sexta-feira, 27 de junho de 2014

Cursos online Gratuitos - Alguns bem interessantes para fisioterapeutas

Olá Fisionautas,
Segue mais um link para cursos online gratuitos. Desta vez sob a chancela do Hospital Israelita Albert Einstein. O Link é: http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/cursos-abertos.aspx
Apesar de serem apresentados como curso, são na verdade uma coletânea de video-aulas, algumas de duração bem curta, outras um pouco mais longas.

Abaixo, destaquei 10 temas, mas recomendo que acessem o link com todas as video aulas (no total são quase 100 aulas). Eu destaquei apenas as aulas que eu considero de maior interesse para fisioterapeutas, mas tem muitas outras aulas abordando temas tão ou mais interessantes do que as referenciadas abaixo:
Divirtam-se

Este curso tem aproximadamente 1 hora de duração. Entre os temas abordados estão as manifestações clínicas do acometimento dos nervos periféricos e as manifestações clínicas de acordo com o tipo de fibra acometida.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-manejo-das-doencas-do-sistema-nervoso-periferico.aspx


Este curso é mais rápido, tem duração aproximada de 30min.
Tem como objetivo identificar os principais parâmetros exibidos no equipamento de ventilação e o que significa cada um. O curso apresenta também as modalidades de ventilação conforme o estado do paciente.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-ventilacao-mecanica.aspx

Estes curso tem duração estimada de 1h 20min  e apresenta a base da pesquisa na área da saúde. Entre os temas abordados estão conceito de pesquisa, pesquisa científica, definição de documentação direta, observação intensiva e extensiva, fontes primárias, fontes secundárias, níveis de pesquisa, delineamento da pesquisa, método quantitativo e qualitativo, características da pesquisa quantitativa e pesquisa bibliográfica.
Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-base-de-pesquisa-em-saude.aspx




Estes curso tem duração estimada de 20min  e tem como objetivo atualizar os profissionais de saúde com relação aos conceitos e cuidados durante a terapia inalatória. Entre os temas abordados estão a definição de inaloterapia, deposição do aerossol no aparelho respiratório, dispositivos e aplicações na inaloterapia e cuidados com inaladores e espaçadores.
Link
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-medicacoes-inalatorias-materno-infantil.aspx


Este curso é bem rapidinho: duração estimada em 15 minutos. Faz parte do módulo segurança do paciente e tem como objetivo orientar a equipe multiprofissional quanto a mobilização e transferência de pacientes garantindo a segurança do paciente e profissional.

Link:

http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-seguranca-do-paciente-mobilizacao-e-transferencia-do-paciente.aspx






Este curso tem duração aproximada de 45 minutos e tem como objetivo apresentar conceitos sobre as complicações no Acidente Vascular Cerebral. Entre os temas abordados estão o AVC Isquêmico, o AVC Hemorrágico, as complicações e as alterações pupilares no coma.
Link:

http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-complicacoes-no-avc.aspx






Este curso tem duração aproximada de 55 minutos e tem como objetivo apresenta os principais aspectos da esclerose múltipla. Serão abordados no curso aspectos clínicos e terapêuticos, desmielinização, doenças desmielinizantes, quadro clínico, diagnóstico e tratamento.

Link:
http://www.einstein.br/Ensino/cursos-abertos/Paginas/curso-gratuito-em-esclerose-multipla.aspx






Este curso tem aproximadamente 20 minutos de duração e reforça os conhecimentos referentes aos cuidados ao paciente com dreno. Os cuidados e a ​manutenção do sistema de drenagem torácica e mediastinal influenciarão diretamente no resultado da cirurgia torácica e na boa evolução do paciente, necessitando do controle rigoroso da equipe de enfermagem.
Link:


Este é outro curso do módulo segurança do paciente. Dura aproximadamente 20 min e tem por objetivo reforçar a importância do posicionamento adequado do paciente. Ao permanecer em uma mesma posição de maneira inadequada e por um período prolongado, o paciente pode desenvolver dor, encurtamento muscular e tendíneo, deformidades e contraturas, entre outras complicações, que podem comprometer seu estado de saúde e atrasar o processo de recuperação.

Este curso tem duração de 20 minutos e tem como objetivo apresentar os diversos tipos de medicações inalatórias e suas formas de uso. O curso traz o conceito de inaloterapia e definições de inaladores a jato, pressurizados e de pó seco, além de ventilação espontânea.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Estágio de aperfeiçoamento em fisioterapia traumato-ortopédica do INTO.



