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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sugestões de camisas de fisioterapia

Olá Fisionautas,
Agora que o ano começou de verdade tem muita gente alvoroçada esperando a chegada dos calouros. Para algumas pessoas, a chegada de uma turma nova é uma oportunidade imperdível de usar o trote universitário como forma de disfarçar suas frustrações e inseguranças.
Mas  o assunto de hoje não é psicanálise, mas sim algumas sugestões de camisas de fisioterapia. Eu acho sofrível na faculdade a falta de criatividade na hora do pessoal vender camisas. É sempre aquela mesma coisa. A frase "Seu namorado pode até fazer direito, mas ninguém mexe no seu corpo como eu" ou então aquela do coraçãozinho escrito "I love fisioterapia". Andei pesquisando na internet e até criei algumas sugestões de estampas de camisa de fisioterapia um pouco mais interessantes.  
Divirtam-se
















domingo, 17 de fevereiro de 2013

Examinando o Dr. House


Olá Fisionautas,
Quem acompanha a série de TV “Dr. House” sabe que o personagem principal, Gregory House (Hugh Laurie), caminha com a ajuda de uma bengala devido a um infarto sofrido na perna direita que resultou em necrose muscular e muita dor, além de deixá-lo viciado em analgésicos e com um mau humor crônico.
O personagem sempre apóia a bengala no lado direito do corpo, ou seja, no mesmo lado da perna que dói, e aprendemos na faculdade de fisioterapia que um dispositivo de auxílio da marcha deve SEMPRE ser usado na mão oposta ao membro afetado. Mas será que esta verdade absoluta é realmente inquestionável? SEMPRE é sempre mesmo? Será que não há nenhuma exceção? Quem acompanha o blog já deve ter percebido que de vez em quando surto e apresento um comportamento meio esquizofrênico paranóico, duvidando de tudo e de todos. Pois bem, esta postagem é o resultado de mais uma dessas crises. 

Decidi dar um voto de confiança aos roteiristas da série House e ao invés de baixar a lenha reclamando da falta de veracidade do roteiro, fui investigar o que a literatura científica tem a dizer sobre qual o melhor lado para que o Dr. House use a bengala.

COMEÇANDO PELO COMEÇO…Para um(a) fisioterapeuta, a mera informação de que o House sofreu uma necrose muscular na coxa é muito vago, pois não indica qual ou quais músculos foram afetados. Os roteiristas não informam nada sobre força muscular, amplitude de movimento, instabilidade, coordenação e nem em quais movimentos a dor surge (também isso seria querer demais, né?). Desta forma nos faltam informações básicas para estabelecer um diagnóstico cinesiológico. Sem estas informações não há como fazer uma busca específica na literatura. Pelo fato do House apoiar a mão na coxa e não no joelho, decidi me basear em artigos que investigaram o uso de bengala em pacientes com afecções no quadril.
Fiz uma busca no Google para encontrar artigos publicados em revistas especializadas utilizando as palavras-chave: muletas+ipsilateral+contralateral+marcha+pdf, tanto em português quanto inglês.

POR QUE USAR BENGALA ?
Dispositivos de auxílio da marcha tais como muletas e bengalas são indicados para pacientes com dor e fraqueza no membros inferiores. As principais funções destes equipamentos são aumentar a base de apoio, melhorar o equilíbrio e dividir a carga de peso corporal com os membros superiores.
Quando utilizado em um só lado do corpo, uma bengala pode reduzir o estresse sobre o membro inferior contralateral e diminuir o gasto energético necessário para caminhar. No entanto, pessoas com instabilidade no membro inferior optam por utilizar a bengala no mesmo lado do membro afetado, justamente para garantir mais estabilidade durante a fase de apoio da perna afetada. Como eu disse anteriormente, não sei se o problema do House é somente dor/fraqueza ou se envolveria também instabilidade.

