Introdução (ou algo que o valha)

Já vou logo avisando.
Não atualizo esse blog com a frequência que vocês merecem, mas quando resolvo escrever uma postagem eu pesquiso o tema com uma dedicação canina e redijo o texto com carinho maternal. Quanto a isso, dizem por aí que só existem 3 certezas na vida: A Morte, o Imposto de Renda e as informações encontradas neste blog (essa última certeza é fruto de um dos meus delírios de grandeza, hehehe).
Espero que encontrem a informação que procuram, que tirem as dúvidas, e que algum dia eu ganhe sozinho na mega sena.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Transferência do Solo para Bola Suiça

Ora Bolas . . .
As bolas suíças são um excelente recurso terapêutico. Com elas podemos treinar equilíbrio, força , coordenação e ajustes posturais de nossos pacientes. No caso do tratamento de crianças, ainda conseguimos incluir um componente lúdico em nosso trabalho.
Gostaria de compartilhar alguns rabiscos que ando fazendo para tentar ilustrar alguns manuseios utilizando bolas suiças em pediatria. De fato, espero algum dia escrever um livro ilustrado com as diversas possibilidades terapêuticas que a bola suíça é capaz de acrescentar na sessão de fisioterapia pediátrica.

Transferência do solo para a bola
Os desenhos abaixo referem-se a uma técnica utilizada para transferir do solo para a bola suíça bastante útil para ser utilizada em pacientes com mielomeningocele baixa ou paraplegia. No caso de crianças, trata-se de adicionar um pouco de brincadeira na sessão, além de estimular o sistema vestibular enquanto ela passa do solo para a bola. No caso de adultos é uma forma de transferir um paciente para a bola sem precisar da ajuda de outro terapeuta.
Devo avisar que este manuseio não é tão fácil quanto parece. Por isso recomendo que caso resolvam utilizar, que treinem em colegas antes de usar no paciente (Dê preferência às baixinhas e magrinhas. Depois d epeggar a manha da coisa tente em humanos de tamanho normal) .
Na figura abaixo, tem a posição inicial: Paciente sentado em long sitting com as costas apoiadas na bola (a terapeuta apóia a bola com as pernas pra ela não sair rolando). Você vai precisar de um espaço de mais ou menos 2 metros atrás de você, pois o manuseio exige o deslocamento rápido para trás. Verifique também se não tem nenhum obstáculo para não acabar em uma video cassetada. Como obviamente vocês vão treinar em uma colega antes de tentar no paciente, aproveitem cada tentativa e perguntem como a cobais se sentiu, em termos de conforto e segurança.

Na figura acima perceba o detalhe das mãos e cotovelos da terapeuta

Chamo atenção para o detalhe das mãos nas axilas: Os polegares devem ficar pra fora para não machucar, e cotovelos da terapeuta apontando para os lados – acreditem: isso faz toda a diferença entre uma transferência dolorida e uma transferência confortável.
Após ajustar a posição inicial, você conta até 3 e ao mesmo tempo que se desloca para trás em vários passos curtos, você traz a colega para junto de você fletindo os cotovelos e trazendo os braços para trás e para cima, até conseguir colocá-la sentada na bola (é sentado de verdade. Não vale deixar todo troncho não). No final trave novamente a bola com suas pernas e sempre com ao menos uma das mãos em contato com o paciente, passe para a frente dele e Voilá! Você já pode continuar o tratamento.

Na figura acima o detalhe fica por conta dos passos para trás ao mesmo tempo em que se traciona a criança para junto do corpo, em uma direção diagonal para trás e para cima.


Obs: Os passos devem ser curtos e rápidos, é mais ou menos como se você desse uma corridinha para trás
Na figura abaixo tem a ilustração de como o paciente se desloca no percurso. Percebam que é como se ele grudasse na bola e fosse rolado para cima.

Se você fez tudo certo, terá a sua colega sentada na bola ao final do manuseio (que dura mais ou menos 3 segundos). Se fez errado ela estará no chão rindo ou te xingando.