Estão abertas as inscrições para o estágio de aperfeiçoamento em fisioterapia traumato-ortopédica do INTO. 
Trata-se de um programa de treinamento que permite o aperfeiçoamento de profissionais através de atividades de treinamento em serviço e intercâmbio de conhecimentos com os profissionais do Instituto.


Mais detalhes no link: http://www.into.saude.gov.br/upload/arquivos/ensino/estagios_visitas/protocolo_estagios/protocolo_estagio_fisioterapia.pdf

Este ano teremos 14 vagas para fisioterapeutas de acordo com a distribuição abaixo:

Quem escolher rodar na pediatria terão a preceptoria de minha humilde pessoa.
Boa sorte.

domingo, 22 de junho de 2014

Fisioterapeuta do Uruguai é um dos heróis da Copa - I Fucking Love Physical Therapy


Os dois gols da vitória do Uruguai por 2 a 1 em cima da Inglaterra  saíram da cabeça e do pé direito de Luis Suárez, o maior goleador da seleção Uruguaia, com 41 gols marcados. Porém, estes dois gols também têm um pouco das mãos de Walter Ferreira, fisioterapeuta da seleção Celeste, que cuidou do joelho esquerdo do camisa 9.

31 dias antes da partida, Suaréz havia sido submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo em uma clínica em Montevidéu. No dia seguinte à cirurgia, o jogador já estava sob os cuidados de Ferreira. Até aqui nada demais, afinal a reabilitação de atletas de alto nível é assim mesmo e o fisioterapeuta não estaria fazendo nada além de sua obrigação. Porém, o que poucos sabiam é que Walter Ferreira vive um drama muito maior do que o enfrentado pelo artilheiro. 


Segundo informa a imprensa do Uruguai, ele interrompeu seu tratamento de quimioterapia para dedicar-se exclusivamente à missão de colocar "el pistolero" pronto para jogar o Mundial. Algumas delas foram na própria casa de Ferreira, que alguns anos atrás perdeu o filho num acidente de carro. Ele nem viria ao Brasil, mas foi convencido pelo paciente famoso a acompanhá-lo. Daí tanto carinho do jogador, que fez questão de agradecê-lo publicamente, e do técnico Óscar Tabárez.

“Toda nossa equipe médica, especialmente o doutor Ferreira, não o descartaram. Por isso está aqui e pode fazer o que fez”


Ferreira é muito querido pelos jogadores do país. Além de Suárez, atendeu craques como Álvaro Recoba, Diego Fórlan e Pablo Montero. Até Maradona e o ex-tenista americano John Mcenroe passaram pelas suas mãos durante visitas a Montevidéu.

Após o segundo gol contra a Inglaterra, Suárez correu para o reservado da sua seleção em busca de Walter. Em entrevista, declarou: "Só estou aqui por causa dele. Só joguei por causa dele", disse. Sem palavras, ele já havia agradecido após o primeiro gol, abraçando-o e apontando sua careca para todo o mundo que via o jogo.



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Fontes:

http://oglobo.globo.com/esportes/maos-santas-do-fisioterapeuta-do-uruguai-sao-famosas-no-pais-12935598#ixzz35NA0XUJj

http://www.whoateallthepies.tv/world_cup/192414/uruguay-physio-walter-ferreira-63-halted-his-own-cancer-treatment-to-treat-luis-suarezs-knee-injury.html

http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/esportes/copa-2014/noticia/2014/06/fisioterapeuta-interrompeu-quimioterapia-para-tratar-joelho-de-suarez-4531678.html

sábado, 21 de junho de 2014

Esclerose Lateral Amiotrófica - Estágios e Fisioterapia

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) foi descrita em 1869 pelo médico francês Jean-Martin Charcot, e atualmente é considerada uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado das doenças de Parkinson e de Alzheimer.

A ELA afeta tanto os neurônios motores inferiores quanto superiores. No caso dos neurônios motores inferiores, seu acometimento ocorre na medula espinhal. O acometimento dos neurônios motores superiores ocorre em todos os andares do SNC: medula, tronco cerebral e córtex motor. Esta degeneração resulta em uma variedade de sinais e sintomas (Tabela abaixo).


