, não se deve esperar controle motor voluntário em tornozelo e dedos do pé (segmentos distais). Desta forma, já podemos concluir que a alternativa II é falsa.
Ora, reflexos medulares exarcebados podem levar a deformidades distais. Aliás, a presença de deformidades em supinação e inversão do pé faz parte das deformidades que podem se desenvolver nestes casos. Desta forma, alternativa III é verdadeira
A alternativa V é praticamente auto-explicativa. Atividades reflexas dificilmente tem valor funcional (obviamente existem algumas exceções). Portanto, alternativa V é verdadeira.
Assim, as alternativas I, III e V são verdadeiras.
Gabarito: Alternativa D

Para saber mais:

Abordagem Fisioterapêutica no Trtamento da Mielomeningocele

CARACTERÍSTICAS DE CRIANÇAS COM MIELOMENINGOCELE: implicações para a fisioterapia

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Questão 03 - Uma criança acompanhada pelo programa de saúde da familia de uma cidade do interior, evidenciava lentidão no desenvolvimento da fala e independência motora, mas o menor alcançou a marcha antes de 18 meses. No exame de rotina, aos quatro anos, o agente de saúde observou que o menino demonstrava dificuldades para correr e levantar-se do chão. Em um exame mais minucioso, observou-se discreta queda plantar e hipertrofia de panturrilhas. Que patologia e compatível com a presença desse historico de sintomas?
(A) Paralisia Cerebral do tipo Diplegica.
(B) Espinha Bifida Oculta.
(C) Distrofia Muscular de Duchenne.
(D) Distrofia Muscular de Becker.


Ao ler o enunciado, os achados que mais me chamam a atenção são a hipertrofia de panturrilha e a dificuldade para levantar-se e correr. Sinais clássicos de uma distrofia muscular. No caso de uma diplegia, esperaríamos que ao exame minucioso fossem descritos hipertonia muscular em MMII, reflexos exarcebados e marcha característica de paraparesia. Em relação a alternativa B, a espinha bífida oculta geralmente não apresenta sintomas.
Bem, já sabemos que as alternativas A e B não se encaixam, restam agora a C e D. Porém ambas são distrofias... e agora José?
Na distrofia de Duchenne, os sintomas de fraqueza se iniciam antes dos 5 anos de idade, enquanto que na distrofia de Becker o início é mais tardio.
Desta forma, podemos concluir que o gabarito é alternativa C

Para saber mais:
Portal Saúde Brasil
FisioWeb

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Questão 04 - A sigla “XOTR”, utilizada na avaliação de forca muscular de criancas com meningomielocele, representa, respectivamente:
(A) X, presença de movimento; O, ausência de movimento; T, traço de movimento; R, movimento reflexo.
(B) X, ausência de movimento; O, ocorrência de movimento; T, traço de movimento; R, movimento reflexo.
(C) X, ausência de movimento; O, ocorrência de movimento; T, tônus ao movimento; R, reflexos primitivos ao movimento.
(D) X, presença de movimento; O, ausência de movimento; T, tônus ao movimento; R, reflexos primitivos ao movimento.


Esta questão avalia se você além de tratar crianças com mielomeningocele, também costuma ler notas de rodapé dos livros. Apesar de altamente questionável, a escala de força muscular de 0 a 5 é bastante utilizada em crianças com mielomeningocele, e confesso que nunca tinha ouvido da graduação tipo “XORT”. Não consegui encontrá-la na internet e só encontrei algo parecido em um livro que pesquisei na biblioteca(mas infelizmente não anotei o nome, se alguém tiver a referência por favor deixe um comentário compartilhando).
Mas apesar de tudo, daria para deduzir algumas coisas:
As alternativas C e D estão erradas, pois pacientes com mielomeningocele não exibem reflexos primitivos. Deixando as questões A e B com uma chance de 50% de acerto utilizando o benefício do chute.
Gabrito oficial: Alternativa A

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Questão 05 - Sao sintomas iniciais de insuficiência respiratoria em criancas com Distrofia Muscular de Duchenne:
(A) ganho de peso, sono profundo, pele rosada, anorexia.
(B) cansaco diurno, sono irregular, anorexia e dores de cabeca.
(C) sono irregular, ganho de peso, anorexia, infeccoes pulmonares.
(D) apetite normal, sono diurno profundo, dores de cabeca.

Do ponto de vista respiratório, a Distrofia Muscular de Duchenne freqüentemente segue um curso previsível. Em crianças com doenças neuromusculares, a fraqueza da musculatura respiratória, incluindo o diafragma e músculos da parede torácica, resulta em tosse ineficiente e respiração superficial (hipoventilação). Os principais sintomas de hipoventilação são: sono inquieto, fadiga, dificuldade em despertar do sono, dispnéia, cefaléia matutina, dificuldade de concentração nas tarefas mentais, declínio no desempenho escolar e depressão. Em casos severos, hipersonolência e alterações do estado mental podem ocorrer
Fonte: Distrofia Muscular de Duchene: Complicações respiratórias e seu tratatmento.