Pratiquem em casa ou no estágio até o colega não te xingar mais, e lembrem-se:
A prática leva a perfeição.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Acupuntura, Fisioterapia e oportunidades

O mercado de trabalho exige do fisioterapeuta o domínio de diferentes recursos terapêuticos. Obviamente não é possível oferecer a formação completa em todos os recursos existentes ao longo da faculdade, sendo que na maioria das vezes é necessário cursar uma pós-graduação para tal. Justamente por esta grande variedade de cursos a escolha da pós-graduação torna-se um problema, afinal de contas o mercado oferece um número sem fim de cursos; podemos dizer que é pós-graduação para todos os gostos e bolsos... e agora, qual escolher?
Infelizmente não tenho como dar uma resposta a este dilema mas posso oferecer algumas informações para tentar ajudar na escolha.
A postagem de hoje é sobre acupuntura. Porém não vou falar sobre os meridianos de energia e nem sobre a teoria dos 5 elementos. Pretendo abordar uma dúvida mais próxima da realidade de muitos colegas, um assunto que pode ser resumido em uma única frase: O investimento em uma especialização em acupuntura vale a pena?

Acupuntura, Medicina Tradicional Chinesa e a Fisioterapia.
Ao contrário do que muita gente pensa, a acupuntura não é a única abordagem de tratamento utilizada na China. Na verdade, ela faz parte de um conceito, ou melhor, de uma filosofia de tratamento muito mais abrangente, a qual envolve dietética, fitoterapia, técnicas de massagem e até exercícios. Todos estes recursos com forte influência da filosofia Taoista, em particular dos conceitos de Yin e o Yang a qual é denominada no ocidente como Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Ao se inscrever em uma especialização em acupuntura, que dura em média dois anos, você também aprende um pouco destes outros recursos da MTC, porém a ênfase é na acupuntura propriamente dita. É importante ter em mente que a acupuntura não se restringe a memorizar os locais onde se deve inserir as agulhas. Nos primeiros meses você deve aprender um pouco de filosofia e teoria energética da MTC. Acredite em mim, é muuuito diferente de tudo o que você já viu na faculdade (mas com o tempo você aprende, ou surta). Acupuntura e oportunidades de trabalho
Na minha opinião, a grande vantagem da especialização em acupuntura está no fato de que o fisioterapeuta fica com praticamente uma segunda profissão. O que quero dizer com isso é que a acupuntura abre um leque de possibilidades que extrapola as indicações tradicionais da fisioterapia, principalmente no que se refere ao tratamento complementar do tabagismo, dificuldades de sono, stress, dores, emagrecimento, isso sem contar com a acupuntura estética.
Uma outra grande vantagem reside no fato e que o desgaste físico do fisioterapeuta em uma sessão de acupuntura é bem próximo de zero quando comparado a uma sessão de cinesioterapia. Além disso, ao contrário de um consultório de fisioterapia que geralmente demanda uma sala com maca, tatame, equipamentos e espaço para os exercícios terapêuticos, um consultório de acupuntura pode ser montado apenas com uma mesa e uma maca. O gasto com material também é outro ponto forte: Um par de luvas descartáveis e uma ou duas cartelas de agulhas descartáveis. O investimento pesado mesmo são os dois anos de curso, o aluguel do consultório (também divulgação e alguns outros cursos em paralelo que podem ser feitos, como por exemplo auriculoterapia.

Acupuntura associada a Fisioterapia
Mas se você quiser incluir a acupuntura em sua sessão de fisioterapia, esta também é uma possibilidade interessante. Já vi trabalhos em congressos falando da acupuntura como pré-cinesioterápico em pacientes com cervicalgia e ombro congelado. Nestes trabalhos, se não me falha a memória, era feita uma sessão de acupuntura prévia, seguida da estimulação de pontos auriculares com agulha para gerar anestesia e possibilitar um melhor desempenho durante a cinesioterapia. Eu me lembro que até brinquei dizendo que a fábrica de TENS estava com os dias contados.
Uma outra técnica interessante é a do agulhamento seco, que não envolve necessariamente a teoria dos meridianos de energia. Trata-se do agulhamento direto dos trigger points, com a intenção de dissolver os nódulos musculares. Eu trabalhei em uma clínica de dor crônica que usava esta técnica, e era impressionante a melhora dos pacientes quando este agulhamento era seguido de uma sessão de fisioterapia envolvendo a compressão isquêmica para inativação ainda maior dos trigger points agulhados.
Li também um trabalho que falava da acupuntura prévia ao tratamento da paralisia facial periférica. Enfim, dá pra ver que é possível combinar a acupuntura e a fisioterapia na mesma sessão de tratamento.