PACIENTES COM ARTROSE DE QUADRIL – QUAL O MELHOR LADO PARA SE USAR A BENGALA ?
Encontrei um trabalho em português que apresenta um relato de caso no qual se comparou as características espaço-temporais da marcha de um paciente com osteoartrose no quadril esquerdo quando ele caminhava utilizando a bengala no lado contralateral e sem bengala. Os principais resultados indicam que o comprimento de passo direito e esquerdo, bem como o comprimento total do ciclo, foram superiores com o uso da bengala durante a marcha; os autores concluíram que o uso da bengala contralateral tornava a marcha do indivíduo estudado mais eficiente.

Este artigo é bem simples, ajuda um pouco no nosso raciocínio mas não ajuda muito a encontrar a resposta a nossa dúvida. Primeiro porque se trata do estudo de um único indivíduo com artrose de quadril bastante avançada, e isso por si só impede a generalização dos resultados (nada me garante que outros pacientes com artrose de quadril vão se comportar da mesma forma que o do estudo). Em segundo lugar, foi comparada somente a marcha sem bengala e com bengala contralateral. No nosso caso, desejamos saber se a bengala usada contralateral a perna afetada é mais eficiente do que a usada no mesmo lado. 
Pra ser bem cri-cri do ponto de vista da metodologia científica, o que podemos tirar de útil deste estudo é que o uso da bengala resultou em melhora dos parâmetros temporo-espaciais da marcha quando comparado a marcha sem bengala, e que TALVEZ isto aconteça em outras pessoas com artrose unilateral de quadril. 

Clique no link acima para ser direcionado para o artigo

PACIENTES COM PRÓTESE DE QUADRIL – QUAL O MELHOR LADO PARA SE USAR A BENGALA ?
Este trabalho focou na avaliação da atividade muscular dos abdutores de quadril utilizando eletromiografia de superfície e mensuração da força aplicada sobre a bengala. Foram avaliadas 24 pessoas com prótese unilateral de quadril enquanto caminhavam [1] sem bengala [2] com a bengala no mesmo lado da prótese, [3] com a bengala no lado oposto a prótese e [4] novamente contralateral a prótese, porém empurrando a bengala pra baixo com “força próxima do máximo”
Este estudo foi conduzido com pessoas com artroplastia de quadril unilateral. Quando instruídos a deambular utilizando a bengala de uma forma confortável, foi gerada em média uma força correspondente a 10% do peso corporal (isto é: uma pessoa com 80Kg descarregou 72Kg sobre a perna afetada). Com relação a atividade muscular, o EMG evidenciou uma redução de 31% na ativação dos músculos abdutores de quadril quando comparado a deambulação sem bengala. 

Quando instruídos a deambular empurrando a bengala pra baixo com “força próxima do máximo”, a redução da descarga de peso chegou a 19,8% do peso corporal. Este esforço mais árduo produziu, em média, uma redução de 42,3% na EMG dos músculos abdutores de quadril, mais uma vez comparado a deambulação sem bengala.
Este trabalho é bem legal, pois tem um grupo controle (marcha sem bengala) e 3 situações experimentais (com bengala do mesmo lado, com bengala contralateral e bengala contralateral aplicando força máxima sobre a bengala). 
Os resultados nos levam a uma conclusão interessante: a de que não é necessariamente errado usar uma bengala no mesmo lado do membro afetado, pois mesmo apoiada do mesmo lado, a bengala é capaz de aliviar a descarga de peso e diminuir a sobrecarga sobre os abdutores. Porém quando apoiada no lado contralateral ao quadril protético, a efetividade na redução da descarga  e na redução da demanda de força sobre os abdutores de quadril é muito maior.

Esta conclusão é corroborada pelo trabalho “ImmediateEffects of Contralateral and Ipsilateral Cane Use On Normal Adult Gait”, no qual foram investigados o pico de força vertical, e variáveis espaço-temporais da marcha de indivíduos hígidos, isto é, sem problemas nos quadris, enquanto utilizavam bengala do mesmo lado e contralateralmente.  Neste estudo os autores concluíram que as duas formas de levar a bengala reduzem as forças sobre o membro inferior, porém a contralateral é mais eficiente.
Há ainda um outro trabalho interessante que concluiu que em pacientes com artrose de joelho o uso de muletas no membro contralateral também é preferível ao uso ipsilateral só que com um agravante: Os resultados deste estudo sugerem que em indivíduos com artrose de joelho, o uso de bengala ipsilateral pode ser mais prejudicial do que não usar bengala alguma. Isso porque a bengala no mesmo lado da lesão aumentar as cargas angulares sobre o joelho, o que pode acelerar a degeneração.