O grande problema desta questão está justamente na alteração do apetite. Não consegui encontrar nenhuma referência a este fato. Analisando as alternativas, temos que a alternativa A e C não fazem sentido, pois indicam que o paciente teria ao mesmo tempo anorexia e ganho de peso. A alternativa D também me parece inadequada pois refere sono diurno profundo. Neste caso, eu imagino que sono profundo diurno seria, talvez, um sintoma avançado, e não um dos sintomas iniciais de insuficiência respiratória.
Desta forma, por exclusão, o Gabarito é alternativa B


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Questão 06 - Quanto a osteogênese imperfeita, e correto afirmar que
I. o envolvimento musculoesquelético é difuso com arqueamento dos ossos longos.
II. esclera azulada, disacusia e deficiência de crescimento são sintomas comuns a todos as formas de osteogênese.
III. o tipo II esta freqüentemente associada ao bom prognostico com melhora dos sintomas nos primeiros anos de vida.
IV. exercícios ativos assistidos e exercícios resistidos nao devem ser incorporados a medida que a criança fica mais velha.
V. as crianças devem usar orteses de posicionamento em membros inferiores quando desenvolvem a habilidade de sentar independente.
Estao corretas as afirmativas
(A) I, II e IV.
(B) I, III e IV.
(C) I, II e V.
(D) I, III e V.

A Osteogênese Imperfeita (OI) é um distúrbio hereditário do tecido conjuntivo, caracterizado por fragilidade óssea e com manifestações clínicas muito variadas. Os distúrbios da OI estão associados a escleróticas azuladas, anormalidades dentárias (dentinogênese imperfeita), perda progressiva da audição e história familiar positiva. O esqueleto é qualitativa e quantitativamente afetado, o que explica facilmente as múltiplas fraturas e possíveis deformidades.
Os pacientes de OI são classificados segundos os critérios de Sillence. De acordo com essa classificação, a OI do tipo I é a forma mais branda, o tipo II é o mais grave além de ser a forma clínica mais freqüente ao nascimento, o tipo III é o típico caso de pacientes afetados em grau moderado a grave, já as escleras apresentam-se normais ou levemente azulada e o tipo IV trata-se de pacientes com osteoporose e fragilidade óssea, dentinogênese imperfeita, diminuição da audição e sem escleróticas azuladas

De acordo com os critérios de Silence descritos acima, podemos concluir:
A afirmativa I está correta, a alternativa; a afirmativa II está errada (o tipo III pode não ter esclera azulada e o tipo IV não tem esclera azulada); a afirmativa III está errada, pois o tipo II é o mais grave; a afirmativa IV está errada, pois deve-se sim incorporar exercícios á rotina destes pacientes; e finalmente a afirmativa V está correta, pois existe a recomendação do uso de órteses em crianças que podem sentar.

Desta forma temos como afirmativas verdadeiras apenas a I e a V. Existe aqui um erro da banca. De acordo com o gabarito oficial, a afirmativa II também seria verdadeira. No entanto, na OI do tipo IV, a esclera não é azulada.
Gabarito Oficial (sob protestos): Alternativa C

Para saber mais:
Osteogênese Imperfeita - revisão
FisioWeb
Biótipo da criança com Osteogênese Imperfeita

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Questão 07 - São complicações do tratamento com equipamento de Pavilik na Displasia Congênita de Quadril:
(A) necrose avascular da cabeca femoral, paralisia do nervo femoral e luxação anterior.
(B) necrose avascular da cavidade acetabular, paralisia do nervo femoral e luxação anterior.
(C) necrose avascular da cabeca femoral, paralisia do nervo ciatico e luxação inferior.
(D) necrose avascular da cabeca femoral, paralisia do nervo femoral e luxação inferior.

As complicações associadas com as correias de Pavlik são raras, sendo relatadas a irritabilidade e a dermatite de contato decorrente do uso do suspensório, a necrose avascular do núcleo epifisário proximal do fêmur. Além destas, existe o risco da flexão excessiva de quadris causar a paralisia do nervo femoral e pela possibilidade de ocorrer luxação inferior.
Fonte:
Revista Brasileira de Ortopedia
Portanto, o gabarito é alternativa D

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Questão 08 -A leucomalácia periventricular refere-se a necrose da substancia branca em áreas próximas aos ventrículos laterais, em crianças que sofreram encefalopatia hipóxico isquêmica. Sabendo disso, qual a forma de paralisia cerebral mais comumente associada a esse quadro neurológico?
(A) Quadriplegia.
(B) Hemiplegia.
(C) Diplegia.
(D) Atetose.