ESTÁGIOS DA ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA
É importantíssimo que fisioterapeutas que atendem pacientes com doenças neuro-degenerativas conheçam a história natural da patologia. Mesmo que se trate de uma doença incurável, prever as complicações e ser capaz de elaborar um plano de tratamento levando em consideração a evolução da doença traz um grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.  
Sinaki e Mulder, em 1978, foram os primeiros autores a descrever o curso natural da ELA como composto de 6 etapas. Estes estágios são baseados na perda progressiva da função muscular do tronco e extremidades e são apresentados a seguir:


ESTÁGIO I

Características:
Independência funcional preservada, fraqueza muscular com mudanças na resistência. Apoio psicológico e continuidade das atividades físicas normais é recomendada.
Comentários:
Nas primeiras fases da doença o paciente é independente em termos de mobilidade e Atividades de Vida Diária (AVDs). Um grupo específico de músculos apresenta-se discretamente fraco, o que pode se manifestar como uma limitações no desempenho das atividades ou na resistência, ou em ambos.
A terapia consiste na orientação de paciente e cuidador, com relação a conservação de energia, a modificação da casa e local de trabalho e apoio psicológico. O paciente é aconselhado a continuar as atividades físicas normais. Nesta fase podem ser prescritos exercícios ativos de amplitude de movimento e alongamento, exercícios de fortalecimento dos músculos não afetados com carga baixa a moderada e atividades aeróbicas (por exemplo, natação, caminhada, ciclismo) em níveis submáximos.


ESTÁGIO II

Características:
Envolvimento da musculatura distal, sendo indicado em alguns casos o uso de órteses. São mantidas as mesmas condutas do estágio I, porém acrescentando o condicionamento cardiopulmonar e neuromuscular e treinamento físico-funcional.
Comentários:
O paciente tem fraqueza moderada em alguns grupos musculares. O principal objetivo da intervenção é avaliar a necessidade de equipamentos e dispositivos para auxiliar os músculos fracos. O paciente deve ser encorajado a manter os exercícios de alongamento, de amplitude de movimento, fortalecimento dos músculos não afetados e atividades aeróbicas. Além disso, o paciente e os cuidadores são orientados na realização de exercícios assistidos de amplitude de movimento para evitar contraturas.
Ao projetar um programa de exercícios de fortalecimento para um paciente nos estágios I e II, o terapeuta deve buscar o equilíbrio nas atividades, tomando cuidado para não causar fadiga por uso excessivo e nem deixar que a atrofia por desuso se instale. Em outras palavras: não é 8 e nem 80! Evidências, em pacientes com outras doenças neuromusculares, indicam que exercícios de resistência com muitas repetições ou com carga excessiva podem causar perda permanente da força em um músculo afetado. Por outro lado, a redução acentuada no nível de atividade secundária a ELA, pode levar ao descondicionamento cardiovascular e fraqueza por desuso (como eu disse: nem 8 e nem 80).
Apesar de ganhos funcionais como resultado de exercício ainda não terem sido formalmente determinados, alguns resultados sugerem que programas de exercícios pode ser fisiologicamente e psicologicamente benéfico para pacientes com ELA. Por isso, existem autores que defendem a inclusão de exercícios de fortalecimento e resistência muscular, quando tolerados, particularmente nos primeiros estágios da doença. Os doentes são aconselhados a não realizar nenhuma atividade até o ponto de fadiga extrema (ou seja, incapacidade de realizar atividades diárias após o exercício devido à exaustão, dor, fasciculações ou cãibras musculares)


ESTÁGIO III

Características:
Limitações funcionais moderadas e maior suscetibilidade à fadiga. Os pacientes necessitam de cadeiras de rodas e podem usar órteses para os braços.
Comentários:
O paciente ainda é capaz de deambular, no entanto fraqueza em determinados grupos musculares pode resultar em queda do pé (fraqueza dos tibiais) ou uma mão marcadamente fraca. O paciente pode não ser capaz de levantar-se de uma cadeira sem ajuda. No geral, o paciente pode apresentar limitação funcional leve a moderada Nesta fase, como em todas as outras fases, o objetivo é manter o paciente fisicamente independente. Órteses podem ser necessárias para diminuir o gasto de energia e melhorar a segurança e mobilidade do paciente. Os pacientes podem começar a relatar peso e fadiga ao manter a cabeça erguida por longos períodos. Neste caso, os pacientes podem se beneficiar de um colar cervical macio. Para evitar a exaustão, uma cadeira de rodas pode ser necessária quando viajar longas distâncias.


ESTÁGIO IV

Características:
Este é o início de uma fase mais grave, com alterações nos membros inferiores. Continuação dos exercícios do estágio 2, com o acréscimo de exercícios que visam prevenir a contratura muscular e orientação sobre o posicionamento quando deitado.
Comentários:
O paciente neste estágio tem fraqueza grave das pernas e envolvimento dos braços. Assim, o paciente utiliza uma cadeira de rodas e pode ser capaz de realizar as AVDs. Mantém-se a orientação de exercícios passivos e assistidos para evitar contraturas. Exercícios de fortalecimento e ativo-livres de todos os músculos não-envolvido devem ser continuados. Dado que a mobilidade geral diminui, a necessidade de instrução para inspecionar a pele para áreas de pressão aumenta, sendo recomendado cuidados especiais para se evitar o desenvolvimento de úlceras de pressão.