Finalmente
Antes de concluir esta postagem, quero deixar claro que não sou dono e nem professor de cursos de acupuntura e não ganhei jabá de nenhum curso para fazer esta postagem (embora não seja avesso a propostas).
Na minha opinião existem muitas vantagens em se especializar em acupuntura, principalmente para quem se sente atraído pela cultura oriental, e os riscos de se fazer uma especialização de acupuntura são os mesmos de quem faz qualquer outra pós . . . ou seja: não conseguir se inserir no mercado de trabalho. Quanto a isso, o remédio é o mesmo para qualquer profissional, seja ele(a) acupunturista ou não. A inserção no mercado de trabalho depende de uma boa dose de determinação, associada a competência, estratégia de marketing pessoal e sorte, muita sorte (não necessariamente nesta ordem de importância).

Boa sorte e sucesso

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - Iniciativa GOLD Brasil

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um problema importante de saúde pública. Ela é a quarta causa principal de morbidade e mortalidade crônicas nos Estados Unidos e há previsão de que ela assuma a quinta posição em 2020 como uma doença de impacto global, de acordo com um estudo publicado pela Organização Mundial de Saúde/Banco Mundial. Contudo, a DPOC não recebe atenção adequada da comunidade de saúde e dos representantes do governo. Com tais preocupações em mente, um empenhado grupo de cientistas incentivou o Instituto Nacional Norte-Americano do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI) e a Organização Mundial da Saúde a formarem a Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD). Entre os importantes objetivos da Iniciativa GOLD estão o aumento do conhecimento sobre a DPOC e a ajuda a milhares de pessoas que sofrem dessa doença e morrem prematuramente por causa da DPOC e suas complicações.O link para a iniciativa GOLD Brasil foi gentilmente enviado pela Ana Carolina Cury, fisioterapeuta e colaboradora do blog. O site tem muitas informações legais, como documentos traduzidos para o português sobre alguns pontos importantes do manejo da DPOC. Destaque para o manual de espirometria e para as escalas de dispnéia. Destaque super especial para o guia de pacientes com DPOC, simples, explicativo e essencial para imprimir e oferecer aos pacientes.
Gostou? então acesse a página da GOLD Brasil em http://www.golddpoc.com.br/index.php
ou vá direto aos documentos em http://www.golddpoc.com.br/documentos.php

Bons estudos

domingo, 16 de janeiro de 2011

Video tutorial de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva - PNF

Quem fez o curso de PNF vai adorar a postagem de hoje.
Encontrei um video na internet com os padrões básicos de escápula, pelve, pernas e braços. Quem já fez o curso de PNF vai poder relembrar muitas coisas, principalmente em relação à postura e a mecânica corporal. Para quem não fez o curso... bem, fica a curiosidade, pois o grande lance do curso (ao contrário do que muita gente pensa) não são os manuseios em diagonal, mas sim o raciocínio clínico de como combinar estes padrões dentro de atividades funcionais.

Este video está em inglês, mas é bastante explicativo para a galera que já fez o curso e quer relembrar algumas posições. Baixe todos os links em uma única pasta, descompacte utilizando o Winrar e depois é só assistir com pipoca e guaraná.

Seguem abaixo os links.
http://www.4shared.com/file/WxRJpFWS/PNF_Pattern_Basicspart1.html
http://www.4shared.com/file/cYqe2OOg/PNF_Pattern_Basicspart2.html
http://www.4shared.com/file/HnngT6yK/PNF_Pattern_Basicspart3.html
http://www.4shared.com/file/o0LMucbE/PNF_Pattern_Basicspart4.html
http://www.4shared.com/file/GqKgD_yW/PNF_Pattern_Basicspart5.html
http://www.4shared.com/file/Khq0fzuk/PNF_Pattern_Basicspart6.html
http://www.4shared.com/file/PKj5MILI/PNF_Pattern_Basicspart7.html