O QUE APRENDEMOS COM ISSO ?
Bem, a primeira coisa que posso concluir é que parece que eu não tenho nada melhor pra fazer no meu tempo livre do que ficar vendo TV e arrumando sarna pra me coçar. 

A segunda coisa que aprendi foi que com relação ao House, me parece que os roteiristas não estão tão errados assim. Dependendo do problema e da preferência (chatice) do House, a bengala usada do mesmo lado pode sim aliviar a sobrecarga e ajudá-lo a andar, muito embora usá-la no lado contralateral seja muito mais eficiente.


Pois bem pessoal, é isso aí. 

Já que estamos no carnaval e o assunto é bengala, gostaria de terminar a postagem com uma reflexão.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fisiotoons, RPG II

Olá fisionautas,
Agora que acabou o carnaval podemos considerar que o ano de 2013 começou de verdade, e pra começar bem deixo mais uma tirinha de quadrinhos inspirada na fisioterapia.
Feliz ano novo, feliz 2013!!

Gostou? Dá uma olhada nos outros fisiotoons clicando nos links abaixo.
Fisiotoons - Os Pilates do Caribe
Fisiotoons - a Lei de Murphy e a Fisioterapia
Fisiotoons - RPG I
Fisiotoons - Sistema Vestibular



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Exercícios para o manejo da fadiga relacionada ao câncer - Ligando evidência e prática

Olá Fisionautas, 
Hoje, dia 4 de fevereiro é o dia mundial de luta contra o câncer e em homenagem a esta luta deixo a tradução livre de mais um artigo da série LEAP (Linking Evidence and Practice- Ligando Evidência e Prática). Este trabalho foi publicado em 2011 na revista Physical Therapy e fala sobre a prática de exercícios físicos no combate a fadiga relacionada ao câncer. 
Quem quiser baixar o artigo original em inglês basta acessar este link >>>>AQUI<<<<. 

Se você gostou da abordagem LEAP, talvez queira ler a tradução de outros artigos da série:
Reabilitação Pulmonar Após exacerbação Aguda da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.- ligando evidência e prática

EXERCÍCIOS PARA O MANEJO DA FADIGA RELACIONADA AO CÂNCER

   A fadiga relacionada ao câncer (FRC) afeta entre 70% a 100% dos pacientes durante o curso da doença ou do seu tratamento e resulta em restrições nas atividades do dia a dia. [2-3]. Embora a causa da FRC ainda seja desconhecida [4-7], existem diretrizes o seu tratamento. De acordo com as recomendações do National Comprehensive Cancer Network (NCCN), a FRC é definida como um sintoma persistente, um senso subjetivo de cansaço físico, emocional e cognitivo ou exaustão relacionada ao câncer ou ao seu tratamento que não seja proporcional à atividade realizada recentemente a qual poderia interferir com a capacidade funcional usual do paciente.  A NCCN , recomenda que se deve inicialmente tratar quaisquer condições identificáveis e reversíveis que possam colaborar para o desenvolvimento de fadiga, tais como hipotireoidismo, depressão,  anemia ou insônia[8]. Se estes tratamentos não funcionarem, ou se nenhum fator potencialmente causador de fadiga tenha sido identificado, as diretrizes sugerem uma variedade de abordagens possíveis.