ESTÁGIO V

Características:
dependência funcional demandando exercícios de alongamento e terapia manual para reduzir as dores musculares e articulares, espasticidade e fasciculação muscular. A estimulação elétrica e hidroterapia auxiliam com a instabilidade, assim como o uso de órteses.
Comentários:
Esta fase é caracterizada por fraqueza progressiva e deterioração da mobilidade e resistência. Os músculos do braço podem apresentar fraqueza moderada ou grave. O paciente torna-se incapaz de se mover-se na cama; Assim, a troca de decúbito freqüente e os cuidados com a pele tornam-se fundamentais. A dor pode se tornar um grande problema, podendo ser causada pela hipomobilidade, contraturas, espasticidade, ou mesmo instabilidade articular. Os pacientes podem ser incapazes de manter a cabeça erguida por períodos prolongados. Assim, um colar semi-rígido é apropriado nesta fase da doença.


ESTÁGIO VI

Características:
Este é o estado máximo de dependência. Os pacientes são por vezes imóveis, com envolvimento do sistema respiratório. A Fisioterapia cardiopulmonar é de grande importância nesta fase, assim como as alterações na postura e um programa de atendimento domiciliar. As técnicas fisioterapêuticas de Estágios 1 e 2 deve ser continuadas
Comentários:
O paciente agora necessita de assistência máxima com as AVDs. Tornam-se cruciais os cuidados com úlceras de pressão e a prevenção da estase venosa nas pernas. A gestão da dor continua a ser importante. A incapacidade de sustentar a cabeça devido a fraqueza dos músculos extensores do pescoço podem se tornar um grande problema. Desconforto respiratório progressivo desenvolve-se nesta fase, sendo necessária a fisioterapia respiratória e o uso de aspiradores para eliminação de secreções pulmonares. As metas neste estágio são semelhantes aos de cuidados paliativos: para atender às necessidades do paciente e seus cuidadores. Exercícios de respiração profunda, técnicas de tosse assistida e técnicas de desobstrução das vias aéreas são recomendadas para tratar problemas respiratórios agudos ou crônicos.

Esta divisão em estágios pode ajudar os fisioterapeutas a identificar a fase clínica da doença, bem como facilitar a indicação correta de exercícios e orientação, a fim de retardar a complicações como a contratura muscular, dor e problemas respiratórios.
Piemonte e Ramirez  também sugeriram três etapas classificação para a dependência funcional (independente semi-independente e independente), juntamente com a especificação conduta fisioterapêutico para cada fase. Estes autores também recomendaram exercícios diários ministrados aos pacientes e cuidadores no ambulatório. As três fases foram descritos como se segue:

Fase Independente:
Capacidade motora está preservada, com paciente sendo capaz de deambular e realizar atividades diárias normais. Há uma ligeira redução da força muscular e da suscetibilidade à fadiga. Os principais objetivos são manter o funcionamento motor estável por tanto tempo quanto possível, para evitar retrações musculares e deformidades articulares, reeducação postural e orientações sobre o uso de órteses.

Fase semi-independente:
Os indivíduos apresentam dificuldade na realização de atividades diárias e o uso de cadeiras de rodas é necessário. Este é o início do envolvimento do sistema respiratório, com dispnéia durante o esforço moderado. Alongamento, fortalecimento muscular, exercícios de postura do tronco e exercícios respiratórios são recomendados. Estes procedimentos aumentam a flexibilidade, reduzem cãibras, fortalecer a musculatura e melhoram a postura.

Fase Dependente:
Os pacientes necessitam de cuidadores para auxiliá-los na realização de atividades do dia-a-dia devido à evolução dos sintomas. Preservação da mobilidade articular com ênfase na região pélvica e escapular, a preservação ou melhoria no controle sobre o tronco e pescoço, treinamento respiratório e alterações posturais são recomendados.

LEITURA RECOMENDADA
Piemonte MEP, editor. Manual de exercícios domiciliares para pacientes com esclerose lateral amiotrófica. São Paulo: Manole; 2001. p. 19-64.