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Enfaixamento de ombro hemiplégico

Olá pessoal,
A principal motivação para criar este blog foi a de compartilhar informações. Nem sempre estas informações são baseadas em ensaios clínicos duplo cegos randomizados.... Mas isso não é motivo para não postar um ou outro macete, não é mesmo? Na postagem anterior, eu falei sobre o ombro hemiplégico subluxado, porém não abordei o mais importante: As possibilidades de tratamento.
O tratamento do ombro hemiplégico utilizando FES é muito bem documentada e existem diversos links disponíveis na web. Porém existe uma outra abordagem, que embora menos efetiva do que o FES, pode vir a ser útil em alguns casos. Na postagem de hoje irei disponibilizar um passo a passo de como fazer o enfaixamento do ombro hemiplégico subluxado.

Material:
#1- Um rolo de atadura de baixa elasticidade.
#2- Uma estagiária disposta a ser cobaia. Como fazer
#1- Inicie o enfaixamento pela parte anterior do tronco, mais ou menos na altura da clavícula, como na figura ao lado. Com uma das mãos, fixe a extremidade proximal da faixa enquanto com a outra mão você traciona para baixo em uma direção diagonal, se preparando para envolver o braço da cobaia.





#2- Envolva o ombro da cobaia com a faixa, dando duas voltas, como na figura ao lado. Um detalhe importante neste momento é não permitir que a faixa se enrole. Uma faixa muito fina pode acabar pressionando o plexo braquial causando dor, e se o paciente tiver alteração da sensibilidade, pode causar uma neuropraxia. Portanto muito cuidado com a tensão aplicada. Ao dar duas voltas, você aumenta a área de contato e distribui melhor a pressão em volta do braço. Outro detalhe: enfaixe até mais ou menos a metade do comprimento do braço.





#3 - Ao término da segunda volta, direcione a faixa em uma direção diagonal superior como na figura ao lado.








#4 - Agora aproveite a direção e passe a faixa pelas costas da cobaia, passando por sobre o trapézio superior contralateral como na figura ao lado.










#5 - Agora passe a faixa envolvendo a axila contra lateral, dando uma volta completa e retornando pelas costas, como nas figuras abaixo.










#6 - Olha que legal. agora que você completou a volta é só prender as duas pontas da faixa com as presilhas e Voilá!

Abaixo as fotos de como a faixa fica em uma vista lateral, anterior e posterior. Se você aplicou corretamente o enfaixamento, sua cobaia acadêmica deverá relatar que sente o ombro tracionado para cima.
Veja na figura abaixo como fica o enfaixamento visto de lado, por trás e pela frente.


É isso aí galera, espero que seja útil.
Hasta la vista

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Subluxação da articulação glenoumeral no AVE

Subluxação no ombro hemiplégico
Após um Acidente Vascular Encefálico (AVE), a dor no ombro e a subluxação da articulação glenoumeral no lado afetado são achados relativamente comuns. A subluxação da articulação glenoumeral ocorre mais frequentemente durante a fase flácida Pós AVE. Acredita-se que durante a fase flácida, o tronco tende a inclinar-se para o lado hemiplégico. Isso acaba levando a uma depressão da escápula. Associado a esta inclinação do tronco, os músculos trapézio e serrátil anterior também se tornam flácidos, fazendo com que a escápula gire para baixo (aproximando o ângulo inferior medialmente), veja a figura abaixo. Sem o tônus normal, o manguito rotador não é capaz de manter a coaptação da cabeça do úmero na glenóideMas não é só na fase flácida que fatores biomecânicos influenciam a subluxação. Durante a fase espástica, o peitoral maior e menor, o rombóide, o elevador da escápula e o grande dorsal podem desenvolver hipertonia, as quais resultam em rotação da escápula para baixo, também causando a subluxação da articulação glenoumeral.