   Entre as abordagens não farmacológicas recomendadas pela NCCN está o aumento da atividade física. O combate ao sedentarismo e a prática de exercícios físicos regulares podem reduzir tanto os efeitos físicos quanto psicológicos do stress relacionado com tratamentos de câncer, podem também melhorar o humor e reduzir a ansiedade e o medo em pacientes [9]. Recentemente, o American College of Sports Medicine (ACSM) publicou diretrizes de exercícios para as pessoas que sobreviveram ao câncer. Estas diretrizes afirmam que o exercício é seguro e é capaz de melhorar o desempenho físico, a qualidade de vida e reduzir o sintoma de fadiga [9]

   Para determinar o efeito do exercício na fadiga relacionada ao câncer, os autores Cramp e Daniel realizaram uma revisão sistemática, que foi publicado no The Cochrane Database of Systematic Reviews em 2009 [10]. Esta revisão procurou determinar o efeito de exercícios em pacientes com vários tipos e estágios de câncer e com vários esquemas de tratamento, durante e também após o tratamento. A revisão incluiu estudos randomizados controlados com participantes de qualquer idade que tiveram qualquer tipo de câncer e qualquer tipo de tratamento. Para serem incluídos, os estudos deveriam investigar o efeito de qualquer tipo de exercício realizado em qualquer ambiente (hospital, ambulatório ou domiciliar) e a sua comparação com nenhum exercício, tratamento usual, ou tratamentos alternativos. Os estudos poderiam relatar desfechos em várias formas, incluindo ferramentas padronizadas para avaliação da fadiga, capacidade aeróbica, qualidade de vida, ansiedade e depressão.

Leve uma lição para casa
   A revisão por Cramp e Daniel [10] identificaram o efeito benefício de exercício na redução da FRC. Os benefícios foram vistos tanto em programas de exercícios supervisionados quanto não-supervisionados, realizados durante ou mesmo após o tratamento do câncer. Vários modos, intensidades, freqüências e durações de exercício parecem ser eficazes, no entanto, não há evidências suficientes para orientar a escolha de um programa de exercícios específicos.

Caso # 5 Exercício e fadiga relacionada ao câncer

Um programa de exercícios físicos pode ajudar esta paciente?
   A Sra. Hunter é uma professora de educação física aposentada de 65anos de idade, que buscou atendimento médico devido tosse crônica e perda de 15 quilos de peso ao longo de 1 ano.
A Tomografia Computadorizada de tórax revelou uma massa de 3,3 cm no lobo superior do pulmão esquerdo, e a biópsia confirmou um carcinoma de pulmão de células não pequenas. Ao longo de um período de 7 meses, a paciente foi submetida a uma lobectomia seguida por quimio e radioterapia. Um ano após a conclusão de seu tratamento de câncer, a Sra. Hunter queixou-se ao médico sobre dispnéia de esforço e fadiga. Sua taxa de fadiga de acordo com a escala visual analógica (EVA) foi de 60 de uma pontuação máxima de 100.

Como os médicos aplicam os resultados da revisão sistemática Cochrane ao caso da Sra. Hunter?
Foram realizados exames clínicos, porém não foi possível identificar alterações fisiológicas que explicassem a fadiga e a dispnéia da paciente. Desta forma, determinou-se que a dispneia de esforço era provavelmente causada por descondicionamento físico.

Foi elaborada uma pergunta utilizando o formato PICO (Paciente, Intervenção, Comparação e resultado (Outcome)) para guiar a busca de evidências na literatura: Em uma mulher de 65 anos de idade, com câncer de pulmão, tratada com lobectomia, quimioterapia e radioterapia, um programa de exercícios (em comparação com exercício nenhum) seria benéfico para reduzir a fadiga?

A equipe que acompanha a Sra Hunter determinou que o artigo de revisão sistemática de Cramp e Daniel [10] forneceu informações relevantes que lhes permitiu responder a pergunta elaborada.
 A maioria dos estudos na revisão sistemática incluiu apenas as pessoas com câncer de mama, e nenhum dos estudos incluiu apenas as pessoas com câncer de pulmão, no entanto vários dos estudos utilizados na revisão sistemática incluíram participantes com vários tipos de câncer. Os resultados dos participantes que receberam exercício foram mais freqüentemente comparados a não intervenção ou "cuidados habituais".