Reabilitação física na Esclerose Lateral Amiotrófica  - disponível em: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2009/RN%202009%201/189%20.pdf

Physiotherapeutic conduct in amyotrophic lateral sclerosis - disponível em: http://www.scielo.br/pdf/spmj/v124n6/11.pdf






domingo, 15 de junho de 2014

Curso de Fisioterapia "Bolas Suíças em Pediatria"

Olá Fisionautas,
Após muitos pedidos, este ano comecei a ministrar cursos. O primeiro curso tem o pomposo nome de "Manuseios Terapêuticos em Pediatria Utilizando Bolas Suíças". Digo muitos pedido, pois recebo estagiários e colegas em treinamento profissional nos Hospitais em que trabalho, e sempre que possível, fazemos pequenos treinamentos com as principais técnicas de manuseios e exercícios terapêuticos vistos no estágio. Estes momentos sempre deixavam um gostinho de "quero mais" e assim decidimos fazer um apanhado dos manuseios mais importantes e montar um workshop no melhor estilo mão a massa (ou "hands on", se preferirem)    
Trata-se de um Workshop que será ministrado por mim e pela Tatiana Estevez, minha colega de trabalho no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Para garantir o pleno aproveitamento do conteúdo ministrado no curso, temos uma  contaremos também com a ilustre presença de duas monitoras.

OBJETIVOS:
O objetivo do curso é oferecer ferramentas para os profissionais que trabalham com crianças e adolescentes. A utilização de bolas suíças como recurso cinesioterapêutico e as progressões dos exercícios serão apresentadas, e praticadas ao longo dos dois dias de curso. Para reforçar o aprendizado, os estudantes receberão apostila ilustrada e serão apresentados videos com exemplos de intervenção com crianças, e também estudos de caso. Este é um workshop 100% prático, então, a utilização de roupas leves e que permitam a livre movimentação é altamente recomendável.
Pra dar um gostinho do que vem por aí, segue abaixo a imagem de uma página da apostila:
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
Ao término do curso, os participantes estarão aptos a:
1. Compreender a teoria e os princípios do uso de Bolas Suíças com adjuntos no tratamento fisioterapêutico de crianças e adolescentes.
2. Aplicar e planejar progressões nos manuseios em bolas suíças com segurança
3. Planejar uma conduta terapêutica, inclusive combinando com outras modalidades de tratamento como Kinesiotape, Theraband e Pilates.

PLANEJAMENTO DO CURSO:
19 de julho - Sábado
=> Teoria e princípios do uso de bolas suíças
=> Segurança no uso de bolas suíças em pediatria
=> Técnicas de transferência utilizando Bolas suíças
=> Manuseios terapêuticos em "Puppy e Decúbito Dorsal"

26 de Julho - Sábado
=> Manuseios Terapêuticos com o Paciente Sentado
=> Manuseios Terapêuticos em Condições especiais tais como:
Atraso motor,
Torcicolo Congênito, 
Fortalecimento muscular
Estímulo a reações posturais
Estímulo a dorsiflexão. 


Interessado(a)? 
Entre em contato pelo e-mail: hlcneto.fisio@gmail.com e coloque como título do e-mail "Workshop de bolas suíças".  Temos valores especiais para inscrições em grupo.




quinta-feira, 12 de junho de 2014

INACREDITÁVEL!!!!! ÓDIO, ÓDIO E MAIS ÓDIO CONTRA A FIFA E CONTRA A REDE GLOBO!!!!!!

É simplesmente surreal e inacreditável!
Aliás, é revoltante!!!
Eu passei os últimos meses ansioso com a promessa do Miguel Nicolelis apresentar seu novo exoesqueleto na abertura da Copa de 2014. Segundo a lenda, ele faria um paraplégico se levantar da cadeira de rodas e chutar uma bola. Fiquei com os olhos vidrados na TV, igual uma criança que espera a chegada do Papai Noel na noite de Natal e pra quê? pergunto: pra quê??? Para a transmissão da abertura da Copa simplesmente ignorar este feito brasileiro!!!
É inacreditável!
A criação de um exoesqueleto, com movimentos controlados diretamente pelo cérebro. Provavelmente a única grande obra bem feita deixada como legado desta Copa de Merda, pois não terminaram estádios, nem aeroportos, nem obras de mobilidade urbana, nem nada que preste ..... e simplesmente passou batido pela transmissão ESTOU MUITO PUTO!!!!!!!!
QUE VERGONHA FIFA... NOJO PADRÃO FIFA ....
Representa bem a importância que nosso país dá a ciência.

https://twitter.com/trasel/status/477161760236265472

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/06/12/paraplegico-anda-com-exoesqueleto-de-nicolelis-e-da-chute-na-copa.htm