Olha só que interessante:
Em 1959, Basmajian & Bazant afirmaram que o músculo supraespinhoso impedia a subluxação do ombro ao aumentar a tensão horizontal da cápsula do ombro, segurando a cabeça do úmero em contato com a fossa glenóide (coaptação). A partir desta constatação singular, Chaco e Wolf observaram que a subluxação da articulação glenoumeral ocorreu em pacientes com AVE cujo músculo supra-espinhal não respondeu eletrofisiologicamente três semanas pós-AVE. Estes autores também observaram que mesmo com o retorno da ativação do músculo supraespinhoso, a articulação glenoumeral permanecia subluxada por cerca de oito semanas pós-AVE. Este estudo concluiu que a subluxação do ombro pode reduzir-se espontaneamente caso ocorra recuperação funcional motora significativa.
O mecanismo de recuperação parece ser relativamente simples. Apesar do estado de flacidez dos músculos da cintura escapular e também do alongamento da cápsula do ombro, a articulação glenoumeral pode se reaproximar com a recuperação motora.

A figura acima é de um paciente com amiotrofia , mas serve para ilustrar a aparência de uma subluxação de glenoumeral à direita. A grande diferença entre este paciente e um hemiplégico devido AVE seria o fato de que um paciente com AVE apresentaria o ombro direito mais deprimido do que o esquerdo.
Percebam o sinal do sulco à direita, indicando o afastamento da cabeça do úmero da glenóide.

Eu gostaria de ter postado uma imagem demonstrando a rotação escapular associada a subluxação... se por acaso alguém tiver uma ilustração destas e quiser complementar a postagem basta me mandar por e-mail.

Muchas Gracias

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Exercícios terapêuticos em pacientes com Lesão Medular

A medula espinhal é um fino cordão de nervos localizada dentro da coluna vertebral. De uma forma extremamente simplificada, podemos dizer que a função principal da medula é transmitir os comandos do encéfalo para o corpo e também as informações sensoriais do corpo para o cérebro. Uma analogia clássica é comparar os nervos que formam a medula a fios telefônicos. Quando ocorre uma lesão na medula esta comunicação é interrompida, resultando em perda da sensibilidade e/ou da força muscular abaixo do nível da lesão.

Existe uma grande variedade de abordagens fisioterapêuticas que podem ser utilizadas no tratamento de pacientes com lesão medular:
  • Terapia manual – Alongamento muscular e mobilização articular para prevenção de encurtamentos e deformidades.
  • Eletroterapia – O recurso mais difundido é o uso da FES (Functional Eletro Stimulation - Eletro Estimulação Funcional), com o objetivo de estimular a musculatura parcialmente afetada e manter o trofismo e metabolismo nos principais grupamentos musculares abaixo do nível da lesão.
  • Cinesioterapia Respiratória – Dependendo do momento em que este paciente está sendo atendido (fase aguda X fase crônica), do nível de lesão e da necessidade de suporte ventilatório, poderão ser necessárias manobras de tosse assistida, exercícios com incentivadores inspiratórios e manobras desobstrutivas.
  • Exercícios Terapêuticos – com o objetivo de treinar transferências posturais (cadeira de rodas para cama, solo, carro, vaso sanitário), treinamento visando ganhos no equilíbrio de tronco, atividades para desenvolver destreza no deslocamento com cadeira de rodas, fortalecimento muscular e condicionamento cardiovascular (Sim! Treinamento aeróbico com a cadeira de rodas é fundamental!)

Em minhas andanças na web, encontrei um site bastante útil, tanto para acadêmicos de fisioterapia quanto para colegas que pretendem se especializar em fisioterapia neurológica. Trata-se do site http://www.physiotherapyexercises.com/.

Este site contém 950 exercícios e 21 videos. Porém o mais interessante é a interface de busca pelo exercício. Você pode preencher até sete critérios: (1) O nível da lesão, ou se é AVE ou atraso motor, (2) Tipo de exercício - repiratório, fitness, equilíbrio, etc..., (3) Parte do corpo, (4)Equipamento - halteres, theraband, etc... (5) nível de dificuldade (6) faixa etária e (7) se a ilustração mostra o exercício para o dimídio direito ou esquerdo. Você não precisa preencher todos os critérios para fazer uma busca no site.

Um outro recusro muito legal é o de videos, ou melhor: animações em GIF , que demonstra pacientes com diferentes níveis de lesão realizando elevação em long sitting do leito, elevação da cadeira de rodas, rolando, e realizando transferências. Infelizmente tá tudo em inglês, mas não é nada que o tradutor do Google não resolva