Com base na avaliação da revisão sistemática a equipe recomendou um programa de exercícios. Ela concordou com a recomendação e iniciou um programa Individualizado de exercícios supervisionados em sessões de 60 minutos, duas vezes por semana, durante 10 semanas. Cada sessão incluiu um período de aquecimento de 5-10 minutos em bicicleta estacionária ou esteira ergométrica com uma intensidade de 10 a 12 na Avaliação de Borg, mantendo uma saturação de oxigênio superior a 90%. O aquecimento foi seguido de um circuito de musculação direcionado aos principais músculos dos membros superiores e inferiores. Exercícios foram iniciados com uma série de 8 a 15 repetições e progrediram até um máximo de 3 séries de 15 repetições, sempre com base na tolerância da Sra. Hunter ao exercício. As sessões eram encerradas com exercícios de alongamento de todos os grandes grupos musculares. O peso total levantado em todos os grupos musculares durante todo o programa foi registrado.

Os resultados da intervenção coincidem com os sugeridos pela revisão sistemática?
A Sra. Hunter completou 19 de 20 sessões de exercícios. Sua fadiga foi reduzida no final do programa a uma pontuação de 22 em 100 na EVA. A magnitude da redução da Sra. Hunter em fadiga (38 pontos), pode ser considerada clinicamente importante. Além disso, ela não relatou efeitos adversos relacionados ao programa de exercícios.

Olha aí a Sra Hunter alegre e faceira liberando serotonina 
em sua caminhada matinal na esteira 

Você pode aplicar os resultados da revisão sistemática para seus pacientes?
Os resultados desta revisão aplicam-se a pacientes adultos com diversos tipos de câncer que recebem intervenção de exercício durante ou após tratamentos de câncer. Os resultados se aplicam tanto a pacientes em programas de exercícios supervisionados quanto domiciliares.

O que pode ser aconselhado a partir dos resultados desta revisão sistemática?
Os pacientes que se encaixam na descrição acima são susceptíveis de beneficiar de um programa de exercícios que é de aproximadamente 12 semanas. Da mesma forma que o programa de exercícios da Sra. Hunter, as recentes orientações do ACSM sugerem que prescrições de exercício devem ser individualizadas, considerando as precauções associadas ao tipo específico de câncer, o nível de condicionamento físico, comorbidades e resposta ao tratamento. Embora a Sra Hunter tenha aderido a um programa de exercícios após o término do tratamento de câncer, a revisão sistemática demostra que os pacientes que completaram programas de exercícios durante ou após seus tratamentos de câncer experimentaram redução da fadiga e melhora da qualidade de vida.


REFERÊNCIAS

1       The Cochrane Library. Available at: http://www.thecochranelibrary.com/view/0/index.html. Accessed February 7, 2011.  
2       Mock V. Fatigue management: evidence and guidelines for practice.  Cancer. 2001;92(6 suppl):1699–1707.
3     Curt GA, Breitbart W, Cella D, et al. Impact of cancer-related fatigue on the lives of patients: new findings from the Fatigue Coalition. Oncologist. 2000;5:353–360.
4    Flechtner H, Bottomley A. Fatigue assessment in cancer clinical trials. Expert Rev Pharmacoecon Outcomes Res. 2002;2:67–76.
5    Lucia A, Earnest C, Pérez M. Cancer-related fatigue: can exercise physiology assist oncologists?  Lancet Oncol. 2003;4:616–625.
6     Wagner LI, Cella D. Fatigue and cancer: causes, prevalence and treatment approaches. Br J Cancer. 2004;91:822–828.
7     Mustian KM, Morrow GR, Carroll JK, et al. Integrative nonpharmacologic behavioral interventions for the management of cancer-related fatigue.  Oncologist. 2007;12(suppl 1):52–67.
8 Clinical Practice Guidelines in Oncology. Cancer-related fatigue (v.1.2010).2010. http://www.nccn.org/professionals/physician_gls/PDF/fatigue.pdf. Accessed August 10, 2010.
9   Schmitz KH, Courneya KS, Matthews C, et al; American College of Sports Medicine. American College of Sports Medicine roundtable on exercise guidelines for cancer survivors. Med Sci Sports Exerc. 2010;42:1409–1426.
10    Cramp F, Daniel J. Exercise for the management of cancer-related fatigue in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2009;(3):CD006145.