Esta questão pode confundir o candidato caso ele não preste atenção no enunciado. A banca está questionando a forma MAIS COMUMENTE ASSOCIADA. Embora a leucomalácia possa causar também um quadro clínico de quadriplegia espástica, existe uma associação muito mais forte com a diplegia. Já a atetose está associada a anóxia perinatal e também a Kernicterus causado pela incompatibilidade do fator de RH.
Gabarito: Alternativa C

Para saber mais:
Leucomalácia periventricular e diplegia espástica: implicações nas habilidades psicolingüísticas
Paralisia Cerebral, Diagnóstico Etiológico

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Questão 09 - Atrofia muscular espinhal e uma doença caracterizada pela degeneração das células do corno anterior da medula, causando prejuízos a vários grupos musculares dentre os quais podemos destacar fraqueza em
(A) grupos musculares proximais membros e esternohiodeo.
(B) grupos musculares do tronco e músculo diafragma.
(C) grupos musculares proximais dos membros e tronco.
(D) musculo esternotireoideo e músculo diafragma.

A atrofia muscular espinhal, também chamada de amiotrofia espinhal progressiva, é uma doença genética caracterizada pela degeneração progressiva dos neurônios motores do corno anterior da medula. Trata-se de uma das doenças neuromusculares mais prevalentes em crianças que estão em tratamento nos centros de reabilitação. Clinicamente, notam-se hipotonia e fraqueza muscular difusas de predomínio nas porções proximais dos membros e arreflexia tendínea profunda. Os músculos respiratórios e paravertebrais (tronco) são caracteristicamente afetados, ao contrário dos músculos faciais e oculares que tendem a ser poupados.
Assim, o gabarito é alternativa C.

Para saber mais
Revista de neurociências

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Questão 10 - Neonatos que necessitaram de reanimação prolongada na sala de parto e realizam respiração espontânea após esse evento, devem ser mantidos em ventilação mecânica por 24 horas ou mais para prevenir algumas alterações.
Indique a alternativa INCORRETA no que tange a esses princípios.
(A) Hiperventilação pulmonar.
(B) Hipertensão pulmonar persistente neonatal.
(C) Edema e hemorragia pulmonar.
(D) Hipoventilação ou apnéia de fundo neurológico.


Não sou nenhum especialista em UTI-Neo, mas alguns conhecimentos rudimentares de terapia intensiva ajudariam a matar esta questão. Analisando a alternativa A, o candidato precisaria saber que o suporte ventilatório é basicamente utilizado em situações nas quais o paciente não é capaz de respirar de forma autônoma. Desta forma, o suporte ventilatório é utilizado para promover a ventilação, e em algumas situações, até mesmo a hiperventilação, e não para preveni-la.
Gabarito: Alternativa A .

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Escala de Coma de Glasgow

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta desenvolvida em 1974 com o objetivo de padronizar o exame do estado de consciência do paciente em coma. Esta escala permite avaliar objetivamente o estado de consciência de uma pessoa, sendo amplamente utilizada como parte da avaliação dos pacientes com TCE, podendo ser aplicada na cena do trauma, na sala de emergência, enfermarias e UTI.

COMO FUNCIONA A ESCALA DE GLASGOW
A ECG é baseada em uma escala de 15 pontos, baseada na abertura ocular, melhor resposta motora e verbal do paciente. Nesta escala, escores progressivamente mais altos indicam níveis maiores de consciência.
Por exemplo: Um paciente profundamente inconsciente receberia uma pontuação “3”, enquanto um outro indivíduo adulto e consciente receberia uma pontuação “15”.
Classifica-se em coma aqueles pacientes com 8 ou menos pontos. Tratando-se de vítimas de TCE, escores de 13 a 15 são considerados um indicador de trauma leve; 9 a 12 pontos, trauma moderado; e um escore inferior a 8 é considerado TCE grave. É importante ter em mente que a ECG limita-se a avaliar o rebaixamento global do nível de consciência, não podendo ser utilizada para identificar a causa do coma, além disso, a ECG sofre influência do uso de álcool, drogas ou sedação e das condições de hipóxia/hipotensão aguda em razão de lesões em outras regiões corpóreas. Sob efeito destas condições, a ECG não reflete a gravidade da lesão encefálica.

Referências

Dissertação de Mestrado

Escala de Coma de Glasgow

Traumatismo Cranio Encefálico/ Fisioweb

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Undousuru - aprenda japonês

Recebi ontem um e-mail de um velho amigo. Ele entrou em contato para dizer que leu meus comentários sobre os personagens de academia na postagem "Nintendo Wii ou academia?" e que estava muito preocupado com a minha saúde. Ele me deu uma bronca, dizendo que eu deveria continuar fazendo exercícios para manter o condicionamento cardiovascular e que esse negócio de ficar deprimido por causa de marombeiros não era coisa se sujeito homem (palavras dele).
Pra me motivarl ele enviou um link para um video do youtube, onde uma simpática senhorita ensina a falar em japonês a expressão "se exercitar" (to exercise).
Achei este vídeo muito legal. Sei que não tem muito haver com fisioterapia, mas vai que um dia você precise atender um japonês... nunca se sabe!
Além de legal, este vídeo é também bastante. . . digamos assim . . . estimulante. Na verdade tão estimulante que além de me motivar a voltar a malhar, também me causou uma vontade súbita de aprender a falar japonês o(^.^)o.
Espero que gostem



UNDOUSURU
o(^.^)o

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eu bebo xim, ic ! , extou viveeeeendo ic! tem gente que não bebe e eixtá morrendo !


Um estudo recente publicado na revista Alcoholism: Clinical and Experimental Research sugere que o consumo de bebidas álcoolicas tende a diminuir o risco de morrer. A parte mais impressionante disso tudo? A taxa de mortalidade entre os abstêmios é mais elevada do que a dos bebedores pesados, mesmo quando se exclui os ex-alcoolatras (neste caso, eles poderiam borrar os resultados, pois se declaram abstêmios, mas acumulam no organismo os efeitos de anos de consumo pesado de álcool e suas comorbidades).

Beber com moderação, o que é definido no estudo como de 1 a 3 drinks por dia (deve dar algo como de 2 a 6 latinhas de cerveja POR DIA ! – na minha opinião, isso é coisa de bebum profissional) , está associado a menores taxas de mortalidade.

A amostra pesquisada incluiu indivíduos entre 55 e 65 anos que tiveram qualquer tipo de atendimento ambulatorial nos últimos três anos. Os 1.824 participantes foram acompanhados por 20 anos. Pouco mais de 69% dos não-bebedores morreram durante os 20 anos, 60% dos bebedores pesados morreram e apenas 41% dos bebedores moderados morreram.

Estas estatísticas são notáveis. Apesar de beber pesado estar associado a maior risco de cirrose e vários tipos de câncer (particularmente o câncer de boca e esôfago), os bebedores pesados têm menos probabilidade de morrer do que uma pessoa que nunca bebeu.

Ora, a grande incógnita deste estudo é o porque se abster de álcool pode encurtar a sua vida? Poderíamos inicialmente pensar em um viéz de confundimento ou de seleção do estudo, do tipo eu não bebo, portanto não tenho amigos logo me deprimo mais fácil (afinal o álcool é uma droga social), ou em uma suposição mais cínica, a de que os bebedores passam muito tempo ancorados numa mesa de bar e só vão embora de madrugada quando o bar fecha e por isso se expõem menos à violência das grandes cidades. Ou simplesmente a seleção natural: Bebedores realmente pesados morrem antes dos 50 anos (de cirrose, atropelados, coma alcoólico, etc...) e por isso nem chegaram a participar do estudo.

Mas, mesmo após controlar quase todas as variáveis que se possa imaginar, como o status socioeconômico, nível de atividade física, número de amigos próximos, a qualidade do apoio social e assim por diante, os investigadores (uma equipe de seis membros liderada pelo psicólogo Charles Holahan da Universidade do Texas em Austin) constataram que ao longo de um período de 20 anos, a mortalidade foi realmente maior para aqueles que nunca tinham sido bebedores, seguida pelos bebedores pesados e o índice mais baixo entre os bebedores moderados. (VOU VIVER PRA SEMPRE ! ! ! \o/ \o/ \o/ \o/ )

Os autores deste estudo são cuidadosos ao observar que, mesmo que beber esteja associado com uma vida mais longa, isto pode ser perigoso: pode prejudicar gravemente a sua memória e pode levar à quedas, situações embaraçosas, como acordar com o pipoqueiro da praça te chutando ou com a lambida do vira-latas e outros acidentes quase letais (como por exemplo confundir sua esposa com a vizinha do 403 ou descobrir da pior maneira possível a origem do ditado popular: C# de bêbado não tem dono ). Há também o problema da dependência: se você se tornar dependentes de álcool, você pode passar um longo tempo tentando sair da garrafa.
Dito isto, o novo estudo fornece a evidência mais forte de que beber moderadamente não é só diversão, mas bom para você. Então faça como Jaguar, Charles Bukowsky e nosso presidente Lula, mas beba com moderação (1 a 3 drinks por dia), e se beber não dirija o país.